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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Putin confessa: “sou comunista”

Putin confessa: 'sou comunista'.
Putin confessa: 'sou comunista'.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




“Eu gostava muito e continuo gostando das ideias socialistas e comunistas”, reafirmou no dia 25 de janeiro o presidente Vladimir Putin durante o 1º Foro inter-regional da Frente do Povo de Todas as Rússias, em Stavropol, no sudoeste da Federação Russa, segundo a agência de Moscou Interfax.

E para afastar qualquer dúvida, acrescentou:

“Vocês sabem que, como mais de 20 milhões de cidadãos soviéticos, eu fui membro do Partido Comunista da URSS. E não somente fui um membro do partido, mas trabalhei por quase 20 anos para uma organização conhecida como Comitê para a Segurança do Estado”, o nome por extenso da KGB.

“Como vocês sabem, não fui um membro por necessidade”, acrescentou. “Eu gostava muito das ideias comunistas e socialistas como ainda continuo gostando”, sublinhou.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Declaração de Havana:
vitória do Kremlin será efêmera

Símbolo da perseguição religiosa na Crimeia que não podia ser ignorada pela Declaração de Havana
Símbolo da perseguição religiosa na Crimeia
que não podia ser ignorada pela Declaração de Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: Hoje como ontem, a Ostpolitik corteja o anticristo moscovita



Dom Sviatoslav lembrou que Moscou deblatera contra o notável progresso do catolicismo na Ucrânia como sendo uma indevida “expansão no território canônico do patriarcado de Moscou”.

Para o simples fiel essa posição soa como se o mundo eslavo fosse um coto fechado onde só podem existir os seguidores do patriarca e de seu chefe Putin.

Lembrou ainda que na “Federação Russa, hoje não temos possibilidade alguma de existência livre e legal, nem mesmo no território anexado da Crimeia, onde somos ‘re-registrados’ em conformidade com a legislação russa e onde de fato somos aniquilados”.

Carece, pois, de toda sinceridade a assinatura do líder russo no que se refere ao “inaceitável uso de meios desleais para incitar os crentes a passarem de uma Igreja para outra, negando a sua liberdade religiosa ou as suas tradições” (nº 24).

O arcebispo-mor ucraniano observou que o nº 26, sobre a agressão russa à Ucrânia, dá “a impresso de que o patriarcado de Moscou se nega obstinadamente a admitir que é uma parte do conflito, quer dizer, que apoia abertamente a agressão da Rússia contra a Ucrânia”.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Hoje como ontem,
a Ostpolitik vaticana corteja o anticristo moscovita

O Patriarca Kirill recebe o Cardeal Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Um documento feito nos termos impostos por Moscou. Os católicos concernidos foram mantidos na ignorância do que se preparava
O Patriarca Kirill recebe o Cardeal Kurt Koch,
presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.
Um documento feito nos termos impostos por Moscou.
Os católicos concernidos foram mantidos na ignorância do que se preparava
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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A declaração assinada no aeroporto de Havana pelo Papa Francisco e pelo patriarca moscovita Kirill em 12 de fevereiro veio colidir com o sentimento de milhões de católicos no mundo inteiro, registrou o vaticanista Sandro Magister.

De modo especial na Ucrânia e na comunidade de rito greco-católico de origem ucraniana dispersa pelo mundo após as ferozes perseguições comunistas, a qual conta com cerca de 15 milhões de fiéis católicos. Nessas perseguições, o denominado patriarcado de Moscou teve parte ativa e resultou em grande beneficiário.

O arcebispo-mor do rito greco-católico, Mons. Sviatoslav Shevchuk, sintetizou:

“Muitos entraram em contato comigo e me disseram que se sentem atraiçoados pelo Vaticano, decepcionados pela característica de meia verdade desse documento, que chega como um apoio indireto da Santa Sé à agressão russa contra a Ucrânia.”

Confira no portal web oficial da Igreja greco-católica: “Dois mundos paralelos (em inglês)”.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O “histórico encontro” entre Francisco e Kirill

O beijo de Francisco e Kirill no aeroporto de Havana: como o Kremlin desejava
O beijo de Francisco e Kirill no aeroporto de Havana:
como o Kremlin desejava
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História italiano,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.
Corrispondenza Romana
Tradução: Hélio Dias Viana




Entre os muitos sucessos atribuídos pela mídia ao Papa Francisco, está o “histórico encontro” realizado no dia 12 de fevereiro em Havana com o patriarca de Moscou, Kirill.

Um acontecimento, escreveu-se, que viu cair o muro que há mil anos dividia a Igreja de Roma daquela do Oriente.

A importância do encontro, nas palavras do próprio Francisco, não está no documento, de caráter meramente “pastoral”, senão no fato de uma convergência rumo a uma meta comum, não política ou moral, mas religiosa.

O Papa Francisco parece querer substituir o Magistério tradicional da Igreja, expresso através de documentos, por um neomagistério transmitido por eventos simbólicos.

A mensagem que o Papa pretende dar é de um giro na história da Igreja. Mas é precisamente através da história da Igreja que devemos começar a compreender o significado do evento.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista
Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista



Francisco I e o patriarca ortodoxo Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentaram justificar o local escolhido afirmando que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

Honestamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

1. Papa Francisco e Patriarca de Moscou Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentam justificar o local escolhido alegando entre outras coisas que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

2. Respeitosamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

3. E verdadeiramente, é uma prisão que continua tiranizada pelos carcereiros que perseguiram os católicos com criando centros de “re-educação”, com presídios e até mesmo com pelotões de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais, é um imperativo de justiça lembrá-lo, morrera bradando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Papa Francisco, Kirill e as armadilhas da (ex-)KGB

Para a desinformação russa a única verdade é a que serve ao chefe supremo.
Para a desinformação russa a única verdade é a que serve ao chefe supremo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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O site sputinik.com, eco habitual das instruções do Kremlin, tinha comemorado antecipadamente o encontro do Papa Francisco I e do patriarca de Moscou, chefe da denominada “igreja ortodoxa russa”.

Sputinik.com foi criado por decreto do presidente da Rússia em 9 de dezembro de 2013 para substituir na propaganda exterior a agência RIA/Novosti internacional e a rádio Voz da Rússia, por demais associadas à imagem da velha URSS. Cfr. verbete Sputnik (news agency) em Wikipedia.

O site só visa servir os interesses da nova-URSS. Assim nos ajuda a compreender o objetivo do chefe supremo russo empurrando Kirill para ir beijar o Papa Francisco.

O site apresentou o encontro no aeroporto de Havana como uma grande vitória, não de alguma religião, mas do líder absoluto Vladimir Putin.