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| Beato padre Václav Drbola, martirizado pelo socialismo |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Foram beatificados os padres Jan Bula e Václav Drbola, assassinados entre 1951 e 1952 pelo regime comunista na Checoslováquia.
Eles foram torturados pela polícia comunista e forçados a confessar uma falsa participação numa montagem da polícia secreta socialista para “justificar” a brutal repressão contra o clero e os fiéis católicos.
Numa homenagem, o Cardeal Michael Czerny enfatizou que os mártires “transformaram o tribunal em púlpito e a prisão em altar” e “o ódio sombrio e a frieza da forca foi o lugar de seu encontro final com o Senhor”, noticiou “Infovaticana”.
Jan Bula foi preso em 30 de abril de 1951 e condenado à morte, apesar de já estar encarcerado quando ocorreu o ataque do qual foi acusado. Ele foi enforcado em 20 de maio de 1952, na prisão de Jihlava.
Václav Drbola sofreu um destino semelhante. Também preso sob falsos pretextos e acusado dos mesmos atos, foi executado em 3 de agosto de 1951.
No referido discurso, o Cardeal Czerny insistiu que o martírio de ambos os sacerdotes não foi resultado de fanatismo ideológico, mas de total dedicação a Cristo e à Igreja.
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| O padre Jan Bula preferiu morrer fiel a Cristo antes que aderir ao socialismo |
O cardeal explicou que a força dos dois sacerdotes não provinha de uma extraordinária resistência humana, mas de uma vida profundamente unida à oração, à Eucaristia e à confiança em Deus.
Durante décadas, a memória de muitos sacerdotes perseguidos pelo comunismo na Europa Oriental foi silenciada ou relegada à esfera privada devido à pressão dos regimes ateus impostos após a guerra.
A beatificação de Jan Bula e Václav Drbola traz agora uma atenção renovada a essa perseguição sistemática contra a Igreja Católica, especialmente intensa em países como a Checoslováquia, a Hungria, a Polónia e a Roménia.
O Cardeal Czerny afirmou que o testemunho de ambos os sacerdotes demonstra que “nenhuma violência pode sufocar a vida de Deus” naqueles que permanecem fiéis a Cristo.
Num dos momentos mais impactantes da conferência o prefeito do Vaticano descreveu como o regime comunista pretendia destruir a fé do povo checo eliminando os seus sacerdotes, mas acabou por transformá-los na semente de novos cristãos.



