domingo, 19 de janeiro de 2014

Perseguição religiosa
assoma no horizonte da Ucrânia

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O governo ucraniano em mais um gesto que o assemelha à "nova-URSS" de Putin, ameaçou declarar ilegal a Igreja greco-católica ucraniana.

Seu "crime" seria prestar serviços religiosos aos manifestantes opositores que ocupam a praça central de Kiev.

O ministério da Cultura enviou uma carta ao arcebispo Sviatoslav Shevchuk, acusando a seus sacerdotes de «violar a lei» ao prestar serviços religiosos fora dos templos.

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«A violação desta lei pode dar lugar a procesos judiciais para por fim às atividades» das organizações religiosas, segundo a carta cujo facsimile foi publicado no site Ucrainska Pravda.

Não só os prelados da Igreja Católica, mas também os cismáticos da igreja ligada ao patriarcado de Kiev, prestam serviços religiosos várias vezes por dia na Praça da Independência da capital ucraniana, conhecida localmente como Maidan.

Também o fazem a seu modo, imams dos Tártaros da Krimeia, território ucraniano.


Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo mor do rito greco-católico ucraniano, que acusou a igreja Ortodoxa de ter sido um instrumento de Stalin para acabar com o catolicismo na Ucrânia
Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo mor
do rito greco-católico ucraniano,
já acusou a igreja Ortodoxa russa 
de ter sido um instrumento de Stalin
para acabar com o catolicismo na Ucrânia.
Nota do IPCO: somente a Igreja católica foi notificada pelo governo.)

Opositores ao governo

Esta praça está ocupada desde novembro por manifestantes que protestam contra a decisão do presidente Viktor Yanukovich de recusar um pacto com a União Europeia, em benefício de vínculos mais estreitos com a Rússia.

A Igreja greco-católica ucraniana, que observa o rito bizantino, está em comunhão com o Papa, e estava proibida quando a Ucrânia formava parte da União Soviética.

Desde a independência do país, em 1991, a Igreja greco-católica se transformou na terceira mais importante do país.

Uma das capelas católicas improvisadas
para Missas e apoio religioso aos estudantes,
na praça Maidan, Kiev. Foto: Vasily Fedosenko/Reuters
Sua respeitabilidade e ascendência moral sobre o conjunto do país vem crescendo continuadamente.

Fonte: Infocatólica | Tradução: Edson Oliveira - IPCO


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Um comentário:

  1. Não é para surpreender-se com esta notícia. Moscou ambiciona instrumentalizar a Igreja Católica ao seu favor. O fato estranho é que estamos testemunhando um verdadeiro espetáculo de “marionetes”: o governo ucraniano pró-Rússia (marionete da Rússia) e uma boa parte do povo (marionete das lideranças da EU) que ambiciona integrar-se em uma Europa moralmente e espiritualmente liquidada. Sim, eu não vou me iludir que esta parte substancial do povo ucraniano está na rua para exigir mais liberdade religiosa. Esse pessoal está na rua protestando é para poder “gozar” dos benefícios de uma democracia em estágio avançado de putrefação. No máximo o que eles conseguirão é afundar-se em dívidas (economicamente a UE está extremamente frágil), assistir novelas com “casais” gays, etc. Aliás, um dos motivos de tantos protestos: atrair novos “sócios” para salvar a economia europeia. Falam muito na Ucrânia mas e a Hungria? A Hungria aprovou recentemente uma nova constituição que reconhece o passado religioso do país e está celebrando acordos econômicos com a Rússia! Cada vez mais se estreitam as relações entre Budapeste e Moscou. O governo russo irá até construir uma usina nuclear em solo húngaro. É que os húngaros já perceberam a armadilha que é a tal União Europeia. Não existe “santo” nos movimentos de massa, até porque é a esquerda que possui o monopólio das manifestações populares. Por acaso a União Europeia é de direita? Não, é de esquerda. Todo cuidado é pouco.

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