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domingo, 25 de janeiro de 2026

Rede russa ia fazer explodir pacotes postais na Europa

Campanha de sabotagens russas é terrorismo de Estado, dizem europeus
Campanha de sabotagens russas é terrorismo de Estado, dizem europeus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Foram presas quinze pessoas que com o apoio da Rússia planejavam atentados incendiários em toda a Europa usando serviços de entrega expressa, revelou o Ministério Público da Lituânia.

Alguns desses dispositivos já explodiram em 2024 no Reino Unido, Alemanha e Polônia quando eram transportados pelos serviços de entrega expressa DHL e DPD.

As autoridades sugerem que faziam parte do teste de um plano russo contra aviões de carga com destino à América do Norte, noticiou a agência Euronews. 

Os atentados seriam montados por suspeitos ligados à GRU, o serviço de inteligência militar da Rússia. E entre os suspeitos há cidadãos da Rússia, Lituânia, Letônia, Estônia e Ucrânia.

A Rússia sabota países que auxiliam à Ucrânia
A Rússia sabota países que auxiliam à Ucrânia
A rede planejava esconder dispositivos explosivos altamente inflamáveis dentro de almofadas de massagem e tubos de produtos cosméticos.

Foi o caso de dois pacotes enviados pela DHL para o Reino Unido.

Um outro explodiu num armazém em Birmingham, e ainda outro não explodiu por falha técnica, segundo o Ministério Público da Lituânia.

Mais dois foram enviados para a Polônia via DPD: um pegou fogo em um centro de logística em Leipzig, Alemanha, e o outro explodiu num caminhão de entregas que trafegava na Polônia.

Navios-fantasmas russos participam nas sabotagens das comunicações no Mar do Norte
Navios-fantasmas russos participam nas sabotagens 
das comunicações no Mar do Norte
As autoridades lituanas emitiram mandados de prisão internacionais para três pessoas e mais de 30 buscas na Lituânia, Polônia, Letônia e Estônia, resultaram na descoberta de seis quilos de explosivos.

Alguns dos suspeitos estavam envolvidos num ataque incendiário a uma loja da Ikea em Vilnius, capital da Lituânia, em 2024.





domingo, 9 de novembro de 2025

Brincando com fogo ... atómico!

Medvedev prossegue com bravatas de guerra nuclear. Até quando?
Medvedev prossegue com bravatas de guerra nuclear. Até quando?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, fiel eco de Putin ameaçou com “lançar ataques preventivos” contra o Ocidente segundo agência de notícias oficial russa TASS.

Ele que agora é vice-presidente do Conselho de Segurança disse que “a natureza pérfida do Ocidente e seu senso distorcido de superioridade ainda são evidentes e devemos, portanto, responder mesmo lançando ataques preventivos”.

O presidente americano Donald Trump achou que era mais uma bravata da Rússia, mas enviou submarinos atômicos para perto de suas fronteiras, noticiou a BFMTV.


domingo, 2 de novembro de 2025

Brasil e Argentina: fábricas de espiões russos?

Agentes de Moscou que se passaram como argentinos para entrar na Eslovênia,  recebidos por Putin na volta a Rússia
Agentes russos se diziam argentinos entrando na Eslovênia, 
 depois foram recebidos por Putin na volta a Rússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O “New York Times” denunciou que a Rússia forma espiões no Brasil onde apagam os rastros de seu passado russo.

Abrem empresas, fazem amigos, vivem romances e criam identidades verossímeis de brasileiro que os habilitam a grandes operações de espionagem.

Com elas, depois entram nos EUA, Europa ou Oriente Médio, mas alguns foram pegos pela contra-inteligência brasileira.

A polícia argentina descobriu idêntica linha de montagem de falsas identidades argentinas para agentes secretos russos que agem no mundo.

Nos últimos três anos, agentes da contra-inteligência brasileira investigaram esses espiões de forma silenciosa e metódica. Com um trabalho minucioso, descobriram um padrão que permitiu identificá-los, um a um, descreveu longa e pormenorizada reportagem do “The New York Times” reproduzida em espanhol pelo "La Nación" de Buenos Aires. 

Os agentes identificaram ao menos nove oficiais russos com identidades brasileiras, segundo documentos e entrevistas. Até hoje, seis deles eram conhecidos apenas pela polícia.

A investigação já alcançou ao menos oito países, com o apoio de serviços de inteligência dos Estados Unidos, Israel, Holanda, Uruguai e outros aliados ocidentais.

Espião russo que fingia ser brasileiro
Espião russo que fingia ser brasileiro
Com base em centenas de documentos confidenciais e dezenas de entrevistas com policiais e agentes de inteligência em três continentes, o Times apurou os bastidores da espionagem russa no Brasil e da ofensiva silenciosa para desmantelá-la.

