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domingo, 2 de abril de 2017

Suécia teme agressividade de Moscou
e intensifica rearmamento

Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
A Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A Suécia, berço dos míticos vikings, adotou no século XX o pacifismo visceral socialista com a ilusão de se imunizar contra eventual invasão russa.

Também acolheu no país uma vasta rede de organizações “companheiras de viagem” do comunismo russo. Essas fizeram da Suécia uma base a partir da qual pregavam a desmobilização dos espíritos no Ocidente face ao expansionismo soviético em nome da “paz”.

Essa nação protestante omitia a verdadeira avaliação do perigo russo, apresentado por Nossa Senhora em Fátima como um instrumento da punição divina.

Porém, nos últimos anos, a agressividade da “nova Rússia” de Vladimir Putin, patente em países próximos da Suécia, provocou forte mudança de atitude na opinião pública sueca.

Em consequência, o governo de Estocolmo determinou restabelecer o serviço militar obrigatório.



O móvel da decisão foi uma piora na segurança das fronteiras, o rearmamento russo e as manobras provocatórias da marinha e da força aérea de Moscou em céus e águas suecas.

Agressividade russa tira suecos de tóxico sonho pacifista.
Agressividade russa tira suecos de tóxico sonho pacifista.
A nova lei dispõe que 13.000 dos 88.000 jovens, homens e mulheres, nascidos em 1999 serão alistados no próximo 1° de julho. Após as provas de seleção, 4.000 deles iniciarão o curso militar compulsório, que terá 11 meses de duração, informou “La Nación” de Buenos Aires.

Relatório elaborado pelo Ministério da Defesa calcula que a partir de 2023 serão necessários 8.000 soldados a mais por ano.

“O governo quer aumentar nossa capacidade militar, posto que a situação de segurança mudou”, explicou o ministro de Defesa, Peter Hultqvist.

O ministro esclareceu que a Suécia adotará o modelo da Noruega. A Finlândia e a Dinamarca também adotam o serviço militar obrigatório.

Sondagem de 2016 revelou que perto de 70% dos suecos se declaram preocupados e favoráveis a um recrutamento obrigatório.

A Suécia não faz parte da NATO, mas está associada a ela.

O Parlamento aprovou aumentar o orçamento militar, modernizar o armamento, instalar um regimento permanente na ameaçada ilha bâltica de Gotland e aperfeiçoar a vigilância subaquática, após as incursões de submarinos russos nas costas escandinavas.

Povo sueco aprovou o retorno do serviço militar obrigatório
Povo sueco aprovou o retorno do serviço militar obrigatório
Em setembro 2016, o país autorizou a instalação de tropas da OTAN em seu território. O ministro Hultqvist explicou que na decisão pesou a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e a crescente pressão moscovita sobre a Estônia, a Letônia e a Lituânia.

Há dois séculos que a Suécia não tem conflito armado. Em 1991, ano do fim da URSS, o país gastava 2,5% do PBI em defesa.

Mas com a traiçoeira ilusão da “morte do comunismo” as despesas com a defesa baixaram até 1,1% do PIB, segundo o Instituto de Investigação Internacional pela Paz.

Outro fator da preocupação atual de Estocolmo é a cooperação militar com a vizinha e aliada Finlândia, que tem uma fronteira de 1.340 quilômetros com a fonte de temores que é a Rússia.

Em 2016 a Suécia e a Finlândia assinaram um acordo de cooperação militar com os EUA, tornando-se objeto da ira do líder todo-poderoso de Moscou.



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