domingo, 17 de junho de 2018

Cardeal Mindszenty continua abençoando a Hungria

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Mesmo preso pelo regime comunista, cruelmente torturado e obrigado a ausentar-se de seu povo, jamais dobrou os joelhos diante da tirania vermelha.

Hoje em dia, quando a Hungria vem sendo perseguida por órgãos internacionais pelo fato de ter adotado uma Constituição contrária ao comunismo, ao aborto e ao “casamento” homossexual e ter rememorado as glórias de seu passado cristão, a figura do Cardeal Mindszenty paira sobre a nação como uma bênção e uma inspiração.

Até à Hungria chegam as sibilinas propostas do novo amo do Kremlin que sonha com restaurar a hegemonia da velha URSS que tanto fez derramar lágrimas de sangre ao augusto e virtuoso cardeal.

Pelo sul chegam colunas de invasores islâmicos que em séculos passados devastou a Hungria mas nunca conseguiram lhe tirar a Fé.

E, ó horror!, desde o Vaticano prossegue a Ostpolitik que quer entregar a Igreja ao comunismo, como ele próprio confidenciou inúmeras vezes.

A lembrança e a intercessão desde o Céu desse imortal Purpurado — nascido em Csehimindsent (Áustria-Hungria), em 29 de março de 1892, e falecido em Viena (Áustria), em 6 de maio de 1975 —, mantém viva a alma da gloriosa nação magiar.

Em sua honra, reproduzimos trecho de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 10-2-1974, sob o título: A glória, a alegria, a honra...

“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (S. João 10,11).
Nestes tristes dias, marcados por sua destituição [por Paulo VI] do Arcebispado de Esztergon, o Cardeal Mindszenty mais uma vez deu provas de que é um bom pastor, representante genuíno e íntegro do Bom Pastor por excelência.

Para lutar contra o comunismo, que reduziu à miséria espiritual e material as suas ovelhas, o Purpurado magiar acaba de sofrer o último sacrifício. E talvez o mais doloroso.

Comemora-se neste ano [1974] o 25º aniversário de sua encarceração pelos comunistas.

Ficou célebre a fotografia que o mostra no banco dos réus com olhar aterrado mas inquebrantável na resolução de cumprir até o fim seu dever.

O mundo inteiro viu essa fotografia, e estremeceu de horror e de admiração. Veio depois o rápido intermezzo da sublevação anticomunista.

E começou então para Mons. Mindszenty o longo cativeiro na embaixada norte-americana.

Cativeiro no qual — ó mistério! — lhe era vedado o contato até com os habitantes do edifício.

Mas, como coluna solitária no meio das ruínas de sua pátria, Mons. Mindszenty permanecia de pé, continuando na sua conduta as grandezas religiosas e nacionais do reino de Santo Estêvão, e preparando, por seu exemplo, a ressurreição de seu povo".


domingo, 10 de junho de 2018

Comunismo está vivo e ativo,
mas Ostpolitik vaticana abraça esse regime iníquo

Cardeal Josip Bozanic, arcebispo de Zagreb
Cardeal Bozanić, arcebispo de Zagreb em 1989
Luis Dufaur
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Após a queda do Muro em 1989, os representantes de treze Conferências Episcopais da Europa do Leste realizaram em Zagreb sua 3ª reunião.

No documento conclusivo da reunião sublinharam que as feridas causadas pelo comunismo continuam vivas e envenenam a vida e a sociedade dos países outrora escravizados pelo socialismo de Estado.

Grande parte dos trabalhos girou em torno do legado espiritual deixado pelos mártires do comunismo.

No encerramento, o Cardeal Bozanić, arcebispo de Zagreb, advertiu: “temos a impressão de que embora o sistema tenha parado de funcionar nas suas formas anteriores, ele se transformou e se nos afigura como um terreno envenenado no qual deveriam ter brotados frutos”.

Segundo a agência Zenit, o que mais preocupa a esses bispos é que “sua estrutura [do comunismo] permanece na legislação e no Judiciário, na economia, educação e cultura”, e especialmente, “no véu de silêncio imposto sobre os acontecimentos do passado recente".

Cardeal Mindszenty então preso na legação americana de Budapest, 1956
Cardeal Mindszenty então preso
na legação americana de Budapest, 1956
“Os 'filhos da mentira' apanharam os restos do Telão de Aço e com eles escondem e ofuscam a verdade dos fatos sobre os indivíduos e certas instituições. Alguns semeiam a divisão e a confusão”, disse ainda o Cardeal de Zagreb.

A verdade, acrescentou o purpurado, “é que o sistema comunista quebrou, mas seus restos são muito resistentes e se fazem ver promovendo as mesmas falsidades não somente por meio da política e no relacionamento com o passado, mas também na educação, a ciência e o ensino”.

Nesse contexto, o Cardeal de Zagreb sublinhou a necessidade da defesa da vida e da família.

“Não consentiremos nunca nem permitiremos um compromisso político nestas questões, pois não dependem de acordos humanos, mas da verdade central da qual nós somos a fonte”, aludindo a sua condição de bispos, que receberam de Jesus Cristo a missão de pregar o Evangelho.

