domingo, 21 de julho de 2019

Incógnitas assustadoras
do incêndio em submarino russo

Restos recuperados por noruegueses do Kursk. O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Restos recuperados por noruegueses do Kursk.
O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A história do submarino russo AS-12 “Locharik” que pegou fogo tem algo de filme de terror, mas está envolta nas brumas misteriosas da “guerra da informação”.

Ficou fora de dúvida que esse submarino nuclear era um navio espião.

Foi feito pela Rússia para interceptar informações que transitam pelos cabos oceânicos intercontinentais – civis e militares, escreveu “O Estado de S.Paulo”.

Também pode mapear o fundo do mar procurando jazidas minerais e até agir em operações de resgate.

Porém um mistério sinistro, tal vez ficou enterrado para sempre no mar de Barents ou em algum escritório do Kremlin. O “Locharik” foi feito mesmo para vigilância avançada, coleta de dados de inteligência, leia-se espionar ou até sabotar nervos decisivos de comunicação.

Ele trabalha para a GU, principal agência da Defesa na rede russa de informações. Os 25 tripulantes são todos oficiais especializados.

O navio é secreto e fica preservado da curiosidade na base naval de Severomorsk. Desloca 2 mil toneladas e mergulha até 6,1 mil metros, bem mais que seus colegas de combate.

A propulsão é nuclear, tem 70 metros de comprimento e pouco menos de 7 metros de circunferência. Pode ser acoplado a um grande submarino de ataque Delta-3 e ser carregado até a área de atuação.

No Mar de Barents, onde um incêndio matou 14 dos 25 tripulantes, há um emaranhado de linhas-tronco de comunicações mantidas por vários serviços públicos e comerciais ocidentais.

Parte do complexo usa sistemas de fibra ótica e luz laser e é dedicado a organizações militares, como o Pentágono.

A NASA também recebe e transmite instruções estratégicas por meio desses canais digitais.

Segundo um analista da Rand Corporation, o “Locharik” só precisa estar próximo dos cabos e ativar dispositivos internos para captar suportes eletrônicos das mensagens. Sem nenhum contato físico.

Proporções do Losharik (AS-12).
Proporções do Losharik (AS-12).
Compreende-se que o Kremlin em nome do “secreto de Estado” envolva de enigmas um acidente que reavivou na Rússia a lembrança da dramática tragédia do Kursk.

Esse gigante das profundidades, repleto de armas atômicas, afundou em agosto de 2000 com 118 tripulantes. Dezenas deles poderiam ter sido salvos se Putin não recusasse a oferta de ajuda ocidental.

Mas essa foi negada por “secreto de Estado” e os cadáveres de 23 marinheiros recuperados por mergulhadores noruegueses um ano depois patentearam a patética realidade.

Eles sobreviveram num compartimento para emergências emitindo sinais de auxilio durante 48 horas e só morreram pela recusa do socorro do comando russo.

O ministério de Defesa atribuiu a morte dos submarinistas do “Locharik” à inalação de fumaça tóxica, acrescentando que o acidente aconteceu em águas territoriais russas, noticiou a agência France Press.

O ministério também afirmou se tratar de um submarino de pesquisa do meio ambiente dos fundos marinhos, informação que depois se revelaria suspeitamente incompleta.

As contradições das autoridades de Moscou foram se multiplicando ao longo dos dias como numa novela do gênero de Drácula ou de fantasias perversas.

O submarino teria voltado à base fechada de Severomorsk, a mesma de donde partiu o Kursk para não voltar, na região de Murmansk.

Segundo os jornais russos RBK e Novaïa Gazeta, o “Locharik” poderia descer até 6.100 metros de profundidade.

Segundo o jornal online russo “Open Media” e o diário “Vedomosti”, o fogo não pegou nesse submarino, mas num outro, aliás nuclear, que o transportava. “Open Media” avança os nomes dos submarinos Orenburg e Podmoskovié.

Esses imensos cetáceos de aço e morte dependem da Direção de Imersão Profunda (GUGI), uma divisão especial da Marina russa.

