domingo, 10 de novembro de 2019

A Suécia se arma em face da atividade naval russa

Submarino nuclear russo teria afundado em águas suecas
Submarino nuclear russo teria afundado em águas suecas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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Tida outrora como modelo de pacifismo e neutralidade face à Rússia, hoje a Suécia mudou e se embarcou num vasto programa de rearmamento.

Ela quer dissuadir aventuras do Kremlin. Em setembro anunciou uma taxa bancária para financiar um aumento de 35% em seu orçamento militar de 2022 a 2025, chegando ao equivalente a US$ 7,7 bilhões (R$ 32 bilhões), ou 1,5% do Produto Interno Bruto do país, informou reportagem da Folha de S.Paulo.

A Marinha reativou o quartel-general de Muskö, enorme instalação subterrânea da Guerra Fria capaz de suportar ataques nucleares.

“Nossa realidade estratégica mudou”, disse o ministro da Defesa, Peter Hulqvist, no lançamento do caça Saab Gripen na versão para o Brasil.

A Força Aérea Sueca encomendou mais 60 unidades desse avião de combate. A decisão foi apoiada pela oposição.

O temor oficial é tanto que, em 2018, o governo distribuiu panfletos a todos os suecos com orientações em caso de invasão estrangeira, fato que não acontecia desde 1961.

Saab Gripen, força aérea sueca encomendou mais 60 unidades
Saab Gripen, força aérea sueca encomendou mais 60 unidades
Abrigos nucleares foram reativados, e em 2017 o alistamento militar voltou a ser obrigatório.

Foi militarizada a estratégica ilha de Gotlândia, no Báltico, alvo tático primário em caso de conflito entre Rússia e Ocidente.

“Isso tudo é paranoia para trazer mais tropas contra o oeste da Rússia”, tentou revidar Mikhail Barabanov, analista militar russo do Centro de Análises de Estratégias e Tecnologias.

A Suécia não está na Otan e se fosse agredida por Moscou, os aliados não teriam obrigação de defende-la.

Mikhail Saakashvili, presidente da Geórgia na guerra com a Rússia de 2008, disse à “Folha de São Paulo” que a Suécia é o país nórdico mais exposto.

Saakashvili anteviu a tomada da Crimeia pelo Kremlin em 2014 e a guerra civil no leste ucraniano quando poucos acreditavam nisso.

Mikael Hölmstrom, do jornal Dagens Nyheter lembra que o oba-oba do fim da Guerra Fria em 1991 relaxou os políticos suecos, “e isso foi ingênuo”.

Nos anos 1990, as Forças Armadas caíram de 850 mil homens disponíveis para os atuais 50 mil, 30 mil deles em serviço ativo. O gasto com defesa caiu de 2,5% do PIB em 1988 para o 1% de hoje.

O Exército perdeu 93% de suas unidades e equipamento, a Força Aérea, 85%, e a Marinha, 72%.

“A guerra não pode mais ser excluída”, afirmou o Comitê de Defesa do Parlamento.

Uma nova geração de submarinos nucleares russos, da classe do desastrado Kursk,
visa recuperar o poder soviético no Atlântico Norte
A Suécia voltou a apostar no poderio aéreo e está lançando novos submarinos, estreitou a cooperação com a Otan, e participou do maior exercício militar da aliança em décadas que engajou 50 mil homens perto da fronteiriça Noruega.

O território russo mais próximo é Kaliningrado, encrave entre Polônia e Lituânia, que possui sistemas antiaéreos e de mísseis.

Moscou propagandeia que eles podem “fechar” boa parte do espaço aéreo do Báltico, mas segundo estudo da Agência Sueca de Pesquisa de Defesa, isso é relativo.

Em 2013, dois bombardeios escoltados por quatro caças russos voaram direto para Estocolmo, e só para voltar no limite das águas territoriais.

Foi um teste-simulação de um ataque nuclear.

A Rússia não fica quieta e lançou o maior exercício de submarinos no Atlântico Norte desde o fim da Guerra fria, denunciou o Estado maior norueguês.

Uma dezena de submarinos, oito deles nucleares, partiram da península de Kola, para manobras que deviam durar dois meses, segundo a televisão pública NRK, citada pela revista francesa “L’Express”.

