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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Marinhas russa e chinesa provocam o Japão e os EUA

Barcos rusos e chineses entram no Mar do Japão
Barcos russos e chineses entram no Mar do Japão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Dez navios de guerra russos e chineses cruzaram o estreito de Tsugaru de apenas 19,5 km entre as duas principais ilhas que constituem o arquipélago do Japão.

Ninguém escondeu: foi mais uma provocação direta ao Japão e aos EUA no Pacífico. A repercussão foi mundial e vem se repetindo com cada vez maior intensidade, número e volume de armas engajadas, noticiou Yahoo!

Foi a primeira vez que China e a Rússia efetivaram essa “façanha”.

A onda de Pequim contra seus vizinhos e com especial ênfase contra os EUA teve o alarmante ingrediente da provocadora Rússia de Vladimir Putin. Até o presente ela tinha poupado o Mar da China e o Mar do Japão de suas desfaçatezes.

A provocação teve lugar no dia 18 de outubro e foi confirmada pela marinha japonesa.

O Japão não permite que outras marinhas de guerra passem pelo estreito, abrindo apenas uma exceção para os EUA e seus navios com ogivas nucleares. A passagem é livre para efeitos comerciais e civis em geral.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Trump abre os olhos
para a verdade da “nova-Rússia”?

Pai vai enterrar seus dois filhos mortos pelo ataque assassino
Pai vai enterrar seus dois filhos mortos pelo ataque assassino
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na noite de quinta-feira para sexta feira (6/7 de abril) o cenário do mundo deu um giro brusco, até contraditório, de 180º. Dos destroieres americanos – o USS Porter e USS Ross – enviaram uma chuva de 59 mísseis Tomahawk para a base aérea síria de Al Shayrat.

Dessa base partiram os aviões que bombardearam com gás sarin a cidade Khan Cheikhoun matando cruelmente por volta de 90 civis entre os quais 30 crianças.

A resposta americana pulverizou por volta de 20% da força aérea síria.

O fato deixou o mundo pasmo. Todas as predições e cálculos estratégicos no mundo ruíram nesse instante. Todos agora procuram entender o que se passou e se posicionar no novo cenário.

Pois os EUA vinham de bombardearam não apenas uma base síria, mas atingido a menina dos olhos da “nova-Rússia”. Os dois gigantes estão face a face.

domingo, 5 de março de 2017

Influências russas na administração Trump
dividem conservadores no governo

Nikki Haley, flamante embaixadora na ONU reafirmou que os EUA manterão as sanções à Rússia.
Nikki Haley, flamante embaixadora na ONU
reafirmou que os EUA manterão as sanções à Rússia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Após a eleição de Donald Trump, os milicianos pró-russos que ocupam o leste ucraniano recrudesceram as provocações e há mortes quase diariamente.

Talvez a Rússia imaginasse que o novo governo americano afrouxaria a resistência.

Mas, de fato, a nova embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou no Conselho de Segurança que as sanções contra o Kremlin ficam de pé “até que a Rússia devolva o controle da península (da Crimeia) à Ucrânia”, noticiou a AFP.

A embaixadora deplorou que sua primeira intervenção no Conselho de Segurança tenha disso para “condenar as ações agressivas da Rússia”.

“Nós queremos melhores relações com a Rússia. Porém, a situação critica no leste da Ucrânia pede uma condenação forte e clara das manobras russas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

“Washington será nossa”:
a comemoração do Kremlin

No centro de Moscou cartazes promoviam a candidatura de Donald Trump.
No centro de Moscou cartazes promoviam a candidatura de Donald Trump.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Uma estranha comemoração teve lugar em Moscou na inauguração da presidência de Donald Trump. Com champagne e festejos o Kremlin marcou a data festiva daquele que em teoria deveria ser seu maior oponente.

“É estranho, mas é ótimo, pela primeira vez os russos estão aplaudindo a vitória de um candidato presidencial dos EUA”, comentou o analista político Stanislav Byshok, citado pelo “New York Daily News”.