Localização da base de Severomorsk no Ártico russo, onde estaria o submarino acidentado.
Localização da base de Severomorsk no Ártico russo,
onde estaria o submarino acidentado.
Putin apresentou suas condolências aos parentes dos submarinistas mortos dizendo que dois “Heróis da Rússia” e sete “capitães de primeira linha”, o grau mais elevado dos oficiais russos a bordo, estavam entre os falecidos.

“Era uma lotação altamente qualificada”, acrescentou o presidente.

Decididamente, observou France Press com base nas próprias palavras de Putin, esse não era um submarino em missão científica, mas tinha um objetivo estratégico confiado a homens preparados para missões delicadas.

As qualificações da tripulação foram confirmadas pelo porta-voz do Kremlin, noticiou “El Mundo” de Madri.

Putin confirmou posteriormente que se tratava de um submarino “especial”. As condecorações póstumas foram de extraordinária relevância.

Também para o jornal espanhol, “a presencia de vários oficiais de alto rango a bordo sugere que o submarino não estava numa missão ordinária”.

O jornal “Kommersant” acresce que os tripulantes pertenciam à base naval 45707 estabelecida em Peterhof, cerca de São Petersburgo.

O secretismo oficial evoca a tragédia do submarino nuclear Kursk, joia da frota russa do Norte.

O ministro de Defesa, Serguei Shoigu, foi a Severomorsk, área militar de acesso restringido no Ártico, e fez o panegírico dos marinheiros mortos.
Mas nem soube dizer qual era seu número nem o nome do submarino enquanto a imprensa oficial falava de um submergível ultrassecreto de propulsão nuclear.

O secretismo e as imprecisões de dados e declarações levaram à mídia a se perguntar o que é que a Rússia está ocultando desta vez, escreveu “Clarín”.

Base de Severomorsk onde estaria o submarino acidentado.
Base de Severomorsk onde estaria o submarino acidentado.
Para os EUA, a missão desse tipo de naves é cortar os cabos submarinos que percorrem o fundo do mar e transmitem o fluxo colossal de dados que torna possível nossa sociedade da informação.

Se cortados, produzir-se-ia um blackout das informações de todo tipo e o Ocidente ficaria de joelhos diante de um eventual atacante.

Os EUA e funcionários militares ocidentais vem protestando publicamente pelo desenvolvimento russo de novas e secretas maneiras de intervir nos cabos transatlânticos submarinos de fibra óptica de internet e até corta-los.

Outros temem que o “Locharik” pudesse estar mexendo com a rede de sistemas acústicos no fundo dos mares que a NATO montou para rastrear submarinos ou cabos secretos.

Em 2018, os EUA acusaram Moscou de “rastrear cabos de comunicações submarinos” e impôs retaliações econômicas a uma empresa que fornecia equipamentos para trabalhar em profundidade ao Serviço de Segurança Federal da Rússia.

Porém, mais uma vez, concluiu o jornal espanhol, o Kremlin não está disposto a falar nem a fornecer explicações.



domingo, 14 de julho de 2019

Tribunal indicia assassinos de 298 passageiros,
mas familiares clamam: “Putin é culpado”

Os indiciados pelo crime de massa.
Os indiciados pelo crime de massa.
Luis Dufaur
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Três russos e um ucraniano serão levados ao banco dos réus pelo homicídio resultante do ataque a um avião de passageiros na Ucrânia, em 2014, anunciaram investigadores internacionais à imprensa internacional como a “Folha de S.Paulo”.

O voo comercial MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, e foi derrubado inexplicavelmente por um míssil russo que matou as 298 pessoas a bordo.

O julgamento começará em março de 2020, mas é provável que os acusados não compareçam à corte e sejam julgados “em ausência”, segundo anúncio dos promotores, feito na Holanda.

As autoridades da Rússia não cooperaram com as investigações, foram pegas mentindo repetidamente, e não devem entregar os indiciados.

Ordens de prisão internacional já foram emitidas, disse o promotor holandês Fred Westerbeke.

Os mísseis Buk foram flagrados em todo seu percurso até o local do disparo e retorno a Rússia
Os mísseis Buk foram flagrados em todo seu percurso
até o local do disparo e retorno a Rússia
Os acusados são os russos Igor Girkin, ex-coronel do serviço de espionagem FSB (sucessora da KGB);

Serguei Dubinksy, empregado da agência de inteligência militar GRU da Rússia;

Oleg Pulatov, ex-soldado de uma unidade de forças especiais da GRU;

e o ucraniano Leonid Kharchenko, que liderou uma unidade de combate militar na cidade ucraniana de Donetsk.