“Há intensa atividade no Atlântico Norte”, disse o porta-voz do Estado maior norueguês Brynjar Stordal. A Rússia está conduzindo a mais vasta operação de submarinos “desde a Guerra Fria em termos de recursos engajados simultaneamente”, acrescentou.

Os submarinos russos tentam penetrar o mais longe possível sem serem percebidos no oceano pelo oeste da Groenlândia.

O submarino B-534 Nizhniy Novgorod da classe Sierra
O submarino B-534 Nizhniy Novgorod da classe Sierra
Tentam provar sua capacidade para ameaçar a costa leste dos EUA.

As autoridades russas não comunicam essas operações. A Frota do Norte apenas informou que os submarinos nucleares Nijni Novgorod e Pskov, praticaram “imersões profundas para testar certos equipamentos e armas” em águas neutrais do mar da Noruega.

São submergíveis do tipo Kondor que podem lançar mísseis de cruzeiro capazes de detectar e destruir grupes aeronavais inimigos.

Os russos consideram os porta-aviões americanos como maiores adversários no mar, explicou o site “The National Interest”.

Num conflito, esses porta-aviões podem frustrar as tentativas russas de interromper os comboios que levem reforços pelo Atlântico, bombardear a frota russa do Norte e suas bases no Círculo Ártico, além de devastar com bombas atômicas a costa da Federação presidida por Putin.

Outrora, a estratégia soviética visou construir os maiores submarinos jamais feitos, muito pesadamente armados.

Foram planejados vinte, mas só treze saíram dos estaleiros até o desastre do K-141 Kursk, que afundou o 15 de agosto do ano 2000 após explosão registrada pela Noruega como abalo sísmico, perecendo toda a sua tripulação.

A Rússia nunca explicou a morte cruel a que entregou os sobreviventes do acidente do Kursk
Moscou não explicou a morte cruel que deu aos sobreviventes do acidente do Kursk
O inquérito russo não foi convincente e tampouco as teorias conspiratórias.

O mais provável é que o estopim fosse um acidente, banal resultado de um erro químico, segundo “The National Interest”.

Mas, a incógnita perdura. Por que o governo russo não informou da catástrofe e impediu que os ocidentais agissem em tempo para salvar parte da tripulação?

Ficou demonstrado que uma parte dela refugiada em compartimento anti-naufrágio poderia ter sido salva pelos ocidentais, tendo sido ineficaz a tecnologia russa planejada para um evento desses.

Se o acidente do Kursk tivesse acontecido em meio a uma crise poderia ter sido o estopim de uma escalada que nos teria jogado na guerra.

É uma lição que inspira graves preocupações e poderia se repetir no momento atual. Há rumores não confirmados de um submarino russo desaparecido recentemente em águas nórdicas. E a Suécia está se preparando.


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Cardeal Casimiro Swiatek: o “homem de lenda”
que não será esquecido

Cardeal Casimiro Swiatek da Bielorússia
Luis Dufaur
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O Cardeal Casimiro Swiatek da Bielorússia morreu em Minsk a 21 de julho do 2011 com 96 anos de idade, engrossando a legião dos mártires do comunismo.

O Cardeal Swiatek nasceu em Valga (atual Estônia), e naquela época parte do Império Russo, em 21 de outubro de 1914.

Estudou no seminário de Pinsk (Bielorrússia) e foi ordenado sacerdote em 8 de abril de 1939

Seu sucessor e atual Metropolita de Minsk-Mohilev, Dom Tadeusz Kondrusiewicz, lembrou na homilia do funeral que sendo jovem sacerdote, o cardeal foi preso pelo Exército Vermelho e condenado à morte. Mas foi salvo pelos populares.

Em seguida, foi novamente preso e condenado a dois anos no campo de concentração de Mariinsk (Sibéria) e sete no de Vorkuta, no Ártico, onde foi forçado a trabalhar nas minas.

Cardeal Casimiro Swiatek da Bielorússia
Naquele ambiente hostil, ele celebrava secreta e heroicamente a Missa para os fiéis católicos que sofriam a iníqua pena e tinham diante de si a perspectiva da morte por extremos maus tratos.

