domingo, 18 de agosto de 2019

Arcebispo de Kiev: “a capitulação traz uma falsa paz que fere ainda mais o povo”

Igreja atingida em Kuibyshevski, no leste da Ucrânia
Igreja atingida em Kuibyshevski, no leste da Ucrânia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“A capitulação é uma imitação de paz e uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo” declarou à agencia de imprensa ucraniana Censor.net, o chefe do rito greco-católico, Arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk de Kiev-Halych, em relação aos atritos armados que perduram nas regiões ucranianas invadidas pela Rússia. 

A longa entrevista foi também resumida pela agência “Catholic News Service” dos EUA,

Segundo a ONU pelo menos 13.000 soldados e civis morreram e 30.000 foram feridos no conflito no leste da Ucrânia.

Por volta de 60.000 soldados ucranianos permanecem em pé de guerra numa fronteira de 400 quilômetros enfrentando 35.000 milicianos separatistas, mercenários estrangeiros e unidades regulares do exército russo.

O número dos católicos abarcados pelo rito greco-católico ucraniano não cessa de aumentar inclusive nas regiões ocupadas violentamente pela Rússia, onde o invasor exige que todos os cristãos se insiram no cismático Patriarcado de Moscou.

Das três dioceses que sobreviveram desde o Império Austro-Húngaro o catolicismo ucraniano passou a ter 35 dioceses e 8 áreas metropolitanas, comparáveis a arcebispados. A última metrópole foi criada há 5 anos em Curitiba.

Arcebispo de Kiev: “a capitulação traz uma falsa paz que fere mais ainda o povo”
Arcebispo de Kiev: “a capitulação traz uma falsa paz
que fere mais ainda o povo”
Com a ajuda de Deus a igreja perseguida, explicou o arcebispo-mor, a Igreja enfrenta a violência anticristã e acaba progredindo.

Mas, se Ela tenta se fechar sobre si procurando alguma zona de conforto, ela começa a desaparecer.

E é o que está acontecendo inclusive nas regiões da Crimeia, Donetsk e Lugansk ilegalmente ocupadas pela Rússia e seus apaniguados separatistas.

Soma-se a articulação da diáspora católica ucraniana no mundo e na migração forçada de inúmeros ucranianos. Só na Itália há cerca de meio milhão de ucranianos vivendo permanentemente.

A ocupação russa da região de Donetsk, explicou Mons. Svyatoslav, é como uma cicatriz viva que cortar o corpo do bispado de Donetsk, e regiões dependentes de Zaporizhzhya e Dnipropetrovsk.

O bispo greco-católico de Donetsk não pode voltar à sua diocese desde 2014 porque estava na lista dos ameaçados de morte.

Entretanto, continuam existindo 11 paróquias ativas nos territórios ocupados.

“Curiosamente, muitas pessoas deixaram a área, mas o número de pessoas que vieram aos nossos templos não diminuiu. Nós mesmos não entendemos completamente como explicá-lo”, explicou o arcebispo-mor de Kiev.

Nossos sacerdotes estão em perigo. Às vezes tínhamos de tirá-los de lá quando havia um perigo e depois voltavam”.

“Não quero entrar em detalhes porque pode ser perigoso para os nossos fiéis. No entanto, apesar das circunstâncias dramáticas, nossos padres permaneceram lá.

“Também conseguimos manter nossa presença na Crimeia. Todas as 5 paróquias lá – Simferopol, Yevpatoria, Yalta, Kerch, Sevastopol – estão funcionando. O Vaticano tomou sob seus cuidados pessoais as 5 paróquias”.

“Nossas paróquias foram forçadas a se submeter a estudos religiosos em Moscou. Graças à coragem de nossas comunidades, pudemos defender nossa presença”.

“Infelizmente, a agressão continua até hoje. O rito greco-católico ucraniano não tem relação direta com o poder ocupante, mas Roma tem grandes recursos de comunicação [e se reúne com Putin]”.

Guerra 'esquecida' na Ucrânia já matou 10 mil pessoas (Band TV)
Mons. Svyatoslav mostrou que o rito greco-católico sempre foi parte integrante da sociedade civil.