Para os prelados a Igreja deve lutar “contra a tendência de calar sobre o que aconteceu realmente” sob o comunismo, e assestar um foco especial nos mártires que ele fez em ódio à Fé.

Menos de dez anos depois, por ocasião do centenário da Revolução Bolchevista, acontecida em 7 de novembro de 1917, o secretário-geral da Conferência dos Bispos Católicos da Federação Russa, monsenhor Igor Kovalevsky, fez um patético apelo retomando quase os mesmos termos.

Apelou aos cristãos ocidentais para manterem viva a lembrança dos russos que deram sua vida sob a perseguição do regime comunista da União Soviética.

“Os sofrimentos nas prisões soviéticas e nos campos de trabalho continuam sendo um problema para toda a sociedade”, afirmou Mons. Kovalevsky ao jornal católico inglês “The Tablet”.

“Foram construídos templos em memória dos que morreram pela fé, que merecem ser comparados aos mártires dos primeiros séculos do Cristianismo”. Cfr.: Católicos russos gemem diante da nova aliança Moscou-Vaticano

No mesmo período o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado completou uma visita de quatro dias à Rússia.

O Cardeal Parolin, Secretário de Estado, estreita a mão de Putin enquanto os católicos gemem pelos maus tratos do amo do Kremlin
O Cardeal Parolin, Secretário de Estado, estreita a mão de Putin
enquanto os católicos gemem pelos maus tratos do amo do Kremlin
Enquanto mais importante colaborador do Papa Francisco para as relações internacionais, o Cardeal Parolin se reuniu primeiro com o patriarca Kirill – líder do Patriarcado cismático de Moscou formado na polícia política soviética KGB.

E logo a seguir com o próprio presidente Vladimir Putin e seu chanceler, Serguei Lavrov.

De retorno a Roma o Cardeal elogiou a Rússia na Rádio Vaticana.

Os católicos russos assistiram com angustia aos abraços do representante vaticano com os perseguidores instalados no Kremlin e no Patriarcado de Moscou.

“Houve claramente um aquecimento nas relações, mas não há uma mudança na política interna e externa russa”, disse Marcin Przeciszewski, diretor da Agencia Informativa Católica na vizinha Polônia, citado pelo National Catholic Reporter. 

Também os greco-católicos da Ucrânia foram atacados pelos cismáticos russos enquanto o Patriarca de Moscou trocava sorrisos com o Cardeal Parolin.

Desde então a virada de 180º da diplomacia vaticana em favor dos regimes comunistas mal dissimulados como o da Rússia e o da China ficou escancarada.

O abandono dos fiéis católicos nesses países se fez acintosa. O Vaticano lhes deu as costas.

Mas Jesus Cristo não abandona os seus. E a Ostpolitik vaticana não demorará em perceber que quem deveras lhe deu as costas foi o Senhor Deus dos Exércitos.


domingo, 3 de junho de 2018

Suécia se prepara para a guerra pensando na Rússia

O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
Luis Dufaur
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Onde estão os refúgios anti-bombardeios? Quais alimentos estocar? Em quais fontes de informação confiar?

Essas e outras preguntas vitais em tempo de guerra estão respondidas num livreto que o governo da Suécia enviou pelo correio a todos os lares.

Ele é para ser usado em caso de conflito ou também de catástrofe natural, informou o quotidiano francês “Le Parisien”.

Não está redigido só em sueco mas em 13 línguas pensando nos imigrantes. O título é “Em caso de crise ou de guerra” e foi expedido entre os dias 28 de maio e 3 junho a 4,8 milhões de endereços, sendo que a Suécia conta por volta de 10 milhões de habitantes.

Brochura “If crisis or war comes” em inglês, arquivo .PDF


Páginas de 'Se vem a crise ou a guerra'
Páginas de 'Se vem a crise ou a guerra'
O livreto contém vinte páginas ilustradas e enuncia as principais ameaças que pairam sobre o país escandinavo: guerra, atentados, ciberataque, acidentes graves ou catástrofes naturais.

“Embora a Suécia seja mais segura que muitos outros países (...) as ameaças existem. É importante que todos saibam quais são esses perigos para se preparar”, explicou Dan Eliasson, diretor geral da Agência Sueca para a Segurança Civil (MSB), em Estocolmo, a capital.

“Um conflito militar em algum país vizinho afetará as nossas importações de mercadorias, especialmente as alimentares, ainda quando nosso território não seja atingido”, sublinhou Christina Andersson, responsável pela elaboração da brochura, que também está disponível em linha.

O anterior livreto do gênero foi impresso pelas autoridades em 1961, durante plena Guerra Fria, em meio a intenso conflito indireto entre o bloco ocidental e o bloco soviético.

A Rússia não é nomeada mas é o pior espectro.
A Rússia não é nomeada mas é o pior espectro.
A Rússia não é nomeada no fascículo mas é a primeira que veio aos espíritos a propósito do folheto.

Os responsáveis suecos temem uma agressão russa em caso de Moscou iniciar um conflito aberto com a OTAN e vise cortar as vias marítimas que ligam a Aliança Atlântica com seus membros bálticos.

