domingo, 25 de agosto de 2013

Lições da “democracia” de Putin: eleições sob ditadura

Alexeï Navalny
Alexeï Navalny

Na sede do comitê eleitoral do advogado Alexeï Navalny, um dos novos líderes da oposição russa, jovens voluntários que trabalham intensamente para a campanha eleitoral de setembro pululam.

Porém, em Moscou ninguém duvida da reeleição do prefeito Sergueï Sobianine, segundo reportagem do jornal francês “Le Monde”.

Sob a sombra do todo-poderoso Vladimir Putin, os clãs políticos locais a ele submissos têm a vitória garantida. No que é que se diferencia a situação atual da era soviética, onde mesmo sem urnas eletrônicas os candidatos do Partido Comunista venciam com quase 100% dos votos e o resultado já era conhecido meses antes da eleição?

Há algumas diferenças “para inglês ver”. Entre elas a fachada de uma eleição livre onde alguns oposicionistas gozam de uma liberdade restringida. Eles recrutam simpatizantes para animar listas a cujo respeito já foi decidido com antecipação em algum escritório do governo que nunca vencerão. E ai daqueles que vierem a vencer!

domingo, 18 de agosto de 2013

Há 1025 anos: início da conversão da Ucrânia, Rússia e Bielorrússia

Batismo de São Vladimir, o Grande, ano 988.
Viktor M. Vasnetsov (1848–1926)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Na capital da Ucrânia foram comemorados os 1025 anos da cristianização do histórico Principado de Kiev.

A ‘Rus de Kiev’, como também é conhecido, foi o núcleo cristianizado que gerou as atuais Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

A comemoração estava proibida durante a ditadura soviética e só agora foi retomada, informou “Notícias Terra”.

A cristianização da Ucrânia teve como ponto de partida o batismo, em 988, de São Vladimir o Grande, grão duque de Kiev e de todas as Rússias.

Ele destruiu os ídolos pagãos, combateu a bebedeira e trabalhou pela conversão de seus súditos. A partir de Kiev – hoje capital da Ucrânia – os sucessores de São Vladimir governaram um colossal império em gestação.

Complicados fatos históricos desviaram essa imensa área de civilização para um cisma religioso. Desse cisma saíram muitas outras cisões que explicam a multiplicado de igrejas mal chamadas “ortodoxas”.

Conquanto vivam se desentendendo mutuamente, elas são unânimes em tentar bloquear o retorno desses povos à Igreja Católica que os batizou e introduziu na graça de Deus.

Esses cismas ficaram sob o tacão dos monarcas temporais. Por fim, sob a União Soviética, eles foram ativos instrumentos a serviço da repressão comunista.

Em 1596, sob o pontificado do Papa Clemente VIII, os bispos inconformados com os desastrosos resultados do cisma voltaram a se unir com a Santa Sé. Foi um acontecimento transcendental.

Agentes da KGB: Patriarca de Moscou Kirill ou 'Mikhailov' e coronel Putin
Agentes da KGB:
Patriarca de Moscou Kirill ou 'Mikhailov' e coronel Putin
No sermão durante a beatificação de São Josafá, grande apóstolo da reunificação, o Papa Urbano VIII afirmou:

“Por meio de vós, meus ucranianos, eu espero converter o Oriente” (cfr. Miroslav Zabunka e Leonid Rudnytzky, “The Ukrainian Catholic Church, 1945-1975”, St Sophia Association, Philadelphia, 1976, p. 9).

São Josafá Kuncewycz 1580-–1623, bispo de Vitebsk e arcebispo de Polotsk, martirizado pelos cismáticos e canonizado pelo Beato Papa Pio IX em 29 de Junho de 1867.

Porém, as recentes celebrações do governo russo aconteceram sob o signo do retorno ao comunismo em metamorfose.

A elas esteve presente Kirill, ex-agente da KGB, considerado o patriarca da Igreja Ortodoxa de Moscou e de toda a Rússia (IOR). Kirill quer pôr sob seu controle religioso toda a Ucrânia, a fim de melhor servir a seu patrão, Vladmir Putin.

Também marcaram presença os presidentes da Ucrânia, Viktor Yanukovych; da Rússia, Vladimir Putin; da Moldávia, Nicolae Timofti, e da Sérvia, Tomislav Nikolic.

O chefe supremo russo aspira a assimilar ao seu império todos esses países, pois ele se julga herdeiro simultâneo da ex-URSS e do Império Russo.