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domingo, 16 de março de 2025

Sacerdote bielorrusso condenado por criticar ditador putinista local

Padre Henrykh Akalatovich preso por criticar Lukashenko
Pe Henrykh Akalatovich preso por criticar Lukashenko
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Pe. bielorrusso Henrykh Akalatovich, de 64 anos foi condenado a 10 anos de prisão acusado de alta traição por criticar publicamente o governo comunista subserviente do ditador Putin através do ditador local Alexander Lukashenko posto em funções em 1994, há mais de três décadas por Moscou, segundo se depreende de informações de “Infovaticana”.

Esta é a primeira vez que um membro do clero católico recebe uma sentença de prisão desde a queda da Uniao Soviética e a tapeativa “independência” da Bielorrússia em 1991.

Na Bielorrússia, a luta contra a fidelidade à Igreja Católica se desenvolve num contexto de intensificação da repressão política, acentuada pela perspectiva de eleições presidenciais nas quais o ditador Lukashenko garantu um sétimo mandato, com clamorosas fraude, como de costume.

Segundo o Centro de Direitos Humanos de Viasna, o Pe. Akalatovich foi incluído na lista de 1.265 figuras políticas do país opostas ao regime putinista.

A organização denunciou que a sentença buscava intimidar os demais padres, que ouviam uma das poucas vozes críticas ao regime partindo do Pe. Akalatovich.

Ele ficou famoso por seus sermões críticos pronunciados em sua paróquia em Valozhyn, no oeste do país, e que adquiriram merecida repercussão no país.

O sacerdote foi detido em novembro de 2023. Acontecia que lhe fora diagnosticado câncer e passou por uma cirurgia, o que aumentou a preocupação geral sobre sua saúde na prisão.

Desde que foi detido pela polícia política que conserva o nome de KGB, modelada pelo sinistro homólogo de Moscou, ele ficou incomunicável, e as autoridades prisionais foram forçadas a armazenar as roupas e alimentos que seus admiradores lhe enviavam.

O porta-voz da Viasna, Pavel Sapelka, descreveu a sentença como uma tentativa de “silenciar e intimidar” dissidentes, especialmente em um momento crucial para o futuro político do país.

O Pe. Henrykh engrossou a legião dos dissidentes mártires que sofrem nas prisões putinistas.



domingo, 26 de novembro de 2023

“Guerra híbrida” da Rússia usando migrantes

Finlândia fecha fronteiras a asiáticos e norteafricanos usados como massa de invasão pela Rússia
Finlândia fecha fronteiras a asiáticos e norteafricanos usados como massa de invasão pela Rússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Finlândia fechou quase todos seus pontos fronteiriços com a Rússia acusando Moscou de tentar desestabilizar o país ao permitir que migrantes indocumentados atravessassem a fronteira, noticiou “Yahoo!Actualités”.

A Finlândia partilha uma fronteira de 1.340 km com a Rússia e assiste a um afluxo de migrantes isentos de visto por Moscou.

O estranho é que essas ondas migratórias provêm do Médio Oriente e de África, particularmente do Iraque, da Somália e do Iêmen, e teriam sido encaminhadas pelo Kremlin como parte de uma “guerra híbrida”.

“O governo tomou a decisão de fechar os pontos de passagem de Vaalimaa, Nuijamaa, Imatra e Niirala”, disse a ministra do Interior finlandesa, Mari Rantanen.

Como africanos e meio-orientais teriam atravessado a imensa distância saindo de regiões quentes para fronteiras geladas sem um estimulo e apoio material do governo russo?

O encerramento de quatro pontos da fronteira no sudeste deixa aberto apenas uma passagem muito a norte. Ele deveria continuar até 18 de fevereiro de 2024, com o estudo dos pedidos de asilo concentrado em dois centros, mas a data foi adiantada para dezembro 2023.

Migrantes asiáticos e norteafricanos querem entrar na Finlândia vindos da Rússia
Migrantes asiáticos e norteafricanos querem entrar na Finlândia vindos da Rússia
O governo finlandês suspeita que Moscou tenta desestabilizar o país porque aderiu a NATO em abril 2023.

“Preparamo-nos para diferentes tipos de ações, atos maliciosos por parte da Rússia, por isso a situação não é uma surpresa”, disse o primeiro-ministro Petteri Orpo.

“Queremos que este fenômeno pare, queremos que a atividade fronteiriça volte ao normal”, acrescentou. “Se a situação se espalhar para outros pontos de passagem e se tornar mais difícil, tomaremos as medidas necessárias”.

