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domingo, 24 de novembro de 2024

Internacionalização da guerra põe o mundo em vilo

Um dos primeiros solldados norcoreanos capturados por Ucrânia
Um dos primeiros soldados norte-coreanos
que teriam sido capturados pela Ucrânia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A presença de milhares de soldados norte-coreanos na Rússia fez soar tétricos alarmes de uma internacionalização da guerra na Ucrania.

A Coréia do Norte provoca fricções bélicas com vários países vizinhos, especialmente com o Japão e o ditador da Coreia do Norte estaria angariando recursos econômicos ou militares para desestabilizar ainda mais a Ásia.

Pyongyang dinamitou estradas e vias férreas que a ligam ao Sul, enquanto a Coreia do Sul anunciou que enviará instrutores e tradutores à Ucrânia, além de novos armamentos.

As unidades norte-coreanos seriam compostas por militares de carreira fanatizados por uma ideologia delirante.

Mas, as primeiras informações falam que os soldados estariam se entregando pois o que mais desejariam é fugir da ditadura de Kim jong-un.

A Rússia, entretanto, os quer como “bucha de canhão” pois suas perdas em homens foram tão elevadas que, para substitui-los, Putin precisaria de um levantamento em massa, mas a indignação potencial da população russa lhe sugere que poderia haver um levantamento popular.

Do outro lado, o projeto ucraniano “Eu quero viver” lançou sua campanha prometendo aos norte-coreanos em sua língua que se se rendem receberão asilo em campos de prisioneiros preparados para recebê-los de forma digna e segura, tratamento respeitoso, moradia, alimentação três vezes ao dia e cuidados médicos, não valendo a pena, portanto, ir à morte que está ceifando as tropas russas.

Oito oficiais norcoreanos mortos nos primeiros engajamentos
Oito oficiais norte-coreanos mortos nos primeiros engajamentos
A Rússia ao buscar reforços de regimes como o norte-coreano está sinalizando um isolamento crescente no cenário mundial.

Nesse panorama desolador, ela está enviando ao combate soldados sem treino e procura soldados no exterior. Por vezes para servir de ‘mulas’ carregadoras de material, por causa da perda de caminhões de transporte militar.

A situação desesperadora dos russos emerge com clareza vendo que unidades decisivas são aniquiladas em virtude de péssimas táticas dos seus generais brutais e impiedosos.

Um influencer russo que tem conexões diretas com seu exército fala que os comandantes jogam os soldados em ataques suicidas para se ufanar de conquistas ante os chefes de Moscou.

Encenação para propaganda de guerra de solidariedade ruso-norcoreana, logo desmentida pela trágica realidade
Encenação para propaganda de guerra de solidariedade russo norte-coreana,
logo desmentida pela trágica realidade
Os grupos de assalto sem preparo são jogados como peões numa carnificina onde morrem em poucas horas sendo substituídos por outros novatos também sem chance de sobrevivência, sem munição, sem ordens claras e sem plano estratégico.

A situação é ainda mais crítica quando se sabe que foram são enviados a missões sem retorno, militares categorizados e experientes, como são os tripulantes de submarinos ou do único porta-aviões, aliás desativado.

É tropa de elite desperdiçada em operações com baixíssima chance de sucesso mostra um desprezo dos superiores pelas baixas e dispostos a sacrificar centenas de vidas para mostrar algum progresso.

O desgaste das tropas russas se tornou evidente e indica uma ruptura da moral interna que Moscou não consegue esconder por muito tempo.

Para Putin está em jogo a estabilidade de seu governo abalada por uma oposição dentro das forças armadas e da população civil. Tanta perda de vidas provocar uma crise interna que vai além do campo de batalha.

Missil intercontinental do tipo que a Rússia teria disparado contra a Ucrânia
Míssil do tipo que a Rússia teria disparado contra a Ucrânia
Apelando a alianças questionáveis para preencher os vazios a Rússia suscita crescentes dúvidas sobre seu futuro militar. Ela prefere tudo à confessar derrota.

Mas, se essa se torna inevitável, o ditador poderia reagir de um modo imprevisível e ferozmente cruel.