As promessas de Trump alimentam o otimismo russo, malgrado a recente manutenção das sanções pela invasão ilegal da Crimeia, a ocupação do leste da Ucrânia, a oposição militar na guerra na Síria e a interferência da Rússia na eleição presidencial.

O primeiro ministro russo Dmitry Medvedev foi dos primeiros a comemorar no Facebook.

Perto do Kremlin, nacionalistas russos montaram na sede dos Correios de estilo típico soviético um tríptico de Putin, Trump e a líder do Front National francês Marine Le Pen.

Vladimir Putin foi exibido na tela erguendo a taça de champagne e tendo a seu lado a política francesa Marine Le Pen.

A festa foi organizada pela TV Tsargrad, dirigida pelo ideólogo ultraputinista Alexander Dugin e foi partilhada por uma centena de nacionalistas russos admiradores de Trump.

Trumpomania fabricada no Kremlin: em Moscu a ativista putinista Maria Katasonova durante entrevista de imprensa.
Trumpomania fabricada no Kremlin: em Moscu
a ativista putinista Maria Katasonova durante entrevista de imprensa,
ostenta o tríptico Putin-Le Pen-Trump
“Sim, é uma festa”, disse o sorridente Dmitry Rode, empresário das comunicações com a taça na mão.

Alguns dos presentes usavam máscaras de Guy Fawkes em alusão aos hackers russos que teriam interferido nas eleições.

“Estou feliz por todos os hackers russos”, explicou o profissional Filip Nikolsky que usava uma camiseta com o dizer “Você foi hackeado”.

Numa boate moscovita várias dúzias de pessoas brindaram pela vitória de Trump. O cantor Willi Tokarev, uma lenda da música russa, entoou sua canção “Trumplissimo America!”

Leonid Slutsky, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Duma, também comemorou porque com Trump Moscou pode aguardar dias melhores.

No World Economic Forum de Davos, na Suíça, Igor Shuvalov, representante do primeiro ministro russo anunciou que Trump e Putin trabalharão juntos para resolver o caso da Ucrânia, que para o chefe do Kremlin só se resolve com uma vitória russa virtualmente incondicional.

Para o dissidente Gennady Gudkov, a Rússia está atacada por uma estranha “Trumpomania” insuflada pela mídia dependente do Kremlin, reproduziu a CNBC.

Medalhas comemorativas em ouro e prata com os dizeres “In Trump We Trust”, parafraseando o dólar, foram emitidas em Zlatoust, cidade no leste de Moscou.

Os vendedores das tradicionais matrioscas, ou boneca russa, brinquedo tradicional composto por uma série de bonecos colocados uns dentro dos outros, passaram a acrescentar o de Donald Trump.

Putin,Trump e Lenine, nas matryoshkas de venda popular.
Putin,Trump e Lenine, nas matryoshkas de venda popular.
Ela era vendida com junto com a de Vladimir Putin, e as de Vladimir Lenine, Josef Stalin e Mikhail Gorbachev.

“A eleição de Trump gerou um entusiasmo enorme porque suas cálidas palavras sobre a Rússia e Putin passaram a esperança de que os EUA e o Ocidente cessariam de atacar a Rússia”, disse Sergei Markov, ex-advogado pro-Putin, que glosava a vulgata do Kremlin.

Porém, ele fez uma ressalva: “nós russos estamos otimistas, mas estamos nos preparando para o pior” em alusão à possível III Guerra Mundial.

Konstantin Rykov, ex-advogado pro-Putin e promotor do evento saudou o início da primeira fase de uma “Nova Ordem Mundial”.

No que é que consiste esse substituo da odiada antiga “Ordem Mundial” globalista?