Os separatistas simpáticos à Rússia lutavam no leste da Ucrânia, na região de Donetsk sem tecnologia para cometer o crime de massa. Mas eram treinados e dirigidos por especialistas russos que tinham em território da Federação Russa os misseis para o massacre.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines se partiu em diversos pedaços ainda no ar, espalhando destroços em uma extensa área em território controlado pelos rebeldes. Ninguém sobreviveu.

Uma minuciosa investigação internacional concluiu, em 2016, que o avião foi abatido por um míssil do exército russo.

Dois anos mais tarde, os investigadores revelaram que o projétil havia saído de uma base militar russa na cidade de Kursk, ao sudoeste do país.

Cfr.: Míssil que mata, mas esclarece!

Rússia pega “com a boca na botija” do massacre do voo MH17

Os mísseis Buk foram flagrados em todo seu percurso  até o local do disparo e retorno a Rússia
Os mísseis Buk foram flagrados em todo seu percurso
até o local do disparo e retorno a Rússia
Girkin foi ministro da Defesa na República Popular de Donetsk (DNR), apoiada por Moscou. Ele era o comandante da DNR quando o avião foi derrubado, em 17 de julho de 2014.

Dubinsky serviu como vice de Girkin na DNR, e Pulatov foi vice de Dubinsky. Kharchenko estava sob o seu comando.

Os acusados não apertaram o botão que disparou o míssil, mas trouxeram o sistema antiaéreo para o leste da Ucrânia, de acordo com o time de investigadores.

Portanto, os quatro podem ser responsabilizados criminalmente pelo assassinato de 298 pessoas. A maioria das vítimas era holandesa.

Moscou nega as acusações e diz que não confia na investigação.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a investigação pretende prejudicar a reputação de Moscou.

Acredita-se que um dos acusados russos, Igor Girkin, 48, viva em Moscou, a partir de onde comenta assuntos russos e internacionais usando seu site e um canal no YouTube.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski disse esperar que os “culpados deste assassinato descarado de crianças inocentes, mulheres e homens sejam colocados no banco dos réus”.

Os parentes dos 298 passageiros e tripulação assassinados consideram que o presidente russo Vladimir Putin deveria ser incriminado pela tragédia, registrou News.com da Austrália.

Ele tornou isso possível. Ele criou a situação e é o principal responsável” declarou Silene Fredriksz-Hoogzand, cujo filho foi uma das vítimas. 38 cidadãos australianos estão na lista dos mortos.

“Ele tornou isso possível. Ele criou a situação e é o principal responsável”
“Ele tornou isso possível. Ele criou a situação
e é o principal responsável”
Moscou sempre disse que forneceria toda a informação necessária para esclarecer o caso, mas explorou sua posição de investigador para encobrir tudo o que poderia ser prova contra o Kremlin ou seus responsáveis.

O procurador chefe da Holanda Fred Westerbeke confirmou que a Rússia se negou a cooperar escondendo informação a respeito do transporte até território ucraniano do míssil Buk Telar que derrubou o MH17 e voltou às pressas à Rússia.

“Eles poderiam nos ter informado do que aconteceu. Não o fizeram. Isso não pode ser chamado de cooperação”, enfatizou.

Westerbeke acrescentou que isso era uma bofetada no rosto das famílias das vítimas.

“Nós temos agora as provas de que a Rússia esteve envolvida nesse crime”, completou.

O Secretário Geral da NATO Jens Stoltenberg declarou que “este é um importante marco nos esforços para descobrir a verdade inteira e garantir que será feita justiça pelo assassinato de 298 pessoas de 17 países”.

O ministro britânico das relações exteriores Jeremy Hunt urgiu mas sem muita esperança: “a Federação Russa agora deve cooperar plenamente com o julgamento e fornecer toda a informação que lhe for requerida”.

Obviamente, nunca é de se esperar que os maiores culpados revelem seus métodos de acobertamento.