A ameaça que significou o uso de míssil balístico intercontinental contra a Ucrânia (“novo míssil balístico de alcance intermédio”, segundo Putin), e que pelo seu desenho parece feito para ser jogado contra o Ocidente se montado com carga nuclear!, foi um aviso da maior gravidade.


segunda-feira, 20 de julho de 2020

Rússia evacua cidade para teste secreto e nuvem radioativa se espalha

Estranhos fatos na região Àrtica russa. Imagem via Russian Television
Estranhos fatos na região Ártica russa. Imagem via Russian Television
Luis Dufaur
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Mais uma vez, a pitoresca cidadinha de Nyonoksa, numa área pouco povoada do Ártico, foi declarada “zona de perigo” porque a marinha russa ia tentar um experimento militar secreto, noticiou ClickPB com informações de Igor Gielow da Folhapress.

Os cerca de 500 moradores da vila costeira de Nyonoksa no Mar Branco receberam a comunicação de que cinco ônibus estavam prontos para evacuá-los como precaução devido às atividades planejadas nas instalações de armas militares próximas.

Os moradores foram transferidos ao centro regional de Severodvinsk, a 40 km.

Os marinheiros e outros trabalhadores marítimos no Mar Branco, receberam proibição das autoridades portuárias de Arkhangelsk de entrar em uma área começando na costa de Nyonoksa e na cidade vizinha de Severodvinsk e estendendo-se para nordeste.

A natureza do teste é misteriosa, como acostuma ser na Rússia. Em agosto de 2019 uma grande explosão nuclear alertou Nyonoksa. Teria sido o fracasso do teste do novo míssil russo chamado Burevestnik (em russo: petrel, ave marinha) em que morreram cinco técnicos e a radiação foi registrada nos países vizinhos.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Enquanto a pandemia assola o mundo,
a Rússia prepara armas aterrorizantes

Fotomontagem do que poderia vir
Fotomontagem do que poderia vir
Luis Dufaur
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Os EUA anunciaram um primeiro submarino lançador de mísseis balísticos Trident com uma nova ogiva de potência reduzida de 5 quilotons, ou um terço da força da bomba que arrasou Hiroshima em 1945.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia revidou com a ameaça de um ataque nuclear maciço caso algum submarino americano fizesse um teste do míssil, independentemente de ele carregar ou não ogivas atômicas. Cfr. GauchaZH.

Essas armas táticas visam anular alvos militares delimitados. Os russos já tinham tal arma, embora não admitissem.

Putin acusa sistematicamente a Trump de aumentar o risco de uma guerra nuclear, mas o russo está na vanguarda das novas armas estratégicas, como mísseis hipersônicos e novos ICBMs (mísseis intercontinentais pesados).

Os dois países têm 92% das ogivas nucleares do mundo, mais do que suficiente para inviabilizar a civilização.

Moscou tem, segundo a Federação dos Cientistas Americanos, 1.600 dessas armas prontas para uso. Washington, 1.750.

domingo, 15 de março de 2020

Cresce o risco de III Guerra Mundial

Embaixador Sérgio Duarte mais perto da guerra mundial do que nunca
Embaixador Sérgio Duarte: mais perto da guerra nuclear do que nunca
Luis Dufaur
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O conflito atômico mundial que parecia afastado há 50 anos, quando entrou em vigor o TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear), hoje está mais perto do que se poderia imaginar.

Assim declarou em entrevista por email à “Folha de S.Paulo”, o embaixador Sérgio Duarte, 85, que foi o presidente da sétima revisão quinquenal do TNP, em 2005, e de 2007 até sua aposentadoria, em 2012, foi o alto representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento.

“Não há dúvida de que nos tempos de hoje o mundo é mais perigoso do que em qualquer época desde o início da era nuclear”, disse Duarte que preside em Belo Horizonte a ONG internacional Conferências Pugwash, receptora do Nobel da Paz de 1995 por seus esforços em prol do desarmamento nuclear.

Em 2019, os EUA abandonaram um dos principais acordos de limitação de armas nucleares do fim da Guerra Fria após a Rússia ostentar repetidamente que estava fabricando armas atômicas de uma capacidade destrutiva inaudita.

O presidente Trump revidou com o anúncio da fabricação de novas bombas atômicas menos potentes, porém mais empregáveis.

A Coreia do Norte continua produzindo, testando e esbravejando, com resultados até ridículos, mas que bem podem servir de estopim universal.

E o Irã causa calafrios no mundo tendo ficado claro que seus propósitos de desnuclearização não podem ser levados a sério ou são mera tapeação para esconder objetivos sinistros.