Rykov respondeu com poucas palavras: “Washington será nossa”.



domingo, 2 de outubro de 2016

Moscou finge eficácia, ajuda o Estado Islâmico
e tapeia com propaganda

Mohammed al-Adnani foi o principal porta-voz do Estado Islâmico
Mohammed al-Adnani foi o principal porta-voz do Estado Islâmico.
EUA silenciou, mas Rússia diz que feito foi dela.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mohammed al-Adnani, o estrategista e segundo homem do Estado Islâmico, foi atingido por “um ataque de alta precisão” dos EUA.

Tratou-se de uma das maiores perdas sofridas até o presente pelo grupo, que reivindica a fidelidade ao pé da letra aos ensinamentos do Islã.

O próprio Estado Islâmico reconheceu a perda, também confirmada pelo porta-voz do Pentágono, Peter Cook, segundo noticiou “Le Nouvel Observateur” de Paris.

Porém, no dia seguinte, chegou uma declaração que seria histriônica se não fosse a tensão instalada entre Washington e Moscou: o Ministério de Defesa russo afirmou que a façanha devia ser atribuída a um de seus aviões.

Um porta-voz do Pentágono respondeu: “É uma piada. Seria risível, se nós esquecêssemos o tipo de campanha que os russos estão fazendo na Síria”.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Putin tenta manipular as eleições presidenciais americanas!

“A posição mais favorável à Rússia na história moderna dos EUA”, escreveu Foreign Policy
“A posição mais favorável à Rússia na história moderna dos EUA” diz Foreign Policy
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Putin mostra sua preferência por Donald Trump, mas na reta final da campanha eleitoral, o candidato republicano defendeu posições mais alinhadas aos interesses de Moscou do que aos de Washington, registrou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Favorecimentos na política externa

Segundo David Rothkopf, editor-chefe da revista Foreign Policy, as posições de Trump representam um “distanciamento gigantesco” em relação a visões defendidas historicamente por líderes de ambos os partidos.

“Essa é a posição mais favorável à Rússia por parte de autoridades americanas na história moderna dos EUA”, acrescentou.

domingo, 28 de agosto de 2016

Ingerência de Putin nas eleições dos EUA
pegou americanos adormecidos

Relatório ucraniano revelou que Paul Manafort, “homem forte” da campanha republicana, agia a serviço do “mundo russo”. Manafort renunciou e Trump prometeu moderação de discurso.
A Ucrânia revelou que Paul Manafort, “homem forte” da campanha republicana,
agia a serviço do “mundo russo”. Manafort renunciou e Trump prometeu moderação.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Adormecidos pela ilusão da “morte do comunismo”, muitos americanos acordaram surpresos descobrindo até que ponto as antigas redes de influência soviética estavam agindo na eleição presidencial de seu país.

Uma catarata de denúncias, confissões e interferências russas irrompeu na campanha eleitoral para escolher o próximo presidente na votação de 8 de novembro.

Selecionada uma equipe pró-russa

O caso mais clamoroso foi protagonizado por Paul Manafort, o “homem forte” da campanha do candidato republicano Trump.

Manafort acabou renunciando após vir à luz inquérito publicado na Ucrânia dando conta de que ele recebeu muitos milhões de dólares do então presidente ucraniano pró-russo Yanukovitch para obter apoios de políticos em Washington e para que grandes meios de imprensa americanos divulgassem notícias contrárias aos ucranianos anti-russos, informou o jornal “Clarín”, de Buenos Aires.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Luta racial? Ressurgência da luta de classes bafejada pelo comunismo?

Punhos em alto como outrora
Punhos em alto como outrora
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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As violências nos EUA entre cidadãos negros e policiais qualificados generalizadamente de “brancos” enchem os espaços da mídia. O assassinato de cinco policiais e o ferimento de nove, mirados por um franco-atirador durante uma passeata pacífica em Dallas, foi um dos mais explorados.

Tratou-se do mais elevado número de baixas policiais desde o atentado de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas de Nova Iorque pelos terroristas islâmicos de Bin Laden.

A barulheira midiática logo interpretou o fato como a profecia de luta racial no continente americano, que pode dar em guerra civil. Porém, os fatos não resistiram à enviesada interpretação.