Desmontar a fábrica de espiões do Kremlin foi uma resposta aos prejuízos causados por uma década de ofensiva russa.

Espiões russos ajudaram a derrubar um avião que decolou de Amsterdã em 2014, interferiram em eleições nos Estados Unidos, na França e em outros países, envenenaram adversários e planejaram golpes de Estado.

Mas foi a decisão do presidente Vladimir Putin de invadir a Ucrânia, em fevereiro de 2022, que desencadeou uma reação global contra espiões russos, até mesmo em locais onde, por anos, eles atuaram com relativa impunidade.

Entre esses lugares está o Brasil, que historicamente manteve relações amistosas com a Rússia.

A investigação brasileira deu um golpe certeiro no programa de “ilegais” de Moscou.

Desmantelou um grupo de agentes altamente treinados e difíceis de substituir. Ao menos dois foram presos; outros bateram em retirada para a Rússia. Com as identidades expostas, é improvável que voltem a atuar no exterior.

À frente dessa derrota extraordinária esteve a equipe de contra-inteligência da Polícia Federal brasileira, a mesma que investigou o ex-presidente Jair Bolsonaro por planejar um golpe.

De sua moderna sede envidraçada em Brasília, a equipe passou anos vasculhando milhões de registros de identidade em busca de padrões.

Em abril de 2022, poucos meses após a invasão russa da Ucrânia, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) enviou uma mensagem urgente e inesperada à Polícia Federal brasileira.

Infiltração no Brasil
Infiltração no Brasil
Os americanos alertaram que um agente da inteligência militar russa havia aplicado para um estágio no Tribunal Penal Internacional na Holanda, justamente quando o órgão começava a investigar os crimes de guerra da Rússia na Ucrânia.

O candidato a estagiário viajava com um passaporte brasileiro em nome de Victor Muller Ferreira. Com essa identidade, concluiu uma pós-graduação na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Mas, segundo a CIA, seu nome verdadeiro era Sergey Cherkasov. Barrado pela imigração holandesa, ele seguia em um voo com destino a São Paulo.

Seu passaporte azul era idêntico ao de qualquer brasileiro. Ele tinha título de eleitor, como exige a lei, e até um certificado de conclusão do serviço militar obrigatório.

Todos os documentos eram autênticos. “Não havia qualquer ligação entre ele e a ‘grande mãe’ Rússia”, disse um policial federal, que falou sob condição de anonimato, como os demais, já que a investigação está em andamento.

Apenas quando a polícia encontrou sua certidão de nascimento é que a história de Cherkasov e toda a operação russa no Brasil começaram a desmoronar.

No passado, espiões russos costumavam obter documentos usando nomes de pessoas mortas, muitas vezes bebês.

Desta vez, foi diferente. Os agentes confirmaram que Victor Muller Ferreira nunca existiu, embora ele tivesse uma certidão de nascimento autêntica.

Brasil investiga supostos espiões russos no país, diz jornal
Brasil seria uma base para espiões russos
Por gerações, agentes secretos usaram passaportes falsos, identidades roubadas e histórias cuidadosamente construídas. Com a era digital, em que quase tudo deixa rastros online, esse trabalho se tornou muito mais difícil.

O próprio Putin admitiu ter supervisionado espiões soviéticos enquanto servia como um jovem oficial da KGB na Alemanha Oriental, no fim da Guerra Fria.

O Brasil parecia o lugar ideal para os espiões escolhidos por Putin construírem suas identidades.

Embora vários países exijam comprovação médica para emitir certidões de nascimento, o Brasil faz uma exceção para nascidos em áreas rurais. Nesses casos, autoridades emitem o documento a quem declarar, na presença de duas testemunhas, que o bebê é filho de pelo menos um dos pais brasileiros.

Com a certidão de nascimento em mãos, basta solicitar o título eleitoral, os documentos militares e, por fim, o passaporte.

A partir daí, o espião pode viajar para quase qualquer lugar do mundo.


domingo, 26 de janeiro de 2025

Rússia sabota os cabos submarinos da Internet

O Eagle S, suspeito de trabalhar para a 'frota fantasma' da Rússia
O Eagle S, suspeito de trabalhar para a 'frota fantasma' da Rússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Rússia está sabotando os cabos submarinos da Europa com uma organização de estilo “paramilitar”, disse James Appathurai, Secretário-Geral Adjunto para a Inovação Híbrida e Cibernética da NATO.

Essa é “a ameaça mais ativa” para as infraestruturas ocidentais, disse o especialista senior da NATO no Europe Conversation da Euronews.