Em 2020 os EUA e a Rússia devem decidir se prolongam o maior tratado de limitação de arsenais global, o Novo Start, que vence em 2021.






“Todos os nove possuidores de armas nucleares, sem exceção, vêm aumentando seus arsenais ou acrescentando novas tecnologias destruidoras, como mísseis várias vezes mais velozes que o som, uso de técnicas cibernéticas, lasers, inteligência artificial e outras inovações, numa verdadeira proliferação tecnológica”, afirmou o embaixador Sérgio Duarte.

Americanos e russos têm 92% das ogivas do mundo, respectivamente 1.750 e 1.650 prontas para uso. Isso fora um estoque de 8.130 bombas operacionais que podem ser reativadas.

Ainda possuem armas nucleares os rivais Índia e Paquistão, China, França, Reino Unido, Coreia do Norte e Israel —que faz disso um segredo de polichinelo útil no xadrez do Oriente Médio, escreveu a “Folha”.

 Míssil 'hipersônico' 'Tsirkon' que Putin garantiu estar desenvolvendo
 Míssil 'hipersônico' 'Tsirkon' que Putin garantiu estar desenvolvendo
O embaixador observou que o Novo Start, sempre foi vago no quesito desarmamento. “A única cláusula não produziu resultados satisfatórios, ao contrário, os países nucleares vêm aperfeiçoando seu poder”, explicou.

O TPAN (Tratado de Proibição de Armas Nucleares), de 2017, não está em vigor porque as potências atômicas e as candidatas a serem não querem ratifica-lo.

O Brasil foi pioneiro com a antiga rival Argentina, é signatário do TNP e do TPAN, e um regime de confiança mútua está instaurado.

Mesmo assim, o país se recusa a assinar o Protocolo Adicional ao TNP, de 1997, que prevê inspeções internacionais. Os EUA tentam convence-lo, mas sem sucesso inclusive sob o governo Bolsonaro.

“Nenhum instrumento no campo da não proliferação nuclear até hoje logrou adesão universal”, sublinhou Duarte.

Ele falou das “profundas divergências e à rivalidade, desconfiança e hostilidade entre EUA e Rússia”.

“Os arsenais existentes são suficientes para inviabilizar completamente a civilização humana caso sejam utilizados, por desígnio ou acidente”, resumiu o embaixador.

Esse tenso fundo da questão contradiz as aparências da era da “morte do comunismo”. Por isso, para os espíritos melhor informados, fatos que seriam vistos como menores podem mexer com um potencial de devastação universal.

O 'Yantar' no porto do Rio
O 'Yantar' no porto do Rio
Foi o caso do Yantar, navio russo de pesquisa e inteligência suspeito de espionagem na Europa e nos Estados Unidos, que a Marinha brasileira monitorou durante uma semana.

O Centro Integrado de Segurança Marítima do Rio de Janeiro detectou a embarcação de tecnologia avançada de sensores, dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil em fevereiro, segundo noticiou “O Estado de S.Paulo”.

Feito o primeiro contato, o navio sumiu do monitoramento, levantando a hipótese de que o equipamento AIS, que permite a sua localização, tenha sido desligado.

Por fim, um helicóptero da Marinha e um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) localizaram a embarcação a 80 quilômetros das praias do Rio.

A tripulação russa ou não atendia às chamadas ou respondia com evasivas, enquanto trabalhava numa área de cabos submarinos de internet. Acabou atracando no porto do Rio, onde ficou poucos dias e partiu.

O que mais intrigou as autoridades náuticas foi o fato de a embarcação, “reaparecer” perto dos cabos submarinos de comunicação que ligam o Brasil a outros países, após ficar por quase uma semana com o seu aparelho identificador desligado.

Com sensores de alta tecnologia para rastrear o fundo do mar, o navio oceanográfico Yantar sempre esteve na mira de governos. A Rússia repete que o navio de 5.700 toneladas e 108 metros atua em pesquisas científicas e em ajuda a outros países.

O Yantar anunciou que cooperaria na localização do submarino argentino desaparecido “San Juan”. A mídia exultou comemorando que então sim o submarino perdido seria encontrado. Nada disso, depois de recolher os dados que procurava retornou a Rússia, sem dizer nada.

