Mostrando postagens com marcador perseguição religiosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador perseguição religiosa. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de março de 2025

Sacerdote bielorrusso condenado por criticar ditador putinista local

Padre Henrykh Akalatovich preso por criticar Lukashenko
Pe Henrykh Akalatovich preso por criticar Lukashenko
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Pe. bielorrusso Henrykh Akalatovich, de 64 anos foi condenado a 10 anos de prisão acusado de alta traição por criticar publicamente o governo comunista subserviente do ditador Putin através do ditador local Alexander Lukashenko posto em funções em 1994, há mais de três décadas por Moscou, segundo se depreende de informações de “Infovaticana”.

Esta é a primeira vez que um membro do clero católico recebe uma sentença de prisão desde a queda da Uniao Soviética e a tapeativa “independência” da Bielorrússia em 1991.

Na Bielorrússia, a luta contra a fidelidade à Igreja Católica se desenvolve num contexto de intensificação da repressão política, acentuada pela perspectiva de eleições presidenciais nas quais o ditador Lukashenko garantu um sétimo mandato, com clamorosas fraude, como de costume.

Segundo o Centro de Direitos Humanos de Viasna, o Pe. Akalatovich foi incluído na lista de 1.265 figuras políticas do país opostas ao regime putinista.

A organização denunciou que a sentença buscava intimidar os demais padres, que ouviam uma das poucas vozes críticas ao regime partindo do Pe. Akalatovich.

Ele ficou famoso por seus sermões críticos pronunciados em sua paróquia em Valozhyn, no oeste do país, e que adquiriram merecida repercussão no país.

O sacerdote foi detido em novembro de 2023. Acontecia que lhe fora diagnosticado câncer e passou por uma cirurgia, o que aumentou a preocupação geral sobre sua saúde na prisão.

Desde que foi detido pela polícia política que conserva o nome de KGB, modelada pelo sinistro homólogo de Moscou, ele ficou incomunicável, e as autoridades prisionais foram forçadas a armazenar as roupas e alimentos que seus admiradores lhe enviavam.

O porta-voz da Viasna, Pavel Sapelka, descreveu a sentença como uma tentativa de “silenciar e intimidar” dissidentes, especialmente em um momento crucial para o futuro político do país.

O Pe. Henrykh engrossou a legião dos dissidentes mártires que sofrem nas prisões putinistas.



domingo, 10 de março de 2024

Acusar de “seita”: velho artifício comunista, hoje putinista

Alexander Novopashin, clérigo cismâtico encarregaddo de rotular de 'seita' aos adversários cristãos de Puitn
Alexander Novopashin, clérigo cismâtico encarregado de
rotular de 'seita' aos adversários cristãos de Puitn
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Moscou explora mais um artifício para reprimir os grupos dissidentes: os acusa de serem perigosas “seitas” cuja ameaça para a sociedade deve ser extirpada.

Nessa perseguição, o Kremlin tem um apoio destacado no líder anti-“seita”: o arcipreste Alexander Novopashin, que esteve afiliado até março de 2023 à Federação Europeia de Movimentos Anti-“seita” apoiada pela francesa, FECRIS.

Ele oficia na catedral cismâtica de São Alexander Nevsky, em Novosibirsk, dependente do Patriarcado de Moscou, porta-voz religioso das vontades de Putin.

A denúncia das ações deste agente foi feita por “Bitter Winter” site especializado em desvendar as perseguições religiosas no mundo.

O arcipreste é um inimigo profissional das “seitas” para o que ele elaborou um coquetel venenoso de ideologia criminosa do regime de Putin com os artifícios do movimento anti-“seita” ao estilo FECRIS.

Novopashin acusa os EUA de satanista e aponta contra a Ucrânia como responsável dos crimes satanistas cada vez mais freqüentes na Rússia.

Esse coquetel é derramado contra as vítimas escolhidas a dedo ou, por vezes, é mantido em silêncio aguardando para aplicá-lo em seu momento. A polícia política putinista escolhe.

Após o início da guerra de agressão contra a Ucrânia, a maior parte do coquetel saiu à luz para espalhar teorias anti-ucranianas tão absurdas quanto possível.

Em comparação com Alexander Dvorkin, outro importante ativista russo que trabalha contra ditas “seitas”, Novopashin se assemelha mais a um burocrata obtuso que multiplica as contradições, apontou Massimo Introvigne especialista nas perseguições anticristãs na Europa e no mundo.

O eclesiástico russo já apareceu bancando de especialista em espionagem.

Ele disse ao “News of Siberia” que a inteligência ucraniana recrutou “milhares” de agentes na Rússia para espionar infraestruturas militares, movimentos de tropas e comboios militares.