E junto com a Ucrânia toda passou um enorme sofrimento quando o invasor comunista agrediu essa sociedade visando destruí-la.

Naqueles momentos de dor, a Igreja Católica era a única instituição social que protegia o povo e falava em seu nome.

Nunca se tornou parte de um mecanismo estatal como fizeram as igrejas cismáticas.

Entretanto, a Igreja não age como grupo político e n cria seu próprio partido político. A Igreja deve permanecer Igreja mostrando os ideais eternos.

Segundo as estatísticas, um milhão de ucranianos deixam o nosso país todos os anos. Então a igreja segue as pessoas para lhes fornecer cuidado espiritual.

O novo presidente Volodymyr Zelensky está se preparando para futuras negociações com os líderes dos terroristas que tomam conta das regiões separatistas como instrumentos de Moscou.

Os bispos greco-católicos de início escreveram uma mensagem ao mundo chamada “Ucrânia está sangrando”.

Nela explicaram que adianta de pouco ficar curando as feridas da guerra enquanto o agressor não para de causar novos ferimentos.

“Nós sabemos pelas lições da história que apaziguar o agressor equivale a alimentar seu apetite”
“Nós sabemos pelas lições da história que apaziguar o agressor equivale a alimentar seu apetite”
A paz, sublinhou o arcebispo-mor, não pode significar capitulação e consentimento para qualquer agressor.

“Então será uma imitação de paz e as consequências serão piores que a guerra.

“Para que a paz seja real, deve ser justa.

“Caso contrário, será simplesmente uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo.

“Nós sabemos pelas lições da história que apaziguar o agressor equivale a alimentar seu apetite”.

O arcebispo também manifestou sua preocupação pela recuperação da catedral de Santa Sofia de Kiev que é a catedral mãe.

“Todos os ramos do cristianismo ucraniano, inclusive os cismas, tem como ponto de referência essa catedral que é a igreja do Batismo de Vladimir. Isso exige muita cautela pois é usada por várias denominações.

No mundo eslavo, Kiev é chamada de Segunda Jerusalém e se reproduzem tensões como as que há nessa cidade do Oriente Médio.

Capitulação é uma imitação de paz e uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo, Arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk de Kiev-Halych, cabeça do rito greco-católico ucraniano, o maior rito católico depois do latino, que tem igualmente sua cabeça em Roma.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Míssil nuclear explode em base
e se teme novo Chernobyl

Flagrante da explosãona Rússia durante teste de míssil com combustível nuclear
Flagrante da explosão na Rússia
durante teste de míssil com combustível nuclear
Luis Dufaur
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Moscou reconheceu que um míssil de propulsão nuclear explodiu em sua base de Severodvinsk, no Círculo Polar Ártico.

A explosão radioativa poderia ser comparável a uma nova Chernobyl, escreveu o jornal espanhol “El Mundo”.

Em Severodvinsk funciona uma das principais instalações de investigação e desenvolvimento da Marinha russa que constrói e testa misseis balísticos, intercontinentais e de meio alcance. Também monta submarinos nucleares e convencionais.

Só quatro dias depois da explosão nuclear, as autoridades russas reconheceram que ela esteve ligada a provas com “novas armas”.

O número das vítimas – oficialmente sete – não é confiável, mas se tratou em qualquer caso de técnicos civis e militares da base dedicados a essas tarefas.

Especialista americanos atribuem a libertação da radiação a uma falha enquanto os russos testavam o míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730.

Trata-se de uma das novas “superarmas” com que Vladimir Putin ameaçou Ocidente para compensar a força militar dos EUA no novo cenário criado pelo fim tratado de armas nucleares intermédias que retroagiu o mundo ao grau de perigo atômico da Guerra Fria.

Míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730 como o que teria explodido em Nenoska
Míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730 como o que teria explodido em Nenoska
O principal responsável nuclear da Rússia, Alexei Lijachev, presidente de Rosatom, aumentou a tensão prometendo desenvolver novas armas nucleares. Ao mesmo tempo lembrou “que isto acontece com relativa frequência”.

Fontes da indústria militar negaram que o fato se dera com um Burevestnik, uma “joia da morte supersônica do extermínio coletivo” apresentada por Putin com efeitos virtuais.