Em 29 de outubro de 1990, a mais alta voz do Vaticano o chamou de “o homem da lenda.”

Em 1991 recebeu a sagração episcopal e em 1994 foi feito cardeal.

Em 2004, ganhou o prêmio de “Testemunha da Fé”, e João Paulo II disse a respeito dele:

“A Providência chamou a caminhar o caminho da cruz de perseguição e de solidariedade com a paixão do povo cristão que lhe foi confiada, trazendo em primeira mão a cruz de prisão, da condenação injusta, dos campos de trabalho com suas cargas de fadiga, frio, fome. “

Bento XVI recordou “a testemunha corajosa de Cristo e sua Igreja em tempos particularmente difíceis, bem como o entusiasmo derramou mais tarde, contribuindo para o caminho do renascimento espiritual deste país.”

“O Ocidente sabia e não fez nada”

O jornalista Giacomo Galeazzi lembrou que, no diário de seu cativeiro, o futuro cardeal descreveu o tremendo drama daqueles católicos esquecidos até pelos seus irmãos na Fé, mas protegidos pela mão de Deus:

“O Ocidente sabia, mas não interveio. E nós nos sentimos abandonados e desamparados”.

A Agência ACI, num despacho de 24 de julho, reproduziu suas terríveis palavras alusivas também ao clero que no Ocidente procurava se tornar amigo dos perseguidores comunistas:

“Sim, nós éramos chamamos de Igreja do silêncio e muitos no Ocidente achavam que já não existíamos”.

O herói da Fé faleceu em 21 de julho de 2011 e foi enterrado no dia 25 na catedral de Pinsk que ele próprio restaurou.

“Descanse na paz o servo bom e fiel”, conclui então a revista Ecclesia Digital.

Em verdade merece o elogio evangélico de “servo bom e fiel” porque foi herói contra o Leviatã comunista diante do qual tantos e tantos eclesiásticos e leigos se aviltam hoje procurando acordos radicalmente opostos, embora disfarçados, da Igreja Católica com regimes marxistas, explícitos ou dissimulados.


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Putin comemora com gangsters a ocupação ilegal da Crimeia

Putin viola soberania da Ucrânia escoltado pelos 'Lobos da Noite'.
Putin viola soberania da Ucrânia escoltado pelos 'Lobos da Noite'.
Luis Dufaur
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O temido grupo de motociclistas “Lobos da Noite”, também apelidados “Anjos do Inferno”, liderado pelo gangster Alexander Zaldostanov, mais conhecido como “O Cirurgião”, tem um membro e admirador – financista oculto? – que aproveita ocasiões patrióticas para se exibir integrado no grupo com fama de delitivo: Vladimir Putin.

Para o jornal La Nación, de Buenos Aires, como tivemos ocasião de comentar, o grupo constitui uma “gangue que é uma espécie de guarda pretoriana paralela do presidente russo”.

Em 2015, numa tentativa frustra de penetrar pela força na Polônia e na Lituânia, o fundador e chefe Alexandre Zaldostanov, aliás “o cirurgião”, agitava bandeiras soviéticas e bradava: “Por Stalin!”

Em 21 de fevereiro de 2015, numa marcha contra a liberdade ucraniana em Moscou, Zaldostanov incitou a “exterminar” os opositores de Putin.

E advertiu: “o medo da morte é o único que pode deter a oposição russa”.

domingo, 20 de outubro de 2019

Fraude da "Terceira Roma" visa avassalar o cristianismo mundial

Batismo de São Vladimir, o Grande, ano 988.
Viktor M. Vasnetsov (1848–1926)
Luis Dufaur
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O mundo eslavo cristão comemora todo ano o nascimento à graça divina e cristianização do histórico Principado de Kiev.

Esse tem seu ponto de partida no batismo, em 988, de São Vladimir o Grande, grão duque de Kiev e de todas as Rússias.

A ‘Rus de Kiev’, como também é conhecido, foi o núcleo cristianizado que gerou as atuais Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

A comemoração estava proibida durante a ditadura soviética e só foi retomada em 2013.

A cristianização da Ucrânia começa com o batismo, em 988, de São Vladimir o Grande, grão duque de Kiev e senhor de todas as Rússias.

