quarta-feira, 7 de maio de 2014

Rússia: país de recursos imensos
ainda geme numa miséria soviética

Mulher teenta vender num outlet  numa a estação de trem perto de Novgorod
Mulher tenta vender num outlet
numa estação de trem perto de Novgorod

Recente grande reportagem de “The New York Times” sobre o interior da Rússia mostrou um país caindo aos pedaços.

A infra-estrutura já velha no tempo soviético, continua sem manutenção.

As exceções são as grandes cidades de Moscou e São Petersburgo.

Mas é só sair dos respectivos anéis rodoviários para retroceder assustadoramente no tempo.

Do ponto de vista econômico, a Rússia não saiu do sistema comunista.

O dinheiro do governo e dos plutocratas que "herdaram" as empresas públicas vem dos investimentos ocidentais em gás e petróleo.

Os europeus por cima pagam esse gás e petróleo ao preço de mercado.


Ao lado das estradas: símbolos e objetos abandonados há décadas
Ao lado das estradas: símbolos e objetos abandonados há décadas
O gigante russo não tem suficiente para comer.

Até o Brasil envia quantidades importantes de milho para que a população – e o exército, que ainda ostenta os símbolos marxistas – possam sobreviver.

“Se você quer ganhar algo, tem que ir a Moscou”, explicou ao jornal um caminhoneiro enquanto trocava um pneu com instrumentos velhos.

“Se alguém tem um carro novo e uma casa em condições mais ou menos boas é porque trabalha em Moscou. Você nem precisa perguntar” – acrescentou.

Cena de campo: abandono da agricultura é vissível  desde o trem especial que liga Moscou e São Petersburgo
Cena de campo: abandono da agricultura é visível
desde o trem especial que liga Moscou e São Petersburgo
Há até uma brincadeira:

“– ‘Por acaso há vida para além do anel rodoviário de Moscou?’

“– ‘Não. Apenas existência’”.

Outra exceção: o mosteiro “ortodoxo” de Valdai.

Ele foi reconstruído e restaurado no prazo recorde de dois anos... porque do outro lado do lago está a residência de fim de semana do czar da “nova URSS”!


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