Vídeo: Tribunal indicia assassinos de 298 passageiros, mas familiares clamam: “Putin é culpado”






domingo, 30 de junho de 2019

A “explosão da Igreja” tramada em Moscou e em cenáculos progressistas, na perspectiva de Fátima

Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica



Para Iben Thanholm (ver post anterior), a catarata de escândalos que se precipitam diante de nossos olhos é um resultado entre outros da infiltração tramada.

Os homens escolhidos pela KGB e estabelecidos na cúpula de certos círculos eclesiásticos em meados do século XX, foram responsáveis pelo recrutamento e promoção de outros homens de sua classe nos seminários.

De fato, a explosão de casos de violência sexual remonta à década de 1960, dos tempos que virou slogan até nas igrejas o “proibido proibir” sob pretexto de aplicar com fidelidade o Concílio Vaticano II.

Os religiosos abandonavam hábitos e batinas, como lhes era recomendado pelo “Pacto das Catacumbas” redigido por Dom Helder Cámara e assinado secretamente durante o Vaticano II.

domingo, 23 de junho de 2019

A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica

Bella Dodd: infiltrar o clero para 'destruir a Igreja por dentro'
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é “explodir a Igreja por dentro”





Em 1983, Youri Bezmenov, ex-responsável da propaganda soviética e ex-membro da KGB desvendou em vídeo a estratégia para afundar o Ocidente..

Mas, por dentro, sem necessidade de recorrer aos blindados do Pacto de Varsóvia.

Nessa data os jovens herdeiros de Maio de 68 doutrinados no marxismo marcusiano e gramsciano, treinados na contestação, que deviam constituir as legiões que executariam o plano, já estavam no poder nos países ocidentais que o plano russo visava.

Não só na Europa e na América do Norte, mas até na América do Sul.

domingo, 16 de junho de 2019

Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é
“explodir a Igreja por dentro”

Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
Luis Dufaur
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A jornalista dinamarquesa Iben Thranholm ligada ao site Katehon, ativa plataforma de propaganda prorrussa, fez revelações inesperadas de alguém com seu posicionamento ideológico.

Esse posicionamento torna insuspeito seu impressionante testemunho.

Ele foi extensamente comentado por Jeanne Smits, quem durante sete anos foi diretora de “Présent”, jornal que sustenta a tendência política de Marine Le Pen na França.

A jornalista dinamarquesa foca de início o testemunho de Mons. Carlo Maria Viganò sobre a rede promotora da agenda homossexual no Vaticano e em posições neurálgicas da hierarquia católica.

Tais redes chegariam até o interior da residência do Papa Francisco e envolveriam figuras como os Cardeais Parolin e Bertone, diz ela.

domingo, 9 de junho de 2019

Maior fábrica de “notícias falsas” é russa

Luis Dufaur
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“El Mundo” de Madri comemorou com não dissimulada decepção o fato de “depois de anos de silêncio ante a agressão, o paquiderme europeu começou a se movimentar” embora a ‘passos lentos’.

Referia-se à incompreensível inércia da União Europeia diante da constante ofensiva da “guerra da informação” russa.

Como há anos vimos comentando em nosso blog sem outro recurso senão a leitura e o raciocínio sobre o noticiário virtual mais respeitável, a Rússia de Putin montou uma unidade militarizada cujo objetivo é desorganizar as informações, para embaralhar o raciocínio, desorientar e, por fim, abater os povos que quer submeter.

Outrora falava-se da “paz da Varsóvia” para caracterizar a sujeição de um povo vítima reduzido ao silêncio dos mortos no cemitério.

domingo, 2 de junho de 2019

Menos da metade das famílias pode comprar algo
além de comida e roupa básicas

Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
Luis Dufaur
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Menos da metade de todas as famílias russas declara que consegue satisfazer suas necessidades básicas em matéria de alimentação e vestimenta.

O sofrido povo russo já estava acostumado a comer miseravelmente durante décadas de ditadura soviética e a portar vestimentas em mal estado nos frios inclementes do país durante longos meses do ano. E sofre agora estoicamente.

Além da sobrevivência alimentar e de vestuário, nem pensar no demais: poupança, algum móvel, eletrodomésticos, um celular, etc.