O impacto sensacionalista deixa, porém, nos leitores desavisados, uma impressão que pode ser duradoura. Por isso, abaixando a poeira, é recomendável analisar com cautela os fatos, e ver se esses são suscetíveis de uma explicação mais verdadeira e profunda.

domingo, 1 de março de 2015

O dedo do Kremlin no gatilho.
A OTAN, os países vizinhos e a Europa na mira

Agressividade antiocidental está no centro da nova estratégia russa.
Parada na Praça Vermelha para comemorar a vitória soviética em 1945


O Kremlin divulgou no fim de 2014 a versão para consumo público da nova doutrina militar russa, aprovada pelo chefe Vladimir Putin. O plano não faz cerimônia e designa a OTAN como a ameaça fundamental.

A doutrina se diz inquietada pelo “reforço das capacidades ofensivas da OTAN, que ameaçam diretamente as fronteiras russas, e pelas medidas adotadas para implantar um sistema global de defesa antimíssil” na Europa Oriental.

De fato, a Rússia tem todas as razões para detestar esse sistema antimíssil. A sua manifesta inferioridade tecnológica poderia ficar reduzida a quase zero por esse escudo protetor.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Perto do não-retorno: autoridades comparam o acordo de Minsk com Putin ao de Munique com Hitler

General Philip Mark Breedlove, comandante supremo da OTAN  deplora 'derrotismo' de Angela Merkel.  “Nós podemos tornar tão cara a batalha que forçaria Putin a arredar”
General Philip M. Breedlove, comandante supremo da OTAN
deplora 'derrotismo' de Angela Merkel.
“Nós podemos tornar-lhe tão cara a batalha
que Putin teria que arredar”


Cresce a fratura entre a Europa e os EUA de um lado e a Rússia do outro a propósito da Ucrânia, escreveu “The Telegraph” de Londres.

A fratura está se ampliando após os fajutos acordos de Minsk que parecem destinados a não só não serem cumpridos, mas servirem de plataforma para novas provocações invasoras da Rússia.

No meio das conversações na capital da Bielorrússia, importantes figuras do governo americano passaram a comparar as iniciativas da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês François Hollande com as frustradas tentativas de apaziguar Adolf Hitler nos prolegômenos da II Guerra Mundial.

O supremo comandante militar da OTAN, general Philip Breedlove, e a mais experimentada diplomática americana em assuntos europeus Victoria Nuland, rotularam Angela Merkel de “derrotista” pela sua oposição a armar Ucrânia, escreveu o jornal alemão “Bild”.

As conversações dos dois líderes europeus com a Rússia foram desqualificadas na reunião da Conferencia de Segurança de Munique.

O senador americano John McCain as comparou com o Acordo de Munique de 1938 entre Neville Chamberlain, primeiro ministro inglês, e o Führer Adolf Hitler, senhor todo-poderoso da Alemanha nazista que acabava de anexar pela força os Sudetos.

domingo, 7 de setembro de 2014

Bombardeiros atômicos russos
geram incidentes em todos os quadrantes

Jatos japoneses (na foto F-2 e F-4) já foram acionados mais de cem vezes  para afastar bombardeiros atômicos russos
Jatos japoneses (na foto F-2 e F-4) já foram acionados mais de cem vezes
para afastar bombardeiros atômicos russos

A força aérea japonesa obrigou dois bombardeiros estratégicos russos Tupolev Tu-95 a se afastarem do espaço aéreo nipônico do qual tinham se aproximado imprudentemente, informou o Ministério de Defesa de Tóquio, citado pela agência “RIA-NOVOSTI” de Moscou.

Após se aproximarem da ilha de Okinawa, sede da maior base americana no Oriente, os bombardeiros russos foram bordejando o arquipélago japonês.

O Ministério de Defesa do Sol Nascente ficou preocupado pelas intenções que esse voo revelou. Desde julho até setembro de 2013, o Japão teve de acionar seus caças 105 vezes, por causa da excessiva aproximação de aviões russos estratégicos de ataque.