A Suécia não teve guerra em seu território nos últimos dois séculos e não faz parte da OTAN, mas assinou uma Parceria pela Paz em 1994 que na prática desenvolve a cooperação militar entre a Aliança ocidental e países não-membros.

O temor da Rússia foi reavivado pela incursão de um submarino não identificado no arquipélago de Estocolmo no outono de 2014 e por numerosas incursões de bombardeiros russos no espaço aéreo sueco.

Suecos desconfiam de intrusões submarinas russas em missão secreta
Suecos desconfiam de intrusões submarinas russas em missão secreta
Desde o fim da Guerra Fria, a Suécia reduziu de modo considerável seus gastos militares,

Mas a anexação da Crimeia por Moscou mudou o modo de ver as coisas.

Estocolmo anuncio no início de março (2018) o restabelecimento do serviço militar obrigatório a partir deste verão (junho-setembro), suprimido há sete anos.

Também voltou a guarnecer militarmente a ilha de Gotland que está na linha de avançada em caso de ataque russo num conflito no Báltico.


Vídeo: Suécia se prepara para a guerra pensando na Rússia





Vídeos explicam instruções básicas (ative legendas em inglês)
ALIMENTAÇÃO (ative legendas em inglês)


COMUNICAÇÕES (ative legendas em inglês)


ÁGUA (ative legendas em inglês)


AGASALHO (ative legendas em inglês)



segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rússia pega “com a boca na botija”
do massacre do voo MH17

Equipe de Investigação Conjunta apresenta as provas de que a Rússia derrubou o voo MH17 massacrando 298 civis indefesos.
Equipe de Investigação Conjunta apresenta as provas de que
a Rússia derrubou o voo MH17 massacrando 298 civis indefesos.
Luis Dufaur
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Não pode haver mais dúvidas: o míssil BUK-Telar que derrubou o avião civil da Malaysia Airlines matando todos os 298 passageiros e tripulantes sobre o leste da Ucrânia, em 17 de julho de 2014, foi lançado por uma “brigada do Exército da Federação Russa”.

Veja: Míssil que mata, mas esclarece!


Mais concretamente pela 53ª Brigada de Mísseis Antiaéreos com sede em Kursk, Rússia, confirmou Wilbert Paulissen chefe da equipe de investigadores internacionais que trabalhou afincadamente sobre os restos do avião nos últimos quatro anos.

O pormenorizado relato apresentado em Utrecht, Holanda, pela Equipe de Investigação Conjunta foi divulgado pelas agências EFE e Reuters e foi reproduzido por numerosos órgãos de imprensa internacional como “El Mundo” de Madri e “Clarin” de Buenos Aires. .

Também foi informado pela imprensa brasileira mas com curiosa brevidade.

O fiscal holandês Fred Westerbeke, falando em sessão especial para a imprensa internacional, afirmou que os investigadores “conseguiram um grande progresso na identificação de por volta de 100 pessoas engajadas no fato”, aliás criminoso.

Porém, Westerbeke garantiu que as pesquisas “estão longe de terminar”.

No cerne do crime esteve a brigada 53 com base em Kursk, no oeste da Rússia. Em 23 de junho de 2014, quase um mês antes do atentado contra o voo MH17, um grande comboio que incluía seis veículos do Exército russo trasladando o míssil assassino até a granja desde onde foi acionado.

Números de série em restos de míssil provam que foi disparado pela 53ª brigada antiaérea russa sediada em Kursk
Números de série em restos de míssil provam que
foi disparado pela 53ª brigada antiaérea russa sediada em Kursk
Os equipamentos russos puderam ser identificados porque levavam escrito o número de identificação e foram muito fotografados. Entre eles um míssil cujos restos foram exibidos à imprensa na roda de imprensa em Haia.

O chefe dos investigadores Wilbert Paulissen, mostrou vídeos e fotografias do momento em que o comboio de veículos militares russos trasladava as seis partes do míssil e garantiu que essas imagens constituem uma autêntica “impressão digital” dos culpados.

Paulissen não quis fornecer os nomes dos militares identificados mas garantiu que serão dados a público quando se completar o circuito dos culposos. A Equipe Internacional não quer por em risco as testemunhas e os ex-membros de dita unidade russa que forneceram provas chaves.

Em qualquer caso, acrescentou, “serão levadas ante a Justiça holandesa”, que julgará o acontecido após o encerramento dos trabalhos de investigação.

Obviamente, o Kremlin, como veio fazendo Vladimir Putin desde o momento do crime, nega qualquer envolvimento. Ele até mobiliza seus agentes no Ocidente para espalhar o falso de que teria sido perpetrado pelos EUA, a Ucrânia ou algum outro país ocidental.

As mentiras agora ficaram a nu.

Investigadores colheram os restos do MH17, perto de Hrabove, Donetsk, Ucrânia e os reconstituiram na Holanda
Investigadores colheram os restos do MH17, perto de Hrabove, Ucrânia
e os reconstituíram na Holanda
Os governos da Austrália e Holanda formalizaram a acusação contra a Rússia pelo massacre, pretendem ativar os procedimentos jurídicos internacionais contra tais crimes e exigir indenização. A associação de parentes das vítimas também está se mobilizando.

Westerbeke sublinhou a recusa russa a colaborar com a elucidação do fato.