No jornal “Nezavisimaya Gazeta”, o complexo industrial russo defendeu “que os ensaios com esse míssil acabaram com sucesso há meio ano”.

O desmentido não foi acreditado, mas mostra para os entendidos que a corrida armamentista de Putin é para ser levada a sério.

Segundo o “The New York Times” a fracassada prova foi efetivada na “plataforma marítima” de Nenoska, enquanto especialistas – segundo a versão oficial – estavam “realizando investigações sobre a propulsão de misseis com radionuclídeos (nucleões instáveis)”.

Putin vem ameaçando com foguetes hipersônicos capazes de 'apagar' países inteiros
Putin vem ameaçando com foguetes hipersônicos capazes de 'apagar' países inteiros
Os mortos foram condecorados após o funeral em Sarov, uma vizinha cidade fechada aos não residentes.

O Exército e o governador regional defenderam que “não houve contaminação radioativa”.

Em sentido contrário, a prefeitura de Severodvinsk mais afastada do epicentro do cataclismo garantiu em seu site internet ter registrado aumento de radioatividade.

Segundo ela a explosão provocou forte abalo na cidade de 190.000 habitantes a 30 km do epicentro do cataclismo.

A população correu às farmácias e os hospitais distribuíram folhetos com instruções para se proteger da radioatividade.

A cidade de Nenoska de 2.000 habitantes próxima da base foi totalmente esvaziada.

A preocupação se espalhou pelo país todo pois a população lembra bem ainda o desastre de Chernobyl e do sistema de mentiras de regime para ocultar a magnitude do desastre.

Cartaz de ingresso na usina de Nenosa revela decrepitude das instalaoes militares rfussas
Cartaz de ingresso na usina de Nenoska
revela decrepitude das instalações militares russas
A Rússia fechou toda uma baía no Mar Branco aos barcos civis de temor que as águas estejam contaminadas.

Dez dias antes deste desastre uma série de explosões devastadoras aconteceram numa base não especificada da Sibéria.

Essas forçaram a evacuação de milhares de pessoas das cidades vizinhas, sem que se tivesse esclarecido o verdadeiro número dos mortos e dos evacuados, informou “The Japan Times”.

Imensas bolhas de fogo foram captadas com smartphones por cidadãos em localidades não muito afastadas das explosões.


domingo, 28 de julho de 2019

Pobreza e repressão potenciam descontentamento

Putin teve que reconhecer o empobrecimento da Rússia
Putin teve que reconhecer o empobrecimento da Rússia
Luis Dufaur
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Putin prossegue enfrentando um crescente descontentamento e teve que reconhecer que o nível de vida dos russos se degradou nos últimos anos.

E se obrigou a remediar a situação. Mas poucos acreditam na gasta promessa.

Ordenados baixos demais, aumento nos preços ao consumidor e nos serviços públicos: as queixas não acabam.

Putin confessou que a vida estava mais dura, mas pôs a culpa no Ocidente e na queda da cotação internacional do petróleo, noticiou a agência France Press.

Também defendeu medidas impopulares como a elevação da idade para a aposentadoria, aumento do ICMS, etc., mas insistiu que aumentaria o nível de vida da população que só faz baixar há anos, consertar o calamitoso sistema de saúde e a deficiente coleta do lixo.

O regime criou o programa “Linha direta” em que cada russo pode enviar sua queixa ao presidente.

As questões mais repetidas num total de 1,8 milhões foram: “uma só pergunta: quando o Sr. vai embora?”, “o que faremos quando acabe o petróleo e o gás?”, e “por favor, salve a Rússia”.

Os índices econômicos caem e a popularidade também. Putin tentou tranquilizar respondendo em direto pela TV
Os índices econômicos caem e a popularidade também.
Putin tentou tranquilizar respondendo em direto pela TV
Segundo o instituo independente Levada, a aprovação dos russos a seu presidente continua em franco retrocesso após ter atingido níveis nos patamares de 80% e 90% após a anexação da Crimeia há cinco anos.

“A pobreza é uma vergonha para a Rússia”, declarou o chefe do Tribunal de Contas da Rússia, Alexeï Kudrin, que não excluiu o risco de uma explosão social.

