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domingo, 29 de março de 2026

Dinamarca compra armas de longo alcance pensando na Rússia

Primeira minista da Dinamarca Mette Frederiksen
Primeira ministra da Dinamarca Mette Frederiksen 
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A pequena Dinamarca adquirirá armas de longo alcance pela primeira vez na sua história.

A primeira-ministra Mette Frederiksen explicou que é uma resposta à Rússia. Ela enfatizou que “não há dúvida de que a Rússia será uma ameaça à Europa por muitos anos” e que “não somos nós que estamos atacando.

É a Rússia”. Vladimir Barbin, embaixador russo em Copenhague tratou o anúncio de “pura loucura” e de ameaça aberta a Moscou.

Há um crescente aumento de gastos militares na Europa em face das tensões alimentadas pelo Kremlin.

O fato indica “uma mudança de paradigma na política de defesa dinamarquesa”, segundo o “New York Times”.  

“Essas declarações, sem dúvida, serão levadas em consideração”, revidou Vladimir Barbin, embaixador russo em Copenhague.

Em verdade, nesta reedição da oposição de Davi a Goliat e não se entende por que o gigante russo se mostra assustado.

A Dinamarca é um pequeno país, mas, como membro da OTAN, destina rotineiramente bilhões de dólares para suas forças armadas.

A Noruega comprará do Reino Unido uma nova frota de fragatas que custam US$ 13,5 bilhões, a maior aquisição militar de sua história.

A Dinamarca também encomendou três novos navios de patrulha do Ártico, adquiriu drones de longo alcance e reforçou sua cobertura por satélite sobre a Groenlândia.

Dinamarca acelera armametismo nacional.Primeira ministra visita treinos.
Dinamarca acelera armamentismo nacional.
Primeira ministra visita treinos.
Esta ilha gigantesca e geopoliticamente significativa, localizada no Círculo Polar Ártico, é um território ultramarino dinamarquês semiautônomo, e uma questão sensível para o governo Trump como também para uma eventual ofensiva russa pelo Ártico.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Dinamarca se tornou um dos principais apoiadores de Kiev.

E enviou mais de US$ 11 bilhões em ajuda militar e civil, incluindo caças F-16, artilharia e tanques.

Agora, “o objetivo é comprar armas que nunca precisaremos usar”, disse Lars Lokke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores do país.

O continente europeu está vivendo uma acentuada fase de rearmamento, até transformando fábricas de produtos pacíficos para armas e munições.


domingo, 22 de março de 2026

General supremo da França pede se preparar para guerra contra a Rússia

General Fabien Mandon
General Fabien Mandon

Luis Dufaur
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Em março, o porta-aviões nuclear francês foi enviado para a área mediterrânea de combate com o Irã, aliado de Moscou.

O general Fabien Mandon, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da França, vinha alertando para as novas armas da Rússia e a possível retomada dos testes nucleares pelos EUA.

Ele definiu “preocupante o clima em torno das questões nucleares” apontando para “um nível de retórica e agressividade (...) que é bastante excepcional”, registrou “Le Figaro”. 

No 107º aniversário do Armistício de 1918, o mesmo general Fabien Mandon em entrevista à “Ouest-France” havia acenado para o risco de uma guerra empreendida por Putin contra a OTAN.

O Chefe do Estado-Maior da Defesa acredita que a França deve se “preparar para um confronto em três ou quatro anos” contra a Rússia. A entrevista foi difundida pela BFM.TV. 

“A Rússia considera a Europa fraca. Sei que está se reorganizando militarmente para entrar em combate contra países da OTAN. Devemos nos preparar para isso”, afirmou.

Ele observou que os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido — compartilham essa avaliação baseada em informações de inteligência militar.

Com um conflito dessa magnitude no horizonte, as forças armadas devem praticar regularmente “grandes exercícios” pensando um conflito do “tipo russo”, acrescentou.

O general acredita fundamental engajar o envolvimento de toda a sociedade pois “um choque desta natureza exige muito mais do que apenas as forças armadas; é preciso que todo o país se una em torno dele”.

Se a Rússia “conseguir dividir-nos, poderá vencer”, afirmou citando vários exemplos de tentativas de desestabilização.

Putin está acenando com a III Guerra Mundial.
Putin está acenando com a III Guerra Mundial.
“O rearmamento militar é necessário, assim como o rearmamento moral da nação. As forças armadas sozinhas, sem o apoio da nação, não podem funcionar. A Ucrânia demonstrou isso.”

O general “não acredita” que os franceses estejam preparados para desempenhar um papel num conflito desta magnitude, “mas as coisas estão a mudar rapidamente”, acrescentou.