“Não recebemos informação crucial dos russos. Os investigadores pediram às autoridades russas mais informação sobre a brigada 53 e o míssil específico”, mas só ouviram um silêncio que multiplicou as suspeitas já pesadas.

“Temos um grupo de 100 pessoas no radar da investigação e temos uma ideia mais clara do papel de grande parte delas”, acrescentou. Os nomes serão confiados aos tribunais internacionais que julgarão a chacina.

Os investigadores já haviam concluído que o avião foi derrubado por um míssil BUK de fabricação russa, lançado de território ucraniano controlado pelos separatistas pró-Moscou.

Paulissen afirmou que os investigadores “verificaram que o BUK-TELAR tem certa quantidade de características únicas. Estas características servem como marca de identificação do míssil”, escreveu a “Folha de S.Paulo”.


Vídeo: Rússia pega “com a boca na botija” do massacre do voo MH17


















domingo, 20 de maio de 2018

EUA restaura II Frota
face aos temores inspirados pela “nova-URSS”

Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson anunciou a restauração da II Frota.
Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson
anunciou a restauração da II Frota.
Luis Dufaur
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O Pentágono ordenou reativar a Segunda Frota, a poderosa força naval com que a Marinha americana sulcava o Atlântico Norte durante a Guerra Fria para se precaver de um ataque surpresa soviético, informou “La Nación” de Buenos Aires.

A decisão é mais um sinal da escalada na tensão entre o Ocidente e a “nova-URSS” no momento que Vladimir Putin se faz eleger, como largamente previsto, para mais um período na presidência russa se avizinhando aos recordes de José Stalin ditador na histórica URSS.

A decisão também atende a inquietação da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar concebida para por limites à intensificação da presença militar russa no oceano que é a carótida de Ocidente.

“Voltamos numa era em que a segurança se torna mais desafiadora e complexa”, disse o almirante John Richardson, chefe de operações da Armada americana, desde o porta-aviões nuclear USS George H. W. Bush (CVN-77) o mais moderno da classe Nimitz, em Norfolk, Virgina, onde funciona a grande base naval que será o quartel da II Frota.

domingo, 13 de maio de 2018

O drama da Ucrânia desenhado por uma jovem

Luis Dufaur
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A joven ucraniana Kseniya Simonova desenha com areia o drama de seu país sob a bota soviética.

Ela ganhou o prêmio "Ukraine's Got Talent" pela animação com areia.

A habilidade da jovem impressiona o público presente nesta apresentação.

Mas, também arranca lágrimas pela evocação muda das imensas dores sofridas pelo povo ucraniano sob a pior e mais desumana ditadura ideológica da história: a do "socialismo marxista", ou "socialismo real".

domingo, 6 de maio de 2018

Filósofo francês louva esoterismo anticatólico latente na “nova-URSS”

Alexandre Havard: doutrinas de fundo anticatólico pregadas em ambientes católicos, até tradicionais.
Alexandre Havard: doutrinas de fundo anticatólico
pregadas em ambientes católicos, até tradicionais.
Luis Dufaur
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O filósofo francês Alexandre Havard integra a equipe de pensadores – vários deles frequentando ambientes ditos de direita ou extrema-direita – que trabalham para justificar aos olhos dos ocidentais as pretensões imperialistas mundiais de Vladimir Putin.

Havard é descendente de nobres russos exilados durante a revolução bolchevista e mora atualmente em Moscou.

Ele condensou certas ideias que até hoje presentes na propaganda putinista em entrevista para a “Sputnik”, órgão de propaganda  da “nova URSS” que dá continuidade à velha “Voz da Rússia” órgão radiofônico outrora notório transmissor das instruções da “velha URSS”.

Interrogado sobre o que para ele significava a religião católica, teve uma resposta surpreendente: “Para mim, é uma religião universal, onde há lugar para todos os cultos, para todas as culturas...”

Obviamente, a religião católica não é isso. Havard entende por catolicismo uma pan-religião que engloba todas as crenças, portanto as mais antitéticas, como quer certo panteísmo eivado de esoterismo.

Após fazer à Cátedra de Pedro e ao protestantismo alguns elogios que no Brasil soam para “inglês ver”, ele acrescentou:
“Frequentemente, encontro pessoas que dizem que o ecumenismo é uma heresia. Na Rússia há muitas! Eu lhes digo: caso se trate de uma heresia, então Cristo é herege!”

domingo, 29 de abril de 2018

Instrumento do Kremlin para liquidar os católicos
abraça ao Papa Francisco

O Papa Francisco e o "patriarca" russo Kiril se beijam em Havana
O Papa Francisco e o "patriarca" russo Kiril se beijam em Havana
Luis Dufaur
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“A Igreja Ortodoxa Russa foi utilizada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica Ucraniana”, mas “o clero ortodoxo [= cismático] russo ainda não se desculpou com o greco-católico pela apropriação indevida de todos os seus bens”, vem reafirmando Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito Greco-Católico ucraniano, em entrevistas como a veiculada pela agência Religious Information Service of Ukraine – RISU

“Na minha opinião, a capacidade de pedir desculpas indica uma consciência cristã, e é uma condição necessária para a chamada purificação da memória.