Ele destruiu os ídolos pagãos, combateu a bebedeira e trabalhou pela conversão de seus súditos.

A partir de Kiev – hoje capital da Ucrânia – os sucessores de São Vladimir governaram um colossal império em gestação.

Complicados fatos históricos centralizados na revolta do Patriarca de Constantinopla contra o Papa desviaram essa imensa área de civilização para um cisma religioso.

Posto o princípio do desconhecimento da autoridade de Roma, saíram muitas outras cisões que explicam a multiplicado de igrejas mal chamadas “ortodoxas”.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

A guerra de Moscou para desequilibrar as mentes

A estratégia russa fez da informação um campo de guerra
que visa atingir as mentes
Luis Dufaur
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Uma torrente de sites e perfis até então desconhecidos invadiu há poucos aaos a Internet. Procedência: Rússia.

Margo Gontar, da escola de jornalismo da Universidade Mohyla, em Kiev, procurou imagens de crianças mortas no Google e as encontrou.

Estavam todas em sites de notícias e nas redes sociais com títulos que atribuíam as mortes a gangues fascistas ucranianas treinadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), narra um estudo de Peter Pomerantsev, publicado originalmente no jornal britânico The Guardian.

Peter Pomerantsev está especializado no tema e é autor de Nada é verdade e tudo é possível: o coração surrealista da Nova Rússia (Nothing Is True and Everything Is Possible: The Surreal Heart of the New Russia, PublicAffairs – Perseus Book, EUA, 2014, 256 páginas).

Na realidade, muitas fotos eram antigas, tiradas de crimes que nada tinham a ver com a Ucrânia, ou até mesmo de filmes.

Nos noticiários da TV estatal russa Margo achou, com muito destaque, mulheres gorduchas aos prantos e velhos falando de ucranianos que espancam cidadãos de língua russa.

Os testemunhos pareciam absolutamente autênticos. Mas Margo notou que as mesmas mulheres gorduchas e os homens machucados apareciam em diferentes noticiários, identificados como pessoas diferentes.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Explode centro russo de guerra bacteriológica que manipula varíola e Ebola

A explosão foi em 'Vektor', centro de guerra bacteriológica em Novosibirsk, terceira maior cidade russa
A explosão foi em 'Vektor', centro de guerra bacteriológica em Novosibirsk,
terceira maior cidade russa
Luis Dufaur
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A Rússia nega qualquer perigo de contágio. Mas o centro de desenvolvimento de armas biológicas “Vektor” de Novosibirsk, na Sibéria explodiu deveras, noticiou a revista francesa “L’Express”.

O laboratório concebido para uma das piores guerras já cogitadas é mais uma herança da era soviética que é mantida ativa na era de Putin.

É uma das duas únicas estruturas no mundo que contêm o vírus da varíola.

A explosão ocorreu no centro estatal de pesquisa de vírus e biotecnologia “Vektor” que também trabalha com o vírus Ebola, entre outras bactérias que se tenta potencializar para servir como arma de extermínio.

Segundo a agência de monitoramento de saúde Rospotrebnadzor a explosão a um cilindro de gás provocou o incêndio das instalações, ferindo funcionários.

As janelas foram quebradas, mas a estrutura do edifício resistiu e nenhuma substância perigosa estaria presente nas partes afetadas pelo acidente, segundo a mesma fonte.

domingo, 22 de setembro de 2019

Fim de tratado nuclear acena flagelos universais

Fim do Tratado abre um horizonte aterrador
que parece de videojogo mas não é
Luis Dufaur
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Os EUA formalizaram a saída do Tratado para a eliminação de mísseis nucleares de meio e curto alcance (INF) assinado com a União Soviética, no final da Guerra Fria, em dezembro de 1987.

Na hora que as crises de Irã e Coreia do Norte se acentuam um calafrio percorreu o hemisfério norte todo, noticiou “The New York Times”.

O pacto proibia à Rússia e aos Estados Unidos fabricar, instalar ou realizar testes de misseis de curto alcance (de 500 a 1.000 quilômetros) e de médio alcance (de 1.000 a 5.500).