Appathurai acha que os recentes ataques aos cabos de comunicação por parte da Rússia mostram um crescimento significativo das interferências cibernéticas, híbridas e outras que Moscou pratica contra a Europa.

No início de novembro (2024), foram cortados dois cabos no Mar Báltico entre a Suécia e a Lituânia, e outro entre a Alemanha e a Finlândia, o que alarmou a NATO, vistas as características de sabotagem.

“Há décadas os russos têm um programa de Investigação Submarina, que é uma estrutura paramilitar, muito bem financiada, que mapeia todos os nossos cabos e dutos de energia”, alertou Appathurai.

Eles usam “navios de investigação”, pequenos submarinos, veículos não tripulados operados remotamente, mergulhadores e explosivos, disse ele à agência de informações Euronews da UE.

“Ninguém acredita que os cabos tenham sido danificados acidentalmente. Também não quero acreditar que as âncoras dos navios tenham causado os danos por acidente”, disse o ministro alemão da Defesa, Boris Pistorious, se referindo às escusas do Kremlin.

Como se corta um cabo submarino de internet
Como se corta um cabo submarino de internet
O Ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, diz que a NATO deve fazer muito mais para defender as infraestruturas críticas do Ocidente, enquanto que a Suécia está investigando a ruptura dos cabos.

“A Rússia está atacando sistematicamente a arquitetura de segurança europeia”, denunciaram os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, França, Polônia, Itália, Espanha e Reino Unido numa declaração conjunta.

“A escalada das atividades híbridas de Moscou contra os países da NATO e da UE não tem precedentes na sua variedade e escala, criando riscos de segurança significativos”, lê-se no documento.

Cerca de 90% dos dados de comunicações digitais do mundo passam pelos cabos submarinos, além de cerca de 10 bilhões de euros em transações financeiras. As infraestruturas submarinas críticas incluem conectores de eletricidade e dutos que fornecem petróleo e gás vitais para os países europeus.

Segundo Appathurai, os ciberataques, a desinformação e a interferência política russa estão aumentando “em maior escala do que era anteriormente. Há um novo apetite russo na campanha de sabotagem”, disse.

“Isso significa atentados incendiários, descarrilamento de comboios, ataques a propriedades de políticos, tentativas de assassinato, por exemplo, o chefe da Rheinmetal” o maior fabricante alemão de armas, que fornece à Ucrânia importantes cartuchos de artilharia de 155 mm.

O plano de assassinato do industrial foi frustrado pelos serviços secretos norte-americanos. Mas, fazia parte de um plano mais vasto para atingir os líderes da indústria de defesa que abastecem a Ucrânia.

Guarda Costeira finlandesa investiga petroleiro russo perto de Porkkalanniemi
Guarda Costeira finlandesa investiga petroleiro russo
perto de Porkkalanniemi
A polícia finlandesa e os guardas de fronteira detiveram o petroleiro Eagle S. O navio navegava sob a bandeira das Ilhas Cook e faz parte da “frota fantasma” para ajudar a Rússia a escapar das sanções internacionais.

“Revistamos o navio, falamos com a tripulação e coletamos provas”, disse Robin Lardot, da agência nacional de investigação finlandesa pois o navio foi detido em águas territoriais finlandesas.

Em 25 de dezembro foi desconectada a conexão de corrente contínua EstLink 2 entre a Finlândia e a Estônia. As suspeitas rapidamente se concentraram no Eagle S, que havia partido do porto russo de São Petersburgo.

O governo da Estônia fez uma sessão de emergência sobre o incidente. Os petroleiros paralelos “estão ajudando a Rússia a obter fundos que ajudarão a seus ataques híbridos, disse a primeira-ministra Kristen Michal em entrevista coletiva.

“Os danos repetidos nas infraestruturas do Mar Báltico indicam uma ameaça sistémica, e não meros acidentes”, acrescentou o presidente da Estônia, Alar Karis, em X.

Hipótese semelhante de sabotagem foi levantada em novembro de 2023, depois de um gasoduto submarino entre a Finlândia e a Estônia ter sido danificado. A investigação policial finlandesa apontou a causa na âncora do porta-contentores New Polar Bear, que navegava sob bandeira de Hong Kong.

Por sua vez, o navio de carga russo “Ursa Major” afundou no Mediterrâneo depois que uma estranha explosão na sua casa de máquinas, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, noticiou “La Nación”.

A catástrofe iminente dos cabos submarinos
A catástrofe iminente dos cabos submarinos
O navio, construído em 2009, era controlado pela Oboronlogistika, empresa que faz operações de construção militar do Ministério da Defesa da Rússia e que já dizia ao porto de Vladivostok, no extremo leste da Rússia, com dois gigantescos guindastes portuários.