Essa miséria foi constatada em diversos relatórios da mídia – quase toda oficial – e compilados pela agencia oficial de estatísticas Rosstat, noticiou “Radio Free Europe”.

O relatório da Rosstat afirma que 48,2% das famílias está nesse patamar de necessidade. O cálculo ponderou a situação de 48.000 lares.

domingo, 19 de maio de 2019

Venezuela será base para incursões militares russas?

Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Luis Dufaur
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Enquanto a ditadura comunista-chavista na Venezuela despencava mais um degrau, John Bolton, assessor de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, confidenciou aos jornalistas que altas patentes da nomenklatura de Nicolas Maduro teriam negociado a saída do ditador, segundo “La Nación” de Buenos Aires.

Bolton pediu ao Exército venezuelano cooperar na saída pacífica do ditador.

Por sua vez, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse pela CNN que Maduro tinha um avião pronto para leva-lo a Havana.

E o influente senador republicano pela Florida Marco Rubio, comemorou o início da “fase final” da libertação da Venezuela.

domingo, 12 de maio de 2019

Álcool, droga, AIDS:
lideram corrida para a morte demográfica

Drogados na Rússia, bonecos de cera para afastar crianças do vício
Drogados na Rússia: bonecos de cera para afastar crianças do vício
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A dramática degradação da saúde pública e do número da população da Federação Russa é agravada pela ausência ou muito pobre credibilidade das estatísticas.

Essa falha impede até conceber algum plano pelo menos moderador dos sofrimentos da população.

Em 2009, se calculava que mais de 2,5 milhões de russos com idades entre 18 e 39 eram adictos a drogas ilegais, segundo o chefe do Serviço russo para o controle federal da droga, Viktor Ivanov.

Além do mais, havia 140.000 menores em centros de recuperação para drogados, noticiava a agência estatal “Novosti”.

Segundo Ivanov, perto de 30.000 russos morriam anualmente por excesso de droga. O número de decessos inclui crimes associados a essas substâncias.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Golfinhos e belugas: ‘vítimas úteis’ da agressividade de Moscou

Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Luis Dufaur
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Pescadores do ártico norueguês que moram no povoado de Inga, informaram que uma beluga branca, espécie maior que o golfinho qualificada erroneamente como baleia, começou a se esfregar em um de seus barcos de pesca, como noticiou “La Nación”.

O fato que estranhou aos pescadores é que a beluga levava amarrado um estranho arnês. Joergen Ree Wiig, da Direção Noruega de Pesca, disse que numa correia do arnês do animal marinho estava escrito “Equipe São Petersburgo”.

Além do mais, o arnês carregava uma base onde podia se instalar uma câmera.

A beluga não é um animal agressivo, é gregária, pode medir 5,5 metros e pesar 1.600 kg. No verão se reúne em grupos de até milhares de exemplares.

Sofrem muita depredação por parte dos ferozes ursos brancos, mas sua população é numerosa.

domingo, 28 de abril de 2019

Espionagem 'ilegal' de Putin surpreende Ocidente adormecido

Um ano após a tentativa de assassinato de Sergueï Skripal, os matadores do Kremlin continuam impunes
Um ano após a tentativa de assassinato de Sergueï Skripal,
os matadores do Kremlin continuam impunes
Luis Dufaur
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As investigações sobre o envenenamento quase fatal do ex-espião russo Serguei Skripal e de sua filha no Reino Unido prosseguem e acabaram de convencer o Ocidente de que Moscou não está jogando “limpo”, segundo observou o jornal de Madri “El Mundo”.

O último 'golpe' assassino dos agentes silenciosos do Kremlin pôs em ressalto a “via selvagem” dos operativos secretos de Moscou no exterior.

Confira também: Os comandos assassinos da Rússia

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Exército privado” de Putin desce na América do Sul

Kremlin encomenda homicídio e gera onda mundial de retaliações

A espionagem sempre existiu, mas Ocidente acreditava assaz tolamente que havia perdido muito de sua extensão e da ferocidade criminosa com a queda da URSS em 1989.

domingo, 7 de abril de 2019

TV russa mostra alvos para ataque nuclear aos EUA e sonha com capitulações

Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados (Captura de vídeo)
Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados
(Captura de vídeo)
Luis Dufaur
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O presidente Vladimir Putin ameaçou os EUA com um equivalente da “crise dos misseis” acontecida a propósito do envio de mísseis nucleares russos a Cuba, e que pôs o mundo à beira da guerra mundial atômica durante 13 dias (16-28 outubro de 1962).