“Por exemplo, houve um verdadeiro arrependimento e perdão mútuo entre a nossa Igreja e a Igreja Católica Romana da Polônia.

“Eu sei de fonte segura que os bispos poloneses procuram realizar um ato semelhante de reconciliação mútua com a igreja ortodoxa russa.

domingo, 22 de abril de 2018

A Ostpolitik vaticana denunciada pelo Cardeal Korec, vítima e mártir da Igreja do Silêncio

Cardeal João Crisostomo Korec
Luis Dufaur
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Um dos cardeais que sofreram na própria pele dores de martírio pelas mãos do comunismo foi o Cardeal eslovaco João Crisóstomo Korec (1924-2015).

O Cardeal Korec deixou para história uma das maiores increpações à essa política com o comunismo soviético e que o Vaticano agora está tentando reeditar na China marxista.

O bispo mais jovem do mundo

O Cardeal João Crisóstomo Korec foi sagrado bispo secretamente na Checoslováquia quando tinha apenas 27 anos. Então era o bispo mais jovem do mundo!

A história do Cardeal Korec sob o comunismo é realmente dramática.

Ordenado sacerdote em 1950, um ano mais tarde se tornou sucessor dos apóstolos, numa cerimônia “feita às pressas, de medo que a polícia irrompesse a qualquer momento.”

Passou os nove anos seguintes trabalhando como operário numa fábrica até que em 1960 foi preso e encarcerado junto com mais seis bispos e 200 sacerdotes.

Ele foi liberado no ano de 1968 durante a chamada “Primavera de Praga”. Na época se encontrava gravemente doente.

Após a brutal repressão soviética ele continuou seu apostolado, mas sob os aspectos de um humilde gari. Em contrapartida, ele pode celebrar a Santa Missa de público pela primeira vez.

domingo, 15 de abril de 2018

Putin preside reabilitação
do maior assassino do século XX

Mulher protesta contra busto de Stalin erigido por entidade de Putin no centro de Moscou
Mulher protesta contra busto de Stalin erigido por entidade de Putin no centro de Moscou.
Luis Dufaur
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Tudo começou em 2009, quando a estação de metro Kourskaïa em Moscou foi ornamentada com a inscrição: “Foi Stalin quem nos educou na fidelidade ao povo, que nos inspirou no nosso trabalho e nas nossas realizações”, noticiou a agência France Press.

As autoridades tentaram abafar o pasmo dizendo que a estação foi restaurada em seu aspecto original: o da sinistra época stalinista.

Foi a primeira pedra. Nos últimos anos, bustos de Stalin, o ditador preferido de Vladimir Putin, vêm sendo erigidos em diversas cidades da Rússia, inclusive no centro de Moscou em setembro de 2017.

A onda é promovida pela Sociedade Russa de História Militar, instituto fundado pelo próprio presidente Vladimir Putin e dirigido pelo ministro de Cultura Vladimir Medinski.

Até então, todo 5 de março, dia da morte de Stalin, alguns magotes de velhíssimos militantes comunistas, sempre mais diminuídos, colocavam flores no túmulo do maior assassino de massa da História.

O túmulo está detrás do mausoléu de Lenin na Praça Vermelha, diante das muralhas do Kremlin. Eles eram conduzidos pelo líder do Partido Comunista Guennadi Ziuganov. Esse partido é um mofado resíduo do velho PC que na Duma nunca deixou de apoiar a Putin, mas se estiolava na insignificância.

Agora, eles se sentem revigorados pelo apoio do dono do Kremlin. O governador da região de Stavropol (sul), Vladimir Vladimirov, se orgulha de exibir sobre seu escritório um pequeno busto do maior criminoso do século XX. Ele sabe que assim ganha o favorecimento do chefe máximo.

domingo, 8 de abril de 2018

“Narcomalas” na embaixada russa
e a psy war de Putin no Mundial

Quase 400 quilos de cocaína pura em malas diplomáticas na embaixada russa de Buenos Aires.jpg
Quase 400 quilos de cocaína pura em malas diplomáticas
na embaixada russa de Buenos Aires.
Luis Dufaur
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Na embaixada russa de Buenos Aires foram sequestrados 389 quilos de cocaína ocultos em 12 malas diplomáticas. O caso vinha sendo acompanhado a nível internacional.

Ficando impossível ocultar o fato a embaixada decidiu colaborar com a polícia argentina, noticiou o diário portenho “La Nación”.

Andrey Kovalchuk, funcionário russo conhecido como “senhor K”, representante de uma empresa de charutos, assaz conhecido por seus generosos presentes, deixou as malas em dependências da embaixada onde tinha amigos.

A polícia argentina trocou a droga por farinha e agiu de modo a que o “empresário” patenteasse o percurso da droga até ser preso pela policia em Berlim, etapa com destino a Moscou.

Em Buenos Aires, foram detidos cúmplices que trabalhavam na embaixada e na própria polícia portenha.