A Oboronlogistika e a SK-Yug, empresas proprietárias e operadoras do navio, foram sancionadas pelos EUA em 2022 pelos seus laços com os militares russos.

O navio fora filmado previamente inclinando-se fortemente para estibordo, e mais provavelmente se dirigia a Tartus para evacuar equipamento militar.

O Serviço de Resgate Marítimo da Espanha recebeu um sinal de socorro do “Ursa Maior” quando estava a 92 quilômetros de Almeria.

A tripulação disse que o navio transportava contentores vazios, e dois guindastes portuários. Após os barcos de resgate chegou um navio de guerra russo e assumiu as ações, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Assim, o “Ursa Maior” foi ao fundo do mar sem revelar tudo o que levava.



domingo, 27 de junho de 2021

Fricções militares com a Rússia fazem temer o pior

Rússia diz que só houve 'tiros de advertência'
Rússia diz que só houve 'tiros de advertência'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O HMS Defender uma das naves mais modernas e poderosas da marinha de guerra britânica, foi objeto de voos e bombardeios de advertência por parte de jatos de guerra russos no Mar Negro, informou “O Globo”.

O Ministério de Defesa russo alegou que o contratorpedeiro britânico adentrou águas da Península da Crimeia navegando em uma área anexada pela Rússia em 2014 após um referendo não reconhecido pelas potências ocidentais.

A Rússia também convocou a embaixadora do Reino Unido em Moscou e intimou Londres de que, se embarcações de guerra britânicas voltarem a navegar na costa da Crimeia, no Mar Negro, serão bombardeadas.

Acontece que o Reino Unido, como disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considera “ilegal” a anexação da Crimeia e que as águas em que navegava o barco inglês são ucranianas, e agia de forma “totalmente correta”.

A Marinha britânica disse ter agido “com o direito internacional”, e tratou os disparos de alerta russos como meros “exercícios de tiro”.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia voltou ao habitual uso do insulto quando é acuado.

domingo, 9 de maio de 2021

Católicos abandonam anticomunismo enquanto Rússia se apronta “para o pior”

Rússia desenvolve novos mísseis nucleares que poderiam destruir qualquer cidade ou país no mundo, Foto do Ministério da Defesa russo
Rússia desenvolve novos mísseis nucleares
que poderiam destruir qualquer cidade ou país no mundo.
Foto do Ministério da Defesa russo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto despachava uma frota de submarinos para desafiar um exercício militar ocidental, Moscou trombeteava estar “pronto para o pior” numa nova Guerra Fria com os EUA, por meio do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado por Yahoo! Notícias.

O presidente americano, Joe Biden, semanas antes havia elevado a tensão entre Washington e Moscou a um nível inaudito até na velha Guerra Fria com a URSS definindo a Putin como um assassino em entrevista na TV.

O contexto do choque partiu do envenenamento do opositor Alexei Navalny, que suscitou grandes passeatas anti-Putin nas principais russas revidadas com violência pela polícia política.

Navalny voltou à Rússia onde foi preso mais uma vez e onde iniciou uma greve de fome de 24 dias. Quando apareceu estava extraordinariamente emagrecido.

Biden também quer tirar satisfação pelas interferências cibernéticas russas em favor de seu adversário Donald Trump no pleito presidencial americano de 2020.

“É claro que não podemos descartar os comentários de Biden”, disse Peskov enquanto Biden reafirmava sua posição sobre a questão eleitoral.

domingo, 25 de abril de 2021

Movimentos imprevisíveis na nova Guerra Fria russa

Concentração militar russa em Opuk, costa do Mar Negro, Crimeia
Concentração militar russa em Opuk, costa do Mar Negro, Crimeia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Kremlin fez espalhafato com suas movimentações militares junto à fronteira da Ucrânia. Ela pretextava risco de guerra civil nesse país que a obrigaria a intervir, leia-se invadir.

No momento que escrevemos está retirando forças estacionadas na região, mas seus procedimentos são imprevisíveis e nada confiáveis.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, deu um falso verniz humanitário ao apoio aos rebeldes separatistas que obedecem instruções da Rússia e controlam partes de Lugansk e Donetsk, duas áreas autônomas no leste da Ucrânia, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

“O mundo todo, incluindo a Rússia, tomará medidas para evitar a repetição dos eventos de 1995 em Srebenica na Ucrânia, em caso de que uma ação militar total recomece ali”, alardeou.