Ele apontou aos “tristes seguidores de Navalny”, o dissidente a quem definiu “agente estrangeiro e terrorista”. Navalny morreu depois num cárcere ártico, causando comoção mundial pelo aparente assassinato putinista.

Novopashin e Kolokoltsev, ministro do Interior, representantes russos na aliança ocidental anti-seita FECRIS
Novopashin e Kolokoltsev, ministro do Interior,
representantes russos na aliança ocidental anti-seita FECRIS
Novopashin não conta, nem sabe, onde se escondem os espiões ucranianos. “Na maioria das vezes”, explica o arcipreste da polícia putinista, “os encarceramentos de espiões ucranianos ocorrem em novas regiões do país”, ou seja, em partes da Ucrânia que a Rússia anexou fraudulentamente.

O arcipreste acusa a ucranianos de espionar para a Ucrânia na própria Ucrânia, o que não deixa de ter algo de histriônico.

“Mas o SBU [serviço de inteligência ucraniano] tenta expandir a sua rede de agentes, razão pela qual seus agentes são detidos mesmo na Sibéria”, acrescenta incongruentemente.

“Na verdade”, explica o inimigo das “seitas” que não são a sua, “milhares de agentes recrutados foram descobertos, a imprensa noticia apenas os casos mais ressonantes”.

E ali ele encaixar sua missão: “é necessária uma contra-propaganda em grande escala para suprimir as atividades de recrutamento do inimigo”.

“Os cidadãos da Federação Russa devem saber em detalhes como funciona a inteligência estrangeira, como ocorre o recrutamento e quais ameaças os agentes potenciais enfrentam para tais ações”. Essa denúncia justificaria a detenção de dissidentes anti-Putin.

“Tudo isto deve ser apresentado com exemplos modernos e históricos, da forma mais clara possível. Mas, infelizmente, esse trabalho não está sendo realizado”.

“Precisamos de uma visão mais ampla e inteligente do problema, e isto não é apenas uma questão da competência dos serviços de inteligência”, acrescentou.

A pátria russa precisa de lutadores contra as “seitas” que sejam clarividentes como ele para denunciar os espiões ucranianos que se escondem nessas “seitas”.

O jornal siberiano, em acordo com o arcipreste-policial Novopashin, apresenta uma antiga lista de 58 “seitas” (e “muitas outras”), que inclui de tudo, desde os Santos dos Últimos Dias às Testemunhas de Jeová, e desde a Cientologia à desconhecida Soka Gakkai.

O clérigo do Patriarcado de Moscou também define quem é cristão ou não, como no caso da Igreja da Nova Geração, que Putin persegue por qualquer razão, e que ele chama de “paródia blasfema do Cristianismo, movimento sectário ocultista”.

Obviamente, para ele a pior das “seitas” é o anticomunismo e o catolicismo levados a sério.


domingo, 23 de abril de 2023

A conversão da Rússia na atual guerra
e a história do menino que sonhava com o sacerdócio
sob a perseguição russo-comunista

Dom Sviatoslav Shevchuk, Primaz do rito greco-católico,
o maior dos ritos orientais da Igreja Católica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No post anterior Conversão da Rússia possessa: maior fruto da guerra para ucranianos reproduzimos a visão de fé católica do Rito Greco-Católico de Ucrânia, por meio do Pe. Taras Zheplinsky, chefe da sala de informação de dito Rito.

Dom Sviatoslav Shevchuk, Primaz do Rito greco-católico na Ucrânia, Arcebispo-mor de Kiev-Galícia e de toda a Rússia narrou sua formação sacerdotal sob a opressiva ditadura russo comunista.

Reproduzimos essa matéria para comprendermos a ação da graça divina iniciada há anos no sentido da conversão da Rússia que os fiéis do rito greco-ucraniano, que se contam em milhões, anhelam do mais fundo de suas almas e pela qual estão derramando seu sangue heroicamente e em abundância.

Em entrevista para a Catholic Radio and Television Network, o Arcebispo-mor de Kiev-Galícia e de toda a Rússia, Dom Sviatoslav Shevchuk, Primaz do Rito greco-católico na Ucrânia, fez reveladoras confidências sobre sua formação eclesiástica acontecida sob o socialismo soviético. “Zenit”.

O rito greco-católico é o maior dos ritos orientais da Igreja Católica: mais de 10 milhões de fiéis, incluindo a Ucrânia e a diáspora. Cerca de meio milhão deles reside no Brasil, especialmente no Paraná e em Santa Catarina.

Dom Sviatoslav explicou que cresceu numa sociedade totalmente ateia. Na escola “nos ensinavam que Deus não existia”. Só a família transmitia a fé crista.

O jovem arcebispo disse que a primeira vez que viu um padre foi por ocasião de um enterro.

