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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Obama escolheu a rendição diante da Rússia, diz ex-assessor de Putin

Andrei Illarionov com Putin
Em fevereiro, Andrei Illarionov [foto], ex-assessor econômico do presidente Vladimir Putin, declarou ante o Comitê de Relações Exteriores do Congresso americano.

Illarionov hoje trabalha no Center for Global Liberty and Prosperity, no Cato Institute de Washington.

Segundo ele, quem governa a Rússia é a KGB, a temível polícia política soviética.

Em face dela, a diplomacia dos EUA é a pior possível: a de retirada.

Putin tenta reconstruir o poderio da ex-URSSA política do presidente Obama está condenada à catástrofe, explicou Illarionov, porque não quer reconhecer a verdadeira natureza ditatorial e imperialista do regime russo.

A KGB age como uma sociedade secreta que pune os indisciplinados com a morte, oprime os cidadãos com a violência, assassinou dezenas de milhares de pessoas, encarcerou dissidentes, suprimiu a mídia independente, exporta armas e prepara uma ciberguerra.

A propaganda anti-EUA atingiu agora um nível maior do que nos tempos da desaparecida URSS.

A política de recomeçar de zero ‒ “resetear o sistema” ‒ nas relações com a Rússia é uma ilusão do presidente Obama. Essa política foi comemorada pelos novos chequistas com “mal dissimulada alegria e satisfação”, explicou o ex-assessor de Putin.

Andrei Illarionov, World Economic Forum in Russia 2003A atual diplomacia multilateral americana é o que precisa o regime russo para atingir seus objetivos, acrescentou.

A KGB domina Moscou e acredita que a nova administração americana aquiesce com seus planos de restaurar a antiga hegemonia russa sobre o espaço ex-soviético.

Porém, os russos que se engajaram pela democracia e as liberdades hoje têm o sentimento de que “EUA os abandonam e os deixam inermes diante de inimigos mortais”.

Illarionov qualificou de colaboracionistas os membros do governo americano que promovem dita política.

Segundo ele, os EUA escolheram algo pior que o pacifismo, eles escolheram a via da rendição.

“Nós conhecemos as conseqüências da política colaboracionista. Os que se retiram e se rendem não terão paz, mas guerra ‒ uma guerra com resultados imprevisíveis e repugnantes.”

Frota russa volta a Cuba, cruzador 'Almirante Chabanenko' entra em HavanaPara Illarionov, a situação está perto de atingir o ponto de massa crítica. Os EUA não são mais um super-poder em matéria de pensamento.

Com Obama, os EUA não se opõem mais ao totalitarismo. Um tempo de graves perturbações se avizinha.

“Quando o mundo entrar nelas, vocês lembrem que alguém avisou”, concluiu.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ainda um oposicionista “silenciado” na Rússia

A jornalista Natalia Estemirova [foto] foi seqüestrada quando saía de sua casa e logo executada, em Grozni, capital da Chechênia.

O corpo apareceu numa estrada com tiros na cabeça e no peito, informou “O Globo”.

Sua “heresia” foi criticar a política do governo de Putin no Norte do Cáucaso.

A União Européia e organizações de direitos humanos ocidentais soltaram gemidos desprovidos de conseqüências, como aconteceu nos demais assassinatos de jornalistas, advogados e ativistas que denunciam a ditadura de estilo soviético de Putin e seus “camaradas” da (ex-)KGB.

Natalia foi morta no mesmo dia da divulgação de um relatório que ela ajudou a preparar e que sustenta haver provas para processar autoridades russas como o premiê Vladimir Putin, por horrendas violações, e execuções em massa na Chechênia.

O presidente russo Dimitri Medvedev, apaniguado de Putin, negou qualquer envolvimento nesse assassinato, como de praxe.

Estemirova pertencia à associação Memorial que recolhe dados sobre os crimes do comunismo, e vinha documentando os incêndios de casas, execuções sumárias, seqüestros, torturas e outros abusos, praticados na Chechênia a mando da camarilha soviética hoje instalada no Kremlin.

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