Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de janeiro de 2026

Serviço secreto alemão vê risco de guerra direta contra a Rússia

Martin Jäger,.Presidente da Serviço Federal de Inteligência da Alemanha
Martin Jäger, Presidente do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O serviço de inteligência alemão (BND) alertou que a Rússia se apronta para “entrar em conflito militar direto com a OTAN” antes de 2029, , noticiou a Radio France Internationale.

A Rússia beira a falência militar na Ucrânia e visa compensar seu desabamento se apossando da “Europa, economicamente muito mais poderosa”.

Para isso “não hesitará em entrar em conflito militar direto com a OTAN”, declarou Martin Jäger, presidente do BND, perante uma comissão do Parlamento em Berlim.

Múltiplas ações de “guerra híbrida” mostram que o Kremlin já ataca Europa, acrescentou.

“Já estamos no meio da confusão hoje”, prosseguiu Martin Jäger, ex-embaixador alemão na Ucrânia antes de assumir a chefia do BND.

O aumento de incidentes nas últimas semanas na Europa, como a incursão de drones russos na e violação do espaço aéreo europeu por caças russos, são episódios dessa guerra incubada.

Radio oficial alemã adverte contra mais ataques russos no país
Radio oficial alemã adverte contra mais ataques russos no país
A Alemanha foi vítima de sobrevoos de drones, sabotagem e campanhas de desinformação oriundos de Moscou.

“Na melhor das hipóteses, a Europa está vivendo uma paz gélida que pode degenerar em confronto violento a qualquer momento. Devemos nos preparar para uma nova escalada da situação”, continuou Jäger.

Sinan Selen, presidente do serviço de inteligência interno da Alemanha (BfV), partilhou seus sentimentos: “A Rússia está perseguindo agressivamente suas ambições políticas contra a Alemanha, a UE e seus aliados ocidentais.”

“Os serviços de inteligência russos estão constantemente alterando os níveis de escalada de suas atividades com o objetivo estratégico de enfraquecer as democracias liberais.

“Como resultado, estamos detectando uma ampla gama de espionagem, desinformação, interferência, sabotagem e ataques cibernéticos realizados por atores e Estados estrangeiros na Alemanha”, disse ele.

Exército alemão acelera transpasso de armas para frente oriental
Exército alemão acelera transpasso de armas para frente oriental
De acordo com Jäger, a Alemanha, a maior economia da UE, é “o alvo número um da Rússia na Europa”, especialmente porque “desempenha um papel de liderança no apoio à Ucrânia”.

Ele relatou tentativas russas de “influenciar a política interna e as decisões políticas na Alemanha”, observando que Moscou havia recentemente intervindo fortemente em eleições em outros países, como a Moldávia.

Ele também lembrou que a Rússia estava usando fluxos migratórios para desestabilizar países europeus, por exemplo, na fronteira entre a Polônia e a Bielorrússia.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O que impede esclarecer
os criminosos segredos da repressão comunista?

Emblema da STASI (Ministério de Segurança do Estado, Alemanha comunista)
Emblema da STASI (Ministério de Segurança do Estado, Alemanha comunista)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O que foi de meu pai, de meu irmão ou de meu avô, levados um dia pela polícia secreta comunista e que nunca voltei a ver? Onde foi enterrado? Teve sepultura?

Perguntas doloridas como essas povoam as mentes de incontáveis vítimas do regime soviético na Rússia e na Europa Oriental. E suscitam obviamente o desejo de algo que apazigue a dor de alma.

Um estudante universitário moscovita que fazia um curso em São Paulo contou-me que em pleno “expurgo” estalinista, um andar inteiro da administração soviética em Moscou foi invadida por um esquadrão de agentes da NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos, depois mudou de nome), encarregada dos campos de concentração, espionagem e repressão em geral.

Entre os funcionários estava o avô do rapaz. Todos foram levados, ninguém pode pegar qualquer coisa ou avisar os parentes. Acabaram sumindo no sinistro arquipélago de campos de trabalho forçado, não se sabe onde.

Décadas depois, a avó do jovem, recebeu uma carta do governo, informando que a operação foi um “erro” e apresentava desculpas oficiais.

Ninguém da família nunca mais soube como acabou o antepassado. Nesse ponto do relato, o jovem não pode seguir, engoliu uma garfada e mudou de assunto.

Compreende-se que muitos outros queiram saber pelo menos algo de seus seres queridos desaparecidos.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Guerra híbrida russa
mira Lituânia, Ucrânia, França e Alemanha

Civis treinam para lidar contra seudo insurgentes teleguiados desde Moscou
Civis treinam para lidar contra insurgentes teleguiados desde Moscou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





“Carece de todo senso imaginar nos invadir: nós não nos renderemos jamais!”, afirmou peremptoriamente Dalia Grybauskaité, presidente da Lituânia. O povo lhe pede segurança acima de tudo, segundo recolheu FranceTV. 