Uma semana depois, a TV estatal voltou à carga com as ameaças enumerando os objetivos que o Kremlin atacaria em território americano em caso de conflito nuclear, noticiou o jornal de Barcelona “La Vanguardia”.

No operativo a Rússia usaria um míssil hipersônico que estaria desenvolvendo.

Segundo a agência Reuters, Dimitri Kiselyov, o âncora do Vesti Nedeli principal noticiário semanal da TV moscovita, exibiu num mapa pelo menos cinco objetivos: o Pentágono, a casa de feiras do presidente em Camp David (Maryland), centros militares como Fort Ritchie, uma base aérea em McClellan (Califórnia) e uma base naval no Estado de Washington.

domingo, 31 de março de 2019

Para não serem pegos guerreando no exterior

Soldado russo tirou selfie combatendo na Ucrânia.
Postou em rede social onde foi pego por jornalista
Luis Dufaur
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Os soldados russos ficaram proibidos de tirar selfies ou fornecer informações pessoais em redes sociais que permitam localizá-los ou identificá-los.

A lei foi aprovada esmagadoramente pela Câmara baixa da Duma, Parlamento da Rússia, com 90,7% dos votos.

Deve ser ratificada pelo Senado, onde certamente será aprovada pois atende à vontade do presidente Vladimir Putin.

Além do sigilo militar, a lei obedece a uma grave preocupação para o intervencionismo bélico russo no exterior.

domingo, 24 de março de 2019

Rússia: central mundial de malefícios satânicos?

Círculo mágico para atrair maldições contra os inimigos de Putin
Círculo mágico para atrair maldições contra os inimigos de Putin
Luis Dufaur
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A cerimônia pareceria tirada de Harry Potter, mas foi no mundo real. Aconteceu em Moscou e foi noticiada largamente pela BBC.

O círculo mágico estava composto maioritariamente de mulheres, cobertas com capuzes escuros e símbolos vermelhos nas costas, rezando fórmulas ocultistas visando um efeito demoníaco sobre a política.

“Que venha com grandeza o poder da Rússia e dirija o caminho de Vladimir Putin. Respira, ó Mae Terra, abraçando à Rússia”, invocava a chefa do grupo, Alyona Polyn, enquanto as outras bruxas pronunciavam conjuros.

O grupo de feiticeiras se denomina “Império das Bruxas mais Poderosas” e pratica apelos diabólicos, ou “círculos mágicos de poder”, para apoiar ao presidente formado na KGB.

“A gente deve apoiar a Vladimir Putin antes de qualquer coisa”, disse a feiticeira Yulia. “Queremos que os vilões [que atacam a Putin] fiquem em silêncio “, acrescentou a bruxa Irina para a agência Reuters.

As bruxas soltaram malefícios contra os inimigos da Rússia e de seu ditador.

Polyn, que diz ser a maga principal, explicou à mídia russa que suas cerimônias têm sempre o apoio do Estado e do presidente “porque ele é o rosto da Rússia”.

domingo, 17 de março de 2019

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Luis Dufaur
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A Letônia, um dos três países bâlticos que recuperaram a independência após a queda da União Soviética em 1991, se depara com um dos tantos dramas legados pela ditadura comunista.

Em concreto, discute o que fazer com os malotes repletos de fichários pessoais deixados pela KGB, a polícia secreta soviética originalmente chamada de Checa, escreveu o “The New York Times”.

Trata-se das fichas completas de 4.141 cidadãos da pequena república que teriam sido espiões ou informantes da KGB.

Sua função consistia em denunciar familiares, amigos, colegas de trabalho lhes atribuindo atividades anticomunistas. Tais denúncias poderiam lhes custar a vida, torturas ou sinistras prisões.

