terça-feira, 31 de maio de 2011

Na República Tcheca, memorial lembra religiosos católicos perseguidos pelo comunismo

Ivan Rafael de Oliveira



De acordo com o site de notícias da UOL (5/5/11), na República Tcheca, será construído um memorial em homenagem aos mais de 11 mil religiosos católicos que sofreram em campos de concentração durante o regime comunista Tcheco (1948-1989).

O memorial, feito por iniciativa particular, será construído no santuário de Kraliky, que fica ao leste da Boêmia. Nele, durante os anos de cativeiro, estiveram presos pelo menos 540 religiosos.



De 1950 a 1961 foram fechados todos os conventos na Tchecoslováquia. Durante a operação K, todos os religiosos foram transferidos para prisões de centralização “a fim de eliminá-los violentamente”, como lembra Richard M. Sicha, diretor do Museu das Fortalezas Tchecoslovacas dos anos 1935-1938, hoje um dos responsáveis pela obra.

Apenas em abril e maio do ano de 1950 foram presos 2.300 párocos e monges dos 3 mil que haviam no país! E ainda cerca de 8 mil religiosas.

Enquanto elas eram obrigadas a trabalhar na indústria, os padres trabalhavam na agricultura, sempre ameaçados pela estrita vigilância da polícia comunista chamada de Statni Narodni Bezpecnost (SNB).



O Santuário será dividido em vários setores de exposição. O primeiro será dedicado a expor a “filosofia da liquidação da influência da Igreja” e a inauguração está prevista para Janeiro de 2012.

O memorial é uma lembrança aos religiosos católicos, pois não há registros de prisões e deportações de clérigos de outras confissões, aos quais as perseguições eram muito mais brandas.

Embora muitos “católicos” da época e de hoje não queiram ver a contradição entre o Comunismo e a Igreja, desejando uma coexistência pacifica entre os dois, os comunistas, por sua vez, enxergam bem! E sabem que aonde a Igreja - não me refiro aos tristes elementos progressistas - exerce a sua influência, ali o comunismo não consegue se firmar.

Situação essa que foi fortemente denunciada por Plínio Correa de Oliveira, já em 1963, com seu livro: “Acordo com o regime comunista – Para a Igreja, esperança ou autodemolição?”.

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