“O sacerdote veio na calada da noite para celebrar o funeral e depois desapareceu velozmente. Como menino, fiquei curioso de saber quem era o sacerdote e o que estava fazendo. Eu entrevia nele um reflexo da presença de Cristo”.

“Esse sacerdote tinha estado duas vezes no cárcere por praticar seu ministério e através dele descobri verdadeiramente Alguém e alguma coisa pela qual vale a pena dar a própria vida”.

Foi assim que o futuro bispo decidiu ir para o seminário. Mas não tinha nada a ver com os seminários atuais.

A entrevista abaixo foi concedida quando Dom Sviatoslav era administrador apostólico da eparquia (diocese) de rito ucraniano em Buenos Aires. Foi concedida à associação "Ajuda à Igreja Necessitada" e tem a vantagem de estar dublada em português:


Funcionava assim: “O sacerdote que encontrei também era reitor do seminário secreto, clandestino. Para mim, foi a descoberta de um mundo completamente novo.

“Meu modo de estudar era bem estranho. Raramente encontrava meus professores do seminário – pelo menos uma vez cada dois meses.

“Quando os encontrava, davam-me sempre um livro, que tinha de copiar e estudar durante dois meses. Assim começou minha formação sacerdotal!

“Nem minha mãe nem meu pai estavam ao corrente. Se eu fosse descoberto pela polícia secreta, minha mãe, que era professora de música, e meu pai, que era engenheiro, teriam perdido o trabalho.

“Muitas pessoas na Ucrânia que foram descobertas acabaram detrás das grades ou no exílio.

“Graças a Deus não aconteceu nada. Para mim e para meu plano de me tornar sacerdote, a Mãe de Deus tinha que destruir a União Soviética.

“Eu me lembro que rezava: é impossível para os homens destruir o mal, mas para Deus nada é impossível.

Missa clandestina num bosque na Ucrânia sob governo comunista
Missa clandestina num bosque na Ucrânia sob governo comunista
“A Sagrada Eucaristia era o ponto central da nossa vida.

“Lembro-me de um sacerdote que encontrei certa vez: ele jamais falava muito dos sofrimentos, das perseguições e das torturas; ele me contava que certas vezes na prisão todos os sacerdotes celebravam a liturgia.

“Nós ficávamos pasmos: como é que isso era possível? De onde vinham o cálice e a patena?

“Ele tirou os óculos e disse: ‘Eis o que nós usávamos: uma lente servia de cálice com uma gota de vinho, e na outra, que servia como patena, púnhamos um pedacinho de pão. Assim nós celebramos a liturgia na prisão ou nos campos de concentração”.

O atual arcebispo Sviatoslav participou pela primeira vez de uma missa no ano 1991, quando acabava de servir como conscrito no Exército Soviético.

Quando ele entrou no Exército Vermelho toda a vida religiosa acontecia em segredo, mas ao sair a União Soviética estava caindo. Ele assistia à divina Liturgia na igreja de sua cidade natal de Strait, na Ucrânia.

“Era maravilhoso, sentia-me como no céu! A liturgia bizantina de São João Crisóstomo é um símbolo da liturgia celeste”, exclamou.

Dom Sviatoslav explicou que “o comunismo destruiu a nossa sociedade e que só por meio da graça do Espirito Santo é que a Igreja pode curar essas feridas.

“Durante a ex-União Soviética era perigoso ser cristão. Hoje na Europa o importante é não ter medo de ser cristão, ainda quando isso pareça não ser ‘conveniente’”.

Só o heroísmo na Fé – como o de Dom Sviatoslav e o de tantos outros sacerdotes e bispos que padeceram e até morreram sob a opressão comunista – leva à vitória os verdadeiros filhos da Igreja Católica.



domingo, 15 de janeiro de 2023

Rússia faz “desaparecer” dois padres redentoristas

Padres Ivan Levytskyy e Bohdan Heleta
Padres Ivan Levytskyy e Bohdan Heleta
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Os padres redentoristas Ivan Levytskyy e Bohdan Heleta, pároco e vigário da Igreja Greco-Católica da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, foram presos em 16 de novembro em Berdyansk, Ucrânia, pelos serviços de segurança russos e foram feitos desaparecer.

A Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) continua sem contato com eles e não tem informações nem mesmo sobre o local onde os dois sacerdotes estão detidos, noticiou “Infocatólica”.

Berdyank é uma cidade portuária no sudeste da Ucrânia, na região de Zaporižžja, controlada pela Rússia.

Num comunicado a Congregação informou que “nos dias 23 e 24 de novembro o canal de televisão russo 'Zviezda' publicou um fragmento do interrogatório de Ivan Levytskyy. Havia sinais visíveis de esgotamento físico e mental no rosto do padre” nas imagens divulgadas.