Esquema de funcionamento do Yantar
Esquema de funcionamento do Yantar
A marinha britânica o considera um “navio espião” e os EUA suspeitam que os pequenos submarinos do Yantar operam especialmente no rastreamento de áreas de cabos submarinos.

E o Yantar ouve e vê tudo até 6 mil metros de profundidade porque pode lançar dois minissubmarinos de 25 toneladas da classe Konsul capazes de descer até esses abismos.

Os cabos submarinos respondem por 99% das comunicações transoceânicas e 97% das conexões de internet entre os servidores do mundo.

Uma ruptura desses cabos pode não apenas causar danos gravíssimos à economia global, como deixar países inteiros sem acesso à internet.

Relatório de 2019 do Real Instituto de Serviços para Estudos da Defesa, citado pelo “O Estado de S.Paulo”, revela que os navios de inteligência da Rússia “perambulam discretamente por áreas estratégicas o tempo todo em todo o mundo”. 

Um atrito com suspeitadas operações de sabotagem ou espionagem com um navio provocador desses, ou alguma fricção armada com as incursões aéreas russas mirando Ocidente que publicamos periodicamente no nosso blog, poderia servir de pretexto à má vontade para ativar o potencial nuclear.

É uma das espadas de Dámocles que pairam sobre o mundo.


domingo, 22 de setembro de 2019

Fim de tratado nuclear acena flagelos universais

Fim do Tratado abre um horizonte aterrador
que parece de videojogo mas não é
Luis Dufaur
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Os EUA formalizaram a saída do Tratado para a eliminação de mísseis nucleares de meio e curto alcance (INF) assinado com a União Soviética, no final da Guerra Fria, em dezembro de 1987.

Na hora que as crises de Irã e Coreia do Norte se acentuam um calafrio percorreu o hemisfério norte todo, noticiou “The New York Times”.

O pacto proibia à Rússia e aos Estados Unidos fabricar, instalar ou realizar testes de misseis de curto alcance (de 500 a 1.000 quilômetros) e de médio alcance (de 1.000 a 5.500).

O secretário de Estado estadunidense, Mike Pompeo, anunciou a retirada seis meses após denunciar o acordo em razão da negativa de Moscou de destruir um novo míssil que viola o pacto e se gabar de estar construindo outros imensamente mais destrutivos.

Há anos, Washington e Moscou se acusam de violar esse tratado assinado em 1987. Mas, a violação ficou patente quando a Rússia apresentou o Novator 9M729 (SSC-8 para a NATO) que supera 500 quilômetros de alcance.

São más notícias para a Europa, porque o Velho Continente voltará a ser o campo de jogo macabro das duas superpotências nucleares.

O fim do INF não mudará as coisas da noite para o dia, mas os dois já estão desenvolvendo novas gerações de engenhos de destruição de pesadelo que estavam proibidos.

A Rússia já está instalando-os na fronteira com a Europa do Leste. Desde Kaliningrado poderá atingir capitais como Berlim e Londres. Mikhail Gorbachev, único signatário vivo do INF declarou à agência Interfax, que o fim do tratado “dinamita não só a segurança de Europa, mas do mundo todo”.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Explosão de material nuclear
evoca novo Chernobyl

Flagrante da explosãona Rússia durante teste de míssil com combustível nuclear
Flagrante da explosão na Rússia
durante teste de míssil com combustível nuclear
Luis Dufaur
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Moscou reconheceu que um míssil de propulsão nuclear explodiu em sua base de Severodvinsk, no Círculo Polar Ártico.

A explosão radioativa poderia ser comparável a uma nova Chernobyl, escreveu o jornal espanhol “El Mundo”.

Em Severodvinsk funciona uma das principais instalações de investigação e desenvolvimento da Marinha russa que constrói e testa misseis balísticos, intercontinentais e de meio alcance. Também monta submarinos nucleares e convencionais.

Só quatro dias depois da explosão nuclear, as autoridades russas reconheceram que ela esteve ligada a provas com “novas armas”.

O número das vítimas – oficialmente sete – não é confiável, mas se tratou em qualquer caso de técnicos civis e militares da base dedicados a essas tarefas.

Especialista americanos atribuem a libertação da radiação a uma falha enquanto os russos testavam o míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730.

Trata-se de uma das novas “superarmas” com que Vladimir Putin ameaçou Ocidente para compensar a força militar dos EUA no novo cenário criado pelo fim tratado de armas nucleares intermédias que retroagiu o mundo ao grau de perigo atômico da Guerra Fria.


Míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730 como o que teria explodido em Nenoska
Míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730 como o que teria explodido em Nenoska
O principal responsável nuclear da Rússia, Alexei Lijachev, presidente de Rosatom, aumentou a tensão prometendo desenvolver novas armas nucleares. Ao mesmo tempo lembrou “que isto acontece com relativa frequência”.

Fontes da indústria militar negaram que o fato se dera com um Burevestnik, uma “joia da morte supersônica do extermínio coletivo” apresentada por Putin com efeitos virtuais.

No jornal “Nezavisimaya Gazeta”, o complexo industrial russo defendeu “que os ensaios com esse míssil acabaram com sucesso há meio ano”.

O desmentido não foi acreditado, mas mostra para os entendidos que a corrida armamentista de Putin é para ser levada a sério.

Segundo o “The New York Times” a fracassada prova foi efetivada na “plataforma marítima” de Nenoska, enquanto especialistas – segundo a versão oficial – estavam “realizando investigações sobre a propulsão de misseis com radionuclídeos (nucleões instáveis)”.

Putin vem ameaçando com foguetes hipersônicos capazes de 'apagar' países inteiros
Putin vem ameaçando com foguetes hipersônicos capazes de 'apagar' países inteiros
Os mortos foram condecorados após o funeral em Sarov, uma vizinha cidade fechada aos não residentes.

O Exército e o governador regional defenderam que “não houve contaminação radioativa”.

Em sentido contrário, a prefeitura de Severodvinsk mais afastada do epicentro do cataclismo garantiu em seu site internet ter registrado aumento de radioatividade.

Segundo ela a explosão provocou forte abalo na cidade de 190.000 habitantes a 30 km do epicentro do cataclismo.

A população correu às farmácias e os hospitais distribuíram folhetos com instruções para se proteger da radioatividade.

A cidade de Nenoska de 2.000 habitantes próxima da base foi totalmente esvaziada.

A preocupação se espalhou pelo país todo pois a população lembra bem ainda o desastre de Chernobyl e do sistema de mentiras de regime para ocultar a magnitude do desastre.

Cartaz de ingresso na usina de Nenosa revela decrepitude das instalaoes militares rfussas
Cartaz de ingresso na usina de Nenoska
revela decrepitude das instalações militares russas
A Rússia fechou toda uma baía no Mar Branco aos barcos civis de temor que as águas estejam contaminadas.

Dez dias antes deste desastre uma série de explosões devastadoras aconteceram numa base não especificada da Sibéria.

Essas forçaram a evacuação de milhares de pessoas das cidades vizinhas, sem que se tivesse esclarecido o verdadeiro número dos mortos e dos evacuados, informou “The Japan Times”.

Imensas bolhas de fogo foram captadas com smartphones por cidadãos em localidades não muito afastadas das explosões.





domingo, 7 de abril de 2019

TV russa mostra alvos para ataque nuclear aos EUA e sonha com capitulações

Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados (Captura de vídeo)
Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados
(Captura de vídeo)
Luis Dufaur
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O presidente Vladimir Putin ameaçou os EUA com um equivalente da “crise dos misseis” acontecida a propósito do envio de mísseis nucleares russos a Cuba, e que pôs o mundo à beira da guerra mundial atômica durante 13 dias (16-28 outubro de 1962).

Uma semana depois, a TV estatal voltou à carga com as ameaças enumerando os objetivos que o Kremlin atacaria em território americano em caso de conflito nuclear, noticiou o jornal de Barcelona “La Vanguardia”.

No operativo a Rússia usaria um míssil hipersônico que estaria desenvolvendo.

Segundo a agência Reuters, Dimitri Kiselyov, o âncora do Vesti Nedeli principal noticiário semanal da TV moscovita, exibiu num mapa pelo menos cinco objetivos: o Pentágono, a casa de feiras do presidente em Camp David (Maryland), centros militares como Fort Ritchie, uma base aérea em McClellan (Califórnia) e uma base naval no Estado de Washington.

domingo, 1 de abril de 2018

Kremlin encomenda homicídio
e gera onda mundial de retaliações

Mais de 60 pessoas envenenadas na área do crime
Mais de 60 pessoas envenenadas na área do crime
Luis Dufaur
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De momento, somam mais de 120 os diplomatas russos expulsos dos EUA e de 18 países da União Europeia, além da Ucrânia, do Canadá, da Noruega e da Austrália em represaria pela tentativa de assassinato do ex-espião russo Sergueï Skripal e de sua filha Iulia.