A montagem de Peskov explora a massacre de 8.373 muçulmanos por forças sérvias ortodoxas na Bósnia.

domingo, 11 de abril de 2021

Escalada bélica nas fronteiras russo-ucranianas

Tanque ucraniano mira separatistas pro-russos no Donbass
Tanque ucraniano mira separatistas pro-russos no Donbass
Luis Dufaur
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Enquanto no Extremo Oriente cresce a tensão da China contra os EUA, Moscou a imita pegando Ocidente por outro lado, mais concretamente visando a Ucrânia e a Europa Central.

O governo ucraniano denuncia importante aumento da presença militar russa na Crimeia. Mas Moscou, como é costumeiro, nega e ataca Kiev imputando-lhe não aplicar os acordos de paz assinados, noticiou a Deutsche Welle.

O chefe do exército ucraniano replica apontando que Moscou não cessa de aumentar sua presença militar ao longo da fronteira com a Ucrânia.

“As coisas vão mal”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao semanário russo Argumenty i Fakty.

“Pode-se dizer que não foi possível avançar na implementação do pacote de medidas de Minsk e dos acordos subsequentes alcançados em Paris”, acrescentou Peskov.

“Agora estamos vendo uma escalada das tensões ao longo da linha de frente” e “os ganhos modestos obtidos anteriormente estão sendo desfeitos”, acrescentou Peskov.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Ameaça de nova Guerra Fria:
Biden trata Putin de assassino

Primeira vez que bombardeiro nuclear EUA pousa no Ártico. Base de Bodø, Noruega, em março
Primeira vez que bombardeiro nuclear EUA pousa no Ártico.
Base de Bodø, Noruega, março 2020
Luis Dufaur
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Na primeira “longa conversa” telefônica de Joe Biden na Casa Branca com Vladimir Putin no dia 26 de janeiro as relações americano-russas mostraram estar no nível mais preocupante desde o fim da Guerra Fria, segundo “Le Monde” de Paris.

Após o distendido relacionamento entre Trump e Putin, Biden focou o explosivo acordo Novo Start de armas nucleares assinado em 2010 que limita os arsenais atômicos dos dois a um máximo de 1.550 ogivas, ou 30 % a menos do precedente limite.

O presidente americano levantou temas que ferem o expansionismo russo. Ele “reafirmou nosso sólido apoio à soberania da Ucrânia face à insistente agressão da Rússia”, explicou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Biden também expressou sua “preocupação” pelo “envenenamento de Alexeï Navalny” que foi preso novamente na Rússia após cinco meses de convalescência num hospital alemão.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Fecha Museu da KGB que revelaria muitos secretos

Julius Urbaitis e sua filha Agne Urbaityte,no KGB Spy Museum, niuma sala como se faziam ois interrogatórios
Julius Urbaitis e sua filha Agne Urbaityte, no KGB Spy Museum,
numa sala como se faziam os interrogatórios
Luis Dufaur
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O colecionista lituano Julius Urbaitis, 57, se preparava para fechar um museu com objetos provenientes da KGB, evocativo de uma organização ideológica marcada pelo crime, não rara vez horrendo, em nível mundial.

Urbaitis reuniu, junto com sua filha, mais de 3500 objetos usados pela polícia secreta e pelas agências de inteligência da URSS, como registrou “The New York Times”.

Possui singularidades como uma pistola que parece um lápis labial, um guarda-chuvas com uma agulha venenosa oculta e uma lâmpada que teria sido usada numa vila de Josef Stalin.

Mas o Museu da Espionagem da KGB, inaugurado há menos de dois anos, será fechado permanentemente.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Rússia evacua cidade para teste secreto e nuvem radioativa se espalha

Estranhos fatos na região Àrtica russa. Imagem via Russian Television
Estranhos fatos na região Ártica russa. Imagem via Russian Television
Luis Dufaur
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Mais uma vez, a pitoresca cidadinha de Nyonoksa, numa área pouco povoada do Ártico, foi declarada “zona de perigo” porque a marinha russa ia tentar um experimento militar secreto, noticiou ClickPB com informações de Igor Gielow da Folhapress.

Os cerca de 500 moradores da vila costeira de Nyonoksa no Mar Branco receberam a comunicação de que cinco ônibus estavam prontos para evacuá-los como precaução devido às atividades planejadas nas instalações de armas militares próximas.

Os moradores foram transferidos ao centro regional de Severodvinsk, a 40 km.

Os marinheiros e outros trabalhadores marítimos no Mar Branco, receberam proibição das autoridades portuárias de Arkhangelsk de entrar em uma área começando na costa de Nyonoksa e na cidade vizinha de Severodvinsk e estendendo-se para nordeste.

