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domingo, 23 de agosto de 2026

No Parlamento russo pedem o fim de Putin

Vyacheslav Markhaev acusou Putin de afogar o país no sangue e leva-lo a uma explosão social
Vyacheslav Markhaev acusou Putin de afogar o país no sangue 
e leva-lo a uma explosão social
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No Parlamento russo sempre submisso a Putin agora se fala contra a “invasão militar agressiva e catastrófica da Ucrânia”.

O deputado comunista Vyacheslav Markhaev acusou Putin de líder ineficaz que afoga o país no sangue e o leva a uma explosão social.

O deputado Renato Sulimanov disse que a guerra está insuportável, sumiram os empregos e os drones ucranianos devastam a infraestrutura.

Ilya Remeslo ex-ativista pró Putin, agora diz que “é um líder ilegítimo” em quem só 29,5% dos russos confiam.

Putin reage com fúria e impotência enquanto chovem mísseis sobre Moscou e correm boatos de que o ditador estaria preparando a fuga..

O aumento do sentimento de protesto é mensurável em várias regiões.

Uma pesquisa realizada pelo independente Centro Levada revelou que 20% dos russos acreditam em possíveis protestos contra a queda do padrão de vida.

Fica claro que o povo russo está cansado e exausto de Putin e uma guerra que está claramente destruindo o país.

As mortes em massa de russos têm um papel enorme na queda de popularidade do ditador.

O comentarista Ilya Remeslo, virou contra Putin, chamando-o de 'criminoso de guerra'
O comentarista Ilya Remeslo, virou contra Putin, 
chamando-o de 'criminoso de guerra'
E isso só vai piorar na ofensiva de verão, após a ofensiva da primavera ser muito ruim: ela deveria preparar o colapso de Donetsk mas causou em março e em abril, a perda de cerca de 110.000 mortos ou feridos.

Segundo o jornal oficial Pravda, o número já devastador de baixas não está diminuindo, na verdade está aumentando.

Segundo o Kiev Independent, só 70.500 pessoas se inscreveram para o exército russo nos três primeiros meses de 2026, 30.000 a menos da meta e quase 20.000 a menos do que os 90.000 que haviam se alistado no mesmo período em 2025.

Segundo o Telegraf, os gastos de defesa da Rússia alcançaram níveis inéditos desde a Guerra Fria.

O Centro Levada descobriu que 20% dos russos acreditam que protestos são prováveis devido à queda no padrão de vida dentro da Rússia. O gasto militar absurdo alimenta os protestos.

A governadora do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiulina, alertou para uma crise econômica iminente.

Na edição de 2025 do Fórum Econômico de São Petersburgo, Nabiulina e outros alertaram que a economia russa caminha para uma recessão.

Em abril de 2026, ela afirmou que a Rússia enfrentava uma escassez de 2 milhões e meio de trabalhadores, situação nunca vista na história da Rússia moderna.

Elvira Nabiulina, Presidente do Banco Ceentral russo, criticou politica economica de Putin e 'desapareceu'.
Elvira Nabiulina, Presidente do Banco Central russo,
 criticou a política econômica de Putin e 'desapareceu'. Mas voltou.
Nabiulina desapareceu e o Kremlin diz que ela está de licença médica. 

Ou está sendo mantida afastada das reuniões de tomada de decisão que deveriam girar em torno da opinião dela.

Um estudo revelou que as reservas financeiras da Rússia estão quase esgotadas e as receitas de energia caíram 45% em relação ao ano anterior.

Segundo pesquisa do Nest Center só 15% dos russos aprovam as políticas econômicas de Putin, enquanto cada vez mais dinheiro é necessário para sustentar a invasão.

A Rússia está à beira de uma explosão social, mas Putin ainda não quer perceber isso, enquanto os alarmes são emitidos.


Fontes: CNNBrasil e Youtube

domingo, 7 de outubro de 2018

Queda moral e econômica
erode o império do Kremlin

Mulher alastra sua desgraça sob o olhar do Big Brother do Kremlin
em São Petersburgo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Malgrado algumas tênues melhoras ligadas a valorização internacional do petróleo, o barômetro da economia russa voltou a dar sinais de fraqueza, noticiou a agência Reuters.

A queda é atribuída à decadência da agropecuária e da construção civil.

Na prática a propriedade privada na Rússia continua reprimida prolongando a miséria da URSS.

O otimismo com a queda da URSS atraiu capitais nos anos ‘90 que reanimaram a atividade particular.