Há outros 144 em vista, inclusive acreditados na NATO, de acordo com a France Press.

Só os EUA expulsaram 60, 12 dos quais seriam espiões ativos na ONU. Também fechou o consulado russo em Seattle que estaria perto demais de uma base de submarinos atômicos.

A Rússia revidou expulsando outros 60 diplomatas americanos e fechando o consulado dos EUA em São Petersburgo.

A primeira ministra britânica Teresa May declarou Moscou “culpado” do crime. A chancelaria russa respondeu se tratar de “uma grosseira provocação” e começou as retaliações expulsando 60 diplomáticos dos EUA e fechando o consulado americano em São Petersburgo.

domingo, 4 de março de 2018

Putin renova sonhos de restaurar a União Soviética

Big Brother da Rússia renova anseios de reconstituir a URSS
Big Brother da Rússia renova anseios de reconstituir a URSS
Luis Dufaur
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Num ato eleitoral no enclave de Kaliningrado, encaixado em posição estratégica entre a Alemanha e a Polônia com aceso direto ao Mar Báltico Putin afastou qualquer dúvida a respeito de sua sintonia profunda com a falida União Soviética de Lenin e Stalin.

Se ele tivesse a possibilidade de modificar a história recente da Rússia, afirmou ele, impediria o desabamento da URSS, segundo informaram as agências de imprensa russas, referidas pela agência ocidental Reuters.

Putin falou nesse enclave militar quando faltavam pouco mais de duas semanas para sua enésima reeleição à presidência já descontada após a eliminação dos opositores que podiam lhe fazer sombra.

Uma pessoa presente perguntou-lhe qual seria o evento da história russa que ele gostaria mudar e respondeu sem hesitação: “o afundamento da União Soviética”.

O todo-poderoso chefe da Rússia, já em 2005 havia definido o desmantelamento da URSS acontecido em 1991 de “a maior catástrofe geopolítica” do século XX.

Esse sonho de recuperar a URSS e lhe obter o domínio universal foi renovado por Putin no dia 1º de março, segundo nosso calendário.

Na data ele pronunciou discurso ante a Duma (Parlamento) de Moscou de importância comparável à do ‘Discurso sobre o Estado da União’ que o presidente americano profere todo ano,

Ele não só tratou de difícil situação do país cada vez mais empobrecido nos últimos anos em decorrência das aventuras militares contra a Ucrânia e as subsequentes represálias econômicas ocidentais.

Malgrado a decadência econômica ele exibiu vídeos montados em laboratórios virtuais do que seriam as armas de guerra “invencíveis” com as que tentaria assentar seu sonho de hegemonia universal, noticiou a BBC Mundo.

domingo, 17 de setembro de 2017

Rússia: uma economia “africana” que sonha com a URSS deitada sobre 7.000 bombas atômicas

Venda de pães e doces perto da estrada de Novgorod
Venda de pastéis perto da estrada de Novgorod
Luis Dufaur
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Segundo avaliação do jornal espanhol “El Mundo”, a Rússia é uma superpotência militar com uma economia terceiro-mundista.

A Rússia está muito aquém da Espanha, pois tem o mesmo PIB (Produto Interior Bruto) e o triplo de população. Em outros termos, a renda per capita russa é um terço da espanhola.

Mais ainda, o PIB nominal per capita do Brasil – US$ 11.387 – está acima do russo: US$ 9.054. (Fonte: Brasil, Wikipedia; Rússia, Wikipedia). 

Como as perspectivas econômicas russas são as piores, o jornal lhe aplica pejorativamente o carimbo de “país do Terceiro Mundo”.

Exporta petróleo, gás natural e mais algumas matérias-primas, mas tem que importar todo o resto, porque não produz quase nada. É o esquema de uma economia de país pobre, diz o jornal.

A exceção são as exportações de material militar, em grande parte destinadas a antigos clientes da União Soviética, cujos exércitos só conhecem o armamento russo.

