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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Decadência demográfica leva Rússia à extinção

Só na invasão da Ucrânia, a Rússia teria sacrificado mais de um milhão de homens
Só na invasão da Ucrânia, o Kremlin teria sacrificado 
mais de um milhão de homens
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Segundo o instituto de estatística do governo Rosstat, a população da Rússia caiu para menos de 140 milhões de habitantes.

O ditador Putin e seu servidor o Patriarca Kirill de Moscou, instam os jovens a repovoarem o país.

A população caiu pela imoralidade somada a mortandade da guerra na Ucrânia, a emigração, e a depressão induzida pelos líderes políticos e espirituais.

Demógrafos independentes como o tártaro Salavat Abykalikov e o bashkir Aby Shukjurov dizem que a crise é gerada pelo regime socialista e a falsa igreja ortodoxa, escreveu “AsiaNews”. 

“Todos os anos, o equivalente a uma grande cidade desaparece do mapa demográfico da Rússia” explicaa Sergei Mironov, líder do partido “Rússia Justa”.

Os dados do Rosstat foram classificados confidenciais, porque apontam uma queda de quase dois milhões emos cinco anos. O governo mandou citar constantemente o número de 145 milhões de habitantes.

Igreja cismática mantém o povo nos vícios e erros religiosos
Igreja cismática mantém o povo nos vícios e erros religiosos
Em 2024 as mortes superaram os nascimentos, 1,8 milhão contra 1,2 milhão, e não serão publicados os números de 2025.

Esses piorarão ainda mais pela emigração e o enorme número de vítimas da guerra.

As regiões com taxas de crescimento tradicionalmente mais altas, como o Tartaristão e a Basquíria, sofreram o maior número de baixas na frente ucraniana.

O número de pessoas que fogem para o exterior por causa da guerra é de centenas de milhares.

Desde o início da operação especial na Ucrânia as pessoas começaram a se casar em massa, pelas vantagens econômicas dos contratos de guerra, mas sem aumento da natalidade.

A propaganda de guerra incentiva de todas as formas a gravidez até das menores de idade, para reverter a tendência negativa.

Os piores indicadores demográficos estão nas capitais Moscou e São Petersburgo.

Igreja cismática estimula o "moedor de carne" que custa incontáveis vida nas guerras de invasão
Igreja cismática estimula o "moedor de carne" 
que consome incontáveis vida nas guerras de invasão
O governo russo subsidia o segundo, terceiro e filhos subsequentes visando garantir “entre 2 e 2,5 milhões de nascimentos por ano”.

Na realidade, essas medidas não levam a um aumento real da população infantil.

Muitas regiões tentam “multas por aborto”, mas não podem aumentar a vida das pessoas e garantir o futuro de um país em declínio devorado pela imoralidade e por uma igreja falsa oficial.

domingo, 7 de maio de 2023

Por aborto e vícios Rússia se esvazia de habitantes

O interior russo se desertifica
O interior russo se desertifica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A imoralidade reinante na Rússia, malgrado os esforços da propaganda putinista e cismática para ocultá-la, está jogando o país numa espiral de morte demográfica.

A má notícia é preocupante para os países vizinhos, porque o ditador do Kremlin pode estar em busca de conquistas militares para preencher o vazio populacional.

O número de mortes ultrapassa o de nascimentos quase todo ano e não só pela invasão da Ucrânia que fez até o momento uma cifra aproximada de 200.000 mortos, desaparecidos ou prisioneiros sem contar algumas centenas de milhares de feridos ou inabilitados, estimou o “Estado de S.Paulo”.

O campo fica sem trabalhadores
O campo fica sem trabalhadores
 recrutamento obrigatório de numa primeira fase 300.000 “reservistas” provocou a fuga de mais de um milhão de russos de meia idade, em geral formados em profissões chaves.

Na imoralidade soviética, a população russa vinha parando de crescer, mas não ao ritmo atual.

A população atingiu seu pico em 1993, com 148,6 milhões.

No início de 2022, havia estimados 145,6 milhões de habitantes, ou seja, um declínio de 2%, enquanto que a população dos EUA cresceu 33% no período equivalente que vai de 1990 a 2020.

A expectativa de vida dos russos, segundo o Banco Mundial é de 71 anos; nos EUA é de 77. Entre homens: nos EUA, a expectativa de vida é de 75 anos; na Rússia, é de 66 atribuída ao abuso do álcool e da droga.