O Pe Pe. Oleksandr Bogomaz, jovem pároco de Melitopol, na região de Zaporizhzhia, Ucrânia, também foi preso pela barbárie ateia putinista
O Pe Pe. Oleksandr Bogomaz, jovem pároco de Melitopol, na região de Zaporizhzhia, Ucrânia,
também foi preso pela barbárie ateia putinista
Desde que a cidade ficou sob o controle do exército de Putin – de quem se diz falsamente, aliás, que seria um campeão do cristianismo – os padres decidiram heroicamente ficar na cidade “para continuar servindo o povo”, fornecendo apoio espiritual e assistência humanitária a refugiados e pessoas em perigo devido à guerra.

A acusação montada contra os dois padres, e relatada por alguns meios de comunicação russos, é que eles teriam escondido explosivos e armas nas dependências da igreja e no porão de sua residência.

As armas teriam sido encontradas durante buscas por parte de uma unidade da Guarda Nacional Russa.

Essas buscas, realizadas na ausência dos padres que já haviam sido presos, apresentaram resultados “falsificados” e devem ser tidos como “falsos”, sublinham os Redentoristas na Ucrânia.

Os atentados sacríegos russos não cessam
Os atentados sacríiegos russos não cessam
Eles seriam uma represália após as descobertas dos serviços de segurança ucranianos no mosteiro de Kiev-Pechersk, obediente a um patriarca russo
.

“Desde o início da guerra – continua o comunicado dos Redentoristas – os dois padres se dedicaram exclusivamente ao cuidado pastoral dos católicos da cidade de Berdyansk, e até sua prisão ninguém havia reclamado algo sobre seu desempenho”.

A declaração conclui com um apelo pela libertação dos Padres Ivan e Bohdan “deste cativeiro sem sentido”, e com uma invocação a “Maria, Mãe de Deus, Mãe do Perpétuo Socorro”, para proteger os presos e ajudá-los a voltar para casa sem sinais de tortura ou graves danos físicos ou morais.

A Rússia de Putin está reeditando os piores procedimentos da URSS comunista perseguidora dos católicos.


Assim fala o arcebispo-mor dos católicos ucranianos de rito grego (São João Crisóstomo)



quarta-feira, 2 de março de 2022

Missas católicas nos subterrâneos de Kiev

Vídeo: Sacerdotes católicos descem aos subterrâneos para celebrar a Missa em Kiev
CLIQUE NA FOTO PARA VER



Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs

terça-feira, 22 de junho de 2021

‘Putin defensor dos valores cristãos’?:
mais uma mentira da nova KGB,
vem advertindo arcebispo

Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo de Kiev sobre Putin:
a KGB jamais difundiu os valores cristãos,
mas se serviu deles com finalidades políticas.
Eu não acredito que quem sacrifica um milhão de vidas
para atingir objetivos geopolíticos
possa estar animado por valores cristãos.
Não sejamos ingênuos”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em entrevista de imprensa na sede da Rádio Vaticana, Mons. Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do Rito greco-católico, disse ter advertido o Papa a respeito de afirmações da Santa Sé que podem ser associadas à propaganda russa.

Mons. Shevchuk esteve em visita ad limina a Roma, juntamente com mais de vinte bispos católicos ucranianos dos ritos latino e bizantino dm 2015. E desde então os prelados ucranianos vem transmitindo a Papa Francisco a dramática situação que vive seu país ameaçado em suas fronteiras com a Rússia e com parte de seu país ainda invadido por mercenários pagos por Moscou.

“Para descrever o que acontece na Ucrânia, advirtiu ele no início da entrevista, só se pode usar uma palavra: invasão estrangeira e não conflito civil”.

A expressão “guerra fratricida” havia sido usada pelo Pontífice numa audiência com particular infelicidade. Ela suscitou fortes reações nos ambientes católicos ucranianos e verdadeiro entusiasmo entre os seguidores de Vladimir Putin, entre os quais se destacou o Patriarcado cismático de Moscou.

A expressão “guerra fratricida”, explicou o arcebispo de Kiev, feriu a sensibilidade do povo ucraniano, pois ecoa a visualização do conflito ucraniano espalhada pela “propaganda russa”. Até hoje as regiões 'separatistas' funcionam como território ocupado por agentes do Kremlin que as governam armados.

domingo, 13 de junho de 2021

Repressão russa ao catolicismo promovida em Paris

Alexander Dvorkin, funcionário da Igreja Ortodoxa Russa é o encarregado de indiciar as vítimas religiosas
Alexander Dvorkin, funcionário da Igreja Ortodoxa Russa,
é o encarregado de indiciar as vítimas religiosas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Hoje soaria demencial um relato fictício de hierarcas nazistas como Himmler e Goebbels fazendo palestra em Paris para se apresentar vitimados pela perseguição dos judeus, dos americanos e dos estudiosos contrários ao nazismo.

