domingo, 20 de setembro de 2015

Ruinas do programa espacial soviético:
símbolo do fracasso do anticristianismo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Rússia é uma imensa realidade histórica, cultural e populacional com grande vocação e missão histórica. Os produtos do gênio dos povos que a constituem estão à vista de todos em sua como que insondável variedade e riqueza.

Porém, esse povo destinado a uma transcendental missão futura, sofreu incalculáveis tragédias ao longo de sua história.

Uma delas foi a imposição do regime comunista, fruto de uma ideologia  sinistramente idealizada nos anos do Terror da Revolução Francesa, no fim do século XVIII.

A revolução bolchevique de 1917 destruiu o deslumbrante império dos czares e implantou a mais feroz ditadura igualitária da História: a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS.

Não reconhecemos a verdadeira Rússia no monstro da URSS, que a transformou na plataforma de uma seita ideológica igualitária que quis implantar no mundo a Revolução gnóstica e igualitária gestada na putrefação da ordem cristã medieval.

O ateísmo total do comunismo exigia uma igualdade total, cujo igualitarismo radical se exprimia num pensamento essencial: não há Deus, mas somente a matéria. E todos aqueles que de algum modo são como que reflexos de Deus devem ser exterminados, a começar pelos czares e a nobreza.

As “provas” dessa imensa blasfêmia deviam ser fornecidas por meio de um progresso técnico-científico destinado a demonstrar a superioridade do materialismo igualitário.

Entre os produtos elaborados por esse progresso ideológico anticristão sobressaiu o programa espacial soviético.

Ele foi, até certo ponto, o orgulho da propaganda anticristã.

Mas esse orgulho reflete-se hoje nas ruínas cobertas de pó e excrementos de pássaros, nas quais jaz a tentativa soviética de se insurgir contra Deus.

Com efeito, os restos do projeto espacial mais dispendioso da URSS estão abandonados num hangar do cosmódromo de Baikonur, nas estepes do Cazaquistão, e não podem ser vistos por estranhos.

Um blogueiro russo de 36 anos, Ralph Mirebs, conseguiu uma licença e entrou nesse cemitério do blasfemo sonho materialista. Fotografou abundantemente e publicou na Internet, segundo noticiou o jornal Clarín, da Argentina.

Num ambiente desolador, Ralph flagrou o OK-1K2, apelidado 'Little Bird' no Ocidente, o segundo transbordador espacial do programa Buran, que tinha o voo inaugural programado quando a URSS se desintegrou.

“O estado das naves espaciais é lamentável. Os painéis termorresistentes se desfizeram, os vidros da cabine estão quebrados e a fuselagem está coberta com uma grossa camada de excrementos de pássaro”, escreveu Ralph em seu blog.

O programa Buran foi uma tentativa de responder aos progressos dos EUA e seus objetivos eram principalmente militares: transportar projéteis nucleares pelo espaço contra a OTAN.

Só o OK-1K1, o Buran original, conseguiu voar durante três horas e 36 minutos.

Quando o programa foi abandonado em 1993 pelo Estado que desafiou a Deus, havia cinco modelos em diversas fases de acabamento.

Predadores ignotos completaram a destruição. “Não está claro se os equipamentos chegaram a ser instalados ou se foram arrancados e vendidos”, diz Ralph.

Como nos tempos dos saqueadores das pirâmides, os túmulos do ateísmo foram devorados por misteriosos criminosos.

Ralph deplorou o abandono e o descalabro. E exortou a uma recuperação do sonho tóxico.

Falando para a CNN, ele explicou como conseguiu entrar no recinto maldito.

“Não estava fechado e não tinha ninguém dentro. Foi durante o dia, e o interior do hangar estava muito iluminado pela luz solar. Ele fica a poucos quilômetros da plataforma Gagarin. Ao seu lado há outro prédio com o modelo de prova do foguete espacial Energy-M”.

Ralph guardou, porém, o segredo de como conseguiu entrar.

A grandeza da Rússia futura não passa por esses cemitérios amaldiçoados dos frustrados planos do ateísmo.

Mas sim pela conversão anunciada por Nossa Senhora em Fátima.


Enquanto que na terra: autoestrada federal Moscou-Yakutsk



Atualizações grátis de 'Flagelo russo' em seu e-mail

4 comentários:

  1. Tu cais nos mesmos erros do outro lado. O fracasso do programa espacial soviético / russo também pode ser encontrado no americano. Os ônibus espaciais foram desativados e no momento até mesmo os foguetes para cargas orbitais utilizam motores russos. A empresa privada americana SCO comprou 60 unidades da Energuia.
    Tens noção de onde fica Yakustk? A cidade conhecida por ser a mais fria do mundo fica no coração da Sibéria, possui o mesmo clima do círculo polar ártico. A sua simples existência, com mais de 200.000 habitantes, é uma contradição em termos geográficos. A temperatura local hoje, ainda verão no hemisfério norte, foi de -3º C. Dista mais de 8.000 km de Moscou. Mesmo assim possui atualmente ligação ferroviária.
    O outro agrupamento humano que pode ser chamado de cidade, Aldan, com pouco mais de 20.000 habitantes, fica a 450 km de distância. A região da Yakutia, da qual Yakustk é a capital, tem mais de 3.000.000 km2 e menos de 1.000.000 de habitantes.
    No Alasca existe uma rodovia que atravessa o círculo polar Ártico, a Dalton, ficou mundialmente conhecida devido ao programa Ice Road Truckers. Liga Fairbanks aos campos petrolíferos do cavalo morto. Pista simples com pavimentação não asfáltica, pois não suportaria o clima.
    Estes artigos sensacionalistas depõem contra ao ser lido por pessoas com o mínimo de conhecimento.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sob a correta ótica dos Católicos Apostólicos Romanos, tudo o que Luis Dufaur escreveu acima está certo...

      Excluir
  2. Futuro transcendental? tétrico. A Rússia é o pior país da história. Seus erros se espalharam e contaminam tudo. Inclusive havia muitos kgbs infiltrados no Vaticano. Penso que quanto menos russos melhor.

    ResponderExcluir
  3. QUEM NÃO TEM A LUZ DO CONHECIMENTO QUE SALVA, PAGA O PREÇO AMARGO DE SUA IGNORÂNCIA NAS TREVAS E NO SOFRIMENTO ETERNO.

    ResponderExcluir