Mostrando postagens com marcador URSS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador URSS. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Putin apaga lembrança dos crimes de massa comunistas

Historiador Yury Dmitrieyev condenado por tirar à luz os crimes soviéticos
Historiador Yury Dmitrieyev condenado por tirar à luz os crimes soviéticos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O historiador russo Yury Dmitrieyev, especialista no estudo da repressão estalinista foi condenado a 15 anos de prisão por uma acusação que, segundo o sentir geral de advogados e peritos é uma montagem infamante para abafar a injusta repressão, no pior estilo estalinista, de Vladimir Putin.

Dmitrieyev, 65 anos, pertence à organização não-governamental (ONG) Memorial, dedicada à preservação da memória das vítimas dos campos de trabalho forçado estalinistas (‘gulag’). Poucos dias depois essa foi extinta em dois processos, divulgou o “Diário de Notícias”.

A condenação de Yury Dmitrieyev acrescenta dois anos à facciosa sentença proferida em 2020, no mesmo caso, por um tribunal em Petrozavodsk, na Carélia, norte da Rússia, onde o condenado dirigia uma filial de Memorial.

Memorial considera que Dmitrieyev é um preso político e denunciou que o verdadeiro motivo do seu julgamento é a “atividade para preservar a memória das repressões políticas” da era soviética.

domingo, 29 de agosto de 2021

Rússia: país de recursos imensos
ainda geme numa miséria soviética

Mulher teenta vender num outlet  numa a estação de trem perto de Novgorod
Mulher tenta vender num outlet
numa estação de trem perto de Novgorod
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Numa grande reportagem que ficou para a História o “The New York Times” foi ver o interior da Rússia e flagrou um país caindo aos pedaços.

A infra-estrutura já velha no tempo soviético, continua sem manutenção.

As exceções são as grandes cidades de Moscou e São Petersburgo.

Mas é só sair dos respectivos anéis rodoviários para retroceder assustadoramente no tempo.

Do ponto de vista econômico, a Rússia não saiu do sistema comunista.

O dinheiro do governo e dos plutocratas que "herdaram" as empresas públicas vem dos investimentos ocidentais em gás e petróleo.

domingo, 7 de março de 2021

Ruínas do programa espacial soviético

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A Rússia é uma imensa realidade histórica, cultural e populacional com grande vocação e missão histórica. 

Os produtos do gênio dos povos que a constituem estão à vista de todos em sua como que insondável variedade e riqueza.

Porém, esse povo destinado a uma transcendental missão futura, sofreu incalculáveis tragédias ao longo de sua história.

Uma delas foi a imposição do regime comunista, fruto de uma ideologia  sinistramente idealizada nos anos do Terror da Revolução Francesa, no fim do século XVIII.

A revolução bolchevique de 1917 destruiu o deslumbrante império dos czares e implantou a mais feroz ditadura igualitária da História: a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS.

Não reconhecemos a verdadeira Rússia no monstro da URSS, que a transformou na plataforma de uma seita filha dos crimes ideológicos da Revolução Francesa que quis implantar no mundo a Revolução gnóstica e igualitária gestada na putrefação da ordem cristã medieval.

O ateísmo total do comunismo exigia uma igualdade total, cujo igualitarismo radical se exprimia num pensamento essencial: não há Deus, mas somente a matéria. E todos aqueles que de algum modo são como que reflexos de Deus devem ser exterminados, a começar pelos czares, a nobreza e a classe dos proprietários.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Cemitério soviético secreto com mais de mil tanques, aviões e helicópteros em 'reserva'

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Lana Sator, uma fotógrafa de Moscou ganhou notoriedade internacional flagrando lugares abandonados em locais protegidos pelo secreto de Estado na Rússia.

Uma de suas descobertas mais recentes é uma base militar soviética com mais de mil tanques, aviões e helicópteros que hoje acumulam poeira e ferrugem, segundo reportagem de “La Nación”.

Esse ato de exploração urbana, ou urbex, é ilegal na Rússia porque envolve o acesso a propriedades estatais sem permissão.

A fotógrafa viajou mais de uma década pelo país e descobriu parte da estrutura esquecida da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Edifícios icônicos, bases militares e usinas nucleares, mostram ao mundo o gigantismo ameaçador forjado pelo antigo estado comunista e hoje abandonado.

domingo, 24 de novembro de 2019

Holodomor: genocídio de milhões de ucranianos
silenciado pelas esquerdas brasileiras

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Nos milhares de aldeias ucranianas, desertas e em ruínas, perto de grandes cidades como Kharkiv, Kiev e Odessa, ainda parece se ouvir os uivos da fome, escreveu o jornalista Jeffrey D. Stephaniuk, da agência Euromaidanpress, de quem extraímos as citações deste post.