Mas esses compradores são cada vez menos confiáveis e se interessam sempre menos pelas antigualhas russas malgrado as melhorias cosméticas.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Forças Armadas russas estão sucateadas,
dizem especialistas

Empresa holandesa Dockwise Shipping BV foi contratada para para levar submarinos nucleares de volta para o estaleiro. Na foto o 'Bratsk' e o 'Samara'.
Empresa holandesa Dockwise Shipping BV foi contratada
para levar submarinos nucleares de volta para o estaleiro.
Na foto o 'Bratsk' e o 'Samara'.
Luis Dufaur
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No Ocidente, certa propaganda quer apresentar as intervenções militares de Vladimir Putin como jogadas de um líder de potência bélica capaz de desafiar os EUA e de assumir o controle de situações horríveis como a da Síria.

Os arautos dessa propaganda sugerem que Putin está nas antípodes da debilidade de caráter de Barack Obama e de seus homólogos ocidentais, e que num enfrentamento frontal acabará vencendo.

A questão é relevante porque Putin está envolvido em conflitos onde um míssil disparado por erro ou por iniciativa particular pode desatar um conflito mundial.

A derrubada do voo MH17 da Malaysian Airlines em julho de 2014, ou de um jato russo por um caça turco mais recentemente, levantaram essa assustadora hipótese.

domingo, 28 de junho de 2015

“Com sorte” nova guerra na Europa Central
não será nuclear diz fonte da OTAN

Ruínas do aeroporto de Donetsk
Ruínas do aeroporto de Donetsk
Luis Dufaur
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John Schindler, antigo analista da NSA, especialista em geopolítica, conferencista da Escola Naval dos EUA e conhecido pelos seus contatos de alto nível na hierarquia americana, confidenciou ter ouvido de uma alta patente não-americana da OTAN que “haverá provavelmente uma guerra neste verão (inverno no nosso hemisfério sul). Se tivermos sorte, ela não será nuclear”, escreveu o site Slate.

A opinião referida por Schindler coincidiu com a escalada de tensões entre os aliados ocidentais de um lado, e russos e chineses de outro, tendo como centro o problema ucraniano.

A Noruega suspeita de submarinos russos que circulam há meses nas profundezas do Báltico, ao largo de Oslo.

Diante da insistência da Grã-Bretanha, a OTAN resolveu a reagir, informou The Telegraph. Dezoito navios participaram de um exercício de grande envergadura no Báltico, enquanto tropas britânicas foram participar de exercícios conjuntos com o exército da Estônia, país fronteiriço com a Rússia.

Foi o exercício militar mais importante na região desde o fim da URSS.

No Círculo Ártico, nove países, incluindo os EUA, a França e a Grã-Bretanha, lançaram a operação “Desafio Ártico”, mobilizando 4.000 homens e 90 aviões durante doze dias.

terça-feira, 31 de março de 2015

Mídia oficial russa predispõe o país
para holocausto nuclear

Mídia russa prepara povo para aceitar um holocausto nuclear
como um 'sacrifício místico'
Luis Dufaur
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A mídia russa está apresentando a impensável catástrofe da guerra nuclear como uma possibilidade real e algo que deve ser abraçado com patriotismo místico, comentou a BBC News.

A invasão da Ucrânia entenebrece cada dia mais o horizonte político-militar mundial. E enquanto o Ocidente alarga o leque de medidas retaliatórias, a mídia russa desenvolve para seus leitores o tema da guerra nuclear.

Segundo o jornalista liberal Yuriy Saprykin, o tema virou “lugar comum”. Ele exemplificou com a rádio independente Ekho Moskvy, onde se fala da guerra nuclear “com a naturalidade com que se falaria de um aumento de preço do estacionamento”.

“Por que vocês todos temem tanto a guerra atômica? Por que temem a guerra nuclear?” – interrogou na emissora pró-Kremlin Govorit Moskva o apresentador Aleksey Gudoshnikov.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O trem russo do Apocalipse
entrará em serviço em 2018

Luis Dufaur
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Havia um trem interditado pelo Tratado de Desarmamento nuclear americano-soviético conhecido como START-II.

Mas ele foi novamente autorizado pelo Tratado sobre Reduções Estratégicas Ofensivas (SORT), assinado em Moscou pelos EUA e pela “nova Rússia” em 24 de maio de 2002.

O comboio em questão está camuflado de trem para passageiros ou carga, mas na realidade transporta mísseis atômicos intercontinentais que podem ser disparados a qualquer momento.