O descontentamento está redundando numa série de manifestações locais sobre problemas concretos e mais recentemente pela falta de liberdade política nas eleições.

Os russos também estão preocupados pela degradação da política externa num momento em que as relações com os ocidentais atingiram o ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria.

NATO se prepara para uma crise de mísseis com a Rússia

A repressão dos dissidentes serve de termômetro do mal-estar. O jornalista investigativo Ivan Golunov foi preso com a falsa acusação de manter em seu apartamento um laboratório para refino de drogas.

É claro que foi uma armação”, disse a jornalista russa Nastia Dagaeva, da revista Forbes citada pela “Folha de S.Paulo”.

O real motivo foi que Golunov denunciou uma máfia que controla o serviço funerário de Moscou. Nela estão envolvidos membros do poderoso FSB, a principal agência repressiva herdeira da antiga KGB soviética.

Ivan Golunov foi vítima de uma armação porque denunciou máfia do FSB. Putin teve que liberá-lo para acalmar indignação
Ivan Golunov foi vítima de uma armação porque denunciou máfia do FSB.
Putin teve que liberá-lo para acalmar indignação
A represália oficial é comum na Rússia. Mas, desta vez mexeu com os brios de uma elite usualmente favorável ao Kremlin.

Esse revidou mostrando fotos do laboratório de drogas, que depois se verificaram falsificadas.

Putin procurou colher benefícios com uma rápida e inaudita libertação.

O ministro do Interior, Vladimir Kolokostsev reconheceu que houve “erros”, encerrou o processo e libertou o jornalista. Dois policiais que armaram o flagrante contra Golunov, foram suspensos.

Na saída da delegacia Golunov foi aplaudido pelos jornalistas.

Isso nunca aconteceu na história russa recente. Putin foi obrigado a mudar de tática”, disse por email o jornalista Nikolai Sokolov.

Prisão injusta de Ivan Golunov gerou indignação e mais repressão
Prisão injusta de Ivan Golunov gerou indignação e mais repressão
Até a rede de TV Russia Today - RT, usual canal de propaganda putinista, questionou a prisão do jornalista.

Os três principais diários russos, Kommersant, Vedomosti e RBK, publicaram primeiras páginas idênticas com a frase “Eu sou/Nós somos Ivan Golunov”.

Os assassinatos de repórteres que incomodam estruturas de poder são notórios no país, como o caso de Anna Politkovskaia, que investigava a corrupção em 2006.

Segundo o Comitê para Proteção de Jornalistas, 28 profissionais foram assassinados na Rússia desde 2000 — em comparação, foram 34 no Brasil.

Porém, o colunista Leonid Berchidski do jornal online The Moscow Times não se fez ilusões com a libertação de Golunov: “não vamos nos mover nem um pouco rumo à normalidade”, disse.




domingo, 21 de julho de 2019

Incógnitas assustadoras
do incêndio em submarino russo

Restos recuperados por noruegueses do Kursk. O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Restos recuperados por noruegueses do Kursk.
O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Luis Dufaur
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A história do submarino russo AS-12 “Locharik” que pegou fogo tem algo de filme de terror, mas está envolta nas brumas misteriosas da “guerra da informação”.

Ficou fora de dúvida que esse submarino nuclear era um navio espião.

Foi feito pela Rússia para interceptar informações que transitam pelos cabos oceânicos intercontinentais – civis e militares, escreveu “O Estado de S.Paulo”.

Também pode mapear o fundo do mar procurando jazidas minerais e até agir em operações de resgate.

Porém um mistério sinistro, tal vez ficou enterrado para sempre no mar de Barents ou em algum escritório do Kremlin. O “Locharik” foi feito mesmo para vigilância avançada, coleta de dados de inteligência, leia-se espionar ou até sabotar nervos decisivos de comunicação.