Porém, se tivesse ocorrido durante a ascensão do nazismo, as “vítimas” teriam sido ovacionadas e os “judeus, americanos, etc.” execrados.

Hoje, o artista contemporâneo que montasse uma peça, show satírico ou obra de arte com esse horrível tema sucumbiria sob uma catarata de condenações.

No entanto, aconteceu em fevereiro de 2021 em Paris, segundo denunciou Massimo Introvigne, representante da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) para o Combate ao racismo e xenofobia com particular atenção para a discriminação contra os cristãos.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Comunismo é criminoso e diabólico

Na Ucrfânia uma das primeiras iniciativas do povo livre foi demolir as estátuas do ditador assassino
Na Ucrânia uma das primeiras iniciativas do povo livre
foi demolir as estátuas do ditador assassino




Paulo Roberto Campos,
agência ABIM





No dia 4 de novembro (2020), o parlamento eslovaco aprovou uma emenda declarando o Partido Comunista uma organização criminosa.

A Eslováquia se junta à Ucrânia, Lituânia, Letônia e Polônia — países que tomaram medidas semelhantes de “descomunistização”, escreveu a agência ABIM. 

Conforme matéria de Álvaro Peñas, do periódico madrileno “El Correo de España”, a emenda também proíbe monumentos, placas comemorativas e até nomes de praças e ruas, relacionados à ideologia comunista.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Jornalista não-russo pode ser declarado “agente estrangeiro” na Rússia

'Agente extrangeiro' é uma figura enigmática que serve parfa reprimir qualquer um
'Agente estrangeiro' é uma figura enigmática que serve para reprimir qualquer um.
Fonte: "The Moscow Times"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A câmara de deputados do parlamento russo estuda uma lei que declararia “agentes estrangeiros” aos jornalistas de outros países credenciados na Rússia, noticiou “Clarín”.

O projeto legislativo apresentado por 11 deputados e 4 senadores propõe colar o rótulo de “agente estrangeiro” em quem exerce atividade política ou coleta informações no campo técnico-militar e recebe dinheiro e outras ajudas do exterior.

O documento especifica que para ser declarado “agente estrangeiro” o correspondente deve exercer atividades “incompatíveis com a sua atividade profissional”. Da mesma forma, deve realizar "atividades relacionadas ao desempenho das funções de agente estrangeiro". Mas não é indicado a quais atividades específicas se refere.

O projeto reincide no propósito repressivo manifestado em normas anteriores. Em 2012 a Rússia colocou essa tacha, susceptível de gerar graves punições policiais, às ONGs e organizações de direitos humanos que recebiam financiamento do exterior, ameaçando as igrejas e associações de caridade religiosa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Cardeal Mindszenty, vítima da convergência vaticana-comunista pós-conciliar

O Cardenal Mindszenty no banco dos réus, durante o pantomímico processo comunista em 1949
O Cardenal Mindszenty no banco dos réus,
durante o pantomímico processo comunista em 1949
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









O glorioso Cardeal Josef Mindszenty, Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz Regente da Hungria foi objeto de plena reabilitação legal, moral e política por meio de lei aprovada pelo Parlamento de Budapest e um acórdão da Suprema Corte magiar.

Ambos Poderes reconheceram a inteira inocência do Primaz e declararam destituídas de qualquer valor legal as acusações forjadas pela persecução comunista.

O Cardeal Mindszenty foi preso pelo regime comunista em 1948.

Os torturadores socialistas, através do uso de drogas obtiveram que o Cardeal assinasse uma “confissão” de conspirar contra a ditadura russa, de roubar das joias da Coroa húngara visando coroar o herdeiro, aliás legítimo, Arquiduque Otto de Habsburgo, como Imperador da Europa do Leste e, ainda, planejar a Terceira Guerra Mundial contra Moscou.

O ínclito Cardeal foi liberado pela rebelião anticomunista de 1956, e obteve asilo na representação americana em Budapest durante 15 anos.

A mera presença do Cardeal na embaixada americana continuava a atrapalhar o regime marxista. 

Por isso, este impôs à Ostpolitik vaticana que o Primaz fosse levado embora da Hungria e renunciasse a seus cargos eclesiásticos. Fatos que ac

domingo, 5 de abril de 2020

Bispo romeno lembrou mártires do comunismo, mas Sínodo não se incomodou

Dom Virgil Bercea, bispo de Oradea, Romenia
Dom Virgil Bercea, bispo de Oradea, Romenia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Durante o Sínodo geral realizado em Roma sobre o Oriente Médio, Dom Virgil Bercea, bispo de Oradea Mare, na Romênia, lembrou o sangue vertido pelos mártires sob o regime comunista soviético pelo fato de se professar a fé em Jesus Cristo, noticiou em seu momento a Rádio Vaticana.

