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domingo, 8 de novembro de 2020

Livros revelam bastidores da
omissão do Vaticano II sobre o comunismo

O Cardeal Bea particpou das conversações sigilosas prévias ao Concílio
que acordaram entre Moscou e o Vaticano o silêncio sobre o comunismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O vaticanista Andrea Tornielli, (“Paolo VI. L’audacia di un Papa”) trouxe nova luz sobre a omissão da condena explícita do comunismo pelo Concilio Vaticano II, segundo publicou em seu momento o escritor Antonio Socci no diário italiano “Libero”.

Tornielli publicou carta inédita do cardeal Tisserant, de 22.8.1962, confirmando o acordo entre representantes do Vaticano e da Rússia soviética para impedir a condenação.

Também confirma as irregularidades processuais com que a mesa diretora do Concílio impediu que fosse votado o pedido de condenação do comunismo assinado por mais de 400 Padres conciliares.

Socci lembra que o cardeal Biffi, arcebispo emérito de Bologna, em um de seus livros escreveu:

“o comunismo foi o fenômeno histórico mais imponente, destacado e trasbordante do século XX, e o Concílio, que elaborou uma Constituição ‘Sobre a Igreja no mundo contemporâneo’, não falou dele…

“O comunismo tinha praticamente imposto o ateísmo às populações escravizadas como uma filosofia oficial e uma paradoxal ‘religião de Estado’; e o Concilio, que se detém no caso dos ateus, não falou dele.

domingo, 13 de setembro de 2020

Cérebro da dopagem russa:
“não se pode confiar em Putin”

Putin observa em Sochi se o doping está dando medalhas
Putin observa em Sochi se o doping está dando medalhas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Grigory Rodchenkov [pseudônimo para evitar represálias] vive oculto nos EUA há cinco anos. Correndo o risco de revelar sua verdadeira identidade ele gravou em vídeo uma entrevista a The Associated Press. Nessa, o químico revelou o esquema usado pela Rússia para fraudar os controles antidoping nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014.

“São minhas medidas de segurança porque estou no risco físico de ser assassinado, disse. “E quero viver”.

Grigory Rodchenkov foi diretor do laboratório nacional antidopagem da Rússia, suspenso pela Agência Mundial Antidopagem (WADA) em 2015 pelo elaborado programa de doping patrocinado pelo Estado da Rússia. 

Ele ajudou a desenvolver e distribuir substâncias proibidas para melhorar o desempenho de milhares de estrelas do esporte russas de 2005 a 2015.

As provas apresentadas por Grigory fizeram da Rússia de Vladimir Putin o suspeito nº1 no mundo esportivo internacional, e as informações do laboratório que já teve em Moscou continuam sendo válidas na análise dos atletas russos.

“Putin separa a oposição em dois grupos: os inimigos e os traidores”, explicou o químico para fazer sentir o regime de repressão que pesa sobre ele sobre o país.
“Eu entrei na categoria dos traidores onde todos devem ser supressos e mortos. Não há dúvida alguma: ele me quer morto”.