Nessas aldeias ecoa, no silêncio, o brado lancinante do Holodomor, o genocídio pela fome ordenado por Stalin para extinguir os proprietários rurais  e todo um povo que não se vergava à utopia socialista.

Os camponeses e suas famílias não estão mais ali para contar: morreram aos milhões ou fugiram até caírem exaustos numa estação ferroviária onde ninguém os auxiliava.

Aqueles, como foi o caso de alguns mestres de escola, que tentavam atender famílias e crianças que agonizavam extenuadas foram presos pelos agentes comunistas e exilados na Sibéria – de onde poucos voltaram – pelo crime de espalhar rumores a respeito de uma fome que oficialmente não existia.

Não existia por decreto de Stalin, que a tinha ordenado.

domingo, 17 de março de 2019

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A Letônia, um dos três países bâlticos que recuperaram a independência após a queda da União Soviética em 1991, se depara com um dos tantos dramas legados pela ditadura comunista.

Em concreto, discute o que fazer com os malotes repletos de fichários pessoais deixados pela KGB, a polícia secreta soviética originalmente chamada de Checa, escreveu o “The New York Times”.

Trata-se das fichas completas de 4.141 cidadãos da pequena república que teriam sido espiões ou informantes da KGB.

Sua função consistia em denunciar familiares, amigos, colegas de trabalho lhes atribuindo atividades anticomunistas. Tais denúncias poderiam lhes custar a vida, torturas ou sinistras prisões.

Por exemplo, Yuris Taskovs denunciou um vizinho que assistia pornografia alemã e que depois denunciou centenas de ativistas anti-Moscou. Taskovs está convencido de sua nojenta “façanha”: “durante 12 anos trabalhei para eles com grande entusiasmo”, como informante da KGB, disse.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O que impede esclarecer
os criminosos segredos da repressão comunista?

Emblema da STASI (Ministério de Segurança do Estado, Alemanha comunista)
Emblema da STASI (Ministério de Segurança do Estado, Alemanha comunista)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O que foi de meu pai, de meu irmão ou de meu avô, levados um dia pela polícia secreta comunista e que nunca voltei a ver? Onde foi enterrado? Teve sepultura?

Perguntas doloridas como essas povoam as mentes de incontáveis vítimas do regime soviético na Rússia e na Europa Oriental. E suscitam obviamente o desejo de algo que apazigue a dor de alma.

Um estudante universitário moscovita que fazia um curso em São Paulo contou-me que em pleno “expurgo” estalinista, um andar inteiro da administração soviética em Moscou foi invadida por um esquadrão de agentes da NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos, depois mudou de nome), encarregada dos campos de concentração, espionagem e repressão em geral.

Entre os funcionários estava o avô do rapaz. Todos foram levados, ninguém pode pegar qualquer coisa ou avisar os parentes. Acabaram sumindo no sinistro arquipélago de campos de trabalho forçado, não se sabe onde.

Décadas depois, a avó do jovem, recebeu uma carta do governo, informando que a operação foi um “erro” e apresentava desculpas oficiais.

Ninguém da família nunca mais soube como acabou o antepassado. Nesse ponto do relato, o jovem não pode seguir, engoliu uma garfada e mudou de assunto.

Compreende-se que muitos outros queiram saber pelo menos algo de seus seres queridos desaparecidos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Há 50 anos, tanques soviéticos esmagavam Praga.
Mas a cobra marxista quer voltar hoje no Brasil!

1968: manifestantes enfrentam tanques soviéticos em Praga.
1968: manifestantes enfrentam tanques soviéticos em Praga.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Há 50 anos, na noite de 20 para 21 de agosto de 1968, a capital da Checoslováquia acordou com um estrépito inusual até para aqueles agitados dias.

O sinistro barulho era produzido por 2.300 tanques de 29 divisões blindadas do Exército Vermelho que violaram a fronteira oriental do país.

Na invasão denominada “operação Danúbio” participavam outras unidades da aliança militar comunista Pacto de Varsóvia, hoje substituída sorrateiramente por novos pactos concebidos por Vladimir Putin.