Ele trabalha para a GU, principal agência da Defesa na rede russa de informações. Os 25 tripulantes são todos oficiais especializados.

domingo, 14 de julho de 2019

Tribunal indicia assassinos de 298 passageiros,
mas familiares clamam: “Putin é culpado”

Os indiciados pelo crime de massa.
Os indiciados pelo crime de massa.
Luis Dufaur
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Três russos e um ucraniano serão levados ao banco dos réus pelo homicídio resultante do ataque a um avião de passageiros na Ucrânia, em 2014, anunciaram investigadores internacionais à imprensa internacional como a “Folha de S.Paulo”.

O voo comercial MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, e foi derrubado inexplicavelmente por um míssil russo que matou as 298 pessoas a bordo.

O julgamento começará em março de 2020, mas é provável que os acusados não compareçam à corte e sejam julgados “em ausência”, segundo anúncio dos promotores, feito na Holanda.

As autoridades da Rússia não cooperaram com as investigações, foram pegas mentindo repetidamente, e não devem entregar os indiciados.

Ordens de prisão internacional já foram emitidas, disse o promotor holandês Fred Westerbeke.

domingo, 30 de junho de 2019

A “explosão da Igreja” tramada em Moscou e em cenáculos progressistas, na perspectiva de Fátima

Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica



Para Iben Thanholm (ver post anterior), a catarata de escândalos que se precipitam diante de nossos olhos é um resultado entre outros da infiltração tramada.

Os homens escolhidos pela KGB e estabelecidos na cúpula de certos círculos eclesiásticos em meados do século XX, foram responsáveis pelo recrutamento e promoção de outros homens de sua classe nos seminários.

De fato, a explosão de casos de violência sexual remonta à década de 1960, dos tempos que virou slogan até nas igrejas o “proibido proibir” sob pretexto de aplicar com fidelidade o Concílio Vaticano II.

Os religiosos abandonavam hábitos e batinas, como lhes era recomendado pelo “Pacto das Catacumbas” redigido por Dom Helder Cámara e assinado secretamente durante o Vaticano II.

domingo, 23 de junho de 2019

A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica

Bella Dodd: infiltrar o clero para 'destruir a Igreja por dentro'
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é “explodir a Igreja por dentro”





Em 1983, Youri Bezmenov, ex-responsável da propaganda soviética e ex-membro da KGB desvendou em vídeo a estratégia para afundar o Ocidente..

Mas, por dentro, sem necessidade de recorrer aos blindados do Pacto de Varsóvia.

Nessa data os jovens herdeiros de Maio de 68 doutrinados no marxismo marcusiano e gramsciano, treinados na contestação, que deviam constituir as legiões que executariam o plano, já estavam no poder nos países ocidentais que o plano russo visava.

Não só na Europa e na América do Norte, mas até na América do Sul.

domingo, 16 de junho de 2019

Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é
“explodir a Igreja por dentro”

Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
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A jornalista dinamarquesa Iben Thranholm ligada ao site Katehon, ativa plataforma de propaganda prorrussa, fez revelações inesperadas de alguém com seu posicionamento ideológico.

Esse posicionamento torna insuspeito seu impressionante testemunho.

Ele foi extensamente comentado por Jeanne Smits, quem durante sete anos foi diretora de “Présent”, jornal que sustenta a tendência política de Marine Le Pen na França.

A jornalista dinamarquesa foca de início o testemunho de Mons. Carlo Maria Viganò sobre a rede promotora da agenda homossexual no Vaticano e em posições neurálgicas da hierarquia católica.

Tais redes chegariam até o interior da residência do Papa Francisco e envolveriam figuras como os Cardeais Parolin e Bertone, diz ela.

domingo, 9 de junho de 2019

Maior fábrica de “notícias falsas” é russa

Luis Dufaur
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“El Mundo” de Madri comemorou com não dissimulada decepção o fato de “depois de anos de silêncio ante a agressão, o paquiderme europeu começou a se movimentar” embora a ‘passos lentos’.

Referia-se à incompreensível inércia da União Europeia diante da constante ofensiva da “guerra da informação” russa.

Como há anos vimos comentando em nosso blog sem outro recurso senão a leitura e o raciocínio sobre o noticiário virtual mais respeitável, a Rússia de Putin montou uma unidade militarizada cujo objetivo é desorganizar as informações, para embaralhar o raciocínio, desorientar e, por fim, abater os povos que quer submeter.

