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domingo, 1 de dezembro de 2024

Suécia e Finlância preparam cidadãos para agir numa guerra

'Em caso de crisis o guerra' apresentado na Finlância
'Em caso de crise o guerra' apresentado na Finlândia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Os governos sueco e finlandês estão preparando a população residente em seus países para saber como agir e resistir a uma guerra total que poderia estar na iminência de acontecer enquanto Putin apronta pretextos para iniciar uma guerra geral, até nuclear.

O bem informado site “Hoje no Mundo Militar” traz um conciso resumo da última atualização do manual dee resistência para os civis em caso de invasão.

O manual sueco leva o título “Em caso de crise ou guerra”. Este manual é publicado periodicamente, mas hoje virou de máxima atualidade. Pode conferir "Em caso de crise ou guerra" (em inglês).

Com as tensões com a Rússia aumentando, a Suécia, o mais novo membro da OTAN, atualizou o guia para os seus cidadãos enfrentarem situações de grave crise ou guerra.

O manual para os residentes na Suécia (em inglês)
O manual para os residentes na Suécia (em inglês)
O guia sueco começa com as seguintes frases:

“Estoquem comida e se preparem para a guerra” e "Se a Suécia for atacada, nós nunca nos renderemos!"

O governo sueco alerta ainda que todos os cidadãos, entre os 16 e os 70 anos, poderão ser convocados para proteger o país em caso de guerra.

O guia informa o cidadão a reconhecer as sirenes de alarme e o que fazer em cada caso, dando também indicações sobre os melhores locais para se proteger em caso de ataque aéreo.

O guia também orienta as pessoas a se prepararem para períodos de escassez, indicando a estocagem de água, comida, remédios, eletricidade (baterias) e aquecimento (roupas quentes).

Estoquem comida e se preparem para a guerra
Estoquem comida e se preparem para a guerra
O guia também pede aos cidadãos que tenham dinheiro em espécie em casa para pelo menos 1 semana de gastos habituais.

Por fim, o guia dá dicas sobre o que levar em caso de ordem de evacuação. Dentre os itens estão comida e água para alguns dias, roupas quentes, alguns remédios, celular com powerbank e carregador, mapa e bússola.

O guia "Em caso de crise ou guerra" também alerta para os riscos de guerra psicológica e interferências, uma especialidade da Rússia. Segundo o guia, os suecos devem estar preparados para duvidar de "certas fontes" e pede para estarem atentos a tentativas de manipulação através de imagens, vídeos e discursos criados por Inteligência Artificial.


O manual sueco de resistência e sobrevivência numa guerra próxima



domingo, 10 de novembro de 2019

A Suécia se arma em face da atividade naval russa

Submarino nuclear russo teria afundado em águas suecas
Submarino nuclear russo teria afundado em águas suecas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Tida outrora como modelo de pacifismo e neutralidade face à Rússia, hoje a Suécia mudou e se embarcou num vasto programa de rearmamento.

Ela quer dissuadir aventuras do Kremlin. Em setembro anunciou uma taxa bancária para financiar um aumento de 35% em seu orçamento militar de 2022 a 2025, chegando ao equivalente a US$ 7,7 bilhões (R$ 32 bilhões), ou 1,5% do Produto Interno Bruto do país, informou reportagem da Folha de S.Paulo.

A Marinha reativou o quartel-general de Muskö, enorme instalação subterrânea da Guerra Fria capaz de suportar ataques nucleares.

“Nossa realidade estratégica mudou”, disse o ministro da Defesa, Peter Hulqvist, no lançamento do caça Saab Gripen na versão para o Brasil.

A Força Aérea Sueca encomendou mais 60 unidades desse avião de combate. A decisão foi apoiada pela oposição.

domingo, 3 de junho de 2018

Suécia se prepara para a guerra pensando na Rússia

O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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Onde estão os refúgios anti-bombardeios? Quais alimentos estocar? Em quais fontes de informação confiar?

Essas e outras preguntas vitais em tempo de guerra estão respondidas num livreto que o governo da Suécia enviou pelo correio a todos os lares.

Ele é para ser usado em caso de conflito ou também de catástrofe natural, informou o quotidiano francês “Le Parisien”.

Não está redigido só em sueco mas em 13 línguas pensando nos imigrantes. O título é “Em caso de crise ou de guerra” e foi expedido entre os dias 28 de maio e 3 junho a 4,8 milhões de endereços, sendo que a Suécia conta por volta de 10 milhões de habitantes.

domingo, 2 de abril de 2017

Suécia teme agressividade de Moscou
e intensifica rearmamento

Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
A Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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sócio do IPCO,
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A Suécia, berço dos míticos vikings, adotou no século XX o pacifismo visceral socialista com a ilusão de se imunizar contra eventual invasão russa.

Também acolheu no país uma vasta rede de organizações “companheiras de viagem” do comunismo russo. Essas fizeram da Suécia uma base a partir da qual pregavam a desmobilização dos espíritos no Ocidente face ao expansionismo soviético em nome da “paz”.

Essa nação protestante omitia a verdadeira avaliação do perigo russo, apresentado por Nossa Senhora em Fátima como um instrumento da punição divina.

Porém, nos últimos anos, a agressividade da “nova Rússia” de Vladimir Putin, patente em países próximos da Suécia, provocou forte mudança de atitude na opinião pública sueca.

Em consequência, o governo de Estocolmo determinou restabelecer o serviço militar obrigatório.

domingo, 2 de agosto de 2015

Treinando a grande invasão

Navios suecos procuram submarinos russos em águas territoriais.
Navios suecos procuram submarinos russos em águas territoriais.




Exercício mira países escandinavos

Num exercício que envolveu 33.000 homens, o exército russo simulou a invasão dos países escandinavos Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca, escreveu The Telegraph.

As manobras ocorreram no mês de março e tinham como fundo de quadro que uma revolução apoiada pelo Ocidente tentava derrocar o presidente Putin. O cenário de uma revolta interna na Rússia tira o sono da nomenklatura putinista.

Enquanto algumas unidades treinavam atacar a Noruega pelo norte, outras praticavam o assalto das ilhas Aland, pertencentes à Finlândia, e ainda outras simulavam a ocupação da ilha Gotland, da Suécia, e da ilha Bornholm, da Dinamarca.

Esses pontos são vitais para os transportes marítimos e constituem objetivos militares decisivos. Se a Rússia os ocupasse, isolaria os países bálticos Estônia, Letônia e Lituânia.

“Se eles conseguissem o controle desses territórios, tornaria impossível aos países da OTAN auxiliar os países bálticos”, comentou Edward Lucas, vice-presidente do Centre for European Policy Analysis e autor do relatório pormenorizando a manobra russa.