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domingo, 19 de novembro de 2023

Má compra: helicópteros russos não conseguem voar

Helicópteros foram comprados da Rússua por simpatia ideológica e agora não funcionam mais
Helicópteros foram comprados da Rússia por simpatia ideológica
e agora não funcionam mais
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O populismo esquerdista argentino fez tudo para fortalecer as relações com a ditadura de Putin, e entre outras coisas, lhe comprou helicópteros Mi-171E que prometiam serem máquinas fortes e versáteis para a Antártica, mas que hoje não servem nem para canibalizar como peças sobressalentes, relatou “Clarín”.

Em 2016 o governo de Mauricio Macri, oposto ao anterior, pensou comprar mais helicópteros da Rússia, mas fugiu do preço de 10 milhões de dólares cada.

Os aparelhos não voam há três anos e um foi desmontado em 2021. Em 2022 o outro ainda era ligado para que seu motor não expirasse embora inutilizável. Eles substituíram helicópteros Chinooks e Bells dos EUA movidos pelo caráter simbólico-ideológico pró-russo do contrato.

A Argentina pensou em desmontar os helicópteros e levar motores, hélices, pás e outras peças para a Rússia, mas tudo parou numa imensa burocracia e o vizinho não pagou pela impossibilidade de encontrar interlocutores na Rússia.

Washington aprovou a transferência de 24 aeronaves F-16 em uso pela Dinamarca e mais 4 aviões P-3C Orion, em uso pela Noruega, mas o governo argentino esquerdista está atrasando a compra porque desejaria adquirir JF 17 Thunder chineses nada confiáveis, mas de procedência comunista.

O nacionalismo argentino lulochavista não quer qualquer cooperação sensível com os EUA, nem mesmo quando esse é governado por uma administração esquerdista como a de Biden.



domingo, 18 de dezembro de 2022

Putin em crise planeja fugir para América do Sul?

Fantasmas de desgraças angustiam Putin até no 'Dia Vitoria'
Fantasmas de desgraças angustiam Putin até no 'Dia Vitoria'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Segundo diversos órgãos de imprensa Putin e seus mais próximos teriam cogitado um plano para fugir da Rússia, resumiu o jornal francês “L’Indépendant”. 

O plano denominado “Arca de Noé” está sendo pensado para o caso de o pior cenário se tornar realidade em decorrência dos fracassos na invasão da Ucrânia e os protestos e dissidências que crescem no interior de seu país e até entre seus mais categorizados apoiadores “oligarcas” e generais.

Entre os órgãos de imprensa que divulgaram inicialmente a informação figuram a revista americana “Newsweek”, e a MSN

A fonte é o testemunho do ex-escritor dos discursos de Putin, Abbas Gallyamov, também analista político, quem diz que os russos adaptam esse plano em caso de derrota na Ucrânia.

O “Arca de Noé” envolve a fuga dos principais líderes russos, incluindo Putin.

Para Abbas Gallyamov o próprio Putin está confundido con suas mentiras
Para Abbas Gallyamov o próprio Putin está confundido com suas mentiras
O destino da fuga seria em primeiro lugar a Venezuela, mas também poderia ser a Argentina, e após a vitória de Lula, o Brasil. A China é outra hipótese, porém mais remota.

“Como o nome sugere, trata-se de encontrar novas terras onde você pode ir caso fique completamente desconfortável em sua terra natal”, escreveu Gallyamov na rede social Telegram, um texto recolhido pela “Newsweek”.

“A comitiva do líder não descarta que ele perca a guerra, perca o poder e tenha que evacuar com urgência para algum lugar”.

Gallyamov vive em Israel, onde está exilado desde 2018.

O projeto fez lembrar a nunca demonstrada fuga de Adolf Hitler pela Argentina enquanto seu III Reich caia em pedaços.


domingo, 4 de julho de 2021

Sputnik V: arma da guerra da informação
ganhou “certidão de óbito”

Sputnik V: vacina e arma da guerra psicológica russa segunda dose não sairá mais.
Sputnik V: vacina e arma da guerra psicológica russa
segunda dose não sairá mais.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Foi assinada a “certidão de óbito” da segunda dose da vacina russa Sputnik V após demorada morte anunciada, deplorou o jornal argentino “Clarín”.