O general Fabien Mandon lembrou que após décadas de paz “o uso da força já não é aceite da mesma forma.

“Contudo, estamos num momento da história em que, coletivamente, temos de reaprender a aceitar o risco e a defender pela força aquilo que, para nós, é mais precioso”, acrescentou o general.



domingo, 15 de março de 2026

Estamos na III Guerra Mundial sem percebermos?

É o inicio III Guerra Mundial?
É o inicio III Guerra Mundial?

Luis Dufaur
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Para o filósofo Jean-Yves Heurtebise, doutor por Universidades da França e da China, a Terceira Guerra Mundial já começou embora se reluta em reconhecé-lo.

Assim o afirmou em entrevista publicada em “La Nación” de Buenos Aires.

Ela iniciou com a invasão russa da Ucrânia, e cresce com a corrupção corroendo o Estado de Direito.

Grandes economias caem na insolvência multiplicando impostos revoltantes enquanto povos psiquicamente esgotados e com natalidade em queda se polarizam e digladiam com furor sem decifrar o caos que é a causa de seus males.

A guerra do Irã foi um brutal golpe militar para precipita-las no abismo de uma desordem tal vez final.


domingo, 4 de janeiro de 2026

Serviço secreto alemão vê risco de guerra direta contra a Rússia

Martin Jäger,.Presidente da Serviço Federal de Inteligência da Alemanha
Martin Jäger, Presidente do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha

Luis Dufaur
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O serviço de inteligência alemão (BND) alertou que a Rússia se apronta para “entrar em conflito militar direto com a OTAN” antes de 2029, , noticiou a Radio France Internationale.

A Rússia beira a falência militar na Ucrânia e visa compensar seu desabamento se apossando da “Europa, economicamente muito mais poderosa”.

Para isso “não hesitará em entrar em conflito militar direto com a OTAN”, declarou Martin Jäger, presidente do BND, perante uma comissão do Parlamento em Berlim.

Múltiplas ações de “guerra híbrida” mostram que o Kremlin já ataca Europa, acrescentou.

“Já estamos no meio da confusão hoje”, prosseguiu Martin Jäger, ex-embaixador alemão na Ucrânia antes de assumir a chefia do BND.

O aumento de incidentes nas últimas semanas na Europa, como a incursão de drones russos na e violação do espaço aéreo europeu por caças russos, são episódios dessa guerra incubada.

Radio oficial alemã adverte contra mais ataques russos no país
Radio oficial alemã adverte contra mais ataques russos no país
A Alemanha foi vítima de sobrevoos de drones, sabotagem e campanhas de desinformação oriundos de Moscou.

“Na melhor das hipóteses, a Europa está vivendo uma paz gélida que pode degenerar em confronto violento a qualquer momento. Devemos nos preparar para uma nova escalada da situação”, continuou Jäger.

Sinan Selen, presidente do serviço de inteligência interno da Alemanha (BfV), partilhou seus sentimentos: “A Rússia está perseguindo agressivamente suas ambições políticas contra a Alemanha, a UE e seus aliados ocidentais.”

“Os serviços de inteligência russos estão constantemente alterando os níveis de escalada de suas atividades com o objetivo estratégico de enfraquecer as democracias liberais.

“Como resultado, estamos detectando uma ampla gama de espionagem, desinformação, interferência, sabotagem e ataques cibernéticos realizados por atores e Estados estrangeiros na Alemanha”, disse ele.

Exército alemão acelera transpasso de armas para frente oriental
Exército alemão acelera transpasso de armas para frente oriental
De acordo com Jäger, a Alemanha, a maior economia da UE, é “o alvo número um da Rússia na Europa”, especialmente porque “desempenha um papel de liderança no apoio à Ucrânia”.

Ele relatou tentativas russas de “influenciar a política interna e as decisões políticas na Alemanha”, observando que Moscou havia recentemente intervindo fortemente em eleições em outros países, como a Moldávia.

Ele também lembrou que a Rússia estava usando fluxos migratórios para desestabilizar países europeus, por exemplo, na fronteira entre a Polônia e a Bielorrússia.


domingo, 23 de novembro de 2025

Reino Unido se prepara para guerra contra a Rússia

Keir Starmer prepara cidadãos ingleses para uma guerra contra a Rússia
Keir Starmer prepara cidadãos ingleses para uma guerra contra a Rússia
Luis Dufaur
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, alertou em Glasgow, Escócia, que o Reino Unido se prepara para a ameaça “mais grave, mais imediata e mais imprevisível do que em qualquer outro momento desde a Guerra Fria”, que envolverá um eventual conflito armado.