Putin está promovendo ativamente
o rearmamento nuclear intercontinental da 'nova-Rússia'
O trem circula permanentemente nos trilhos e em estações de uso civil. E ali cessam as aparências.

As exterioridades se abrem e um mecanismo põe em posição de disparo o engenho apocalíptico capaz de arrasar as maiores cidades americanas.

Ele já era operacional nos tempos da URSS e tornará a sê-lo a partir de 2018.

Segundo o blog Foxtrotalpha, especializado em defesa, o equilíbrio do terror deixará de ser um fato do passado e ingressará com seu aterrador espectro na Nova Guerra Fria.

Os vídeos disponíveis produzidos pela URSS mostram o “Sistema ferroviário de mísseis de combate”, nome que lhe atribui o exército russo, circulando entre trens comuns e num local inesperado, disparando seus engenhos mortais.

As vantagens para a Rússia são múltiplas e Putin não quer desaproveitá-las.

O sistema é muito mais barato do que submarinos ou bombardeiros equivalentes, aliás de qualidade muito discutível.

O 'Barguzin' fingindo ser civil
pode apagar milhões de vidas de 24 cidades
Se movimentado habitualmente, terá aparência de objetivo civil e o adversário deverá pensar duas vezes antes de tentar atingi-lo, pois muitas vidas inocentes podem ser apagadas.

Como fazem os terroristas do Hamas estabelecendo seus quartéis debaixo de casas habitadas por famílias, escolas, hospitais, ou prédios públicos.

Os vagões “Barguzin” (vento do leste que sopra no lago Baikal), codinome desse trem, se parecem com vagões frigoríficos comuns.

Já estão programados cinco trens, cada um dos quais será capaz de transportar seis mísseis RS-24 com quatro cabeças nucleares.

No total, 24 ogivas termonucleares em cada comboio, cada uma com o poder de apagar uma grande cidade da superfície do globo.

Teoricamente, é impossível interceptar o RS-24, pois ele voa a uma velocidade de MACH 20 e teria uma precisão na ordem de 50 metros após um voo de 10.000 quilômetros.

Segundo slate.fr, o trem patenteia a vontade russa de modernizar seu arsenal nuclear e de reinstalar o “equilíbrio do terror” apontado contra o Ocidente.

Também a “nova Rússia” está investindo em bombardeiros de longo alcance e em submarinos, estando os atuais muito desfasados face aos americanos.

O 'Barguzin' circula por estações e linhas férreas de uso civil
A economia russa está em queda livre e se prevê uma profunda recessão em 2015. Porém Vladimir Putin continua recuperando as velhas e imorais armas para atingir o antigo sonho da falida URSS marxista-leninista.

Sua estratégia é de Guerra Fria. No tempo dos sovietes, enquanto a população gemia de fome, os engenhos de morte saíam de sinistros laboratórios, mesmo a custos monstruosos.

E Putin talvez encontre no conflito externo o pretexto para reforçar seu regime interno de opressão e concretizar o sonho de Lênin e de Stálin.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Putin acaricia a opção nuclear contra Ocidente?

E se o presidente russo estivesse pensando em duas bombas atômicas táticas contra um membro da NATO – a Polônia ou a Lituânia, por exemplo?

O pesadelo nuclear com a possibilidade de represálias poderia encerrar uma era histórica. Porém, segundo o correspondente na Rússia do The Atlantic, a enlouquecedora perspectiva não está longe de ser adotada pelo Kremlin.

Num foro da juventude realizado no final de agosto ao norte de Moscou, Vladimir Putin lembrou, em tom ameaçador, que “a Rússia é um dos países mais poderosamente nuclearizados do mundo. É uma realidade, não é um jogo de palavras”, enfatizou.

No mesmo mês, em Yalta, Putin confidenciou aos líderes partidários da Duma – a Câmara dos Deputados – que ele pretendia em breve prazo “surpreender o Ocidente com nossos novos desenvolvimentos no campo de armas nucleares ofensivas que nós conservamos em segredo no momento”.

O jornal lembra que, simultaneamente, bombardeiros nucleares e caças estratégicos russos violavam – ou ameaçam violar – o espaço aéreo americano, europeu e do Mar da China. E que no fundo dos oceanos submarinos nucleares russos e americanos se enfrentavam como nos piores dias da Guerra Fria.