Outrora falava-se da “paz da Varsóvia” para caracterizar a sujeição de um povo vítima reduzido ao silêncio dos mortos no cemitério.

domingo, 2 de junho de 2019

Menos da metade das famílias pode comprar algo
além de comida e roupa básicas

Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
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Menos da metade de todas as famílias russas declara que consegue satisfazer suas necessidades básicas em matéria de alimentação e vestimenta.

O sofrido povo russo já estava acostumado a comer miseravelmente durante décadas de ditadura soviética e a portar vestimentas em mal estado nos frios inclementes do país durante longos meses do ano. E sofre agora estoicamente.

Além da sobrevivência alimentar e de vestuário, nem pensar no demais: poupança, algum móvel, eletrodomésticos, um celular, etc.

Essa miséria foi constatada em diversos relatórios da mídia – quase toda oficial – e compilados pela agencia oficial de estatísticas Rosstat, noticiou “Radio Free Europe”.

O relatório da Rosstat afirma que 48,2% das famílias está nesse patamar de necessidade. O cálculo ponderou a situação de 48.000 lares.

domingo, 19 de maio de 2019

Venezuela será base para incursões militares russas?

Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
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Enquanto a ditadura comunista-chavista na Venezuela despencava mais um degrau, John Bolton, assessor de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, confidenciou aos jornalistas que altas patentes da nomenklatura de Nicolas Maduro teriam negociado a saída do ditador, segundo “La Nación” de Buenos Aires.

Bolton pediu ao Exército venezuelano cooperar na saída pacífica do ditador.

Por sua vez, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse pela CNN que Maduro tinha um avião pronto para leva-lo a Havana.

E o influente senador republicano pela Florida Marco Rubio, comemorou o início da “fase final” da libertação da Venezuela.

domingo, 12 de maio de 2019

Álcool, droga, AIDS:
lideram corrida para a morte demográfica

Drogados na Rússia, bonecos de cera para afastar crianças do vício
Drogados na Rússia: bonecos de cera para afastar crianças do vício
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A dramática degradação da saúde pública e do número da população da Federação Russa é agravada pela ausência ou muito pobre credibilidade das estatísticas.

Essa falha impede até conceber algum plano pelo menos moderador dos sofrimentos da população.

Em 2009, se calculava que mais de 2,5 milhões de russos com idades entre 18 e 39 eram adictos a drogas ilegais, segundo o chefe do Serviço russo para o controle federal da droga, Viktor Ivanov.

Além do mais, havia 140.000 menores em centros de recuperação para drogados, noticiava a agência estatal “Novosti”.

Segundo Ivanov, perto de 30.000 russos morriam anualmente por excesso de droga. O número de decessos inclui crimes associados a essas substâncias.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Golfinhos e belugas: ‘vítimas úteis’ da agressividade de Moscou

Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Luis Dufaur
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Pescadores do ártico norueguês que moram no povoado de Inga, informaram que uma beluga branca, espécie maior que o golfinho qualificada erroneamente como baleia, começou a se esfregar em um de seus barcos de pesca, como noticiou “La Nación”.

O fato que estranhou aos pescadores é que a beluga levava amarrado um estranho arnês. Joergen Ree Wiig, da Direção Noruega de Pesca, disse que numa correia do arnês do animal marinho estava escrito “Equipe São Petersburgo”.

Além do mais, o arnês carregava uma base onde podia se instalar uma câmera.

A beluga não é um animal agressivo, é gregária, pode medir 5,5 metros e pesar 1.600 kg. No verão se reúne em grupos de até milhares de exemplares.

Sofrem muita depredação por parte dos ferozes ursos brancos, mas sua população é numerosa.

domingo, 28 de abril de 2019

Espionagem 'ilegal' de Putin surpreende Ocidente adormecido

Um ano após a tentativa de assassinato de Sergueï Skripal, os matadores do Kremlin continuam impunes
Um ano após a tentativa de assassinato de Sergueï Skripal,
os matadores do Kremlin continuam impunes
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As investigações sobre o envenenamento quase fatal do ex-espião russo Serguei Skripal e de sua filha no Reino Unido prosseguem e acabaram de convencer o Ocidente de que Moscou não está jogando “limpo”, segundo observou o jornal de Madri “El Mundo”.