A “preparação para a guerra como o objetivo central de nossas Forças Armadas” responde à “crescente agressão russa”, cujas “ações imprudentes estão aumentando o custo de vida em nosso país”, segundo a “Gazeta do Povo”.

“Quando somos diretamente ameaçados por Estados com forças militares avançadas, a maneira mais eficaz de dissuadi-los é estarmos preparados. E, francamente, mostrar a eles que estamos prontos para alcançar a paz pela força”, acrescentou.

Segundo Starmer, tudo o que o Reino Unido fizer em termos de defesa contribuirá para o fortalecimento da Otan, uma aliança militar coletiva que significa que “nunca lutaremos sozinhos”. “Nossa política de defesa sempre priorizará a Otan”, completou.

Primeiro ministro inglês anunciou rearmamento do país
Primeiro ministro inglês anunciou rearmamento do país
Starmer falou da inovação armamentista
, mencionando drones, contratorpedeiros e aeronaves com Inteligência Artificial (IA) visando criar Forças Armadas dez vezes mais letais até 2035.

O premier convocou os ingleses a se prepararem psicologicamente dizendo que “cada cidadão deste país tem um papel a desempenhar, porque devemos reconhecer que as coisas mudaram no mundo de hoje”.

Corroborando seus propósitos, o governo inglês construirá até 12 novos submarinos de ataque com propulsão nuclear e investirá por volta de R$ 117 bilhões) em ogivas nucleares.

Poucos dias antes anunciou que investirá R$ 12 bilhões em pelo menos seis fábricas de munições e explosivos, além de adquirir até 7.000 armas de longo alcance de fabricação britânica.



domingo, 9 de novembro de 2025

Brincando com fogo ... atómico!

Medvedev prossegue com bravatas de guerra nuclear. Até quando?
Medvedev prossegue com bravatas de guerra nuclear. Até quando?
Luis Dufaur
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O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, fiel eco de Putin ameaçou com “lançar ataques preventivos” contra o Ocidente segundo agência de notícias oficial russa TASS.

Ele que agora é vice-presidente do Conselho de Segurança disse que “a natureza pérfida do Ocidente e seu senso distorcido de superioridade ainda são evidentes e devemos, portanto, responder mesmo lançando ataques preventivos”.

O presidente americano Donald Trump achou que era mais uma bravata da Rússia, mas enviou submarinos atômicos para perto de suas fronteiras, noticiou a BFMTV.


domingo, 9 de fevereiro de 2025

“Estamos convidando a III Guerra Mundial” a Europa, alerta general francês

A Europa está 'convidando Rússia à III Guerra Mundial'
A Europa está 'convidando Rússia à III Guerra Mundial'
Luis Dufaur
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O general Michel Yakovleff, até pouco chefe do Estado-Maior de um dos três quartéis-generais da OTAN, depôs na TV francesa LCI que na Europa reina um silêncio ensurdecedor enquanto lhe tremem as pernas. Assim está convidando a Rússia para provocar a Terceira Guerra Mundial.

Os líderes políticos europeus falam de linhas vermelhas que não permitirão que o Kremlin transgrida, mas não fazem nada diante das transgressões constantes de Putin. Agindo assim “o convidamos à agressão todos os dias”.

Não basta fazer o suficiente esforço em matéria orçamental em favor do exército, continuou.

O mais importante é promover um esforço social para tirar a população europeia do estado de espírito pacifista voltado exclusivamente para o bem-estar.

Segundo o general, a sociedade europeia, e não apenas a francesa, deve perceber não só que a guerra regressou ao continente, mas que o alvo de Putin não é apenas a Ucrânia mas é toda a Europa.

“A Ucrânia é um pretexto, o alvo somos nós”, insistiu. O establishment político e econômico forjou a narrativa de que avançaríamos numa sempre e nova constante escalada da felicidade.

O Kremlin sacrifica imensa quantidade de homens enquanto os políticos europeus só pensam no bemestar
O Kremlin sacrifica imensa quantidade de homens
enquanto os políticos europeus só pensam no bem-estar
Foi uma perspectiva enganosa e “precisamos acordar já” dela, explicou. A União Europeia “só precisa de uma classe política mais consciente”, prosseguiu.

Mas, nenhum membro da classe política francesa está no modo de despertar. Eles continuam a discutir coisas mesquinhas, despreocupados com o que estava acontecendo ao seu redor.

“Sinto que estou gritando no deserto, mas não sou o único, agora precisamos de uma mudança de cultura”, explicou o experimentado general.