Soldados poloneses, húngaros, búlgaros e alemães do Leste totalizavam 200 mil combatentes instruídos para esmagar mais uma revolta popular na Europa Oriental socialista ocupada pela URSS, segundo longa reportagem do “Clarin”.

Doze anos antes, um heroico levantamento anticomunista e patriótico na Hungria fora afogado em sangue e fogo. Mas a revolta de checos e eslovacos foi diversa.

As manifestações estudantis, sabotagens e greves começaram meses antes deixando o balanço final de mais de uma centena de mortos e de 300 mil exiliados imediatos.

A chamada “Primavera de Praga” ecoava o Maio de 68 francês e as revoltas pacifistas nos EUA enquanto o exército americano passava apertado pela enlouquecida ofensiva da guerrilha comunista dos vietcongues.

domingo, 12 de agosto de 2018

Eflúvios diabólicos do regime soviético se perpetuam e fascinam: nos calabouços de Karosta

Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






É difícil entender como um regime tão cruel e densamente satânico como o soviético possa ter dominado a metade ou mais do mundo, e hoje tente voltar com poderosas cumplicidades no mundo político e eclesiástico ocidental.

Entrementes há sinais de como isso possa acontecer em virtude de uma acentuada decadência moral, como a que está evidenciando o mundo ocidental.

E explicam o fascínio produzido pelo presidente russo Putin não só entre 'saudosistas' da sinistra velha URSS, mas em ocidentais que até se dizem de 'direita', 'extrema-direita' ou bancam de prudentes 'conservadores.

Um exemplo disso se dá no hotel-prisão de Karosta, em Liepaja, oeste da Letônia, sobre o mar Báltico.

domingo, 13 de maio de 2018

O drama da Ucrânia desenhado por uma jovem

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A joven ucraniana Kseniya Simonova desenha com areia o drama de seu país sob a bota soviética.

Ela ganhou o prêmio "Ukraine's Got Talent" pela animação com areia.

A habilidade da jovem impressiona o público presente nesta apresentação.

Mas, também arranca lágrimas pela evocação muda das imensas dores sofridas pelo povo ucraniano sob a pior e mais desumana ditadura ideológica da história: a do "socialismo marxista", ou "socialismo real".

domingo, 29 de abril de 2018

Instrumento do Kremlin para liquidar os católicos
abraça ao Papa Francisco

O Papa Francisco e o "patriarca" russo Kiril se beijam em Havana
O Papa Francisco e o "patriarca" russo Kiril se beijam em Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






“A Igreja Ortodoxa Russa foi utilizada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica Ucraniana”, mas “o clero ortodoxo [= cismático] russo ainda não se desculpou com o greco-católico pela apropriação indevida de todos os seus bens”, vem reafirmando Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito Greco-Católico ucraniano, em entrevistas como a veiculada pela agência Religious Information Service of Ukraine – RISU

“Na minha opinião, a capacidade de pedir desculpas indica uma consciência cristã, e é uma condição necessária para a chamada purificação da memória.

“Por exemplo, houve um verdadeiro arrependimento e perdão mútuo entre a nossa Igreja e a Igreja Católica Romana da Polônia.

“Eu sei de fonte segura que os bispos poloneses procuram realizar um ato semelhante de reconciliação mútua com a igreja ortodoxa russa.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

O Kremlin tenta silenciar,
mas as “heroínas do Gulag” falam

Os restos dos campos de trabalho, ou Gulag, ainda salpicam a geografia russa. Mas Putin quer que não se fale disso.
Os restos dos campos de trabalho, ou Gulag, ainda salpicam a geografia russa.
Mas Putin quer que não se fale disso.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A máquina de propaganda do Kremlin ainda hoje tenta silenciá-las, mas as “heroínas do Gulag” não temem contar os sofrimentos indizíveis que passaram na rede de campos de concentração soviéticos, ou Gulag, onde eram encerrados os “inimigos do povo”, prisioneiros políticos e opositores do regime.

No livro “Vestidas para um baile na neve” (Galaxia Gutenberg, 2017) Monika Zgustova recolheu alguns de seus estarrecedores relatos, conta reportagem de “El Mundo” de Madri.

“O complexo da fome está comigo até hoje”, lembra Janina Misik, uma das nove sobreviventes entrevistadas.

Elas eram obrigadas a trabalhar do alvorecer até o pôr do sol e só recebiam 300 gramas de pão para sustento. Por vezes lhes davam sopa de couve podre, mas quando não havia deviam se contentar com água requentada.