O último 'golpe' assassino dos agentes silenciosos do Kremlin pôs em ressalto a “via selvagem” dos operativos secretos de Moscou no exterior.

Confira também: Os comandos assassinos da Rússia

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Exército privado” de Putin desce na América do Sul

Kremlin encomenda homicídio e gera onda mundial de retaliações

A espionagem sempre existiu, mas Ocidente acreditava assaz tolamente que havia perdido muito de sua extensão e da ferocidade criminosa com a queda da URSS em 1989.

domingo, 7 de abril de 2019

TV russa mostra alvos para ataque nuclear aos EUA e sonha com capitulações

Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados (Captura de vídeo)
Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados
(Captura de vídeo)
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O presidente Vladimir Putin ameaçou os EUA com um equivalente da “crise dos misseis” acontecida a propósito do envio de mísseis nucleares russos a Cuba, e que pôs o mundo à beira da guerra mundial atômica durante 13 dias (16-28 outubro de 1962).

Uma semana depois, a TV estatal voltou à carga com as ameaças enumerando os objetivos que o Kremlin atacaria em território americano em caso de conflito nuclear, noticiou o jornal de Barcelona “La Vanguardia”.

No operativo a Rússia usaria um míssil hipersônico que estaria desenvolvendo.

Segundo a agência Reuters, Dimitri Kiselyov, o âncora do Vesti Nedeli principal noticiário semanal da TV moscovita, exibiu num mapa pelo menos cinco objetivos: o Pentágono, a casa de feiras do presidente em Camp David (Maryland), centros militares como Fort Ritchie, uma base aérea em McClellan (Califórnia) e uma base naval no Estado de Washington.

domingo, 31 de março de 2019

Para não serem pegos guerreando no exterior

Soldado russo tirou selfie combatendo na Ucrânia.
Postou em rede social onde foi pego por jornalista
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Os soldados russos ficaram proibidos de tirar selfies ou fornecer informações pessoais em redes sociais que permitam localizá-los ou identificá-los.

A lei foi aprovada esmagadoramente pela Câmara baixa da Duma, Parlamento da Rússia, com 90,7% dos votos.

Deve ser ratificada pelo Senado, onde certamente será aprovada pois atende à vontade do presidente Vladimir Putin.

Além do sigilo militar, a lei obedece a uma grave preocupação para o intervencionismo bélico russo no exterior.

domingo, 24 de março de 2019

Rússia: central mundial de malefícios satânicos?

Círculo mágico para atrair maldições contra os inimigos de Putin
Círculo mágico para atrair maldições contra os inimigos de Putin
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A cerimônia pareceria tirada de Harry Potter, mas foi no mundo real. Aconteceu em Moscou e foi noticiada largamente pela BBC.

O círculo mágico estava composto maioritariamente de mulheres, cobertas com capuzes escuros e símbolos vermelhos nas costas, rezando fórmulas ocultistas visando um efeito demoníaco sobre a política.

“Que venha com grandeza o poder da Rússia e dirija o caminho de Vladimir Putin. Respira, ó Mae Terra, abraçando à Rússia”, invocava a chefa do grupo, Alyona Polyn, enquanto as outras bruxas pronunciavam conjuros.

O grupo de feiticeiras se denomina “Império das Bruxas mais Poderosas” e pratica apelos diabólicos, ou “círculos mágicos de poder”, para apoiar ao presidente formado na KGB.

“A gente deve apoiar a Vladimir Putin antes de qualquer coisa”, disse a feiticeira Yulia. “Queremos que os vilões [que atacam a Putin] fiquem em silêncio “, acrescentou a bruxa Irina para a agência Reuters.

As bruxas soltaram malefícios contra os inimigos da Rússia e de seu ditador.

Polyn, que diz ser a maga principal, explicou à mídia russa que suas cerimônias têm sempre o apoio do Estado e do presidente “porque ele é o rosto da Rússia”.

domingo, 17 de março de 2019

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A Letônia, um dos três países bâlticos que recuperaram a independência após a queda da União Soviética em 1991, se depara com um dos tantos dramas legados pela ditadura comunista.