A reação episcopal e vaticana foi de todo oposta à manifestada pelos bispos no Sínodo Pan-amazônico onde se mencionou com insistência asubversivos mortos em episódios escuros sem fazer a devida distinção dos fatos criminosos.

“De 1948 em diante os cárceres da Romênia estavam cheios”, disse o prelado à própria Radio Vaticana.

“Os comunistas quiseram destruir a Igreja e os intelectuais para controlar tudo. Essas pessoas deram a vida por Cristo.

“Os comunistas procuraram pretextos para acusá-los, mas não acharam. A grande culpa deles era de serem católicos. Há ainda pessoas vivas que conheceram isso”, explicou.

Ele acrescentou que esses mártires “por toda parte eram modelares, até conseguiram moderar o comportamento dos guardas que antes os aterrorizavam. (…)

domingo, 1 de dezembro de 2019

Bispo lituano narra sua odisseia de fidelidade
no cárcere comunista

Dom Sigitas Tamkevicius, bispo de Kaunas conta sofrimentos e consolações na prisão comunista
Dom Sigitas Tamkevicius, bispo de Kaunas conta
sofrimentos e consolações na prisão comunista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Dom Sigitas Tamkevicius, bispo de Kaunas, Lituânia, narrou em recente livro os sofrimentos de seu cativeiro nos cárceres soviéticos comunistas, segundo noticiou a agência “Aleteia”.

“Nunca rezei tão intensamente como naqueles momentos. Jesus não me deixou sozinho”, disse, comentando a graça de celebrar a Missa na cela, às escondidas dos algozes.

O padre Sigitas foi preso em 1983 e levado em uma caminhonete da polícia política KGB até um porão escuro que servia de cárcere. Os corredores tinham teto alto, eram estreitos, mal iluminados e sujos.

O policial que o deteve exultou quando soube que tinha preso o sacerdote jesuíta Sigitas, do Comitê de Defesa dos Crentes.

O Comitê redigia a “Crônica da Igreja Católica na Lituânia”. Ela revelava o sistema de opressão e terror antirreligioso no país e era enviada ao exterior. O governo a qualificava de propaganda soviética e só queria prender os redatores.

A “Crônica” nasceu nos anos 70, quando cinco sacerdotes decidiram distribuir textos que confortassem os católicos lituanos e dessem a conhecer ao Ocidente sua situação de opressão. Os sacerdotes informavam tudo ao bispo Dom Vicentas Sladkevicius.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Cardeal Casimiro Swiatek: o “homem de lenda”
que não será esquecido

Cardeal Casimiro Swiatek da Bielorússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O Cardeal Casimiro Swiatek da Bielorússia morreu em Minsk a 21 de julho do 2011 com 96 anos de idade, engrossando a legião dos mártires do comunismo.

O Cardeal Swiatek nasceu em Valga (atual Estônia), e naquela época parte do Império Russo, em 21 de outubro de 1914.

Estudou no seminário de Pinsk (Bielorrússia) e foi ordenado sacerdote em 8 de abril de 1939

Seu sucessor e atual Metropolita de Minsk-Mohilev, Dom Tadeusz Kondrusiewicz, lembrou na homilia do funeral que sendo jovem sacerdote, o cardeal foi preso pelo Exército Vermelho e condenado à morte. Mas foi salvo pelos populares.

Em seguida, foi novamente preso e condenado a dois anos no campo de concentração de Mariinsk (Sibéria) e sete no de Vorkuta, no Ártico, onde foi forçado a trabalhar nas minas.

domingo, 18 de agosto de 2019

Arcebispo-mor de Kiev: “a capitulação
é uma falsa paz que fere ainda mais o povo”

Igreja atingida em Kuibyshevski, no leste da Ucrânia
Igreja atingida em Kuibyshev, no leste da Ucrânia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“A capitulação é uma imitação de paz e uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo” declarou à agencia de imprensa ucraniana Censor.net, o chefe do rito greco-católico, Arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk de Kiev-Halych, em relação aos atritos armados que perduram nas regiões ucranianas invadidas pela Rússia. 

A longa entrevista foi também resumida pela agência “Catholic News Service” dos EUA,

Segundo a ONU pelo menos 13.000 soldados e civis morreram e 30.000 foram feridos no conflito no leste da Ucrânia.

