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domingo, 5 de março de 2017

Influências russas na administração Trump
dividem conservadores no governo

Nikki Haley, flamante embaixadora na ONU reafirmou que os EUA manterão as sanções à Rússia.
Nikki Haley, flamante embaixadora na ONU
reafirmou que os EUA manterão as sanções à Rússia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Após a eleição de Donald Trump, os milicianos pró-russos que ocupam o leste ucraniano recrudesceram as provocações e há mortes quase diariamente.

Talvez a Rússia imaginasse que o novo governo americano afrouxaria a resistência.

Mas, de fato, a nova embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou no Conselho de Segurança que as sanções contra o Kremlin ficam de pé “até que a Rússia devolva o controle da península (da Crimeia) à Ucrânia”, noticiou a AFP.

A embaixadora deplorou que sua primeira intervenção no Conselho de Segurança tenha disso para “condenar as ações agressivas da Rússia”.

“Nós queremos melhores relações com a Rússia. Porém, a situação critica no leste da Ucrânia pede uma condenação forte e clara das manobras russas.

“Enquanto a Rússia e os separatistas que ela sustenta não respeitarem a soberania e o território da Ucrânia, esta crise vai prosseguir”, acrescentou.

A declaração chegou inesperada, após os sinais de simpatia enviados por Donald Trump a seu colega de Moscou, Vladimir Putin.

O general reformado Michael Flynn, nomeado assessor para Segurança Nacional pelo presidente Trump, reconheceu ter prometido vantagens à Rússia e renunciou para fugir de processo por felonia
O general reformado Michael Flynn,
nomeado assessor para Segurança Nacional pelo presidente Trump,
reconheceu ter prometido vantagens à Rússia
e renunciou para fugir de processo por felonia
O embaixador russo Vitaly Churkin tentou baixar a temperatura. Ele diz ter percebido “certa mudança de tom” após a reunião. E esclareceu que aguarda resultados positivos num meio termo. Mas, faleceu inesperadamente dias depois.

A maior surpresa, porém, veio dos EUA.

O recentemente nomeado conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, ex-general Michael Flynn, demitiu-se após os serviços de inteligência americanos descobrirem que ele havia mentido ao vice- presidente Pence sobre suas conversações com o embaixador russo em Washington, Sergey Kilsyak, em 29 de dezembro.

Conservador rijo, o ex-general Flynn é considerado um dos homens de maior confiança do novo presidente.

Mas ele teria prometido ao embaixador russo que Donald Trump levantaria as sanções econômicas impostas à Rússia pela anexação ilegal da Crimeia e pela intervenção nas eleições presidências americanas.

A promessa foi desmentida pela via de fato no Conselho de Segurança da ONU, como acima referido.

Flynn preferiu renunciar antes de ser indiciado por felonia.

O presidente Trump teria sabido do caso semanas antes de explodir pela imprensa e lhe teria pedido a renúncia, escreveram The New York Times e o “Washington Times”. 

Jeff Sessions teria mentido em seu juramento para esconder seus contatos com o chefe da espionagem russa nos EUA
Jeff Sessions teria mentido em seu juramento
para esconder seus contatos com o chefe da espionagem russa nos EUA
Em caso análogo, o novo ministro da Justiça Jeff Sessions, recusou qualquer investigação a si próprio relativa à campanha eleitoral de 2016, após o jornal “The Washington Post” denunciar que ele fraudou o Senado em seu juramento de 10 de janeiro.

Interrogado sobre eventuais contatos com Moscou, Sessions respondeu: “Não tive contato algum com os russos”.

Mas o que viria a ser novo ministro da Justiça estava mentindo. O “The Washington Post” mostrou que Sessions tinha se reunido pelo menos duas vezes com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak, no período investigado.

O embaixador da Rússia em Washington, Sergey Kislyak, é tido como o mais experimentado recrutador de agentes pro-russos nos EUA e verdadeiro chefe da espionagem do Kremlin no país.

Os serviços secretos da velha URSS nunca puderam realizar um feito análogo, semeando profundas divisões na capital de seu maior adversário histórico. Mas agora a infiltração guiada por Putin está produzindo efeitos surpreendentes.



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