Os iranianos fornecem mísseis balísticos à Rússia e os norte-coreanos lhe fornecem soldados enquanto os europeus continuam tomados pela “falta de reação” psicológica.

O general Yakovleff alertou para o início de “uma nova etapa na internacionalização do conflito”. E não é uma mudança na lógica de Putin.

Se a Ucrânia cair sofrer uma catástrofe os russos virão molhar suas botas nos rios da Europa.

O verdadeiro objetivo de Putin não é a Ucrânia, é dominar a Europa 1280
O verdadeiro objetivo de Putin não é a Ucrânia, é dominar a Europa
Dizem que Donald Trump abandonaria a Ucrânia. Se for assim, Putin avançará sobre a Polônia, os países bálticos e a Escandinávia.

Putin quer sobre tudo que a NATO entre em colapso sem o financiamento americano.

Nesse dia, quando não houver mais NATO, a Europa não terá mais garantias coletivas e Putin poderá intimidar a cada um dos países do continente sem aplicar muita força militar.

Pedirá à Estônia ou à Finlândia, mesmo à Alemanha, simplesmente uma submissão um por um, sem necessidade de uma invasão física.

E Donald Trump disse coisas muito claras aos europeus: ou assumem suas despesas ou a NATO está acabada.

Os processos de rearmamento europeu começaram após décadas de contração dos respectivos exércitos e esses agora estão tão baixo que seu primeiro objetivo é evitar mais afundamentos.

OTAN  'linhas vermelhas' não passam de lindas palavras,  que não são levadas a sério
OTAN:  'linhas vermelhas' não passam de lindas palavras,
que não são levadas a sério
“A verdade é que o barco continua a afundar”
, a França é uma exceção mas, o que está fazendo é preencher lacunas cinco anos antes do que os outros.

“Nós, franceses, estamos falando de rearmamento, de novos equipamentos, de desenvolvimento industrial armamentista, mas os outros países ainda não estão falando nem em rearmamento”, voltou a alertar.

Putin vem semeando a desunião dos europeus desde 2014. A esperança está num despertar para as manobras que o Kremlin. Esse manipula nos países europeus forças políticas que se dizem “conservadoras”, mas que trabalham em seu favor.

Aliás como fez Hitler na II Guerra Mundial.


domingo, 16 de junho de 2024

80 anos após o “Dia D”, Putin é o novo Hitler e a Ucrânia é o local do embate decisivo

Putin é o novo Hitler e a Ucrânia é o local da batalha decisiva.
Putin é o novo Hitler e a Ucrânia é o local da batalha decisiva.
Luis Dufaur
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O 80º aniversário do “Dia D”, ou desembarco de Normandia, que determinou o rumo final da II Guerra Mundial, foi ocasião de grandes comemorações oficiais na Europa. As festividades, entretanto, vieram carregadas de graves presságios.

Convergiram na França os chefes dos Estados especialmente engajados naquele tremendo episódio bélico.

Eles fizeram sonoros discursos entre os quais se destacou o do Joseph Biden, presidente dos EUA, a potência que mais engajou homens e armamentos em 6 de junho de 1944 e que ainda possui as maiores forças armadas do planeta.

Nas praias da Normandia, Biden fez um paralelismo entre a situação europeia de 1944 em que Hitler tentava submeter a Europa e a situação atual em que seu êmulo na invasão totalitária Vladimir Putin ameaça o continente começando pela Ucrânia.

O presidente americano apelou aos aliados para ajudarem a Ucrânia a derrotar “um tirano determinado a dominar” se referindo a Putin.

Segundo registrou a FoxNews, Biden vinculou diretamente a luta contra a Alemanha nazista aos combates na Ucrânia que vêm acontecendo desde a invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022.

“O isolacionismo não era a resposta há 80 anos e não é a resposta hoje. A Ucrânia foi invadida por um tirano determinado a dominar”, disse.

Biden sublinhou que 350 mil soldados russos foram mortos ou feridos no conflito, enquanto que quase 1 milhão de pessoas “deixaram a Rússia porque ali não conseguem mais ver um futuro”.

“Não iremos embora, continuou. Porque se o fizermos, a Ucrânia será subjugada e toda a Europa será ameaçada... os autocratas do mundo estão observando atentamente para ver o que acontece na Ucrânia, para ver se deixamos passar esta agressão ilegal. Curvar-se aos ditadores é simplesmente impensável”, concluiu.

Acima: concentração de blindados russos previa à invasão. Embaixo: desembarco americano na praia 'Omaha' em 1944
Acima: concentração de blindados russos previa à invasão.
Embaixo: desembarco americano na praia 'Omaha' em 1944
Do outro lado da linha de combate, Putin ordenou treinos para a eventualidade de usar armas nucleares
. Os temores se amplificaram obviamente.