A população vai rareando
A população vai rareando
A Rússia tem a 11.ª maior economia do mundo, mas em expectativa de vida figura na 96.ª posição.

Segundo Nicholas Eberstadt, pesquisador do American Enterprise Institute, a taxa de nascimentos na Rússia é de apenas 1,5 filho a cada mulher — bem abaixo do nível de reposição (dois filhos por mulher).

Na Rússia o sistema de saúde pública é terrível, e seus níveis extremo de alcoolismos e drogas são sinais de desespero.

Durante a pandemia de covid-19, entre 2020 e 2023, o verdadeiro número de mortes teria ficado entre 1,2 milhão a 1,6 milhão, segundo The Economist, superando os EUA cuja população é mais de duas vezes maior.

“O índice-médio de mortes de soldados russos mensalmente é pelo menos 25 vezes maior do que o índice de mortos por mês na guerra da Chechênia e 35 vezes maior do que o índice de mortos no combate em Afeganistão”, relata o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Assim a Rússia deverá ter 135 milhões de habitantes até 2050 e 126 milhões até 2100.

Os jovens abandonam o interior e correm para Moscou e São Petersburgo
Os jovens abandonam o interior e correm para Moscou e São Petersburgo
Então o atual nono país mais populoso do planeta, cairá para a 22.ª posição.

Os dias da Rússia enquanto grande potência estão demograficamente contados pela imoralidade do reinado de Vladimir Putin.

Putin chegou a afirmar que a Rússia poderia ter uma população de 500 milhões não fosse a dissolução, em 1991, da União Soviética, que ele qualificou como “a maior catástrofe geopolítica do século”.

Sua invasão à Ucrânia pode ser considerada um estratagema para aumentar a população russa à força.

O fato ter sequestrado pelo menos 11 mil crianças ucranianas parece especialmente sinistro sob essa luz.

Stephen Sestanovich, ex-embaixador americano nas repúblicas soviéticas considera que Putin está agitado por “um delírio febril de declínio”.

A população que fica no interior está empobrecida, Kamchatka
A população que fica no interior está empobrecida, foto em Kamchatka
O despovoamento da Rússia, afirmou o embaixador, “alimenta o senso apocalíptico de Putin com o a fantasia de talvez conquistar 40 milhões de pessoas na Ucrânia para resolver o seu problema”.

Putin tentou mobilizar 300 mil soldados em 2022 mas precisa de outros 400 mil combatentes para continuar infligindo grande sofrimento ao povo da Ucrânia.

Portanto, há pouca esperança de que o “loop demográfico apocalíptico” evite que Putin se torne mais desesperado e perigoso.


terça-feira, 1 de março de 2022

Beata Aiello: a Rússia traz a ruína e a morte para o mundo

Beata Elena Aiello, jovem religiosa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Bem-aventurada Elena Emília Aiello é pouco conhecida no Brasil.

Mas bem mereceria sê-lo muito mais. Como na sua Itália natal, onde sua fama de santidade e a benemérita atividade caritativa da Ordem que ela fundou estão sempre crescendo.

A Beata é também famosa pelos dons sobrenaturais com que foi beneficiada pelo Altíssimo. Recebeu os estigmas e numerosas revelações de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nelas, Ele se mostra primordialmente preocupado, e até agoniado – se se pode dizer assim – pela degringolada da ordem política e social dos países até então católicos, em particular da Itália.

Com insistente premência, Ele retoma as palavras de Sua Santíssima Mãe em Fátima, colocando como que uma lente de aumento sobre os males que ameaçam o mundo, a Igreja e o Papado se os homens não fizerem penitência.

Essas mensagens foram especialmente intensas na década de 1950, marcada por um otimismo enganoso que predispôs o ambiente psicológico que penetrou em todas as esferas, inclusive na eclesiástica, e influenciou a fundo as elaborações do Concílio Vaticano II.

Mas essas advertências haviam começado décadas antes. Cabe destacar a correspondência da Bem-aventurada Aiello com a irmã do então líder máximo da Itália, Benito Mussolini, exortando o duce a não se engajar na fatídica II Guerra Mundial. Tratou-se de Edvige Mussolini (1888 – 1952), casada com Michele Mancini.

