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domingo, 30 de abril de 2023

Chefe de milicia de criminosos dirige embombamento de Putin nas redes

Prigozhin, chefe dos mercenários recrutados nos cárceres russos, também chefia a bajulação de Putin enganando os 'conservadores'
Prigozhin, chefe dos mercenários recrutados nos cárceres russos,
também chefia a bajulação de Putin enganando os 'conservadores'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Evgeny Prigozhin é o chefe do exército de mercenários recrutados nos cárceres russos conhecido como Wagner Group. Esse estreito servidor de Vladimir Putin enviou ao “moedor de carne” do leste ucraniano milhares de homens despreparados.

Agora admitiu ser o criador de uma “fazenda de trolls” (provocadores), paga para seduzir incautos lançando campanhas de mentiras pró-russas e pró-Putin nas redes sociais.

Ele declarou ter criado a Internet Research Agency de São Petersburgo, uma agência apelidada de “fazenda dos trolls” pela imprensa russa e cujos funcionários foram flagrados em campanhas de desinformação na Internet ao serviço do Kremlin.

“Não fui apenas o único financiador da Internet Research Agency, mas também a inventei, criei e administrei por muito tempo”, disse o ex-presidiário, citado pelo seu serviço de notícias no Telegram, escreveu a revista “Paris Match” entre outras.

Uma sede da Internet Research Agency em São Petersburgo
Uma sede da Internet Research Agency em São Petersburgo
Segundo ele, criou essa “fazenda de trolls” “para proteger o espaço de informação russo da propaganda grosseira e agressiva das teses anti-russas do Ocidente”.

A Internet Research Agency na realidade é bem conhecida pelas suas fraudes e enganações, mas o comando era geralmente atribuído a Vladimir Putin. Prigozhin era conhecido como o “cozinheiro de Putin”, mas nos últimos tempos se lhe atribui uma forte dissonância com o ditador.

Putin teria privilegiado a milícia de criminosos de seu favorito Prigozhin com armas, munições e verbas, suscitando a irritação dos generais do exército que se consideram diminuídos e despojados de recursos humanos e materiais para conduzir a invasão da Ucrânia desviados ao Wagner Group.

Prigozhin chegou a acusar os generais de traidores, acusação que deriva em morte, e prometeu a Putin alguma vitória fulgurante, por exemplo em Bakhmut. Chegou-se ao atrito material entre os criminosos de Prigozhin e tropas regulares russas.

Mas no fim Prigozhin reconheceu que os seus não são capazes de tomar Bakhmut nos prazos prometidos e caiu em desgraça. Armas, homens e verbas voltaram a ir para o exército regular.

Marina Jankina, interrompeu as verbas para a milícia de Prigozhin e apareceu 'suicidada'
Marina Jankina, interrompeu as verbas
para a milícia de Prigozhin e apareceu 'suicidada'
Logo depois, misteriosamente a chefe dos serviços financeiros do Distrito Militar Oeste, o distrito russo que está sofrendo as maiores baixas na Ucrânia, Marina Yankina, 58, foi encontrada “suicidada” sob as janelas do número 31 da rua Zamshina em São Petersburgo. Teria caído da janela do 16º andar.

Marina Jankina era a responsável pelo financiamento do esforço de guerra russo e uma figura chave no financiamento da guerra de Putin na Ucrânia, noticiou “The Sun”.

O Wagner Group foi indiciado por centenas de crimes hediondos contra anciões, aposentados, mulheres e crianças além de saques ilimitados das casas de família onde foram filmados roubando lava-roupas, LCDs, geladeiras, telas LCD, dinheiro e joias pessoais, e de mercadinhos onde procuram alimentos e muito álcool.

A Internet Research Agency realizou, nomeadamente através de contas falsas em redes sociais e jornais online, campanhas de enganação para defender o Kremlin, criticar adversários russos, denegrir a presença francesa em África, criar discórdia em torno do Brexit e das eleições americanas.

Se especializa em forjar chuvas de adulações de Vladimir Putin, cobrindo-o de falsos elogios como ·Carlos Magno de Oriente”, “Constantino do Oriente”, campeão dos conservadores do mundo, salvador do cristianismo, e outros carregados elogios criados para enganar o que Prigozhin chama de “trolls” (provocações) no Ocidente.