De todas partes chovem noticias belicistas alarmantes. Por exemplo, Anne Kest-Butler, diretora da Sede de Comunicações do Governo Britânico (GCHQ), um dos principais centros de inteligência do mundo, alertou no primeiro discurso após assumir o cargo que a Rússia prepara “ataques físicos” contra o Ocidente, noticiou “El Mundo” de Madrid.

Moscou contaria com a colaboração de grupos locais dispostos a “operações de sabotagem”, “vigilância” e “ataques cibernéticos” dentro dos países europeus.

As declarações do chefe da ‘ciberinteligência’ britânica surgem na sequência da sabotagem contra fábricas de armas e armazéns de munições em vários países europeus.

"A Rússia está fazendo atos de sabotagem por toda Europa" ("Valeurs Actuelles", Paris, 8-6-24).
"A Rússia está fazendo atos de sabotagem por toda Europa"
("Valeurs Actuelles", Paris, 8-6-24).
Os ataques foram acompanhados das detenções de espiões russos na Alemanha e na Polônia, acusados de planejar ataques contra instalações militares dos EUA.

“A Rússia acha que está em conflito com o Reino Unido e com os países ocidentais”, alertou o deputado conservador Bob Seely, da comissão parlamentar de relações exteriores.

“Algumas ações parecem obra de amadores, outras são mais sofisticadas. Tudo faz parte da máquina de propaganda de Putin para responder ao Ocidente e testar as suas forças de segurança”, acrescentou o especialista em Rússia.

Anne Keast-Butler sublinhou também as ligações de Moscou com “grupos favoráveis” no continente (alguns deles ligados à extrema direita) para lançar ‘ataques cibernéticos’, realizar trabalhos de vigilância e “em alguns casos coordenar ataques físicos contra o Ocidente”.

Numa conferência CyberUK em Birmingham, Anne Kest-Butler esclareceu que o risco encarnado por Pequim é de “longo prazo”, comparado com o “perigo iminente” representado pela Rússia.


domingo, 14 de maio de 2023

“Navios fantasmas” russos projetam sabotagens a cabos de internet e dutos de energia

Navios fantasmas russos espionam secretamente no Mar Báltico
Navios fantasmas russos espionam secretamente no Mar Báltico
Luis Dufaur
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Uma frota de 'navios fantasmas' enviados pela Rússia navega pelo Mar Báltico com transmissores desligados, para mapear parques eólicos offshore, gasodutos, linhas de energia e internet nas águas que cercam os países nórdicos para possíveis ataques de sabotagem, noticiou a agência europeia “Euronews”.

Estas são apenas alguns fatos documentados na série de documentários “The Shadow War” ("A guerra das sombras”), produzida por meios de comunicação estatais da Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega.

A série foca as operações de inteligência da Rússia na região para “em caso de conflito com o Ocidente, eles estarem prontos e saberem onde intervir se quiserem paralisar a sociedade dinamarquesa”, disse Anders Henriksen, do Serviço de Inteligência da Polícia Dinamarquesa (PET).

Os jornalistas seguiram especialmente o navio de pesquisa russo Almirante Vladimirsky no estreito de Kattegat.

O transmissor AIS, sistema usado para identificar navios e sua posição, foi desligado, mas o tráfego de rádio criptografado foi usado para rastreá-lo.

A investigação se concentrou em um navio russo chamado Almirante Vladimirsky. Fonte BBC
A investigação se concentrou no navio russo Almirante Vladimirsky. Fonte BBC
Um homem a bordo exibia uniforme, colete à prova de balas e um fuzil de assalto enquanto o navio passava por parques eólicos na Escócia, Inglaterra e Holanda.

Especialistas dizem que as informações coletadas durante essas viagens vão diretamente para o Kremlin.

“Esta é uma capacidade estratégica muito importante para a Rússia e é controlada diretamente desde Moscou”, disse Nils Andreas Stensønes, chefe do serviço de inteligência norueguês.

O Almirante Vladimirsky não é o único navio nesta atividade: os jornalistas identificaram 50 navios russos na última década com padrões semelhantes de conduta perto de campos de petróleo e gás, ou de exercícios militares da OTAN.

Homem armado confrontou o repórter quando ele se aproximou do navio. Fonte BBC
Homem armado confrontou o repórter quando ele se aproximou do navio.
Fonte BBC
A guerra na Ucrânia aumentou muito as tensões. “Os cabos são muito vulneráveis e a Rússia já passou muitos anos mapeando cabos de comunicação submarinos e infraestrutura de energia”, diz Karen-Anna Eggen, estudante de doutorado no Instituto Norueguês de Estudos de Defesa.