Benito Mussolini repeliu com orgulhoso desdém a ardorosa advertência da Beata da parte de Nosso Senhor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Imoralidade dizima a “nova-Rússia”

Os recursos para combater as doenças foram cortados drasticamente.
Os recursos para combater as doenças
foram cortados drasticamente.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Vladimir Putin anuncia em continuidade novas iniciativas armamentistas e militares que vão lhe custar dezenas de bilhões de dólares contra inimigos que poderia apagar da face do mundo em qualquer parte do planeta com um poder arrasador.

Mas cortou subsídios fundamentais para combater as doenças na Rússia,como há tempos denunciou Paul Goble, especialista em questões étnicas e religiosas da Eurásia.

Uma das consequências foi o crescimento galopante dos índices das pandemias  no país e nos territórios ocupados por homens armados a serviço do Kremlin.

Nenhuma notícia fala que a epidemia de HIV tenha diminuído.

Mas a fumaça informativa a respeito da expansão do coronavírus ocupou todas as atenções, com fakes, oficiais ou não, e com o fiasco da "primeira e melhor" vacina contra o vírus chegado da China: a Sputnik V.

Para a Organização Mundial da Saúde, que não esconde sua simpatia pelas vacinas russas e chinesas, a aprovbação da Sputnik V está suspensa até não se saber qual data. Cfr. "La Nación".

domingo, 25 de agosto de 2019

População russa encolhe
no império anti-Fátima

Aborto, divórcio, droga e álcool estão consumindo a população russa
Aborto, divórcio, droga e álcool estão consumindo a população russa
Luis Dufaur
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A imoralidade anti-familiar ameaça as aspirações geopolíticas da Rússia. Em 2018 a população russa caiu em termos absolutos para 148,8 milhões de habitantes, segundo o Serviço de Estatística do Estado Russo (Rosstat).

E pelas estimativas da ONU, a Rússia perderá cerca de 8% da sua população até 2050. E não são as projeções mais alarmantes.

O Kremlin não considera essa crise demográfica do ponto de vista moral. Mas, pelo lado estritamente material: a economia e o poder militar. Pois, deles depende a ambição de projetar sua influência ideológica a todo o mundo.

O presidente Vladimir Putin quer atrair entre 5 e 10 milhões de imigrantes entre 2019 e 2025, escreveu “La Nación”.

O declínio demográfico não é desta década. Está ligado a libertação sexual, notadamente em matéria de aborto e divórcio, instalada junto com a Revolução bolchevista de 1917.

Mas, na era putinista, essa mesma imoralidade oficial, agravada pelas devastações crônicas do álcool e da droga, podem fazer naufragar os planos de dono de Moscou.

A ponto de que segundo Gregory Feifer, analista do Davis Center for Russian and Eurasian Studies na Harvard University (EUA), “o presidente Putin e o primeiro-ministro Medvedev, falaram publicamente sobre isso”.

“Mas suas políticas têm sido inadequadas para lidar com o declínio da população. E, de fato, além de seus planos para promover o nascimento, tudo o que eles estão fazendo no país é desencorajar a imigração e incentivar a emigração”, diz Feifer.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Militarismo e repressão consomem verbas da saúde e população diminui mais

A imoralidade e a droga tornaram o HIV uma epidemia na Rússia
A imoralidade e a droga tornaram o HIV uma epidemia na Rússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mais três fatores alarmantes sobre a diminuição da população russa vieram se somar aos já conhecidos, escreveu Paul Goble, especialista em questões étnicas e religiosas na Eurásia, em artigo para Euromaidanpress.

O primeiro deles é o dramático aumento da transmissão do HIV e o aumento das mortes por AIDS, ligados à decadência dos costumes, à adição às drogas, ao descalabro do serviço de saúde pública e à carência de medicamentos.

Segundo os especialistas em medicina russa, só no ano passado as infecções com HIV aumentaram entre 3% e 4%, com médias ainda superiores em localidades específicas.

Por isso já se fala do HIV como uma epidemia na Rússia.

Vladimir Putin cortou as verbas para a saúde com o eufemístico argumento de “otimização” das despesas. Na prática, essa “otimização” significou arrocho geral, exceto para o setor militar e para o esquema de repressão política.

