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domingo, 9 de fevereiro de 2025

“Estamos convidando a III Guerra Mundial” a Europa, alerta general francês

A Europa está 'convidando Rússia à III Guerra Mundial'
A Europa está 'convidando Rússia à III Guerra Mundial'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O general Michel Yakovleff, até pouco chefe do Estado-Maior de um dos três quartéis-generais da OTAN, depôs na TV francesa LCI que na Europa reina um silêncio ensurdecedor enquanto lhe tremem as pernas. Assim está convidando a Rússia para provocar a Terceira Guerra Mundial.

Os líderes políticos europeus falam de linhas vermelhas que não permitirão que o Kremlin transgrida, mas não fazem nada diante das transgressões constantes de Putin. Agindo assim “o convidamos à agressão todos os dias”.

Não basta fazer o suficiente esforço em matéria orçamental em favor do exército, continuou.

O mais importante é promover um esforço social para tirar a população europeia do estado de espírito pacifista voltado exclusivamente para o bem-estar.

Segundo o general, a sociedade europeia, e não apenas a francesa, deve perceber não só que a guerra regressou ao continente, mas que o alvo de Putin não é apenas a Ucrânia mas é toda a Europa.

“A Ucrânia é um pretexto, o alvo somos nós”, insistiu. O establishment político e econômico forjou a narrativa de que avançaríamos numa sempre e nova constante escalada da felicidade.

O Kremlin sacrifica imensa quantidade de homens enquanto os políticos europeus só pensam no bemestar
O Kremlin sacrifica imensa quantidade de homens
enquanto os políticos europeus só pensam no bem-estar
Foi uma perspectiva enganosa e “precisamos acordar já” dela, explicou. A União Europeia “só precisa de uma classe política mais consciente”, prosseguiu.

Mas, nenhum membro da classe política francesa está no modo de despertar. Eles continuam a discutir coisas mesquinhas, despreocupados com o que estava acontecendo ao seu redor.

“Sinto que estou gritando no deserto, mas não sou o único, agora precisamos de uma mudança de cultura”, explicou o experimentado general.

Os iranianos fornecem mísseis balísticos à Rússia e os norte-coreanos lhe fornecem soldados enquanto os europeus continuam tomados pela “falta de reação” psicológica.

O general Yakovleff alertou para o início de “uma nova etapa na internacionalização do conflito”. E não é uma mudança na lógica de Putin.

Se a Ucrânia cair sofrer uma catástrofe os russos virão molhar suas botas nos rios da Europa.

O verdadeiro objetivo de Putin não é a Ucrânia, é dominar a Europa 1280
O verdadeiro objetivo de Putin não é a Ucrânia, é dominar a Europa
Dizem que Donald Trump abandonaria a Ucrânia. Se for assim, Putin avançará sobre a Polônia, os países bálticos e a Escandinávia.

Putin quer sobre tudo que a NATO entre em colapso sem o financiamento americano.

Nesse dia, quando não houver mais NATO, a Europa não terá mais garantias coletivas e Putin poderá intimidar a cada um dos países do continente sem aplicar muita força militar.

Pedirá à Estônia ou à Finlândia, mesmo à Alemanha, simplesmente uma submissão um por um, sem necessidade de uma invasão física.

E Donald Trump disse coisas muito claras aos europeus: ou assumem suas despesas ou a NATO está acabada.

Os processos de rearmamento europeu começaram após décadas de contração dos respectivos exércitos e esses agora estão tão baixo que seu primeiro objetivo é evitar mais afundamentos.

OTAN  'linhas vermelhas' não passam de lindas palavras,  que não são levadas a sério
OTAN:  'linhas vermelhas' não passam de lindas palavras,
que não são levadas a sério
“A verdade é que o barco continua a afundar”
, a França é uma exceção mas, o que está fazendo é preencher lacunas cinco anos antes do que os outros.

“Nós, franceses, estamos falando de rearmamento, de novos equipamentos, de desenvolvimento industrial armamentista, mas os outros países ainda não estão falando nem em rearmamento”, voltou a alertar.

