domingo, 30 de março de 2014

Esportistas russos estariam sendo
dopados com gás xênon

Televisão pública alemã WDR levantou a suspeita



Os jogos olímpicos de inverno em Sochi, na Rússia, foram ocasião de múltiplas revelações.

Uma foi a publicação de documento interno das autoridades russas do esporte sobre o uso do gás xênon como “substância útil para o aumento das prestações” dos atletas, noticiou o jornal “El Mundo” de Madri.

Outrora foi bem conhecido o esforço da URSS para obter grande número de medalhas em competições desportivas. Isso era um meio de reforçar a propaganda ideológica de seu sistema materialista. Então foram praticados todas as ilegalidades e abusos possíveis.

Contudo, após a queda da URSS, sem os estímulos ideológicos estatais, os atletas russos deixaram de ganhar o número distorcido de prêmios que obtinham, e voltou-se à realidade do esporte.

domingo, 23 de março de 2014

Invasores russos movem perseguição
contra sacerdotes católicos na Criméia

O Pe. Mykola Kvych capelão naval em Sebastopol.
O Pe. Mykola Kvych capelão naval em Sebastopol.

Assim que o presidente russo Vladimir Putin iniciou a manobra de anexação ilegal da Criméia, a Igreja Greco-Católica, fiel à Santa Sé, começou a sofrer uma “perseguição total” na península, segundo as autoridades religiosas.

“A vida da Igreja Católica de rito greco-católico está paralisada”, disse o Pe. Volodymyr Zhdan, chanceler da eparquia (equivalente a uma diocese) de Stryi na Ucrânia ocidental falando para a agência CNA.

Desde 2006 até 2010, o Pe. Zhdan foi chanceler do exarcato de Odesa-Krym que incluía a península da Criméia.

Três sacerdotes greco-católicos foram sequestrados por militares russos que fingem serem paramilitares independentistas.

Para o Pe. Zhdan esses múltiplos sequestros “não são um acidente”.

terça-feira, 18 de março de 2014

O sibilino cântico “cristão” de Putin
e os antigos estratagemas soviéticos

Desde os tempos em que a Rádio Moscou incitava a população russa a resistir à invasão nazista apelando para a Virgem de Fátima nunca se vira algo igual.

Apelando para essa tática stalinista, o presidente Vladimir Putin, durante seu discurso anual à Nação no fim de 2013, defendeu o “conservadorismo” de suas políticas.

Além do mais se erigiu em paladino internacional dos “valores tradicionais”, informou a agência AsiaNews.

O “inimigo” é sempre o mesmo: o Ocidente. O palavreado é surpreendente, mas obedece às antigas astúcias da máquina de propaganda soviética.

O Kremlin visa usar o tema dos “valores cristãos tradicionais” para seduzir o número crescente de ocidentais desgostosos com governos laicistas e anticristãos.

Para Putin é útil assumir a defesa da vida e da família, bem como engajar-se contra “a propaganda homossexual” que agride o senso moral de incontáveis pessoas, escreveu a agência AsiaNews.

“Sabemos que um crescente número de pessoas no mundo apoia nossa posição sobre a necessidade de defender os valores tradicionais, que constituem os fundamentos de toda nação civilizada há milênios”, disse o chefe todo-poderoso da “nova-URSS”.

Ele falou numa solene sessão conjunta da Duma, na presença de convidados, entre eles o patriarca de Moscou, Kiril.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Rússia de Putin: um Colosso com pés de barro

Para Putin a queda de Ianukovich foi a pior das derrotas
Para Putin a queda de Ianukovich
foi a pior das derrotas

A vitória em Kiev de um movimento anticomunista, patriótico e religioso significou para Vladimir Putin “a maior derrota desde que chegou ao Kremlin, como premiê, em 1999”, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo” (28.02.14).

Bem no estilo viperino e cruel de seus predecessores na URSS o revide foi inspirado pelo espírito de vingança, como observou a “Folha de S.Paulo” (01.03.14). Mas em política a desforra induz a desastres.

A Criméia foi o primeiro alvo dessa vingança. As circunstancias militares, sociais e históricas favoreciam uma invasão ilegal.

A brutalidade dos procedimentos de Putin, o desrespeito generalizado de acordos assinados, a falsidade de suas declarações logo desmentidas pelos fatos por ele encomendados, revelam uma fera ferida, acuada, que com rugidos tenta dissimular seu estado de fraqueza e falta de apoio popular.

“A Rússia está preocupada, porque não esperava uma saída tão rápida de Yanukovytch” disse Alexander Konovalov, do Instituto de Estudos Estratégicos.