A “otimização” – escreveu Goble – pode ter sido muito boa para a burocracia estatal, mas não para o povo russo, especialmente os doentes.

domingo, 2 de julho de 2017

Rússia à beira do “suicídio demográfico”

Bonecas num ex-jardim de infância em Pripyat, Chernobyl, ilustram o drama da queda da natalidade russa
Bonecas num ex-jardim de infância em Pripyat, abandonada nos dias da ex-URSS,
ilustram o drama da queda da natalidade na "nova-URSS"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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As mais recentes estatísticas demográficas russas continuam apontando para um desastre sem precedentes.

Segundo a agência oficial Rosstat, entre janeiro e fim de maio de 2017 nasceram 70.000 crianças a menos que em idêntico período do ano passado.

Tal queda coloca a Rússia na via do suicídio demográfico, pois a diminuição da população atingiu o “ponto de não retorno”, escreveu a jornalista Jeanne Smits em seu site Reinformation.

Com efeito, a angustiante interrogação levantada pelo Moscow Times, jornal anglófono de oposição e uma das poucas vozes independentes que ressoam na “nova-Rússia”.

A catástrofe dizimou os recrutas do Exército que Putin quer para reconstituir a grandeza militar da falida URSS.

Por isso, o omniarca do Kremlin ordenou políticas favoráveis, meramente materialistas, à natalidade, mas fracassaram. Essencialmente religiosa, a moral familiar não se muda com leis.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Álcoois pesados matam milhares
numa Rússia sem religião

O drama de Irkutsk e da Rússia numa ilustração do The Guardian
O drama de Irkutsk e da Rússia numa ilustração do The Guardian
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um dos mais deploráveis vícios que consomem a população russa é a bebedeira. Não é novo, vem de séculos.

Mas a chamada Igreja Ortodoxa russa, que deveria ensinar a moral e promovê-la, nada fez para acabar com esse flagelo. Pelo contrário, muitos de seus religiosos e hierarcas são conhecidos pelo povo por seu homérico abuso do álcool.

Tampouco fez nada o comunismo soviético que, aliás, via na vodca um instrumento para avassalar a população.

Vladimir Putin, falsamente tido como moralista e cristão, também explora e promove esse vício como recurso de abaixamento e anestesia da população.

O vício está especialmente espalhado entre os homens – embora muitas mulheres não estejam isentas – e é o grande causante da baixíssima expectativa de vida deles na Rússia, uma das menores do mundo.

Porém, o grau de degradação a que chegou nessa matéria a “URSS 2.0” nos últimos anos estarrece até os próprios russos.

domingo, 18 de setembro de 2016

O cristianismo e a família esmagados na Rússia

O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O historiador francês Philippe Fabry registrou em seu blog uma estranha contradição em seu país. Políticos e jornalistas que oscilam entre os partidos de direita passaram repentinamente a ecoar uma imagem que parece ter sido mandada fazer pelo Kremlin.

Entre eles, cita o político e ensaísta Yvan Blot, que passou a defender que o regime de Putin é o guardião dos valores tradicionais do cristianismo e da família, e que a “nova Rússia” seria uma espécie de baluarte no qual o Ocidente deve se apoiar para não afundar na decadência.

Fabry relembra então alguns dados de conhecimento geral que são omitidos por essa visualização:

— a “nova Rússia” pseudo-cristã, cuja população é mais do que o dobro da francesa, aborta proporcionalmente duas vezes mais crianças (800.000 por ano) do que a França laicista (200.000).

— a “nova Rússia” é o primeiro consumidor mundial de heroína. Embora esse extenso país represente apenas 2% da população mundial, consome 21% da produção planetária dessa droga pesada. Trata-se de uma herança recebida por Putin, mas não se tem notícia de que ele aja eficazmente para extirpar o vício que devora a nação.

— o desfazimento da família está provocando uma catástrofe demográfica: a população russa – mais de 140 milhões – ruma para 80 milhões de habitantes por volta de 2050, segundo as projeções.

domingo, 5 de agosto de 2012

Bebês abortados para fazer cosméticos


A polícia russa encontrou 248 fetos humanos, provavelmente resultantes de abortos, em um bosque de Sverdlovsk, nos Urais, informaram à AFP fontes judiciais locais.

Elena Mizulina, presidente da Comissão pela Família, Mulheres e Infância da Duma (Câmara russa), denunciou a existência de uma rede que negocia fetos de abortos tardios para produzir cosméticos.

Os bebês assassinados estavam em quatro tonéis de plástico, perto da cidade de Anik, a 75 km de Ekaterimburgo, capital da região, destacou uma fonte do Ministério do Interior.