“Este desenvolvimento negativo dos acontecimentos levará naturalmente a medidas retaliatórias”, respondeu o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

“Trata-se do surgimento de novas divisões na Europa que não resolvem nada, mas levantam novas questões problemáticas”, disse a porta-voz Maria Zakharova, à agência Tass.

Para Henri Vanhanen, investigador do Instituto Finlandês de Assuntos Internacionais, “a Finlândia envia a mensagem à Rússia de ter a coragem política de tomar medidas adicionais se necessário”.

O Kremlin prometeu tomar “contramedidas” após a adesão da Finlândia a NATO, qualificando a expansão da aliança ocidental como um “ataque à segurança” da Rússia.

Estônia montou um plano para deter a imigração de massa ilegal empurrada pela Rússia
Estônia tem plano para conter
a imigração de massa ilegal empurrada pela Rússia
O alcance destas contramedidas “é limitado apenas pela imaginação”, disse o finlandês Vanhanen à agência AFP, citando ações de desinformação, ameaças de desastres ambientais ou obstáculos à liberdade de circulação no Mar Báltico.

“Esse tipo de ações maliciosas, que permanecem abaixo do limiar da guerra, são aplicadas onde funcionam”, explicou o especialista. É uma guerra camuflada – a famosa “guerra híbrida” – posta em prática por Moscou.

Cerca de 280 requerentes de asilo apresentaram-se na fronteira russo-finlandesa desde setembro, segundo a guarda costeira, mas “os números não são o problema”, observou o ministro do Interior.

“Este é um caso em que temos indicações e informações de que as pessoas estão a ser manipuladas para entrar na Finlândia", disse ele.

A vizinha Noruega, que tem um posto fronteiriço com a Rússia no extremo norte, disse, através da sua ministra da Justiça, Emilie Enger Mehl, que está pronta para fechar a sua fronteira “se necessário, num curto espaço de tempo”.

Estônia monta obstáculos à 'guerra híbrida' com a imigração ilegal feita pela Rússia
Estônia monta obstáculos à 'guerra híbrida' com a imigração ilegal feita pela Rússia
Durante a crise migratória de 2015, milhares de migrantes isentos de visto cruzaram a fronteira entre a Rússia e a Noruega de bicicleta.

O influxo foi visto pelos especialistas como uma tentativa de desestabilização enquanto, do lado russo, é difícil entrar na zona fronteiriça, vigiada de perto pelo FSB (Segurança do Estado Russo), sem autorização.

Por sua vez, o ministro do Interior da Estônia acusou a Rússia de promover uma “manobra de ataque híbrido” enviando migrantes para o seu território, noticiou “Le Monde”.

A declaração teve lugar após cerca de trinta migrantes, principalmente da Somália e da Síria, tentar entrar na Estônia através do ponto de passagem de Narva, na fronteira com a Rússia. Todos foram rejeitados.

Polícia polonesa bloqueia migrantes usados como armas de 'guerra híbrida'
Polícia polonesa bloqueia migrantes usados como armas de 'guerra híbrida'
A Estônia está pronta para fechar as suas fronteiras se “a pressão migratória da Rússia se intensificar”, disse um porta-voz do ministro, Lauri Läänemets.

“Infelizmente, há muitos sinais de envolvimento de agentes e talvez outras agências fronteiriças russos”, disse. E acrescentou:

“Francamente, a atual pressão migratória na fronteira oriental da Europa é uma manobra de ataque híbrido”.

A agência Reuters pediu esclarecimentos às autoridades russas nas não recebeu resposta.

A situação na fronteira entre a Estônia e a Rússia é “semelhante” à enfrentada pela Letônia e pela Lituânia nas suas fronteiras com a Bielorrússia, acrescentou o ministro do Interior estônio.

Migrantes asiáticos e norteafricanos trazidos pela Bielorussia tentam pular a fronteira da Polônia
Migrantes asiáticos e norteafricanos trazidos pela Bielorussia tentam pular a fronteira da Polônia
Crise de maiores proporções já estourara na fronteira da Polônia, mas a pressão cessou após Varsóvia mostrar a firme determinação de não se deixar invadir pelos “migrantes” teleguiados.

Esses países bálticos e a Polônia acusam a Bielorrússia de ter estimulado a passagem de milhares de migrantes do Médio Oriente e de África desde 2021.

Os casos em curso no norte europeu levantam suspeitas sobre uma mão russa nos fluxos norteafricanos para a Europa através do Mediterrâneo.