O caso não foi o primeiro. Na Espanha e em Portugal uma operação policial conjunta permitiu sequestrar mais de uma tonelada de cocaína pura estocada para ser enviada à Rússia para vender no Mundial.

domingo, 1 de abril de 2018

Kremlin encomenda homicídio
e gera onda mundial de retaliações

Mais de 60 pessoas envenenadas na área do crime
Mais de 60 pessoas envenenadas na área do crime
Luis Dufaur
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De momento, somam mais de 120 os diplomatas russos expulsos dos EUA e de 18 países da União Europeia, além da Ucrânia, do Canadá, da Noruega e da Austrália em represaria pela tentativa de assassinato do ex-espião russo Sergueï Skripal e de sua filha Iulia.

Há outros 144 em vista, inclusive acreditados na NATO, de acordo com a France Press.

Só os EUA expulsaram 60, 12 dos quais seriam espiões ativos na ONU. Também fechou o consulado russo em Seattle que estaria perto demais de uma base de submarinos atômicos.

A Rússia revidou expulsando outros 60 diplomatas americanos e fechando o consulado dos EUA em São Petersburgo.

A primeira ministra britânica Teresa May declarou Moscou “culpado” do crime. A chancelaria russa respondeu se tratar de “uma grosseira provocação” e começou as retaliações expulsando 60 diplomáticos dos EUA e fechando o consulado americano em São Petersburgo.

domingo, 18 de março de 2018

Putin faz monumentos ao fundador do Gulag.
Vítimas contam a realidade vivida

A lembrança das incontáveis vítimas injustiçadas ainda está viva
A lembrança das incontáveis vítimas injustiçadas ainda está viva
Luis Dufaur
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“O demônio da ira de Caim, a arbitrariedade e a ferocidade mais selvagens, se ensenhorearam da Rússia nos dias em que se glorificava a instauração dos princípios da igualdade, da fraternidade e da liberdade”.

Esse é o testemunho de Ivão Bunin (1870-1953) que conseguiu fugir da Revolução libertadora do povo em 1918. Ele levou seus apontamentos redigidos no calor das revoluções, e que lhe serviram para ganhar o Nobel de Literatura em 1933, segundo descreve reportagem de “El Mundo” de Madri.

Pronunciar o nome de Ivão Bunin na Rússia comunista era suficiente para ser acusado de “propaganda antissoviética” e condenado a trabalhos forçados.

Foi o que aconteceu com Varlam Shalamov. “Você dizia que Bunin era um grande escritor russo...” começou o comissário do povo. Seu caso, então, já estava julgado e a condenação já estava lavrada.

De início, Varlam passou um mês numa cela de castigo em Dzhelgala: o alimento diário era de trezentas gramas de pão e uma xícara de água.

domingo, 11 de março de 2018

Putin reconhece empobrecimento
e intoxicação popular na Rússia

'Chaminés do inferno' como em Norilsk, provocam o enegrecimento da neve. O passado não foi mudado posto o 'atraso' da 'nova URSS' de Putin.
'Chaminés do inferno' como em Norilsk, provocam o enegrecimento da neve.
O passado não foi mudado posto o 'atraso' da 'nova URSS' de Putin.
Luis Dufaur
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Procurando fazer um bonito papel nas eleições presidências que o devem reconduzir ao poder pela enésima vez, Vladimir Putin vem prodigando promessas ao sofrido povo russo.

Ditas promessas são reveladoras da miséria em que ele mantém esse grande povo, sacrificado em benefício de suas pretensões hegemônicas mundialistas.

Segundo a agência France Press, Putin agora está garantido que pretende lutar contra a “neve negra”, ou a neve que cai com nojenta cor carregando a imensa acumulação de poluição jogada no ar por velhas fábricas soviéticas.

É claro que o macrocapitalismo publicitário há anos vem apresentando o saudosista da URSS como um campeão pela ecologia do planeta. Agora, suas próprias palavras desvendam o que de fato fez em décadas de governo.

Outro objetivo anunciado é procurar água potável para o povo e combater o “smog” ou contaminação do ar que afeta os russos, a ponto de, segundo Putin, não existir no país “nenhum local onde se refugiar”.

“É difícil falar de uma vida longa e de boa saúde quando, ainda no presente, milhões de pessoas devem beber água que não corresponde às normas, quando cai neve negra como em Krasnojarsk, e quando os habitantes dos grandes centros industriais não veem o sol durante semanas por culpa da fumaça”, disse ele no discurso anual diante da Duma, ou Parlamento.

domingo, 4 de março de 2018

Putin renova sonhos de restaurar a União Soviética

Big Brother da Rússia renova anseios de reconstituir a URSS
Big Brother da Rússia renova anseios de reconstituir a URSS
Luis Dufaur
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Num ato eleitoral no enclave de Kaliningrado, encaixado em posição estratégica entre a Alemanha e a Polônia com aceso direto ao Mar Báltico Putin afastou qualquer dúvida a respeito de sua sintonia profunda com a falida União Soviética de Lenin e Stalin.

Se ele tivesse a possibilidade de modificar a história recente da Rússia, afirmou ele, impediria o desabamento da URSS, segundo informaram as agências de imprensa russas, referidas pela agência ocidental Reuters.

Putin falou nesse enclave militar quando faltavam pouco mais de duas semanas para sua enésima reeleição à presidência já descontada após a eliminação dos opositores que podiam lhe fazer sombra.