Por volta de 60.000 soldados ucranianos permanecem em pé de guerra numa fronteira de 400 quilômetros enfrentando 35.000 milicianos separatistas, mercenários estrangeiros e unidades regulares do exército russo.

O número dos católicos abarcados pelo rito greco-católico ucraniano não cessa de aumentar inclusive nas regiões ocupadas violentamente pela Rússia, onde o invasor exige que todos os cristãos se insiram no cismático Patriarcado de Moscou.

Das três dioceses que sobreviveram desde o Império Austro-Húngaro o catolicismo ucraniano passou a ter 35 dioceses e 8 áreas metropolitanas, comparáveis a arcebispados. A última metrópole foi criada há 5 anos em Curitiba.

domingo, 22 de abril de 2018

A Ostpolitik vaticana denunciada pelo Cardeal Korec, vítima e mártir da Igreja do Silêncio

Cardeal João Crisostomo Korec
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Um dos cardeais que sofreram na própria pele dores de martírio pelas mãos do comunismo foi o Cardeal eslovaco João Crisóstomo Korec (1924-2015).

O Cardeal Korec deixou para história uma das maiores increpações à essa política com o comunismo soviético e que o Vaticano agora está tentando reeditar na China marxista.

O bispo mais jovem do mundo

O Cardeal João Crisóstomo Korec foi sagrado bispo secretamente na Checoslováquia quando tinha apenas 27 anos. Então era o bispo mais jovem do mundo!

A história do Cardeal Korec sob o comunismo é realmente dramática.

Ordenado sacerdote em 1950, um ano mais tarde se tornou sucessor dos apóstolos, numa cerimônia “feita às pressas, de medo que a polícia irrompesse a qualquer momento.”

Passou os nove anos seguintes trabalhando como operário numa fábrica até que em 1960 foi preso e encarcerado junto com mais seis bispos e 200 sacerdotes.

Ele foi liberado no ano de 1968 durante a chamada “Primavera de Praga”. Na época se encontrava gravemente doente.

Após a brutal repressão soviética ele continuou seu apostolado, mas sob os aspectos de um humilde gari. Em contrapartida, ele pode celebrar a Santa Missa de público pela primeira vez.

domingo, 12 de novembro de 2017

Católicos russos gemem
sob a nova aliança Moscou-Vaticano

Amizades na Rússia valeram ao Cardeal Parolin a condição de 'papabile'. Católicos russos e ucranianos gemem vendo o pastor estreitando a mão do lobo.
Amizades na Rússia valeram ao Cardeal Parolin a condição de 'papabile'.
Católicos russos e ucranianos gemem vendo o pastor estreitando a mão do lobo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os católicos russos acenam de sua sofrida e heroica situação e exortam Ocidente a não esquecer a tragédia das vítimas do comunismo, noticiou “Religião Digital”.

A ocasião é apropriada: o centenário da Revolução Bolchevista, acontecida em 7 de novembro de 1917.

O secretário-geral da Conferência dos Bispos Católicos da Federação Russa, monsenhor Igor Kovalevsky, fez um apelo aos cristãos ocidentais para manterem viva a lembrança dos russos que deram sua vida sob a perseguição do regime comunista da União Soviética.

Os cruéis expurgos anticristãos e o envio dos fiéis aos campos de trabalhos forçados – sinônimos muitas vezes de morte lenta em condições miseráveis – visavam oficialmente a uma “reeducação” para o materialismo.

Eles constituíram um dos piores e maiores sistemas de perseguição e extermínio da História.

“Os sofrimentos nas prisões soviéticas e nos campos de trabalho continuam sendo um problema para toda a sociedade”, afirmou Mons. Kovalevsky ao jornal católico inglês “The Tablet”.

“Foram construídos templos em memória dos que morreram pela fé, que merecem ser comparados aos mártires dos primeiros séculos do Cristianismo”.

Segundo Mons. Kovalevsky, as histórias do martírio dos cristãos sob a ditadura soviética são universalmente conhecidas.

Mas, acrescentamos nós, se elas tivessem sido mais difundidas no Ocidente a opinião pública católica teria sido alertada, e muitas aventuras inspiradas no ideário comunista, como as do PT, talvez nunca tivessem acontecido.

domingo, 10 de setembro de 2017

Beato Teófilo Matulionis: primeiro lituano
mártir do comunismo nos altares

Na cerimônia da beatificação de D. Matulionis em Vilnius, seu quadro é exposto à veneração religiosa dos fiéis.
Na cerimônia da beatificação de D. Matulionis em Vilnius,
seu quadro é exposto à veneração religiosa dos fiéis.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Dezenas de milhares de católicos concentrados no último dia 25 de junho diante da Catedral de Vilnius, capital da Lituânia, assistiram à beatificação de Dom Matulionis, Bispo de Kaisiadorys.