Em concreto, discute o que fazer com os malotes repletos de fichários pessoais deixados pela KGB, a polícia secreta soviética originalmente chamada de Checa, escreveu o “The New York Times”.

Trata-se das fichas completas de 4.141 cidadãos da pequena república que teriam sido espiões ou informantes da KGB.

Sua função consistia em denunciar familiares, amigos, colegas de trabalho lhes atribuindo atividades anticomunistas. Tais denúncias poderiam lhes custar a vida, torturas ou sinistras prisões.

Por exemplo, Yuris Taskovs denunciou um vizinho que assistia pornografia alemã e que depois denunciou centenas de ativistas anti-Moscou. Taskovs está convencido de sua nojenta “façanha”: “durante 12 anos trabalhei para eles com grande entusiasmo”, como informante da KGB, disse.

domingo, 10 de março de 2019

Os comandos assassinos da Rússia

Maxim Borodin (direita) incomodou o Kremlin investigando o 'exército privado de Putin' na Síria. Apareceu morto em circunstâncias reveladoras.
Maxim Borodin (direita) investigou a ação do 'exército privado de Putin' na Síria.
Apareceu morto em circunstâncias reveladoras.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A misteriosa morte do jornalista de investigação russo Maxim Borodin, que apareceu na rua após cair de um quinto andar na sua cidade de Ekaterimburgo, região centro-oriental da Rússia, soou a um assassinato encomendado por causa de suas investigações sobre a atividade de mercenários russos na guerra da Síria, escreveu “Clarín” de Buenos Aires.

A polícia estadual de Sverdlovsk sugere que foi um suicídio, malgrado reconheceu não ter achado sinal algum nesse sentido.

Mas, Polina Rumiantseva, chefe de redação da agência de notícias Novy Den, onde trabalhava Borodin, acha que não houve nada do que a polícia diz.

Um amigo de Borodin, Vyacheslav Bashkov, contou em Facebook que nessa tarde o jornalista alertou que seu prédio estava rodeado por “membros das forças de segurança” com roupa camuflada e mascarados.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

“Exército privado” de Putin desce na América do Sul

Membros da milicia 'Wagner' ativos na Síria
Membros da milicia 'Wagner' ativos na Síria
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Causou arrepio quando se tornou notório que por volta de 400 membros da “milícia Wagner” haviam desembarcado na Venezuela, oficialmente para garantir a segurança pessoal do ditador Nicolás Maduro, escreveu “La Nación”.

Maduro se gaba de estar rodeado de milhares de fanáticos chavistas armados até os dentes e prontos para dar a vida “contra o império”.

Também, os milhares de generais do exército venezuelano exuberantemente recobertos de condecorações fazem barulho jurando fidelidade ao ditador.

Porém, a História da América Latina fornece sobrados exemplos históricos para não confiar nessas bravatas.

O líder da milícia mercenária russa é o cossaco Yevgeny Shabayev. O Kremlin recruta e arma essas milícias dentro do exército russo, mas dispõe que os membros renunciem ao exército na hora de cumprir as missões sujas.

Muitos deles foram capturados na Ucrânia levando consigo os documentos que os acreditam como membros efetivos das forças armadas russas.

Veja também: Féretros de “soldados fantasmas” voltam a cemitérios russos

domingo, 27 de janeiro de 2019

Ainda mais blefes do Kremlin

O robô Boris de alta tecnologia era um disfarce
O robô Boris de alta tecnologia era um disfarce
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A guerra da informação do Kremlin costuma veicular grandes sucessos da ciência e da tecnologia russa especialmente em armas de destruição de massa.

Essas ‘realizações’, como nos tempos da falida URSS, patenteariam que o sistema russo está na frente dos sucessos materiais, e do futuro em consequência.

Porém de cada vez não demora a aparecer – e de fonte russa – a confissão de se tratar de fraudes propagandísticas. Uma das mais recentes deu até margem ao riso.

O sistema putinista apresentou um robô humanoide no foro tecnológico Proyektoria que segundo a TV moscovita causou sensação. Mas logo verificou-se que o robô na realidade era um homem disfarçado, escreveu a página de tecnologia de “El Mundo” de Madri.