"Guerra híbrida nas fronteiras da Finlândia




domingo, 8 de agosto de 2021

KGB sequestra e assassina dissidente no exterior

Vital Shyshou auxiliava a seus compatriotas fugitivos e em necessidade
Vital Shyshou auxiliava a seus compatriotas
fugitivos e em necessidade
Luis Dufaur
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O jovem bielorrusso Vital Shyshou que ajudava seus compatriotas fugitivos da ditadura de seu país natal foi encontrado enforcado em um parque de Kiev, capital da Ucrânia, onde costumava correr, noticiou Yahoo!Notícias.

Vital de 26 anos, dirigia a ONG Casa Bielarussa na Ucrânia (BDU, na sigla em inglês), e a polícia de Kiev suspeita um homicídio disfarçado de suicídio.

O crime teria sido ordenado pelo regime do ditador da Bielorrússia Alexander Lukashenko e executado pela KGB, polícia que conserva o velho molde soviético e, na Bielorrússia perpetua até o nome que na Rússia Putin trocou.

Shyshou foi advertido de possíveis agressões, sequestros ou até homicídio. Ele se sentia vigiado desde que deixou seu país natal, em 2020.

“É uma mensagem para todos os bielorrussos que estão no exterior” disse Volha Yermalayeva Franco, representante no Brasil da oposição à ditadura da Bielorrússia .

Há pouco mais de dois meses, outro exilado da Bielorrússia , o blogueiro Roman Protassevich, foi sequestrado e preso pelo regime, quando viajava num voo comercial.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Ditador bielorrusso
interdita hino nacional que invoca Deus

Bielorrussos agitam as cores nacionais cantando o Hino a Dieus que causou as cóleras de Lukashenko e de Putin.jpg
Bielo-russos agitam as cores nacionais cantando o Hino a Deus
que causou as cóleras de Lukashenko e de Putin.jpg
Luis Dufaur
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O Presidente da Bielo-Rússia, Aleksandr Lukashenko, voltou-se contra as igrejas católicas que cantem o hino religioso-patriótico “Deus Forte” (Magutnyj Boža) no dia da independência nacional, segundo registrou a agência Asia News.

O hino é uma oração a Deus – o grande odiado pelo presidente ateu – implorando o bem-estar para a Bielo-Rússia.

A letra foi composta em 1943 (sob ocupação nazista) pela poetisa católica Natalia Arsenieva e a música pelo compositor Nikolaj Ravenskij em 1947 (sob a bota soviética), se tornando muito popular.

Lukashenko inventou que é um “hino fascista” pois diz, entre outras coisas: “Deus poderoso! Senhor dos universos / Na Bielo-Rússia, quieta e amigável / Vós irradiaste os raios de Vossa glória. etc.”

Nada a ver com nada, mero ódio ateu do ditador putinista.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Caça bielorrusso intercepta avião de passageiros e sequestra opositor

MiG-29 bielorrusso obrigou pousar um avião comercial para sequestrar passageiro
MiG-29 bielorrusso obrigou pousar um avião comercial para sequestrar passageiro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Numa ação sem precedentes, um caça MiG-29 bielorrusso interceptou um avião de passageiros da Ryanair perto da fronteira da Lituânia e o obrigou a pousar em Minsk, capital da Bielorrússia, informou a imprensa mundial, como “La Nación”.

O voo comercial ia sem escalas da capital grega Atenas com destino a Vilnius, na Lituânia. Levava entre os passageiros a Roman Protasevich, editor do canal informativo de oposição Belamova, que denuncia ao autocrata Alexander Lukashenko, servidor de Vladimir Putin.

Lituânia e Grécia são membros da União Europeia e da NATO, mas é de se temer que essas poderosas alianças não ajam muito para proteger dois pequenos países membros.

Após o avião pousar contra sua vontade, a KGB – sinistro nome que ainda conserva a polícia bielorrussa perpetuando o regime da URSS – prendeu a Roman que pedia encarecidamente aos pilotos “Não façam isso. Eles vão me matar”, informou o “Jornal de Brasília”.

domingo, 20 de setembro de 2020

Bielorrússia na orla do precipício

Pedem democracia e honestidade eleitoral e recebem pauladas. Divulgação
Pedem democracia e honestidade eleitoral e recebem pauladas. Divulgação
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Alexander Lukashenko ditador do regime comunista bielorrusso que prolonga a URSS se formou na liderança de uma fazenda coletiva, segundo editorial do “Le Monde”. Aliás num kolhoz equivalente aos assentamentos do MST

Seu tirânico reinado supremo sobre o país já atingiu vinte e seis anos conservando o esquema marxista-leninista.