Como chegaram até lá?

Janina levantou-se da cama por volta das cinco da manhã de 10 de fevereiro de 1940. Homens da NKVD, predecessores da KGB e da atual FSB, berravam na sua porta.

domingo, 19 de março de 2017

O inferno soviético na Terra
mantido pela “nova Rússia”

Restos da prisão de Norilsk
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A cidade mais populosa do Ártico russo, com 46 graus abaixo de zero às 8 horas da manhã, está sumida na noite polar, mas as crianças vão para a escola como em qualquer dia normal de inverno.

Ela está fechada para os estrangeiros. O secretismo que envolve a cidade restringe até as poucas licenças concedidas à imprensa do exterior.

É “a pior cidade do mundo para viver”. Mas um jornalista de La Vanguardia de Barcelona acabou conseguindo a licença e contou o que viu.

A razão do mistério está encharcada de sangue, repressão e ditadura. Norilsk nasceu nos anos trinta do século XX e as galerias de suas minas foram escavadas por prisioneiros do gulag, vítimas dos expurgos stalinistas do Grande Terror.

Na península de Taimir há enormes reservas de níquel, cobre e platino, e ainda hoje a cidade de 170.000 habitantes é regida pela estatal Norilsk Nikel, da qual depende até o último detalhe da vida.

Norilsk não tem estrada, nem trem. Só se pode chegar de avião ou de rompe-gelo.

A cidade é uma das mais contaminadas do mundo. A neve cai preta, os rios são vermelhos, a chuva é ácida e quase todas as árvores morreram. A expectativa de vida é de 46 anos. A mineração e a indústria local jogam anualmente no ar 4.000 toneladas de dióxido de sulfuro.

domingo, 20 de novembro de 2016

Putin nacionalista
chora a velha URSS internacionalista

Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose
Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O presidente russo Vladimir Putin deplorou mais uma vez a desintegração da União Soviética, segundo informou sua agência Sputnik.

Para ele o fim da URSS não era necessário e censurou que no Partido Comunista da época tivessem sido promovidas “ideias destruidoras para o país”.

De fato, o secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, promoveu uma política que ele condensou na palavra “perestroika” (literalmente “reconstrução” ou “reestruturação”) que deveria ser aplicada por uma política denominada “glasnost” (literalmente “transparência”).

Segundo essa política a velha União Soviética de Lenine e Stalin deveria dar lugar a mais um passo na avançada rumo à utopia comunista total sonhada por Marx.

Porém, os comunistas que queriam preservar o antigo regime staliniano acastelados nas Forças Armadas e na KGB opuseram ferrenha resistência à nova versão do comunismo.

O resultado foi que a União Soviética colapsou e que o “comunismo novo” autogestionário de Gorbachev não chegou a ser instaurado.

“Sabem que atitude tenho em relação ao colapso da União Soviética”, explicou o senhor todo-poderoso do Kremlin. “Ele não era necessário. Era possível ter realizado reformas, inclusive democráticas, sem isso [o colapso]”, disse Putin no encontro com os líderes dos principais partidos políticos.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Patriarca de Moscou pede a recuperação
dos “valores” de Lenine e Stalin

Patriarca da cismática igreja ortodoxa de Moscou troca beijos com Vladimir Putin
Patriarca da cismática igreja ortodoxa de Moscou
troca beijo com Vladimir Putin
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O patriarca Kirill, de Moscou – que além de ser reconhecido como chefe da igreja ortodoxa russa é também noto como “agente Mikhailov” da antiga KGB hoje FSB – exortou seus seguidores a recuperar os “valores” do período soviético, noticiou com satisfação a agência oficial Interfax.

“A Rússia moderna não existiria se não fosse o heroísmo das gerações precedentes que nos anos 20 e 30 não somente trabalharam a terra, coisa que também é importante, mas criaram os fundamentos da indústria, da ciência e do poder defensivo do país”, disse na abertura da 14ª exposição “A Rússia Ortodoxa. Minha História. O século XX. 1914-1945. Da grande perturbação até a Grande Vitória” dedicada à implantação da revolução bolchevista.

O representante do cisma russo é também conhecido ironicamente como “o Metropolita do Tabaco”, pelo controle que exerce sobre esse produto importado.

