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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Armas infláveis, políticas “religiosas” e “conservadoras”: a “maskirovka” forja mentiras sem cessar

MIG 31 sendo inflado perto de Moscou.
"MIG 31" sendo inflado perto de Moscou.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O assustador MIG-31 cinza escuro aparecia subitamente como que do nada com a estrela vermelha em suas assas. Parecia muito real sobre tudo se visto a 300 metros.

Algumas das mais modernas armas russas puderam ser vistas e fotografadas num campo perto de Moscou.

Ali, trabalhadores manipulando tecidos sintéticos verdes e bombas de ar criavam armas impressionantes em questão de minutos, segundo informou “The New York Times”.

O truque é velho de guerra. Faz lembrar o cavalo de Troia, aliás esse mais poético, ou a ordem corânica de Maomé de os soldados velhos pintarem os cabelos brancos para parecerem mais jovens e fortes.

A Rússia montou um arsenal de disfarces e trapaças para suas forças armadas, dentro do contexto mais vasto da guerra rotulada “maskirovka” (literalmente = dissimulação, engano).

domingo, 20 de novembro de 2016

Putin nacionalista
chora a velha URSS internacionalista

Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose
Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O presidente russo Vladimir Putin deplorou mais uma vez a desintegração da União Soviética, segundo informou sua agência Sputnik.

Para ele o fim da URSS não era necessário e censurou que no Partido Comunista da época tivessem sido promovidas “ideias destruidoras para o país”.

De fato, o secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, promoveu uma política que ele condensou na palavra “perestroika” (literalmente “reconstrução” ou “reestruturação”) que deveria ser aplicada por uma política denominada “glasnost” (literalmente “transparência”).

Segundo essa política a velha União Soviética de Lenine e Stalin deveria dar lugar a mais um passo na avançada rumo à utopia comunista total sonhada por Marx.

Porém, os comunistas que queriam preservar o antigo regime staliniano acastelados nas Forças Armadas e na KGB opuseram ferrenha resistência à nova versão do comunismo.

O resultado foi que a União Soviética colapsou e que o “comunismo novo” autogestionário de Gorbachev não chegou a ser instaurado.

“Sabem que atitude tenho em relação ao colapso da União Soviética”, explicou o senhor todo-poderoso do Kremlin. “Ele não era necessário. Era possível ter realizado reformas, inclusive democráticas, sem isso [o colapso]”, disse Putin no encontro com os líderes dos principais partidos políticos.

domingo, 13 de novembro de 2016

Rússia age como “país fora da lei”
e preocupa mais que a URSS

Fumegando para valer, com atraso inexplicado, o geriátrico porta-aviões único russo Almirante Kuznetsov chegou perto da Síria. Seus armamentos e tecnologia não preocupam. Mas sim o perigo de uma guerra nuclear-chantagem para obter concessões assustadoras.
Fumegando para valer, com atraso inexplicado,
o geriátrico porta-aviões único russo Almirante Kuznetsov chegou perto da Síria.
Seus armamentos e tecnologia não preocupam.
Mas sim o perigo de uma guerra nuclear-chantagem para obter concessões assustadoras.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Rússia de Vladimir Putin é mais preocupante que a antiga União Soviética em temas como o emprego de armas nucleares, declarou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, segundo noticiou a UOL.

A preocupação foi externada durante uma visita à base de mísseis nucleares intercontinentais de Minot, em Dakota do Sul (centro-norte dos EUA).

O chefe do Pentágono criticou a “gesticulação nuclear” da Rússia de hoje e seus investimentos em “novas armas” atômicas.

E aumentou a apreensão existente diante do aparente descontrole verbal em que caem com relativa frequência os líderes do Kremlin:

“Pode-se perguntar se os dirigentes russos da atualidade conservam aquela grande capacidade de contenção que tinham na época da Guerra Fria na hora de exibir suas armas nucleares”, afirmou.

Hoje, “a utilização mais provável da arma nuclear já não é a guerra total”, como se pretendia naqueles anos, explicou Carter.

Mas “um ataque terrível e sem precedentes, lançado por exemplo pela Rússia e pela Coreia do Norte para tentar forçar a um adversário mais poderoso em matéria de armamento convencional a abandonar um de seus aliados durante uma crise”, explicou Carter.

domingo, 6 de novembro de 2016

Guerra híbrida russa
mira também a República Checa

"Os agentes de Putin"
"Os agentes de Putin"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs




O Serviço de Informação de Segurança da República Checa (BIS) publicou seu Relatório Anual 2015, resumido pela agência EUobserver. 

Além do terrorismo, os serviços de contra inteligência identificaram que os “serviços de inteligência chineses e russos eram os mais ativos na República Checa”.

A espionagem chinesa entrou de mãos dadas com a presença econômica de Pequim no pequeno, mas estratégico país da Europa Central.

As mexidas dos serviços secretos chineses visaram primariamente influenciar a política e a economia checas em favor dos interesses econômicos de Pequim.

O verdadeiro elefante – ou urso – no salão foi a Rússia.

A espionagem russa foi “a mais ativa na República Checa” em 2015. O BIS disse que “não identificou nenhuma outra atividade relevante das espionagens de outros países da ex-União Soviética”.

Na capital checa, outrora nas mãos do exército vermelho, a Rússia mantém 140 diplomatas acreditados, o dobro dos EUA.

Segundo o BIS, os espiões ativos da Rússia agem sob a cobertura da embaixada russa. O serviço checo reconhece que essa cobertura é também real nas embaixadas de outros países, “mas o número dos oficiais de inteligência russos é muito maior”.

Em geral, os países amigos declaram quem são seus agentes, mas a Rússia, não.

“Essa conduta clandestina sobre os filiados ao serviço de inteligência sinaliza claramente atividades que ameaçam a segurança e os interesses da República Checa”.