A natureza do teste é misteriosa, como acostuma ser na Rússia. Em agosto de 2019 uma grande explosão nuclear alertou Nyonoksa. Teria sido o fracasso do teste do novo míssil russo chamado Burevestnik (em russo: petrel, ave marinha) em que morreram cinco técnicos e a radiação foi registrada nos países vizinhos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Rússia esbanja agressividade e visa expansionismo

Navio russo hostiliza o USS Farragut.
Navio russo hostiliza o USS Farragut.
Luis Dufaur
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No início de janeiro do corrente [2020], um navio de guerra russo “abordou agressivamente” o destroier USS Farragut, da Marinha americana, que operava no Mar da Arábia do Norte.

A unidade russa ignorou os avisos do navio dos EUA arriscando um acidente, afirmou nota da V Frota, noticiou “The Epoch Times”.

O Farragut emitiu o sinal marítimo internacional de risco de colisão, tendo solicitado ao navio russo mudança de rumo, obedecendo as regras internacionais.


O navio russo inicialmente se recusou, mas acabou alterando o rumo, não sem antes fazer manobras agressivas com risco de colisão.

A Marinha americana publicou vídeos demonstrando a desnecessária e agressiva aproximação.

Segundo a CNN, o Farragut faz parte do grupo de porta-aviões USS Harry S. Truman e tem a tarefa de interceptar navios inimigos em potencial para que não se aproximem do porta-aviões.

As Forças Armadas russas costumam praticar esse tipo de aproximações a fim de testar a capacidade de resistência e técnicas dissuasivas de adversários ocidentais, além de treinar o seu potencial agressivo.

O incidente foi mais um exemplo de encostamentos hostis que não se concretizam em choques, como nos tempos da Guerra Fria.

As autoridades americanas as julgam pelo menos imprudentes.

A hostilização aconteceu cerca de sete meses após outro incidente no Pacífico entre navios dos EUA e da Rússia.

As naves norte-americanas precisaram fazer manobras de emergência para evitar colisões.

F-22 interceptam bombardeiros nucleares TU-160 e caças russos na costa do Alasca
F-22 interceptam bombardeiros nucleares TU-160 e caças russos na costa do Alasca
Em agosto (2019), a Rússia confirmou o envio de bombardeiros com capacidade nuclear para as proximidades do Alasca, que a Rússia reivindica como próprio, e que a propaganda eleitoral putinista prometeu recuperar.

O Ministério da Defesa do Kremlin deu o pretexto de uma rotina de treinamento de “dois porta-mísseis estratégicos Tu-160” que testaram um “voo de mais de oito horas, percorrendo mais de 6 mil quilômetros.”

A Rússia também prepara o primeiro de três navios quebra-gelo movidos a energia nuclear.

Foi batizado de Ural, e construído em São Petersburgo, segundo informou a coluna “Mar sem fim” de OESP.

O Kremlin prepara os maiores e mais poderosos quebra-gelos do mundo para consolidar sua hegemonia na possível intensificação do tráfego comercial no Mar do Norte.

Como foi observado pelos cientistas mais objetivos, o Ártico está passando pela parte do rotineiro ciclo de 70 anos, em que o degelo reduz a camada flutuante de gelo à sua menor expressão.

Contrariamente ao alarmismo ecologista, tal degelo não eleva o nível dos mares e ainda favorece a navegação comercial em grande parte do Ártico, com óbvios benefícios para os países.

Cfr. Ignorância ou fraude nos exageros ambientalistas sobre o derretimento do Ártico?

Novas estruturas estão sendo construídas pela Rússia, além de modernizar seus portos com o objetivo de tornar a força predominante no tráfego da Rota do Mar do Norte (NSR).

Essa rota é cobiçada repetidamente desde o século XV. No século XIX, a Marinha Britânica fez diversas expedições para definir a denominada Passagem Noroeste.

“O Ural, juntamente com seus irmãos, é fundamental para o nosso projeto estratégico de abertura do NSR à atividade durante todo o ano”, disse Alexey Likhachev, executivo-chefe da Rosatom, empresa estatal de energia nuclear da Rússia.

O 'Ural'
Likhachev atribuiu a Putin a ideia de construir o quebra-gelos para fortalecer a presença de Moscou no Ártico.

Por sua vez, Putin afirmou que frota russa do Ártico operaria pelo menos 13 quebra-gelo pesados em 2035, nove dos quais seriam movidos por reatores nucleares.

O Ártico tem reservas de petróleo e gás equivalentes a 412 bilhões de barris de petróleo, quer dizer cerca de 22% do petróleo e gás ainda não descobertos no mundo, estima o US Geological Survey.