Por exemplo, Yuris Taskovs denunciou um vizinho que assistia pornografia alemã e que depois denunciou centenas de ativistas anti-Moscou. Taskovs está convencido de sua nojenta “façanha”: “durante 12 anos trabalhei para eles com grande entusiasmo”, como informante da KGB, disse.

domingo, 10 de março de 2019

Os comandos assassinos da Rússia

Maxim Borodin (direita) incomodou o Kremlin investigando o 'exército privado de Putin' na Síria. Apareceu morto em circunstâncias reveladoras.
Maxim Borodin (direita) investigou a ação do 'exército privado de Putin' na Síria.
Apareceu morto em circunstâncias reveladoras.
Luis Dufaur
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A misteriosa morte do jornalista de investigação russo Maxim Borodin, que apareceu na rua após cair de um quinto andar na sua cidade de Ekaterimburgo, região centro-oriental da Rússia, soou a um assassinato encomendado por causa de suas investigações sobre a atividade de mercenários russos na guerra da Síria, escreveu “Clarín” de Buenos Aires.

A polícia estadual de Sverdlovsk sugere que foi um suicídio, malgrado reconheceu não ter achado sinal algum nesse sentido.

Mas, Polina Rumiantseva, chefe de redação da agência de notícias Novy Den, onde trabalhava Borodin, acha que não houve nada do que a polícia diz.

Um amigo de Borodin, Vyacheslav Bashkov, contou em Facebook que nessa tarde o jornalista alertou que seu prédio estava rodeado por “membros das forças de segurança” com roupa camuflada e mascarados.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

“Exército privado” de Putin desce na América do Sul

Membros da milicia 'Wagner' ativos na Síria
Membros da milicia 'Wagner' ativos na Síria
Luis Dufaur
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Causou arrepio quando se tornou notório que por volta de 400 membros da “milícia Wagner” haviam desembarcado na Venezuela, oficialmente para garantir a segurança pessoal do ditador Nicolás Maduro, escreveu “La Nación”.

Maduro se gaba de estar rodeado de milhares de fanáticos chavistas armados até os dentes e prontos para dar a vida “contra o império”.

Também, os milhares de generais do exército venezuelano exuberantemente recobertos de condecorações fazem barulho jurando fidelidade ao ditador.

Porém, a História da América Latina fornece sobrados exemplos históricos para não confiar nessas bravatas.

O líder da milícia mercenária russa é o cossaco Yevgeny Shabayev. O Kremlin recruta e arma essas milícias dentro do exército russo, mas dispõe que os membros renunciem ao exército na hora de cumprir as missões sujas.

Muitos deles foram capturados na Ucrânia levando consigo os documentos que os acreditam como membros efetivos das forças armadas russas.

Veja também: Féretros de “soldados fantasmas” voltam a cemitérios russos

domingo, 27 de janeiro de 2019

Ainda mais blefes do Kremlin

O robô Boris de alta tecnologia era um disfarce
O robô Boris de alta tecnologia era um disfarce
Luis Dufaur
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A guerra da informação do Kremlin costuma veicular grandes sucessos da ciência e da tecnologia russa especialmente em armas de destruição de massa.

Essas ‘realizações’, como nos tempos da falida URSS, patenteariam que o sistema russo está na frente dos sucessos materiais, e do futuro em consequência.

Porém de cada vez não demora a aparecer – e de fonte russa – a confissão de se tratar de fraudes propagandísticas. Uma das mais recentes deu até margem ao riso.

O sistema putinista apresentou um robô humanoide no foro tecnológico Proyektoria que segundo a TV moscovita causou sensação. Mas logo verificou-se que o robô na realidade era um homem disfarçado, escreveu a página de tecnologia de “El Mundo” de Madri.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Russos duvidam sempre mais de Putin

Diminuição de apoio popular é o pior dos múltiplos índices negativos
Diminuição de apoio popular é o pior dos múltiplos índices negativos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O mal-estar com a situação na Rússia de Putin, alarma até seus mais fiéis adeptos. O chefe supremo do Kremlin não está convencendo como antes, nem mesmo fazendo exibição espalhafatosa de seu insincero cristianismo.