Uma pessoa presente perguntou-lhe qual seria o evento da história russa que ele gostaria mudar e respondeu sem hesitação: “o afundamento da União Soviética”.

O todo-poderoso chefe da Rússia, já em 2005 havia definido o desmantelamento da URSS acontecido em 1991 de “a maior catástrofe geopolítica” do século XX.

Esse sonho de recuperar a URSS e lhe obter o domínio universal foi renovado por Putin no dia 1º de março, segundo nosso calendário.

Na data ele pronunciou discurso ante a Duma (Parlamento) de Moscou de importância comparável à do ‘Discurso sobre o Estado da União’ que o presidente americano profere todo ano,

Ele não só tratou de difícil situação do país cada vez mais empobrecido nos últimos anos em decorrência das aventuras militares contra a Ucrânia e as subsequentes represálias econômicas ocidentais.

Malgrado a decadência econômica ele exibiu vídeos montados em laboratórios virtuais do que seriam as armas de guerra “invencíveis” com as que tentaria assentar seu sonho de hegemonia universal, noticiou a BBC Mundo.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Jornalista tenta investigar os trolls rusos
e recebe ameaças de morte

Jessikka achou que iria investigar uma realidade como qualquer outra. E ficou apavorada com o que lhe aconteceu
Jessikka achou que iria investigar uma realidade como qualquer outra.
E ficou apavorada com o que lhe aconteceu
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A jornalista finlandesa Jessikka Aro não imaginou o que sofreria em carne própria ao pretender se informar sobre o exército de trolls russos.

Ela própria acabou contando ao jornal “Clarin” de Buenos Aires os inesperados desagradáveis que lhe aconteceram após ter tentado penetrar o mundo “dos propagandistas pro Kremlin nas redes sociais”.

Ela no imaginou que ingressaria numa guerra invisível onde as táticas consistem em assediar, desalentar, intimidar e caluniar.

O centro do campo de batalha é as redes sociais, onde os trolls – usuários contratados para assediar, criticar ou provocar – criam contas ou perfis falsos, inventam seguidores, multiplicam ataques reproduzindo-os em outras contas ou perfis fake (falsos), mentindo sem remorso.

Não se trata de uma pura novidade. Isso já existia no jornalismo. E segue existindo mas de um modo potencializado pelos recursos tecnológicos.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Rede da “guerra da informação” russa
é pega e indiciada nos EUA

Trolls falam para jornalistas
Trolls falam para jornalistas sob sigilo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Treze “soldados” e 3 associações da Rússia que integram o “exército” cibernético do Kremlin foram indiciados no dia 16 de fevereiro (2018) pela Justiça americana, informou “O Estado de S.Paulo”.

A acusação é conspirar para interferir na eleição presidencial americana de 2016 com o objetivo de minar o sistema político dos EUA e favorecer a candidatura de Donald Trump.

Os ilícitos apontados incluem disseminação de informações falsas na internet.

Também incluem a organização de manifestações, o recrutamento de ativistas e o envio de releases a veículos de imprensa por parte de uma organização secreta.

Trump defende se tratar de uma invenção de seus rivais democratas para justificar a derrota de sua candidata.

As informações das atividades russas foram fornecidas por investigação do FBI, contidas num documento de 37 páginas apresentado pelo procurador especial Robert Mueller.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

O Kremlin tenta silenciar,
mas as “heroínas do Gulag” falam

Os restos dos campos de trabalho, ou Gulag, ainda salpicam a geografia russa. Mas Putin quer que não se fale disso.
Os restos dos campos de trabalho, ou Gulag, ainda salpicam a geografia russa.
Mas Putin quer que não se fale disso.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A máquina de propaganda do Kremlin ainda hoje tenta silenciá-las, mas as “heroínas do Gulag” não temem contar os sofrimentos indizíveis que passaram na rede de campos de concentração soviéticos, ou Gulag, onde eram encerrados os “inimigos do povo”, prisioneiros políticos e opositores do regime.

No livro “Vestidas para um baile na neve” (Galaxia Gutenberg, 2017) Monika Zgustova recolheu alguns de seus estarrecedores relatos, conta reportagem de “El Mundo” de Madri.

“O complexo da fome está comigo até hoje”, lembra Janina Misik, uma das nove sobreviventes entrevistadas.

Elas eram obrigadas a trabalhar do alvorecer até o pôr do sol e só recebiam 300 gramas de pão para sustento. Por vezes lhes davam sopa de couve podre, mas quando não havia deviam se contentar com água requentada.

Como chegaram até lá?

Janina levantou-se da cama por volta das cinco da manhã de 10 de fevereiro de 1940. Homens da NKVD, predecessores da KGB e da atual FSB, berravam na sua porta.

domingo, 28 de janeiro de 2018

O comunismo é o cristianismo “sublimado” diz Putin, no ‘espírito do Vaticano II’!

`Paris bem vale uma Missa' disse Enrique IV antes de se converter para ficar rei. Para Putin a presidência da Rússia vale algumas velas. No mosteiro de Valaam.
`Paris vale uma Missa' disse Enrique IV antes de se converter para ficar rei.
Para Putin a presidência da Rússia vale algumas velas. No mosteiro de Valaam.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O presidente russo Vladimir Putin equiparou o comunismo com o cristianismo, e o culto do corpo de Lênin na Praça Vermelha com as honras prestadas às relíquias dos santos, informou sua fiel agência Sputnik.