Putin vem semeando a desunião dos europeus desde 2014. A esperança está num despertar para as manobras que o Kremlin. Esse manipula nos países europeus forças políticas que se dizem “conservadoras”, mas que trabalham em seu favor.

Aliás como fez Hitler na II Guerra Mundial.


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Rússia passa forca de aço no pescoço da Europa

“Ontem eram os tanques. Hoje, os dutos”, já definiu a estrategia russa Zbigniew Siemiatkowski, ex-chefe do serviço de segurança polonês
“Ontem eram os tanques. Hoje, os dutos”, já definiu a estratégia russa
Zbigniew Siemiatkowski, ex-chefe do serviço de segurança polonês
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A empresa russa Gazprom concluiu a construção do gasoduto submarino Nord Stream 2.

Ele consiste em mais de 1.200 kms de tubulações sob o mar Báltico que transferem gás das jazidas na Rússia até a Alemanha, segundo informou a “Folha de S.Paulo”.

O ducto permitirá que o país de Vladimir Putin duplique suas exportações de gás para a Europa e que, ao mesmo tempo, a deixem à mercê de eventuais chantagens energéticas.

Também ameaça prejudicar a rival Ucrânia e atrapalha interesses dos Estados Unidos.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Brexit: O Conde de “X” e
o plano da Europa Unida soprado nos anos 50

"Minha Vida Pública": uma prodigiosa fonte de informação exclusiva  para compreender a história da RCR no Brasil e no mundo.  828 páginas inéditas disponível na Livraria Petrus
"Minha Vida Pública": uma prodigiosa fonte de informação exclusiva
para compreender a história da RCR no Brasil e no mundo.
828 páginas inéditas disponível na Livraria Petrus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A imensa produção intelectual do prof. Plinio Corrêa de Oliveira inclui vasta coletânea de memórias pessoais transmitidas oralmente durante sua longa vida.

O Dr. Plinio não teve tempo de sistematizar essas Memórias. Por isso saudamos como muito oportuna a recente publicação de uma extraordinária coleção de anotações e escritos do Dr. Plinio reunida no volume “Minha Vida Pública – Compilação de relatos autobiográficos de Plinio Corrêa de Oliveira” (Artpress, São Paulo, 2015, 827 páginas).

O valor da riquíssima publicação pode se apreciar no seguinte apanhado de memórias de Dr. Plinio sobre a preparação da União Europeia como ele pode observar em suas viagens à Europa na década de 50, em pleno século passado.

No momento do “Brexit” o tema é candente. Os fatos narrados pelo Dr. Plinio mostram aspectos da incubação da União Europeia sorrateiramente preparada em ambientes eclesiásticos e civis.

Confira o leitor:

domingo, 28 de junho de 2015

“Com sorte” nova guerra na Europa Central
não será nuclear diz fonte da OTAN

Ruínas do aeroporto de Donetsk
Ruínas do aeroporto de Donetsk
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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John Schindler, antigo analista da NSA, especialista em geopolítica, conferencista da Escola Naval dos EUA e conhecido pelos seus contatos de alto nível na hierarquia americana, confidenciou ter ouvido de uma alta patente não-americana da OTAN que “haverá provavelmente uma guerra neste verão (inverno no nosso hemisfério sul). Se tivermos sorte, ela não será nuclear”, escreveu o site Slate.

A opinião referida por Schindler coincidiu com a escalada de tensões entre os aliados ocidentais de um lado, e russos e chineses de outro, tendo como centro o problema ucraniano.

A Noruega suspeita de submarinos russos que circulam há meses nas profundezas do Báltico, ao largo de Oslo.

Diante da insistência da Grã-Bretanha, a OTAN resolveu a reagir, informou The Telegraph. Dezoito navios participaram de um exercício de grande envergadura no Báltico, enquanto tropas britânicas foram participar de exercícios conjuntos com o exército da Estônia, país fronteiriço com a Rússia.

Foi o exercício militar mais importante na região desde o fim da URSS.