Em outubro (2018) Boris Tchernichov, vice-presidente do Comitê para a Educação e a Ciência no Parlamento russo, a Duma, comunicou essa preocupação ao Conselho dos Ministros, segundo matéria especial de “Le Figaro” de Paris.

Tchernichov é um deputado leal ao Kremlin e na denúncia nem mencionava o nome do presidente, mas todos entenderam que o problema minava o cerne do estado psicológico em que se apoia o dono do Kremlin.

Segundo o “Figaro”, o deputado putinista exemplificou com múltiplos casos de violência inaudita, arbitrária e até desumana de larga divulgação no país: pancadarias nas ruas, adolescentes matando uma anciã doente para transmitir o vídeo por redes sociais, etc.

domingo, 11 de novembro de 2018

Independência de igrejas cismáticas ucranianas
abala plano russo de conquista

Putin tem necessidade do Patriarcado de Moscou para satisfazer suas ânsias conquistadoras
Putin tem necessidade do Patriarcado de Moscou
para satisfazer suas ânsias conquistadoras
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O Patriarcado de Moscou sempre foi fiel e útil instrumento religioso para o expansionismo dos czares primeiro e do regime bolchevista depois, malgrado os dois lhe tenham propinado humilhante tratamento.

O mesmo faz Putin perpetuando o maquiavelismo amoral e os projetos de hegemonia imperial de seu admirado mestre Stálin.

Ele vem manipulando esse Patriarcado, espúrio mas enganosamente influente no mundo russo e alhures com esse fim.

Um dos sonhos de Moscou consiste em submeter o mundo da “ortodoxia”, quer dizer do cisma herético gerado na revolta de Constantinopla em 1054, ao governo do Patriarcado de Moscou.

Esse é controlado por agentes da ex-KGB, hoje articulados na putinista FSB encarregada das mesmas tarefas “sujas” de sua predecessora.

Os ambientes comuno-progressistas acariciam a mesma ideia, aguardando essa unificação para tentar uma quimérica fusão ecumênica entre o Ocidente representado pelo Vaticano e o Oriente representado por Moscou.

domingo, 7 de outubro de 2018

Queda moral e econômica
erode o império do Kremlin

Mulher alastra sua desgraça sob o olhar do Big Brother do Kremlin
em São Petersburgo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Malgrado algumas tênues melhoras ligadas a valorização internacional do petróleo, o barômetro da economia russa voltou a dar sinais de fraqueza, noticiou a agência Reuters.

A queda é atribuída à decadência da agropecuária e da construção civil.

Na prática a propriedade privada na Rússia continua reprimida prolongando a miséria da URSS.

O otimismo com a queda da URSS atraiu capitais nos anos ‘90 que reanimaram a atividade particular.

Putin afastou esse otimismo e restaurou a onipotência econômica do Estado concentrada na mão dos “oligarcas” a ele cegamente submissos.

Em agosto, a construção civil se contraiu 17% em relação a idêntico período do ano anterior, enquanto que o setor agroindustrial caiu 10,8%.

Os dados apontam uma “queda catastrófica” na construção e na agricultura disse Kirill Tremasov, ex-chefe de prospecção macroeconômica do Ministério de Economia.

A perspectiva é de um impacto negativo no PIB nacional.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Rússia afunda economicamente, mas esbanja em exibições militares com a China

Rússia e China mostraram-se miilitarmente aliados /td>
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nos dias 11 a 17 de setembro, o exército russo realizou os exercícios estratégicos militares Vostok-2018 (Vostok=leste) com a participação minoritária do Exército Vermelho chinês e um contingente simbólico da Mongólia.

O show teve tudo para impressionar Ocidente. Segundo o think tank britânico Chatam House – The Royal Institute of International Affaires, os exercícios testaram o nível de preparação das unidades, sua mobilidade, logística e entrosamento entre as diversas armas.

A marinha de guerra treinou no Mar de Okhotsk, no Mar de Bering e em Kamchatka.

No total, a Rússia diz que engajou 297.000 soldados dos distritos militares Central e Oriental. Segundo o ministério de Defesa foi o maior exercício coletivo na era pós-soviética desde o Zapad-1981, quando o Pacto de Varsóvia treinou a invasão da Polônia efetivada em dezembro do mesmo ano.