Em entrevista reproduzida pela TV oficial Rossiya 1, Putin voltou a fórmulas já usadas por Fidel Castro e líderes marxistas ortodoxos para ludibriar os ocidentais temerosos de suas revoluções.

“Talvez eu agora fale uma coisa que não agrade a algumas pessoas, mas vou falar o que penso, declarou Putin.Vídeo embaixo.

“Houve os anos duros de combate à religião, quando eliminavam os sacerdotes, desmantelavam as igrejas.

“Mas, ao mesmo tempo, se criava uma nova religião.

A ideologia comunista é muito parecida com o cristianismo, de fato — a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a justiça — tudo isso está enraizado no Livro Sagrado.

O código do construtor do comunismo é apenas uma interpretação simplificada da Bíblia, [os comunistas] não inventaram nada de novo”, afirmou.

Putin pôs num patamar quase igual o culto dos comunistas a Lênin e a devoção dos cristãos pelas relíquias dos santos, acrescentou Sputnik.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Nuvem radioativa chegou da Rússia, mas Moscou nega

Premido pelas eleições, Putin nega tudo
Premido pelas eleições, Putin nega tudo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Ocidente teme mais um tremendo acidente nuclear na Rússia. Mais exatamente em Mayak, uma instalação que está no coração do programa nuclear russo, comentou o “New York Times”.

E não é o primeiro no local. Em 1957, 60 anos atrás, ali aconteceu um dos piores acidentes da era nuclear. Mas foi afogado no segredo de Estado a ponto que os moradores vitimados adoeciam ou morriam sem saber por que.

Naquela vez, por volta de 272.000 pessoas ficaram submetidas à radiação. Taisia A. Fomina, acabava de nascer contou o jornal de Nova York. Os pais não foram informados, ela foi irradiada enquanto dormia, ficou cega e sua mãe morreu três dias depois.

Agora, autoridades em radiação da França e da Alemanha identificaram na região sul dos Urais, no próprio local de Mayak, o provável ponto de partida da nuvem contaminada com o isótopo radioativo rutênio 106 que soprou sobre a Europa.

O rutênio 106 é produzido em usinas nucleares e não é perigoso demais, porque tem uma “vida” curta: 373 dias.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Crianças prontas para morrer por Putin

Cadete  no treino
Cadete  no treino
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Vladimir Putin é candidato a mais uma reeleição presidencial.

Aliás, Evo Morales também. Não há proximidade geográfica entre os dois. Mas sim ideológica e psicológica.

O instinto diz ao déspota que não pode largar o poder, pois as consequências pessoais podem ser irreparáveis. Falem Lula e Cristina Kirchner.

Nas últimas semanas, Putin acenou com massacres em massa no leste ucraniano – atribuindo-as à Ucrânia – e fez declarações que insinuam a guerra mundial a propósito da Coreia do Norte.

As ameaças, entretanto parecem direcionadas ao público russo. Elas visariam atemoriza-lo e aglutiná-lo em volta do atual presidente para aceitar o resultado eleitoral.

Esse resultado já deve estar pronto em algum ministério putinista. Também a aprovação pública ao ditador aumentou segundo o governo queria.

Nesse aumento de popularidade contribui o recrutamento e doutrinação de crianças-soldados. O exército carece de soldados pela acentuada queda da população e da natalidade.

Putin deitou mão de um velho recurso de ditador beirando o desespero: recrutar adolescentes e crianças para lhes dar oficialmente “educação militar e patriótica”.

domingo, 10 de dezembro de 2017

“Epidemia” de mortes estranhas dizima corpo diplomático russo

A estranha epidemia de diplomáticos russos mortos de modo inexplicado
A estranha epidemia de diplomáticos russos mortos de modo inexplicado
Luis Dufaur
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Uma estranha “epidemia” atinge o corpo diplomático russo, escreveu Alain Rodier, diretor do Centro Francês de Pesquisa e Informação (CF2R), especialista em terrorismo islâmico e criminalidade organizada, em artigo para a revista “Atlantico”.

Em menos de um ano, sete diplomatas russos perderam a vida em circunstâncias pelo menos estranhas. A morte mais conhecida aconteceu em 19 de dezembro de 2016: Andrei Karlov, embaixador russo na Turquia foi assassinado por um fanático islâmico que fingia ser policial.

A ocorrência foi testemunhada e registrada pela imprensa em um museu da capital turca. O matador alegava querer vingar-se de colegas mortos em Alepo, Síria.

Foi o único caso explicável e esclarecido. Nos outros paira a sombra da contraespionagem e da polícia secreta russa FSB, também encarregada de livrar o amo do Kremlin de adversários reais ou potenciais.

No mesmo dia, Petr Polshikov, responsável pelo Departamento Latino-americano do Ministério de Relações Exteriores, foi encontrado morto em seu departamento moscovita com uma arma na mão. A FSB falou de suicídio, mas nunca se conheceram os pormenores. No silêncio, todas as hipóteses ficaram em aberto.