Na Argentina, o governo esquerdista que banca ser “mais russo que os russos”, fez depender sua desastrosa campanha de vacinação do produto russo.

E criou barreiras de sabor ideológico contra a competição ocidental, sobretudo contra as vacinas americanas.

Agora o presidente Fernández liberou a vinda das vacinas Pfizer, Janssen e Moderna, em meio a uma onda de indignação nacional pela ausência das segundas doses da Sputnik V.

Essa indignação pode provocar a derrota eleitoral do partido governamental nas próximas eleições.

E isto importa muito mais ao governo do que os milhares de argentinos que estão morrendo ou, as centenas de milhares de pessoas passando angústias pela vacina que não aparece.

domingo, 2 de maio de 2021

Russos fogem da Sputnik V, propaganda oficial insiste e Anvisa proíbe

Governo russo esttaria falsificando as estatística para promover a imagem de sua medicina
Governo russo estaria falsificando as estatísticas para promover a imagem de sua medicina
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Para o Kremlin, a vacina Sputnik V tem o valor de uma cartada propagandística que deve ser projetada para levar o prestígio do regime a um ápice.

Ela serve para dizer que a medicina russa está no topo porque sua vacina foi a primeira aprovada contra o coronavírus. Então Vladimir Putin tece uma diplomacia de Guerra Fria opondo Leste contra Oeste, escreveu “Clarín”.

Porém, nem os russos acreditam. 

Na Argentina o governo nacionalista de Alfredo Fernández incondicional amigo dos russos e do socialismo tenta vacinar todo mundo com ela. Mas a Rússia não consegue entregar em tempo nas quantidades prometidas e os números de contágios e óbitos não param de crescer.

A percentagem da população vacinada na Rússia (5,71% dos habitantes) é menor que na Argentina (9,39%).

segunda-feira, 22 de março de 2021

Guerra da informação russa manipula a Sputnik-V

Promessas de vacinação recorde foram blefe de sabor comunista
Promessas de vacinação recorde foram blefe de sabor comunista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A vacina Sputnik V teria colocado a Argentina no topo dos países centrais segundo o governo populista, em verdade dissimuladamente pro-russo e pro-comunista, de Buenos Aires.

A imunização da população com o Sputnik-V devia começar em dezembro de 2020. Putin anunciava que a medicina russa estava na dianteira do combate mundial ao vírus.

Mas, a pólvora russa molhou-se mais cedo do desejado, observou o “Clarín” de Buenos Aires. Em apenas dois meses a bolha da mentirada estava perfurada.

No Kremlin os trompetes soaram forte e frente à Casa Rosada o vulgar bombo peronista bateu feio, porém poucos dos 20 milhões de doses anunciados para janeiro e fevereiro de 2021 acabaram descendo em aeroportos argentinos.

A grande mídia bajulava o governo exibindo as fotos dos Airbus 330 preparados na pista para ir à Rússia trazer os milhões de doses.

domingo, 1 de setembro de 2019

Rússia montando trens na América do Sul?

Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada
Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada. Mas há ainda trens para turistas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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sócio do IPCO,
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A Russian Railways (RZD) é um macroempresa estatal da Federação Russa herdada da União Soviética. Ela arregimenta um milhão de empregados e fatura mais de US$32.000 milhões anuais, ou 1,5% do PIB russo.

88% da carga econômica e industrial é feita por esse monopólio de estado gerado em tempos soviéticos.

É completada pela Transmashholding (TMH) que fornece o material rodante para todas as vias férreas e sistemas de transporte urbanos do país.

A estatal russa aplicou 70 milhões de dólares na Argentina para reparar 24 locomotivas e 160 vagões em oficinas por ela restauradas em Bragado, província de Buenos Aires.

Aleksandr Sergeevich Misharin, subchefe geral da RZD declarou a “La Nación” que a Rússia mira muito mais longe do que melhorar os envelhecidos sistemas ferroviários latino-americanos.

domingo, 16 de agosto de 2015

Argentina kirchnerista perto de Rússia,
como na era da URSS e da guerra das Malvinas

Cristina Kirchner em Moscou
Cristina Kirchner em Moscou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os representantes do governo argentino, Agustín Rossi e Sergio Berni, ao longo do ano assinaram em Moscou um vasto leque de acordos de cooperação russo-argentina, informou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Nem mesmo durante a Guerra das Malvinas se tinha visto uma aproximação tão intensa.