De acordo com o site National Interest, a Rússia já lançou ao mar o quebra-gelos Arktika, o maior do mundo e o primeiro de uma série de mais cinco para renovar sua força atual de seis quebra-gelos pesados. O navio estaria em fase de testes.

A Guarda Costeira dos EUA parece estar atrasada na corrida, tendo encomendado em abril de 2019 o primeiro quebra-gelo pesado em quatro décadas.

E a Rússia quer mais. O site NavalNews.net informa que alocou US$ 2 bilhões para construir um quebra-gelo nuclear de alta tecnologia que manterá o Ártico desimpedido para o transporte durante o ano todo.

Será o projeto mais caro da história da construção naval russa. O nome do navio será “Líder”, e será maior e mais aerodinâmico dos que já encomendados.

Com este “Titanic” e sua frota complementar, Moscou espera administrar uma artéria marítima de 6.000 quilômetros de gelo entre a Europa e a Ásia que rivalize estrategicamente com o Canal de Suez.


domingo, 10 de novembro de 2019

A Suécia se arma em face da atividade naval russa

Submarino nuclear russo teria afundado em águas suecas
Submarino nuclear russo teria afundado em águas suecas
Luis Dufaur
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Tida outrora como modelo de pacifismo e neutralidade face à Rússia, hoje a Suécia mudou e se embarcou num vasto programa de rearmamento.

Ela quer dissuadir aventuras do Kremlin. Em setembro anunciou uma taxa bancária para financiar um aumento de 35% em seu orçamento militar de 2022 a 2025, chegando ao equivalente a US$ 7,7 bilhões (R$ 32 bilhões), ou 1,5% do Produto Interno Bruto do país, informou reportagem da Folha de S.Paulo.

A Marinha reativou o quartel-general de Muskö, enorme instalação subterrânea da Guerra Fria capaz de suportar ataques nucleares.

“Nossa realidade estratégica mudou”, disse o ministro da Defesa, Peter Hulqvist, no lançamento do caça Saab Gripen na versão para o Brasil.

A Força Aérea Sueca encomendou mais 60 unidades desse avião de combate. A decisão foi apoiada pela oposição.

domingo, 22 de setembro de 2019

Fim de tratado nuclear acena flagelos universais

Fim do Tratado abre um horizonte aterrador
que parece de videojogo mas não é
Luis Dufaur
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Os EUA formalizaram a saída do Tratado para a eliminação de mísseis nucleares de meio e curto alcance (INF) assinado com a União Soviética, no final da Guerra Fria, em dezembro de 1987.

Na hora que as crises de Irã e Coreia do Norte se acentuam um calafrio percorreu o hemisfério norte todo, noticiou “The New York Times”.

O pacto proibia à Rússia e aos Estados Unidos fabricar, instalar ou realizar testes de misseis de curto alcance (de 500 a 1.000 quilômetros) e de médio alcance (de 1.000 a 5.500).

O secretário de Estado estadunidense, Mike Pompeo, anunciou a retirada seis meses após denunciar o acordo em razão da negativa de Moscou de destruir um novo míssil que viola o pacto e se gabar de estar construindo outros imensamente mais destrutivos.

Há anos, Washington e Moscou se acusam de violar esse tratado assinado em 1987. Mas, a violação ficou patente quando a Rússia apresentou o Novator 9M729 (SSC-8 para a NATO) que supera 500 quilômetros de alcance.

São más notícias para a Europa, porque o Velho Continente voltará a ser o campo de jogo macabro das duas superpotências nucleares.

O fim do INF não mudará as coisas da noite para o dia, mas os dois já estão desenvolvendo novas gerações de engenhos de destruição de pesadelo que estavam proibidos.

A Rússia já está instalando-os na fronteira com a Europa do Leste. Desde Kaliningrado poderá atingir capitais como Berlim e Londres. Mikhail Gorbachev, único signatário vivo do INF declarou à agência Interfax, que o fim do tratado “dinamita não só a segurança de Europa, mas do mundo todo”.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Golfinhos e belugas: ‘vítimas úteis’ da agressividade de Moscou

Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Pescadores do ártico norueguês que moram no povoado de Inga, informaram que uma beluga branca, espécie maior que o golfinho qualificada erroneamente como baleia, começou a se esfregar em um de seus barcos de pesca, como noticiou “La Nación”.

O fato que estranhou aos pescadores é que a beluga levava amarrado um estranho arnês. Joergen Ree Wiig, da Direção Noruega de Pesca, disse que numa correia do arnês do animal marinho estava escrito “Equipe São Petersburgo”.

Além do mais, o arnês carregava uma base onde podia se instalar uma câmera.

A beluga não é um animal agressivo, é gregária, pode medir 5,5 metros e pesar 1.600 kg. No verão se reúne em grupos de até milhares de exemplares.

