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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Guerra híbrida russa
mira Lituânia, Ucrânia, França e Alemanha

Civis treinam para lidar contra seudo insurgentes teleguiados desde Moscou
Civis treinam para lidar contra insurgentes teleguiados desde Moscou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





“Carece de todo senso imaginar nos invadir: nós não nos renderemos jamais!”, afirmou peremptoriamente Dalia Grybauskaité, presidente da Lituânia. O povo lhe pede segurança acima de tudo, segundo recolheu FranceTV. 

O povo lituano é diminuto em população e território, mas não carece de bom senso e coragem.

Por isso, não leva a sério as declarações distensionistas que o Ocidente engole e teme positivamente a invasão russa. A Lituânia tem fronteira com o supermilitarizado enclave russo de Kaliningrado.



Lituanos treinam para lances inusitados de 'guerra híbrida'
Lituanos treinam para lances inusitados de 'guerra híbrida'
A “Dama de Ferro do Báltico” encarna o espírito de resistência do Davi católico contra o Golias moscovita.

Mas no ar são Mirages franceses que vigiam o céu lituano, habitualmente violado por voos de intimidação russa.

Em terra, soldados americanos, canadenses e europeus treinam para combater num clima adverso.

Foi restabelecido o serviço militar nacional, que havia sido suprimido em 2008. Cada cidadão lituano recebeu uma cartilha sobre como resistir em caso de uma invasão que se prevê esmagadora desde o primeiro instante.

De Londres tampouco vieram notícias muito positivas para Putin, segundo a Reuters.

O ministro de Defesa britânico, Michael Fallon, acusou o regime russo de tentar semear a discórdia nas relações com o Ocidente através da desinformação e da pirataria informática.

“Lamentamos essa posição hostil do ministro”, respondeu o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Manual explica como se equipar para a guerrilha tendo o país invadido pela Rússia.
Manual explica como se equipar para a guerrilha
após a Rússia invadir o país.
Fallon também disse que “em um país que nós vemos que está se militarizando, a desinformação está criando o que podemos qualificar de era da pós-verdade.

A Rússia está claramente testando a NATO e o Ocidente.

Ela procura estender sua esfera de influência, desestabilizar os Estados e debilitar a Aliança”, disse.

“A NATO e o Ocidente devem responder combatendo mais intensamente as contra-verdades espalhadas pela propaganda de inspiração soviética. Nós temos que lutar contra a pravda (verdade) de Putin fazendo brilhar mais rapidamente a verdade”.

Teme-se que, da mesma maneira que tentou falsear as eleições americanas, a Rússia aja com seus agentes de influência para fazer eleger “amigos” nas eleições presidenciais francesas de maio e as legislativas alemãs de setembro.

A guerra híbrida russa manipularia a crise da invasão maometana para fragilizar a governança nesses países-chaves da Europa e fortalecer-se, não com forças próprias, mas levando os países que vê como adversários a se submeterem.


A Lituânia se prepara para resistir. Extrato de reportagem de “Avenue de l'Europe”.





O manual lituano de sobrevivência, reportagem de “Avenue de l'Europe”.





Civis poloneses se preparam para resistir, reportagem de “Avenue de l'Europe”.




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