“Por meio de cooperações econômicas, a Rússia obteve acesso a dados sensíveis. Ela usa embarcações de pesquisa e pesca, para sondar e interromper, o que considero parte de uma preparação mais ampla caso a situação de segurança no Extremo Norte ou na Europa se torne mais tensa”, disse ela à “Euronews”.

Em abril de 2021, uma seção de cabo submarino perto da ilha norueguesa de Svalbard, usada por pesquisadores e militares, desapareceu; em dezembro do mesmo ano, um dos dois cabos principais que ligam Svalbard à Noruega continental também foi cortado.

Em 2022, depois que o gasoduto Nord Stream foi alvo de explosivos no Mar Báltico, a Noruega reforçou a segurança de sua infraestrutura offshore por medo de ataques.

Percurso do navio suspeito. Fonte BBC.
Percurso do navio suspeito. Fonte BBC.
Navios de pesca russos foram vistos cruzando os cabos de Svalbard várias vezes antes de as conexões serem cortadas.

“Este é um ponto geopolítico importante para a atividade militar russa. A Rússia nega qualquer responsabilidade, mas o tempo, local e capacidade corresponde ao fato”. “É um caso clássico de ação secreta para interromper, instilar medo e testar a resposta norueguesa”, acrescentou Karen-Anna Eggen.

É a primeira vez que quatro países nórdicos cooperam num projeto dessa magnitude e o que descobriram surpreendeu os jornalistas envolvidos.

“Devo dizer que fiquei surpreendido com o número de embarcações envolvidas nesta atividade. Não só a magnitude, mas também o intervalo de tempo em que aconteceu”, disse Håvard Gulldahl, jornalista da mídia norueguesa NRK.

Håvard Gulldahl acrescentou que especialistas civis e militares estavam cientes das atividades dos russos, mas houve uma “mudança de paradigma” desde o início da guerra na Ucrânia.

“Atividades que antes considerávamos benignas não são mais”, diz ele.

O 'Elektron' russo fotografado enquanto fugia de um guarda costas norueguês
O 'Elektron' russo fotografado enquanto fugia de um guarda costas norueguês
A BBC ecoou a investigação conjunta de emissoras públicas na Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia e entende que as autoridades britânicas estão cientes de que navios russos se movimentam pelas águas do Reino Unido como parte do programa, resumiu “Mar sem fim”.

Os países europeus investiram fortemente em parques eólicos no Mar do Norte. O Reino Unido lidera com a maior quantidade de capacidade instalada, representando 40,8%. Segue-se a Alemanha com 32,5%. 

A Dinamarca continua a ser o terceiro maior mercado com 10,1% enquanto a Holanda (8,8%) e a Bélgica (5,6%) ocupam o quarto e quinto lugares, respectivamente. Juntos, representam 97% de todas as turbinas conectadas à rede na Europa.

Acontece que a Europa está em guerra e Putin já tentou asfixiar a UE com o corte de suas instalações de gás, comentou “Mar sem fim”.

Campos de energia eóilica estão sendo mapeados para destruição em caso de guerra. Fonte BBC
Campos de energia eólica estão sendo mapeados
para destruição em caso de guerra. Fonte BBC
A BBC, citando um agente de contraespionagem dinamarquês, disse que os planos de sabotagem estão sendo preparados para o caso de um conflito aberto com o Ocidente.

Para a BBC uma das opções dos russos consiste em danificar as comunicações ou derrubar os sistemas de energia dos países para gerar caos.

Hoje, no subsolo marinho existem mais de 380 cabos submarinos com 1,2 milhão de quilômetros de extensão. É através deles que circulam os dados da internet, para ficarmos só neste exemplo, conclui “Mar sem fim”.


domingo, 2 de abril de 2023

Rússia vai a um colapso militar e político internacional

Mulheres russas protestam pelos desaparecidos em combate
Mulheres russas protestam pelos desaparecidos em combate
Luis Dufaur
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Pierre Servent, coronel honorário da reserva e especialista francês em questões de defesa e estratégia apontou o “colapso da força expedicionária russa” nos próximos meses a entrevista pela France TV.

O especialista em questões de defesa apontou para as “disfunções” de Putin enviando recrutas e reservistas “inexperientes” e “mal treinados”, e mantendo um comando “nada adaptado à guerra moderna”.