O povo lituano é diminuto em população e território, mas não carece de bom senso e coragem.

Por isso, não leva a sério as declarações distensionistas que o Ocidente engole e teme positivamente a invasão russa. A Lituânia tem fronteira com o supermilitarizado enclave russo de Kaliningrado.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Entramos em período mais perigoso que a Guerra Fria, diz ministro alemão

Airbus parado no terminal de Roissy Charles de Gaulle
Airbus parado no terminal de Roissy Charles de Gaulle
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há muitos anos fui dar num produtor caipira de mel. Ele tinha um gavião preso e como alimento lhe passava uns pardais vivos. Esses ficavam silenciosos e enregelados até o gavião acabar com eles.

Não gostei da cena e esqueci. Mas ela ressurgiu da minha memória quando li que o imenso aeroporto parisiense de Roissy-Charles-de-Gaulle ficou absolutamente paralisado durante uma hora no meio-dia da quinta-feira 6 de outubro enquanto um avião vindo da Rússia em missão de reconhecimento voava no espaço aéreo próximo. Nenhum avião civil decolou ou posou.

O avião russo fez um voo raríssimo, mas não ilegal, explicou o especialista francês Gérard Feldzer, segundo a TV francesa BFM.

Estava autorizado dentro dos termos do tratado “Open Skies” assinado em Helsinque em 1992 visando favorecer um clima de confiança recíproca na era de distensão inaugurada bastante ingenuamente após a queda da URSS.

domingo, 11 de setembro de 2016

Alemanha prepara população para catástrofe
com dimensão de guerra mundial

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Ao lado: lista de conselhos básicos divulgada pela Deustche Welle.
Clique una vez para selecionar, e mais outra vez para ampliar

O governo alemão recomendou a seus cidadãos a armazenagem de alimentos e água em casa na previsão de um ataque terrorista ou uma catástrofe, preanunciou o sisudo e acatado jornal ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’ numa edição dominical referida pela agência EuropaPress. 

O plano é de uma gravidade sem igual desde o fim da II Guerra Mundial e da Guerra Fria.

A Alemanha se encontra em estado de alerta após os mais recentes atentados islâmicos. Berlim havia anunciado uma série de medidas que incluem verbas extras para as forças de segurança e a criação de uma unidade especial contra o crime informático e o terrorismo.

Agora o Conselho dos Ministros aprovou no dia 24 de agosto uma ação de envergadura nacional. Trata-se do “Conceito para a Defesa Civil” pelo qual a população será instada a “acumular comida e água para sobreviver durante dez dias”, naquilo que a Deustche Welle apresenta como “Preparando-se para o pior”.

Assim diz o plano do Ministério do Interior resumido pelo jornal de Frankfurt e pela rádio oficial “Deustche Welle”. O relatório se inspirou numa ideia elaborada por um comitê parlamentar há quatro anos.

“Pedir-se-á ao povo que se prepare apropriadamente para qualquer evento que possa ameaçar nossa existência e que não se possa descartar categoricamente no futuro”, diz o relatório.

O documento também recomenda pôr em andamento um “sistema de alarma fiável” e reforçar as estruturas dos prédios em função de uma possível tragédia.

Por sua vez, a agência oficial Deutsche Press Agentur (DPA) citou que o de acordo com o projeto confidencial o governo pensa “restaurar o sistema de alistamento militar em todo o país em tempos de crise” como poderiam ser as situações nas quais a Alemanha precise de tropas para “defender as fronteiras exteriores da OTAN”.

O povo alemão já passou por grandes calamidades nas guerras mundiais e nos tempos em que era possível uma invasão russa. Tratou-se de conflitos imensos que justificaram medidas do gênero.

Malgrado a gravidade dos atentados islâmicos – o de Colônia e outras grandes cidades no Ano Novo, por exemplo – nenhum deles teve dimensão para uma preparação nacional na perspectiva de um evento capaz de “ameaçar nossa existência”, como declarou o porta-voz do Ministério do Interior.

O povo alemão habita sua terra há quase dois milênios e sabe em linhas gerais quais catástrofes naturais podem lhe acontecer.

A preparação que o governo alemão está montando dificilmente se entende em função apenas de atentados islâmicos ainda que maiores, ou uma catástrofe natural ainda que historicamente nunca havida.

Essa preparação se entendeu em períodos de guerras mundiais, e no presente faria sentido em face de uma eventual guerra mundial ou ataque atômico.