Putin afastou esse otimismo e restaurou a onipotência econômica do Estado concentrada na mão dos “oligarcas” a ele cegamente submissos.

Em agosto, a construção civil se contraiu 17% em relação a idêntico período do ano anterior, enquanto que o setor agroindustrial caiu 10,8%.

Os dados apontam uma “queda catastrófica” na construção e na agricultura disse Kirill Tremasov, ex-chefe de prospecção macroeconômica do Ministério de Economia.

A perspectiva é de um impacto negativo no PIB nacional.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Militarismo e repressão consomem verbas da saúde e população diminui mais

A imoralidade e a droga tornaram o HIV uma epidemia na Rússia
A imoralidade e a droga tornaram o HIV uma epidemia na Rússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mais três fatores alarmantes sobre a diminuição da população russa vieram se somar aos já conhecidos, escreveu Paul Goble, especialista em questões étnicas e religiosas na Eurásia, em artigo para Euromaidanpress.

O primeiro deles é o dramático aumento da transmissão do HIV e o aumento das mortes por AIDS, ligados à decadência dos costumes, à adição às drogas, ao descalabro do serviço de saúde pública e à carência de medicamentos.

Segundo os especialistas em medicina russa, só no ano passado as infecções com HIV aumentaram entre 3% e 4%, com médias ainda superiores em localidades específicas.

Por isso já se fala do HIV como uma epidemia na Rússia.

Vladimir Putin cortou as verbas para a saúde com o eufemístico argumento de “otimização” das despesas. Na prática, essa “otimização” significou arrocho geral, exceto para o setor militar e para o esquema de repressão política.

A “otimização” – escreveu Goble – pode ter sido muito boa para a burocracia estatal, mas não para o povo russo, especialmente os doentes.

domingo, 5 de junho de 2016

Baikonur: cosmódromo é amostra
da decadência russa

Monumentos às glórias espaciais soviéticas caem aos pedaços
Monumentos às glórias espaciais soviéticas caem aos pedaços
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Rússia está fechando o famoso ‘cosmódromo’ de Baikonur.

Na realidade, a base continua sendo usada para os grandes lançamentos, que ocorrem entre sucata, lixo e velhos prédios.

Os turistas saem com a impressão de voltar meio século no tempo vendo vetustos equipamentos, escreveu reportagem do jornal espanhol “El Mundo”.

Construída pela URSS nos anos 50 e agora no Cazaquistão, a base obriga Moscou a pagar um aluguel que não consegue cobrir.

O Kremlin ordenou a construção de outros ‘cosmódromos’ em território russo.

Porém os locais são menos favoráveis, os custos não param de crescer e os prazos estão sendo continuamente adiados.

Em Baikonur, prédios, monumentos, ruas, mobília dos hotéis, tudo cheira a mofo acumulado desde os anos 60.

domingo, 17 de abril de 2016

É o Titanic afundando?
Não! É a economia russa!

É o Titanic que afunda? Não!, é a economia russa!
É o Titanic que afunda? Não!, é a economia russa!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O “Titanic” afundando foi a imagem dominante nas redes sociais russas nas festas de Natal e Ano Novo, as quais acontecem com alguma defasagem em relação ao Ocidente devido à diversidade dos calendários.

E desde então, os índices só pioraram.

O Titanic afunda?

Não!!! É a economia, respondiam em coro os cidadãos russos.

“O Titanic já colidiu, as adegas estão se enchendo de água fria, mas a tripulação e os passageiros da primeira classe se conduzem como se não estivesse acontecendo nada. O capitão almoça tranquilamente no salão”, escreveu o blogueiro Alexeï Kougourov, citado pelo jornal “Le Monde” de Paris.

“A todos aqueles que estão aguardando que a economia russa atinja o fundo dos mares para voltar à superfície, avisamos que o Titanic [o histórico] também tocou o fundo, porém nunca mais ressurgiu”, comenta um outro internauta com uma ponta de humor cáustico.

“Le Monde” fornece um apanhado da vertiginosa ciranda descendente de diversos indicadores, como a Bolsa de Moscou e a cotação do rublo, a moeda nacional.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Dezenas de milhares refugiam-se nos esgotos em busca de calor

Desabrigados procuram refúgio nos esgotos de Moscou e São Petersburgo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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É difícil imaginar a desorganização e o despreparo, que fazem o povo russo padecer insondáveis males.