No Círculo Ártico, nove países, incluindo os EUA, a França e a Grã-Bretanha, lançaram a operação “Desafio Ártico”, mobilizando 4.000 homens e 90 aviões durante doze dias.

domingo, 9 de junho de 2013

Gás de xisto pode liberar Europa das cordas com que a Rússia quereria enforcá-la

Gasodutos russos construídos com tecnologia europeia

A Polônia e outros países europeus estão prestes a decidir o futuro das suas reservas de gás de xisto.

A tecnologia de fraturação hidráulica ou fracking forneceu uma inestimável oportunidade de salvar o continente do desastre e proteger seus legítimos interesses políticos e econômicos, escreveu a revista polonesa “Polityka”, de Varsóvia.

Um velho plano: enforcar a Europa pela energia

Mas essa esperança encontra um grande opositor de olhar enigmático e preocupado: a Rússia, que puxa astuciosamente os fios das redes que a KGB deixou instaladas no Ocidente.

domingo, 11 de novembro de 2012

Presidente checo: democracia em estado terminal na União Europeia preludia uma "nova União Soviética"

Bandeira da UE em frangalhos, democracia também
Bandeira da UE em frangalhos, democracia também
Luis Dufaur
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A tendência em aprofundar a União Europeia (UE), estendendo seus poderes com o pretexto de sair da crise em que ela se afunda, caracteriza a “fase final” da destruição da democracia e dos estados nacionais, alertou o presidente da República Checa, país membro da UE.

Numa entrevista concedida ao diário britânico “The Sunday Telegraph”, Václav Klaus alertou contra os políticos de “dupla face”, entre os quais apontou muitos “conservadores” que estão abrindo as portas para um super-Estado europeu.

Eles estão defraudando a confiança que os eleitores depositaram neles, sublinhou.

“Precisamos pensar como restaurar nossos estados e nossa soberania” – acrescentou. “E isso é impossível numa federação. A UE deveria se mover na direção oposta”, disse.

No sentido reprovado pelo presidente checo, manifestou-se o ministro de relações exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle. Ele propôs que a UE passe a ser dirigida por um presidente que “nomearia pessoalmente os membros de um governo europeu”.

Westerwelle também pediu a abolição do poder de veto ainda reconhecido aos países membros da União, a fim de “evitar que um simples membro seja capaz de obstruir qualquer iniciativa” do super- governo com o qual ele sonha.

Václav Klaus, presidente da República Checa:  democracia está em “fase final” na Europa
Václav Klaus, presidente da República Checa:
democracia está em “fase final” na Europa
O presidente checo reprovou como ameaçadores os propósitos de José Manuel Barroso – presidente da Comissão Europeia, o “Soviete Supremo” da Europa Unida – formulados em 12 de setembro diante do Parlamento Europeu, propondo uma “federação” todo-poderosa operativa em 2014.

“Essa foi a primeira vez em que as verdadeiras ambições dos protagonistas do aprofundamento da integração europeia foram confessadas”, disse. “Até agora, pessoas como Barroso alimentavam essas ambições em segredo, longe da opinião pública europeia. Temo que Barroso pressente que chegou o momento de anunciar um objetivo absolutamente errado. Eles acham que promovem a ideia de Europa, mas na minha opinião eles a estão destruindo”.

Ontem a luta foi contra a ocupação soviética.  Hoje é para se defender da absorção pela UE
Ontem a luta foi contra a ocupação soviética.
Hoje é para se defender da absorção pela UE
O presidente Klaus, 71, foi um dos líderes do movimento que derrubou o comunismo em seu país e agora denuncia a EU, porque nela os países “vão se tornando uma província inexpressiva”.

Ele reconhece encontrar-se isolado em nível de políticos e chefes de Estado.

Entretanto, destaca que sua experiência contra o comunismo lhe ensinou que os políticos não são o mais importante, mas sim os movimentos profundos que se desenvolvem no seio do povo.

“É uma ironia da História. Nunca teria imaginado em 1989, que hoje estaria fazendo isto: pregar os valores da democracia”.

Compreende-se por que muitos cidadãos europeus estejam fazendo deles o slogan “União Europeia = União Soviética”.