Sofrem muita depredação por parte dos ferozes ursos brancos, mas sua população é numerosa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Rússia afunda economicamente, mas esbanja em exibições militares com a China

Rússia e China mostraram-se miilitarmente aliados /td>
Luis Dufaur
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Nos dias 11 a 17 de setembro, o exército russo realizou os exercícios estratégicos militares Vostok-2018 (Vostok=leste) com a participação minoritária do Exército Vermelho chinês e um contingente simbólico da Mongólia.

O show teve tudo para impressionar Ocidente. Segundo o think tank britânico Chatam House – The Royal Institute of International Affaires, os exercícios testaram o nível de preparação das unidades, sua mobilidade, logística e entrosamento entre as diversas armas.

A marinha de guerra treinou no Mar de Okhotsk, no Mar de Bering e em Kamchatka.

No total, a Rússia diz que engajou 297.000 soldados dos distritos militares Central e Oriental. Segundo o ministério de Defesa foi o maior exercício coletivo na era pós-soviética desde o Zapad-1981, quando o Pacto de Varsóvia treinou a invasão da Polônia efetivada em dezembro do mesmo ano.

domingo, 3 de junho de 2018

Suécia se prepara para a guerra pensando na Rússia

O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Onde estão os refúgios anti-bombardeios? Quais alimentos estocar? Em quais fontes de informação confiar?

Essas e outras preguntas vitais em tempo de guerra estão respondidas num livreto que o governo da Suécia enviou pelo correio a todos os lares.

Ele é para ser usado em caso de conflito ou também de catástrofe natural, informou o quotidiano francês “Le Parisien”.

Não está redigido só em sueco mas em 13 línguas pensando nos imigrantes. O título é “Em caso de crise ou de guerra” e foi expedido entre os dias 28 de maio e 3 junho a 4,8 milhões de endereços, sendo que a Suécia conta por volta de 10 milhões de habitantes.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rússia pega “com a boca na botija”
do massacre do voo MH17

Equipe de Investigação Conjunta apresenta as provas de que a Rússia derrubou o voo MH17 massacrando 298 civis indefesos.
Equipe de Investigação Conjunta apresenta as provas de que
a Rússia derrubou o voo MH17 massacrando 298 civis indefesos.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Não pode haver mais dúvidas: o míssil BUK-Telar que derrubou o avião civil da Malaysia Airlines matando todos os 298 passageiros e tripulantes sobre o leste da Ucrânia, em 17 de julho de 2014, foi lançado por uma “brigada do Exército da Federação Russa”.

Veja: Míssil que mata, mas esclarece!


Mais concretamente pela 53ª Brigada de Mísseis Antiaéreos com sede em Kursk, Rússia, confirmou Wilbert Paulissen chefe da equipe de investigadores internacionais que trabalhou afincadamente sobre os restos do avião nos últimos quatro anos.

O pormenorizado relato apresentado em Utrecht, Holanda, pela Equipe de Investigação Conjunta foi divulgado pelas agências EFE e Reuters e foi reproduzido por numerosos órgãos de imprensa internacional como “El Mundo” de Madri e “Clarin” de Buenos Aires. .

Também foi informado pela imprensa brasileira mas com curiosa brevidade.

O fiscal holandês Fred Westerbeke, falando em sessão especial para a imprensa internacional, afirmou que os investigadores “conseguiram um grande progresso na identificação de por volta de 100 pessoas engajadas no fato”, aliás criminoso.

domingo, 20 de maio de 2018

EUA restaura II Frota
face aos temores inspirados pela “nova-URSS”

Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson anunciou a restauração da II Frota.
Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson
anunciou a restauração da II Frota.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Pentágono ordenou reativar a Segunda Frota, a poderosa força naval com que a Marinha americana sulcava o Atlântico Norte durante a Guerra Fria para se precaver de um ataque surpresa soviético, informou “La Nación” de Buenos Aires.

A decisão é mais um sinal da escalada na tensão entre o Ocidente e a “nova-URSS” no momento que Vladimir Putin se faz eleger, como largamente previsto, para mais um período na presidência russa se avizinhando aos recordes de José Stalin ditador na histórica URSS.

A decisão também atende a inquietação da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar concebida para por limites à intensificação da presença militar russa no oceano que é a carótida de Ocidente.

“Voltamos numa era em que a segurança se torna mais desafiadora e complexa”, disse o almirante John Richardson, chefe de operações da Armada americana, desde o porta-aviões nuclear USS George H. W. Bush (CVN-77) o mais moderno da classe Nimitz, em Norfolk, Virgina, onde funciona a grande base naval que será o quartel da II Frota.