Dito controle lhe foi concedido pelo regime de Vladimir Putin em pagamento pelos seus serviços. Esse negócio funcionando de modo mafioso lhe teria permitido acumular uma fortuna pessoal de aproximadamente 1,5 bilhões de dólares.

domingo, 23 de agosto de 2015

Kremlin excogita declarar ilegal a independência dos países bálticos

Lituano foge de tanque soviético durante a tomada da estação de rádio e TV em Vilnius, 13.01.1991
Lituano foge de tanque soviético durante a tomada
da estação de rádio e TV em Vilnius, 13.01.1991



A agência de imprensa russa Interfax informou que a “nova Rússia” decidiu revisar a legalidade do reconhecimento da independência das repúblicas bálticas Estônia, Letônia e Lituânia, informou o International Business Times.

Esses países outrora independentes foram ocupados pelo exército soviético em decorrência do Pacto nazi-soviético Ribbentrop-Molotov de 1939, que dividiu a Europa em duas zonas de influência: comunista e nacional-socialista.

A ocupação soviética, em junho de 1940, procedeu a um extermínio de massa das elites e à perseguição generalizada da Igreja Católica na Lituânia.

Os três países bálticos recuperaram a independência entre 1989 e 1992, durante a queda da União Soviética – URSS.

Agora Vladimir Putin quer restaurar as glórias passadas da URSS de Lênin e Stalin, e revisar, se não anular, o ato de reconhecimento da independência dos bálticos por parte da Federação Russa.

A Procuradoria Geral da Rússia acolheu pedido feito por parlamentares da Duma – Legislativo russo –, que denunciam como “organismo não constitucional” o Conselho que reconheceu ditas independências.

domingo, 24 de maio de 2015

O SIM ao passado soviético
no cerne do pesadelo russo

Kharkiv: derrubada da estátua de Lenin,
uma das maiores do mundo.



A Ucrânia rompeu oficialmente com seu passado soviético adotando leis históricas para “des-sovietizar” o país.

A decisão foi saudada na ex-república da falida URSS, mas exacerbou as tensões com os separatistas pró-russos e encolerizou o Kremlin, informou El País, de Madri.

Os deputados ucranianos aprovaram, sem necessidade de grande debate, o conjunto de medidas legais visando apagar os estigmas de uma era de opróbrio e opressão.

As novas leis põem em pé de igualdade os regimes soviético e nazista. Também proíbem qualquer “negação pública” de seu “caráter criminoso”, bem como a “produção” e “utilização pública” de seus símbolos.

Notadamente o hino soviético, as bandeiras e os escudos da União Soviética e da República Socialista Soviética da Ucrânia, além do execrado símbolo da foice e martelo.

Para muitos, a proibição dos símbolos soviéticos deveria ter sido adotada há 25 anos, logo após a independência da URSS em 1991, como fizeram os países bálticos e a Polônia.

Deverão ser removidos na Ucrânia incontáveis monumentos erigidos à glória dos responsáveis soviéticos e numerosas estátuas de Lênin que o povo ainda não derrubou. Localidades, ruas ou empresas cujos nomes evocam o comunismo receberão outro nome.

domingo, 15 de março de 2015

Herói da derrocada soviética na Checoslováquia:
“Celebrar o fim do comunismo é um equívoco”

Václav Klaus, ex-presidente da República Checa:
 “Celebrar o fim do comunismo é um equívoco” 

“Celebrar o fim do comunismo é um equívoco”, pois “algo parecido está voltando, com outras bandeiras e outras cores”, alertou Václav Klaus, o primeiro chefe de governo da República Checa depois do fim da ditadura soviética, segundo artigo de “O Estado de S. Paulo”.

Klaus voltou a exercer a presidência de seu país entre 2003 e 2013. Ele se tornou internacionalmente conhecido por se opor às novas formas metamorfoseadas do comunismo, em especial a mais extrema delas – a autogestão –, que a URSS tinha como objetivo realizar mas nunca conseguiu.

Um dos heróis nacionais checos pelo papel que teve na chamada “Revolução de Veludo”, que precipitou a queda do comunismo em seu país.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O trem russo do Apocalipse
entrará em serviço em 2018

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Havia um trem interditado pelo Tratado de Desarmamento nuclear americano-soviético conhecido como START-II.

Mas ele foi novamente autorizado pelo Tratado sobre Reduções Estratégicas Ofensivas (SORT), assinado em Moscou pelos EUA e pela “nova Rússia” em 24 de maio de 2002.

O comboio em questão está camuflado de trem para passageiros ou carga, mas na realidade transporta mísseis atômicos intercontinentais que podem ser disparados a qualquer momento.

