domingo, 26 de outubro de 2014

Filósofo francês revela
visão esotérica e anticatólica da “nova-URSS”

Alexandre Havard: doutrinas de fundo anticatólico pregadas em ambientes católicos, até tradicionais.
Alexandre Havard: doutrinas de fundo anticatólico
pregadas em ambientes católicos, até tradicionais.

O filósofo francês Alexandre Havard integra a equipe de pensadores – vários deles frequentando ambientes ditos de direita ou extrema-direita – que trabalham para justificar aos olhos dos ocidentais as pretensões imperialistas mundiais da "nova KGB" de Vladimir Putin.

Havard é descendente de nobres russos exilados durante a revolução bolchevista e mora atualmente em Moscou.

Ele concedeu entrevista à “Voz da Rússia”, órgão de propaganda a serviço da “nova URSS”.

Interrogado sobre o que para ele significava a religião católica, teve uma resposta surpreendente: “Para mim, é uma religião universal, onde há lugar para todos os cultos, para todas as culturas...”

Obviamente, a religião católica não é isso. Havard entende por catolicismo uma pan-religião que engloba todas as crenças, portanto as mais antitéticas, como quer certo panteísmo eivado de esoterismo.

Após fazer à Cátedra de Pedro e ao protestantismo alguns elogios que no Brasil soam para “inglês ver”, ele acrescentou:


“Frequentemente, encontro pessoas que dizem que o ecumenismo é uma heresia. Na Rússia há muitas! Eu lhes digo: caso se trate de uma heresia, então Cristo é herege!”

Havard distinguiu as “pessoas de boa vontade” católicas ou cismáticas que fazem tudo para instaurar essa pan-religião que deturpa a unicidade da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

E postula que essa é a “a grande missão da Rússia, vista por todos os grandes filósofos russos, tais como Soloviev, Berdyaev, Chaadaev”.

A esses nomes ele poderia acrescentar outros, de expoentes do esoterismo cismático russo igualmente eivados de gnosticismo, Cabala e budismo como Soloviev; de marxismo utópico travestido de cristianismo pan-universal (cuja leitura é recomendada por Vladimir Putin) como Berdyaev; ou de uma pretensa missão universal reservada à Rússia como pregava Chaadaev.

Havard critica a decadência, o desrespeito dos valores espirituais, o relativismo e a desorientação do Ocidente. Para isto, infelizmente não lhe faltam argumentos e exemplos.

Porém, o singular é que ele acha que a Rússia está isenta desses defeitos, apesar de reconhecer que durante 70 anos ela “foi o império do comunismo, um regime profundamente doentio e talvez até diabólico, completamente anticristão”.

Mas não se sabe por que passe mágico ele acha que “20 anos depois da renúncia ao comunismo, a Rússia é praticamente o único país na Europa que conserva, objetiva e publicamente, os valores cristãos!”

Ele atribui esse fato absolutamente inexplicável e contrário à evidência a um “grande milagre dos mártires”. Ele se refere ao “sangue derramado na época comunista por todos os cristãos desconhecidos. Tenho em vista os que morreram nas prisões e derramaram o sangue por Cristo”.

Sem dúvida, o sangue dos verdadeiros mártires está na presença do Altíssimo clamando pela conversão da Rússia, conversão essa até anunciada por Nossa Senhora em Fátima.

Confusas doutrinas ecumênico-esotéricas servem a uma meta anticatólica
Confusas doutrinas ecumênico-esotéricas servem a uma meta anticatólica
Mas essa conversão, que aguardamos no mais profundo de nossa alma e o mais cedo possível, ainda não se operou.

Em primeiro lugar seria preciso, como Nossa Senhora pediu, a consagração da Rússia a seu Coração Imaculado, nas condições precisas que Ela fixou.

Essa consagração ainda não foi feita, malgrado algumas valiosas consagrações feitas por Papas em condições parecidas, mas não as pedidas em Fátima.

Tampouco vemos no Kremlin e em seus ocupantes uma verdadeira abjuração dos “erros da Rússia”, outra condição primeira e indispensável de uma conversão genuína e sincera.

Como também não vemos nos herdeiros materiais do império soviético – e espirituais no sentido da mal explicada “mística da KGB” – sinais de uma mudança de costumes como a pedida por Nossa Senhora ao mundo por meio dos pastorzinhos em 1917.

Sem essas condições, as diatribes de Putin contra a imoralidade imperante no Ocidente soam como as de Adolf Hitler e outros ditadores contra o capitalismo decadente, a França imoral, etc., etc.: um artifício verbal para enganar incautos e desmoralizar adversários.

Havard e Putin usam argumentos e fatos manipulados com astúcia para esconder intuitos verdadeiramente imperialistas e anticristãos.

Intuitos esses acalentados nos antros esotéricos que inspiraram os totalitarismos do século XX e que explicam a “nova URSS”, como acabou patenteando Havard.

Supérfluo dizer que essas doutrinas e objetivos ocultos estão em secreta sintonia com as forças do mal que corroem o mundo ocidental ex-cristão. Forças essas que, entretanto, dizem combater!


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