Neste blog tivemos que criar uma página especial para poder reunir a massa de informações sobre a impressionante máquina de fake news que até o momento se atribuía a Putin, e que agora o seu servidor Prigozhin se atribui o diabólico fabrico.





Desequilibrar o Ocidente: objetivo da guerra russa de desinformação



















domingo, 29 de maio de 2022

A guerra de fakes russas

Putin nega fazer a guerra contra a Ucrânia quando a faz com ferocidade inaudita
Putin nega fazer a guerra contra a Ucrânia quando a faz com ferocidade inaudita
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








“Toda a história humana é a história da arte de enganar”, instruiu o general Alexander Vladimirov apresentando seu livro 'Teoria Geral da Guerra' numa escola de cadetes em Moscou. (Russian International Affaires Council. Moscou 15-04-2014)

Ele é vice-presidente do Colégio de Especialistas Militares da Rússia e um mestre na técnica de iludir no noticiário e nas ações da guerra.

Em russo é a “maskirovka”, ou “pequeno baile de máscaras”, em Ocidente se usa “guerra psicológica”, de “guerra da informação”, e os mais modernos “fake news” e “guerra híbrida”.

A Crimeia foi invadida por “pequenos homens verdes” desarmados e sem insígnias trazidos em caminhões militares sem identificação.

A evidência era de soldados russos, mas a mídia ocidental insistia em não saber de onde vinham.

domingo, 27 de março de 2022

Cansados de propagandas falsas, jornalistas russos deixam imprensa estatal

Oksana Baulina, jornalista rusa oposicionista assassinada de modo suspeito em Kiev
Oksana Baulina, jornalista russa oposicionista assassinada de modo suspeito em Kiev
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Durante mais de duas décadas Dmitri Likin trabalhou para modelar o visual da televisão estatal russa.

Mas, quando Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, Likin renunciou a seu cargo de diretor de arte do Canal 1, o canal de televisão estatal russo importante instrumento da guerra da informação do Kremlin.

Likin disse ao “The New York Times” que Putin está executando um “genocídio”.

E que a TV estatal russa há décadas vem deformando o público na preguiça, foi “deseducado” e foi deformado para não ter critérios de análise.

Funcionários que trabalham há muito tempo para o governo cortaram os laços com ele vendo o que o Kremlin manda fazer na invasão da Ucrânia.

Milhares de civis foram presos protestando contra a invasão, dezenas de milhares fugiram da Rússia e, o enviado climático de Putin, Anatoli Chubais, foi o primeiro alto funcionário do governo a renunciar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Rússia usa “conservadores” desprevenidos para minar Ocidente

A guerra da informação de Putin explora a mesma ingenuidade de ocidentais que aproveitava a velha URSS, Caricatura de Catolicismo, nº 155, novembro de 1963
A guerra da informação de Putin explora a mesma ingenuidade de ocidentais
que aproveitava a velha URSS,
Caricatura de Catolicismo, nº 155, novembro de 1963
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs







O serviço de inteligência dos EUA reconheceu em relatório que os serviços secretos russos desencadearam uma campanha de desinformação massiva bem sucedida nas eleições de 2020, divulgou a CNN.

Os objetivos russos iam muito além da eleição de, neste caso Biden, pois tentavam minar “a confiança pública nas instituições e exacerbar as divisões sociopolíticas nos EUA”.

Dessa maneira desfeririam um golpe mortal na coesão do país que é a coluna vertebral dessa nação, independentemente dos candidatos em campanha.

O relatório foi divulgado pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional e avalia de modo abrangente as agressões estrangeiras a essa coluna vertebral, detalhando extensas operações de guerra psicológica por adversários dos EUA, que incluem a China e o Irã.

É perturbador o já temido, mas mal ocultado fato que se deu no ano 2020 que já se tinha manifestado em eleições anteriores: grandes figuras da política que se apresentavam como “conservadoras” haviam sido seduzidas pela campanha de desinformação da Rússia e acabavam perdendo aos conservadores sinceros.