domingo, 22 de abril de 2012

Cardeal Mindszenty — 120 anos


Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Mesmo preso pelo regime comunista [foto ao lado], cruelmente torturado e obrigado a ausentar-se de seu povo, jamais dobrou os joelhos diante da tirania vermelha.

Hoje em dia, quando a Hungria vem sendo perseguida por órgãos internacionais pelo fato de ter adotado uma Constituição contrária ao comunismo, ao aborto e ao “casamento” homossexual e ter rememorado as glórias de seu passado cristão, a figura do Cardeal Mindszenty paira sobre a nação como uma bênção e uma inspiração.


Em homenagem pelos 120 anos do nascimento desse imortal Purpurado — nascido em Csehimindsent (Áustria-Hungria), em 29 de março de 1892, e falecido em Viena (Áustria), em 6 de maio de 1975 —, reproduzimos o trecho de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 10-2-1974, sob o título: A glória, a alegria, a honra... 



“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (S. João 10,11).

Nestes tristes dias, marcados por sua destituição [por Paulo VI] do Arcebispado de Esztergon, o Cardeal Mindszenty mais uma vez deu provas de que é um bom pastor, representante genuíno e íntegro do Bom Pastor por excelência. Para lutar contra o comunismo, que reduziu à miséria espiritual e material as suas ovelhas, o Purpurado magiar acaba de sofrer o último sacrifício. E talvez o mais doloroso.



Comemora-se neste ano [1974] o 25º aniversário de sua encarceração pelos comunistas. Ficou célebre a fotografia [a cima] que o mostra no banco dos réus com olhar aterrado mas inquebrantável na resolução de cumprir até o fim seu dever. O mundo inteiro viu essa fotografia, e estremeceu de horror e de admiração. Veio depois o rápido intermezzo da sublevação anticomunista. E começou então para Mons. Mindszenty o longo cativeiro na embaixada norte-americana.

Cativeiro no qual — ó mistério! — lhe era vedado o contato até com os habitantes do edifício. Mas, como coluna solitária no meio das ruínas de sua pátria, Mons. Mindszenty permanecia de pé, continuando na sua conduta as grandezas religiosas e nacionais do reino de Santo Estêvão, e preparando, por seu exemplo, a ressurreição de seu povo".


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