Em agosto, “o último ditador da Europa” foi reeleito com 80,2% dos votos numa “nova farsa eleitoral”, segundo o jornal francês que, embora seja caixa de ressonância do socialismo, nessa ocasião acompanhou as críticas da mídia mundial.

A oponente Svetlana Tsikhanovskaya atraiu imensas multidões nos atos eleitorais, mas no cômputo oficial apareceu com apenas 9,9% dos votos.

A população acha que ela obteve realmente a maioria.

Desde aquele dia, dezenas de milhares de manifestantes protestam nas ruas de modo pacífico. Mas foram recebidos com violência boçal e inesperada pela polícia de choque em Minsk e 20 outras cidades do país.

domingo, 20 de outubro de 2019

Fraude da "Terceira Roma" visa avassalar o cristianismo mundial

Batismo de São Vladimir, o Grande, ano 988.
Viktor M. Vasnetsov (1848–1926)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O mundo eslavo cristão comemora todo ano o nascimento à graça divina e cristianização do histórico Principado de Kiev.

Esse tem seu ponto de partida no batismo, em 988, de São Vladimir o Grande, grão duque de Kiev e de todas as Rússias.

A ‘Rus de Kiev’, como também é conhecido, foi o núcleo cristianizado que gerou as atuais Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

A comemoração estava proibida durante a ditadura soviética e só foi retomada em 2013.

A cristianização da Ucrânia começa com o batismo, em 988, de São Vladimir o Grande, grão duque de Kiev e senhor de todas as Rússias.

Ele destruiu os ídolos pagãos, combateu a bebedeira e trabalhou pela conversão de seus súditos.

A partir de Kiev – hoje capital da Ucrânia – os sucessores de São Vladimir governaram um colossal império em gestação.

Complicados fatos históricos centralizados na revolta do Patriarca de Constantinopla contra o Papa desviaram essa imensa área de civilização para um cisma religioso.

Posto o princípio do desconhecimento da autoridade de Roma, saíram muitas outras cisões que explicam a multiplicado de igrejas mal chamadas “ortodoxas”.

domingo, 9 de outubro de 2016

“Nem a propaganda soviética era tão descarada
como a de agora”

Svetlana Aleksiévich recebendo o Premio Nobel.
Svetlana Aleksiévich recebendo o Premio Nobel.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A obra de Svetlana Alexievich, escritora bielorrussa de 68 anos que ganhou o Nobel de Literatura 2015, é considerada uma das chaves para entender a nova Rússia. Inclui livros como O Fim do Homem Soviético – Um Tempo de Desencanto e Vozes De Tchernóbil – A História Oral Do Desastre Nuclear.

Em Madri, ela concedeu uma entrevista ao jornal “El País”, respondendo com as perspectivas de futuro da nova Rússia.

Para ela, “é impossível prever. Não sabemos o que o caldeirão russo está cozinhando. Na Rússia, estamos revivendo a filosofia de uma fortaleza ameaçada, rodeada de inimigos e tomada pela histeria militarista de tempos passados.

“Todos os dias nos mostram na televisão o material militar adquirido: um novo navio de guerra, um novo avião, um novo tanque…

“Existe uma propaganda muito agressiva contra Estados Unidos, Europa e Ucrânia. Há uma espiomania que está ressurgindo. É uma loucura.

“Nem a propaganda soviética era tão descarada como a de agora.

domingo, 8 de março de 2015

A Igreja Católica perseguida
numa Bielorrússia ainda comunista

Monumento ao soldado soviético, em Brest, Bielorrússia
Monumento ao soldado soviético, em Brest, Bielorrússia


Na Bielorrússia, extenso país eslavo que foi escravo da URSS e faz fronteira com a católica Polônia, a Igreja sofreu 70 anos de perseguição e ainda hoje geme num ambiente de ditadura comunista, apontou a associação “Ajuda à Igreja que sofre”.

Magda Kaczmarek, encarregada da Bielorrússia em dita associação, voltou a viajar a esse país em novembro de 2014. E deu uma entrevista contando as impressões colhidas nas quatro dioceses católicas do país.

Ela explicou que “é geralmente sabido que os bielorrussos vivem sob uma ditadura. O país está muito isolado e tem-se a sensação de que o comunismo ainda está presente.

“Nas cidades e no campo continuam os monumentos de Lênin, de membros do Exército Vermelho, tanques ou aviões que lembram os velhos tempos. Eu fui criada na Polônia socialista; e nesses dias foi como se tivesse retornado a essa época na Polônia”.