Pierre Servent
Pierre Servent
Pelo contrário, a Ucrânia já possui “um modo de comando moderno” com destaque para a “digitalização do campo de batalha”. Kiev está obtendo uma “vitória defensiva”.

Os observadores temiam uma ofensiva em grande escala após um ano de guerra, mas os russos nem mesmo têm “os meios” para realizá-la, prosseguiu. E, de fato, não a realizaram, exceção feita da ofensiva desastrosa de Vulehdar.

Moscou tenta “há vários meses uma ofensiva de 700 quilômetros de frente” que “avançou com uma devassidão de artilharia”. Mas hoje dispara duas a três vezes menos projéteis por dia, devido a “dificuldades de estoque”.

1.200 tanques pesados também foram destruídos e Moscou não tem “as peças sobressalentes” para reconstruir sua frota. “Tudo isso dá 100 metros conquistados aqui ou ali para níveis terríveis de perda” sendo que a Rússia “não pode fazer melhor”.

Pierre Servent acha que não há ameaça nuclear.

Mães, viuvas, filhas sem pai protestam contra Putin pela Rússia toda
Mães, viúvas, filhas sem pai protestam contra Putin pela Rússia toda
Três argumentos afastam essa possibilidade,, segundo ele. Primeiro, o impasse político: Putin “perderia instantaneamente o apoio da China, Índia e da comunidade internacional”. Há também um bloqueio militar.

A arma nuclear também mataria soldados russos e afetaria até mesmo o campo de batalha. Porque a nuvem radioativa também “não para nas fronteiras” e penetraria a Rússia.

A última razão é psicológica: “Putin é um homem que não quer morrer” e a arma nuclear “levaria esta guerra a outra dimensão”. “Mais uma vez, não acredito que esse seja o objetivo de Putin e não acredito que seja ideia dos generais que estão ao redor de Putin”, conclui.

Prisioneiros russos, jovens despreparados, recebem comida de ucranianos e celular para falar com suas mães
Prisioneiros russos, jovens despreparados, recebem comida de ucranianos
e celular para falar com suas mães
A China gostaria de desempenhar o papel de mediadora nesta guerra, garante Pierre Servent, mas “está muito constrangida” com o comportamento da Rússia.

Primeiro, porque Moscou sofreu “inúmeros fracassos” e depois porque a China não pode “convencer Putin a se mexer”.

Pequim gostaria de passar para “uma fase de negociação”. “A China prefere estratégias de soft power, principalmente por meio da economia”, explica Pierre Servent.

Diante da “escalada do terror” da Rússia, segundo Servent, seria preciso “ir mais rápido” na entrega de tanques leves e pesados por parte dos ocidentais.

“Também devemos começar a treinar ucranianos para pilotar aviões já”, continuou o especialista, mas infelizmente os ocidentais até agora nunca responderam favoravelmente ao pedido de Kiev de aviões de combate.

Putin queria enfraquecer a Ucrânia, mas “uniu o povo ucraniano”. Queria desconjuntar Europa, mas “consolidou a UE” que pretendia enfraquecer.

Cemiterios de soldados russos ficam enormes
Cemitérios de soldados russos ficam enormes
Para pior para ele, deu margem para os EUA emergirem como os grandes vencedores com o “retorno a uma posição central” na Europa e “ressuscitou” a OTAN, que queria enterrar, porque foi muito abalada pela administração Trump.

Putin corre o risco de perder em todos os aspectos, concluiu Pierre Servent.


domingo, 29 de janeiro de 2023

Risco de Armagedon nuclear

No insucesso e no desespero, Putin poderia pensar num Armagedon final
No insucesso e no desespero, Putin poderia pensar num Armagedon final
Luis Dufaur
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O presidente Biden advertiu as pessoas do círculo mais próximo de Putin que este se propõe levar o mundo ao borde de uma guerra atômica como nunca houve desde a crise dos mísseis cubanos de 1962, noticiou a imprensa internacional.

Biden falou da “perspectiva de um Armagedon”, em alusão à colossal batalha que, segundo o Apocalipse, acontecerá no fim do mundo.

Colaboradores de Putin pediram para usar armas nucleares contra a Ucrânia, uma vez que o exército russo está sendo derrotado em todas as frentes e o ditador moscovita se mostra desorientado, tal vez por efeito de doenças, medicações e/ou efeitos do álcool.

Para eles, o ditador do Kremlin está sem saída e na hora de cair quereria arrastar todos os seus adversários ocidentais à aniquilação. É a lógica satânica de ditadores anticristãos.

O uso da arma atômica está no subconsciente dubitativo de Putin
O uso da arma atômica está no subconsciente dubitativo de Putin
Certas frases de Putin vão no sentido de apertar o botão vermelho, enquanto outras vão em sentido contrário. A sobrevivência depende dessa hesitação.