Herói da resistência ao comunismo e mártir, foi assassinado em 1962 pela sanha impiedosa dos esbirros da Moscou soviética.

A cerimônia da beatificação foi dirigida pelo Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

Figura ímpar da Hierarquia católica do pequeno país báltico, o primeiro a se levantar contra o colosso soviético em 1990, ao proclamar a sua tão desejada independência sem apoio algum das potências ocidentais.

O Beato Teófilo Matulionis é modelo de fidelidade à fé e de santa intransigência em face dos inimigos da Igreja.

Retorno da Lituânia ao redil da Santa Igreja

domingo, 22 de janeiro de 2017

Álcoois pesados matam milhares
numa Rússia sem religião

O drama de Irkutsk e da Rússia numa ilustração do The Guardian
O drama de Irkutsk e da Rússia numa ilustração do The Guardian
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Um dos mais deploráveis vícios que consomem a população russa é a bebedeira. Não é novo, vem de séculos.

Mas a chamada Igreja Ortodoxa russa, que deveria ensinar a moral e promovê-la, nada fez para acabar com esse flagelo. Pelo contrário, muitos de seus religiosos e hierarcas são conhecidos pelo povo por seu homérico abuso do álcool.

Tampouco fez nada o comunismo soviético que, aliás, via na vodca um instrumento para avassalar a população.

Vladimir Putin, falsamente tido como moralista e cristão, também explora e promove esse vício como recurso de abaixamento e anestesia da população.

O vício está especialmente espalhado entre os homens – embora muitas mulheres não estejam isentas – e é o grande causante da baixíssima expectativa de vida deles na Rússia, uma das menores do mundo.

Porém, o grau de degradação a que chegou nessa matéria a “URSS 2.0” nos últimos anos estarrece até os próprios russos.

domingo, 18 de setembro de 2016

O cristianismo e a família esmagados na Rússia

O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O historiador francês Philippe Fabry registrou em seu blog uma estranha contradição em seu país. Políticos e jornalistas que oscilam entre os partidos de direita passaram repentinamente a ecoar uma imagem que parece ter sido mandada fazer pelo Kremlin.

Entre eles, cita o político e ensaísta Yvan Blot, que passou a defender que o regime de Putin é o guardião dos valores tradicionais do cristianismo e da família, e que a “nova Rússia” seria uma espécie de baluarte no qual o Ocidente deve se apoiar para não afundar na decadência.

Fabry relembra então alguns dados de conhecimento geral que são omitidos por essa visualização:

— a “nova Rússia” pseudo-cristã, cuja população é mais do que o dobro da francesa, aborta proporcionalmente duas vezes mais crianças (800.000 por ano) do que a França laicista (200.000).

— a “nova Rússia” é o primeiro consumidor mundial de heroína. Embora esse extenso país represente apenas 2% da população mundial, consome 21% da produção planetária dessa droga pesada. Trata-se de uma herança recebida por Putin, mas não se tem notícia de que ele aja eficazmente para extirpar o vício que devora a nação.

— o desfazimento da família está provocando uma catástrofe demográfica: a população russa – mais de 140 milhões – ruma para 80 milhões de habitantes por volta de 2050, segundo as projeções.

domingo, 22 de maio de 2016

Tártaros da Criméia
indignados com a opressão russa

Policia secreta russa reprime dissidentes tártaros.
Policia secreta russa reprime dissidentes tártaros.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A população tártara da Crimeia está indignada com a opressão que sofre por parte dos invasores russos de sua terra.

A tensão atingiu mais um patamar quando a Procuradora Geral da península, Natalia Poklonskaïa, suspendeu a Assembleia dos Tártaros, ou Medjlis, acusando-a falsamente de praticar “atividades extremistas” e de trabalhar pela “desestabilização”, escreveu o jornal parisiense “Libération”.

O Medjlis é o órgão representativo da população tártara da Crimeia. Os tártaros são um povo muçulmano de etnia turca que fizeram parte das hordas mongólicas que invadiram e devastaram o mundo eslavo entre os séculos XV e XVIII.

Após essas guerras, os tártaros se fixaram na Crimeia, dedicando-se à agricultura e ao artesanato, adotaram muitas formas da cultura ocidental e passaram a viver em paz com a população local, preservando a nostalgia de suas raízes históricas.

Os tártaros da Crimeia resistiram à revolução bolchevique, até que o regime comunista empreendeu uma sanguinária perseguição contra eles, coletivizando suas terras com a reforma agrária e dizimando-os nas Grandes Purgas dos anos 1930.

Uma geração inteira de homens de elite, políticos e intelectuais tártaros famosos foi massacrada pelo comunismo com falsas acusações.