O comunismo e suas mazelas não foram varridos como deveriam ter sido nas décadas de aparente liberalização e bonança econômica que se seguiram à queda da URSS.

O sistema comunista ainda está em pé na Rússia, produzindo efeitos infernais.

Um deles é a miséria em que vivem milhões de russos, sem propriedade nem liberdade.

domingo, 15 de novembro de 2015

Agonia da economia russa:
espoleta de uma precipitação de efeito mundial?

Efeitos da crise econômica que apenas começou serão devastadores.
Efeitos da crise econômica que apenas começou serão devastadores.



2016 poderá ser o último ano de bonança da combalida economia russa. O ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, declarou durante uma audiência parlamentar que em 2017 a Rússia não conseguirá mais fechar seus déficits com os recursos do Fundo de Reserva.

“2016 será o último ano em que conseguiremos gastar nossas reservas do modo como estamos fazendo”, disse. “Então essas reservas terão acabado”, escreveu o jornalista Vitaliy Portnikov, analista da “Nezavisimaya Gazeta”, especializada nos países pós-soviéticos.

Segundo Portnikov, em termos mais simples, 2016 será o último ano da Rússia atual em que Putin ainda poderá pagar dívidas e ordenados com dinheiro.

domingo, 30 de agosto de 2015

Falta de dinheiro e pressões ocidentais
fazem Rússia desistir de navios Mistral

Marinheiros russos junto ao Vladivostok, no porto de Saint Nazaire.
Marinheiros russos junto ao Vladivostok, no porto de Saint Nazaire.



A Rússia acabou desistindo da compra de dois navios da classe Mistral, adquiridos da França antes da crise da Ucrânia.

Os dois países ainda discutem o montante que deverá ser reembolsado a Moscou, que tinha efetuado parte do pagamento no tempo das vacas gordas, noticiou a Gazeta Russa.

A Rússia pede à França mais do que lhe teria adiantado pelos dois navios porta-helicópteros de desembarque, de uso múltiplo, dotados de avançada tecnologia.

“As negociações chegaram ao fim, tudo já foi decidido – tanto o cronograma, como as quantias”, anunciou Vladimir Kojin, conselheiro do presidente Vladimir Putin para questões militares. Mas isso depois não pareceu tão verdadeiro.

A Rússia alega ter feito despesas extras, como ancoradouros para os dois gigantes de guerra, modificações em helicópteros e despesas diversas em treino das centenas de marinheiros que iriam manipular os navios, que superam tudo o que a Rússia possui.

domingo, 9 de agosto de 2015

Empobrecimento do povo russo não incomoda o Kremlin

Miséria atinge hospitais russos
Miséria atinge hospitais russos



O desabamento da economia e a queda na pobreza da tão castigada população russa caracterizaram-se pelo aumento dramático dos furtos em supermercados e mercadinhos, segundo o jornal britânico The Telegraph.

Esses pequenos furtos, indicativos de uma população com carências básicas, aumentou 44% em 2014. O total dos bens roubados atingiu 930 milhões de rublos (perto de 20 milhões de dólares).

O surpreendente do dado é que os ladrões procuravam produtos de baixo valor, mas indispensáveis à sobrevivência, segundo informou o jornal moscovita Izvestia com base em dados do serviço tributário do governo.

Para o jornal, esses furtos são “apenas o topo do iceberg”, pois só são contabilizados os furtos denunciados à polícia e as lojas não costumam denunciar roubos de pequeno valor.

O verdadeiro nível desses roubos poderia ter atingido 2 trilhões de rublos ou perto de 40 bilhões de dólares.

domingo, 5 de julho de 2015

Delírio putinista de grandeza
não tem base na realidade




Moscou não consegue manter um exército de grandes dimensões como o antepassado soviético, escreveu o jornal The New York Times.

A propaganda do presidente Vladimir Putin acena com acentos épicos para a grandeza oca da era soviética, e assim os sofridos cidadãos russos não olhem a catástrofe interna que padecem no dia-a-dia .

Assim tenta distrair a atenção popular do funesto estado econômico e político do país.


Simultaneamente Putin é levado a contragosto a suspender elementos essenciais para a vida dos cidadãoes.

Na saúde pública o quadro geral continua desolador. Moscou incentiva o fechamento de hospitais e centros de saúde ineficientes, redundantes e em más condições.

Em teoria vai trocá-los por outros mais modernos e pagar melhor os funcionários da saúde. Mas, aplicando um critério de qualidade, terá que fechar um número espantoso de hospitais.