“Não enfrentamos a perspectiva do Armagedon desde Kennedy e a crise dos mísseis cubanos”, disse Biden a uma multidão num evento partidário em Nova Iorque.

“Estamos tentando descobrir: qual é a saída de Putin? Onde você encontra uma saída?”

As referências de Biden ao Armagedom foram altamente incomuns para qualquer presidente americano que, em geral, não fazem referencias bíblicas.

As advertências do presidente, feitas sem rodeios a um grupo de doadores democratas vieram enquanto analistas em Washington debatiam se Putin recorreria a armas nucleares táticas para compensar suas crescentes perdas militares na Ucrânia.

Poucos dias antes em mais um discurso irado e inflamado, Putin levantou o espectro das armas nucleares para manter seus ganhos territoriais, que as contraofensivas da Ucrânia corroeram em mais da metade.

Putin sofisma alegando que as bombas atômicas que os Estados Unidos lançaram sobre o Japão em 1945 “criaram um precedente”.

É a primeira vez desde 1962 que autoridades de Moscou fazem ameaças nucleares explícitas.

O pesadelo russo paira sobre o mundo
O pesadelo russo paira sobre o mundo
Autoridades em Washington acham que as chances de Putin usar uma arma atômica permanecem baixas, mas estão claramente preocupados que a doutrina militar russa trate as armas táticas como um elemento potencial de conflito entre forças terrestres.

“Ele não está brincando quando fala sobre o uso potencial de armas nucleares táticas ou armas biológicas ou químicas porque suas forças armadas, estão com um desempenho significativamente abaixo do esperado”, acrescentou Biden sobre Putin

O conselheiro de segurança nacional de Biden, Jake Sullivan, disse que qualquer uso de armas nucleares teria “consequências catastróficas” para a Rússia, e em comunicações privadas com Moscou, os EUA o advertiram.


domingo, 6 de fevereiro de 2022

Kremlin instrui juventude para a guerra

Meninos e meninas são treinados no uso de armas letais. Na foto, centro de treino em Noginsk, perto de Moscou
Meninos e meninas são treinados no uso de armas letais.
Na foto, centro de treino em Noginsk, perto de Moscou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A educação das crianças na Rússia de Putin é assustadoramente oposta ao que nós transmitimos a nossos filhos, segundo se depreende de reportagem do “The New York Times”.

O jornal americano descreve o espírito belicista que está sendo inculcado na juventude, em função de um conflito apresentado como iminente e atribuído demagogicamente aos “diabólicos” capitalistas ocidentais.

O governo russo inculca nas crianças essa paranoia para que aceitem a necessidade de se consagrar ao preparo para a guerra limpa ou suja, à mídia oficial e à cismática Igreja Ortodoxa.

O ideal proposto é ir até o ponto de dar a vida por essas instituições como aconteceu na II Guerra Mundial sob a foice e o martelo.

A educação “patriótica militar” delirante é prioritária e justifica que as crianças levem botas pesadas e uniformes militares, que treinem com armas de guerra e fogo real, luta corpo a corpo com punhais, inclusive as meninas.

domingo, 6 de setembro de 2020

Putin e a Bielorússia:
“a Rússia não tem fronteira alguma”

Manifestações populares contra ditador da Bielorússia, ameaçam império de Putin
Manifestações populares contra ditador da Bielorrússia,
ameaçam império de Putin
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Foi há apenas quatro anos, mas a lembrança até hoje orienta os espíritos previsores, vendo sobretudo a indignação do povo bielo-russo diante do que considera uma grosseira fraude eleitoral do ditador Aleksandr Lukashenko, lugar-tenente de Putin.

Putin não quer ver reproduzido na Bielorrússia a brilhante reação ucraniana que teve seu centro na Praça Maidan de Kiev e derrubou o presidente pro russo Viktor Yanukovytch, outro serviçal de Moscou que acabou fugindo à Rússia. 

Putin puniu a Ucrânia com a ocupação ilegal da Crimeia e a invasão do leste ucraniano.

O fato que evocamos aconteceu quando o pequeno Miroslav, de nove anos, galardoado pela Sociedade de Geografia Russa pelo fato de decorar todos os limites dos países do mundo, foi levado ante o todo-poderoso presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Este se pôs de cócoras ante o menino e diante de um auditório lhe perguntou onde acabavam as fronteiras da Rússia.

A criança se encheu de coragem e respondeu:

– A Rússia termina no Estreito de Bering, na fronteira com os Estados Unidos.