Putin está promovendo ativamente
o rearmamento nuclear intercontinental da 'nova-Rússia'
O trem circula permanentemente nos trilhos e em estações de uso civil. E ali cessam as aparências.

As exterioridades se abrem e um mecanismo põe em posição de disparo o engenho apocalíptico capaz de arrasar as maiores cidades americanas.

Ele já era operacional nos tempos da URSS e tornará a sê-lo a partir de 2018.

Segundo o blog Foxtrotalpha, especializado em defesa, o equilíbrio do terror deixará de ser um fato do passado e ingressará com seu aterrador espectro na Nova Guerra Fria.

Os vídeos disponíveis produzidos pela URSS mostram o “Sistema ferroviário de mísseis de combate”, nome que lhe atribui o exército russo, circulando entre trens comuns e num local inesperado, disparando seus engenhos mortais.

As vantagens para a Rússia são múltiplas e Putin não quer desaproveitá-las.

O sistema é muito mais barato do que submarinos ou bombardeiros equivalentes, aliás de qualidade muito discutível.

O 'Barguzin' fingindo ser civil
pode apagar milhões de vidas de 24 cidades
Se movimentado habitualmente, terá aparência de objetivo civil e o adversário deverá pensar duas vezes antes de tentar atingi-lo, pois muitas vidas inocentes podem ser apagadas.

Como fazem os terroristas do Hamas estabelecendo seus quartéis debaixo de casas habitadas por famílias, escolas, hospitais, ou prédios públicos.

Os vagões “Barguzin” (vento do leste que sopra no lago Baikal), codinome desse trem, se parecem com vagões frigoríficos comuns.

Já estão programados cinco trens, cada um dos quais será capaz de transportar seis mísseis RS-24 com quatro cabeças nucleares.

No total, 24 ogivas termonucleares em cada comboio, cada uma com o poder de apagar uma grande cidade da superfície do globo.

Teoricamente, é impossível interceptar o RS-24, pois ele voa a uma velocidade de MACH 20 e teria uma precisão na ordem de 50 metros após um voo de 10.000 quilômetros.

Segundo slate.fr, o trem patenteia a vontade russa de modernizar seu arsenal nuclear e de reinstalar o “equilíbrio do terror” apontado contra o Ocidente.

Também a “nova Rússia” está investindo em bombardeiros de longo alcance e em submarinos, estando os atuais muito desfasados face aos americanos.

O 'Barguzin' circula por estações e linhas férreas de uso civil
A economia russa está em queda livre e se prevê uma profunda recessão em 2015. Porém Vladimir Putin continua recuperando as velhas e imorais armas para atingir o antigo sonho da falida URSS marxista-leninista.

Sua estratégia é de Guerra Fria. No tempo dos sovietes, enquanto a população gemia de fome, os engenhos de morte saíam de sinistros laboratórios, mesmo a custos monstruosos.

E Putin talvez encontre no conflito externo o pretexto para reforçar seu regime interno de opressão e concretizar o sonho de Lênin e de Stálin.

domingo, 22 de junho de 2014

Desabamento da Rússia
poderia sepultar restos da ordem mundial

Hostilidades de Putin contra Ucrânia visariam  unificar uma Rússia que se decompõe internamente
Hostilidades de Putin contra Ucrânia visariam
unificar uma Rússia que se decompõe internamente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Segundo o historiador Vladimir Pastukhov – citado por Paul Goble em “Windows on Eurasia” – a guerra de Putin na Ucrânia visa também impedir a desintegração da Rússia, injetando uma “morfina patriótica” para manter a coesão dos russos.

Em artigo publicado na “Gazeta Novaya”, o estudioso russo argumenta que as consequências serão aterrorizantes, porque Moscou terá de administrar essa droga em doses cada vez maiores até morrer de “overdose”

Pelo final da década de 1980, a desagregação do império soviético atingia “todas as etnias”, escreveu. Os líderes pós-soviéticos não conseguiram criar estabilidade.

Hoje Putin sustenta a Rússia com “truques baratos”: manipulação da consciência de massa, o crime como instrumento de poder, a redistribuição de ‘rendas’ com bolsas para a população.

Mas o sistema, “esgotou-se já no final” de segundo mandato de Putin, diz Pastukhov. Agora, o colapso se manifesta “numa série de conflitos militares locais surgidos praticamente do nada como os cavaleiros do Apocalipse”. Os medos do fim do império só foram aprofundados pela revolução ucraniana.