Um dos convênios visa à realização, pela primeira vez na história, de exercícios militares conjuntos entre os exércitos russo e argentino.

Outro convênio estabelece que os policiais de ambos os países trabalharão associados na perseguição aos narcotraficantes.

O governo Kirchner vinha afastando o país de uma cooperação intensa com os EUA nessas áreas. Agora a nacionalista e bolivariana revela o destino final dessa política: se aliar ao Kremlin.

O ministro de Defesa argentino, Agustín Rossi, assinou com seu homólogo russo um acordo para a “proteção mútua da informação secreta gerada pela cooperação técnico-militar” entre os dois países.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Rússia inadimplente na Argentina!

Ministro argentino De Vido (dir.) foi para Rússia, mas não viu o dinheiro prometido.
Ministro argentino De Vido (dir.) foi para Rússia,
mas não viu o dinheiro prometido.



Vladimir Putin vem elogiando o governo nacionalista-populista de Cristina Kirchner como o seu melhor aliado na América Latina e assinou com ele dezenas de acordos, inclusive econômicos.

Mas eis que chegada a hora de sair da conversa e pôr o dinheiro prometido sobre a mesa, este não apareceu...

A Rússia não tem fama de cumprir acordos que não sejam de grande interesse para ela. Além do mais, sua economia vai se afundando aceleradamente após a invasão da Ucrânia, de um lado pelas respostas econômicas do Ocidente, e de outro, em grande medida, pela baixa cotação do barril de petróleo.

Assim, na hora combinada, o banco russo Vnesheconombank (Banco de Desenvolvimento e Assuntos Econômicos Exteriores, equivalente ao BNDES), que devia bancar com até 85% do custo da barragem de Chihuido, em Neuquén, Patagônia, não depositou os US$ 2,6 bilhões prometidos, segundo noticiou Clarín de Buenos Aires.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Argentina, Rússia (e Brasil):
afinidade ideológica dos presidentes
e desinformação dos povos

Cristina Kirchner abriu um espaço na sua torcida por Dilma Rousseff para aplaudir o seu colega ideológico Vladimir Putin
Cristina Kirchner abriu um espaço na sua torcida por Dilma Rousseff
para aplaudir o seu colega ideológico Vladimir Putin

Cristina Kirchner, presidente da Argentina, abriu um espaço na sua torcida pela reeleição de Dilma Rousseff para aplaudir o seu colega ideológico Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Numa videoconferência na cidade de Santa Cruz, Patagônia, com o déspota da Rússia em Moscou, ela inaugurou a incorporação do canal russo Russia Today à rede estatal argentina de TV Televisión Digital Aberta.

“Estamos conseguindo comunicar os dois povos sem intermediários, para transmitir os valores de cada um. Estamos contentes de incorporar à TV Digital argentina, que transmite para todo o país, o sinal de notícias russas em espanhol”, afirmou Kirchner, segundo o jornal portenho “La Nación”.

A emissora Russia Today, sediada em Washington, esteve no centro de rumorosas queixas e denúncias por falsificação de noticiário.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Putin na Argentina e no Brasil: aliança nacionalista-esquerdista anti-EUA? Balanço de um giro que acabou com um megacrime

Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje  o principal sócio estratégico da Rússia”
Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje
o principal sócio estratégico da Rússia”
De visita à Argentina, o presidente Vladimir Putin surpreendeu com declarações vazias de verdade.

“A Argentina é hoje o principal sócio estratégico da Rússia na América Latina, na ONU e no G20. Nossas abordagens das principais questões da política internacional são parecidas ou coincidentes”, disse segundo o jornal portenho “Clarín”.

As lisonjeiras palavras foram recolhidas pela agência de noticias de Cuba, Prensa Latina, antes de o líder do Kremlin embarcar para a Argentina e o Brasil, onde participou da reunião do BRICS – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

Em Cuba, o presidente russo perdoou uma dívida impagável de 10 bilhões de dólares da ilha prisão com a ex-URSS, sinal mais do que amistoso.

Seu giro latino-americano aconteceu em meio a tensões com os EUA e a União Europeia. E concluiu coincidindo com a derrubada do avião da Malaysia Airlines por um míssil de fabricação soviética manipulado por aliados de Putin ou tal vez por oficiais russos em território ucraniano.