O secretário de Estado estadunidense, Mike Pompeo, anunciou a retirada seis meses após denunciar o acordo em razão da negativa de Moscou de destruir um novo míssil que viola o pacto e se gabar de estar construindo outros imensamente mais destrutivos.

Há anos, Washington e Moscou se acusam de violar esse tratado assinado em 1987. Mas, a violação ficou patente quando a Rússia apresentou o Novator 9M729 (SSC-8 para a NATO) que supera 500 quilômetros de alcance.

São más notícias para a Europa, porque o Velho Continente voltará a ser o campo de jogo macabro das duas superpotências nucleares.

O fim do INF não mudará as coisas da noite para o dia, mas os dois já estão desenvolvendo novas gerações de engenhos de destruição de pesadelo que estavam proibidos.

A Rússia já está instalando-os na fronteira com a Europa do Leste. Desde Kaliningrado poderá atingir capitais como Berlim e Londres. Mikhail Gorbachev, único signatário vivo do INF declarou à agência Interfax, que o fim do tratado “dinamita não só a segurança de Europa, mas do mundo todo”.

domingo, 15 de setembro de 2019

Pacto Hitler-Stalin ainda parece em vigência

Museu do Terror comunista, Budapest
Luis Dufaur
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A Dra. Maria Schmidt, diretora do Museu Casa do Terror em Budapest, defende que os europeus ocidentais ainda não mostram muita compreensão pelas vítimas do comunismo.

Falando para a Hír TV, ela disse que para os europeus ocidentais

“há duas classes de passados: a ocupação nazista do Ocidente – que foi para eles um grande trauma, embora não tenham sofrido a ocupação do Exército Vermelho – e o tipo soviético de ditadura.

“A situação que caracteriza certos círculos na Europa Ocidental está ficando insustentável.

domingo, 8 de setembro de 2019

Francisco e Putin: “2 Papas” para se repartir os cristãos?

Agência por excelência da "guerra da informação" russa Sputnik apresenta ambos líderes unidos para "defender os cristãos pelo mundo todo"
Agência por excelência da "guerra da informação" russa Sputnik
apresenta ambos líderes unidos para "defender os cristãos pelo mundo todo"
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Parece absurdo supor que o Papa Francisco e o presidente da Federação Russa Vladimir Putin possam ser igualados com um mesmo rótulo de “Papas”.

Mas segundo o perspicaz “The New York Times”, os dois estão agindo como “2 Papas” que se repartem os dois polos em que estão se dividindo os católicos,

Como isso pode ser sequer cogitado por um jornal dessa envergadura?

Putin tem em seu favor uma máquina de guerra da informação que trabalha para fazer dele um “papa” alternativo que guia espiritualmente um novo movimento cristão.

“Posso estar dizendo uma heresia, mas Putin me parece mais um papa, pela maneira que vive o cristianismo, em comparação com aquele que para todos os efeitos deve ser o papa”, afirmou, por exemplo, Gianmatteo Ferrari, secretário de um grupo italiano pró-Rússia chamado “Associação Cultural LombardiaRussia”, noticiou o “The New York Times”

domingo, 1 de setembro de 2019

Rússia montando trens na América do Sul?

Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada
Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada. Mas há ainda trens para turistas.
Luis Dufaur
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A Russian Railways (RZD) é um macroempresa estatal da Federação Russa herdada da União Soviética. Ela arregimenta um milhão de empregados e fatura mais de US$32.000 milhões anuais, ou 1,5% do PIB russo.

88% da carga econômica e industrial é feita por esse monopólio de estado gerado em tempos soviéticos.

É completada pela Transmashholding (TMH) que fornece o material rodante para todas as vias férreas e sistemas de transporte urbanos do país.

A estatal russa aplicou 70 milhões de dólares na Argentina para reparar 24 locomotivas e 160 vagões em oficinas por ela restauradas em Bragado, província de Buenos Aires.

Aleksandr Sergeevich Misharin, subchefe geral da RZD declarou a “La Nación” que a Rússia mira muito mais longe do que melhorar os envelhecidos sistemas ferroviários latino-americanos.

domingo, 25 de agosto de 2019

População russa encolhe
no império anti-Fátima

Aborto, divórcio, droga e álcool estão consumindo a população russa
Aborto, divórcio, droga e álcool estão consumindo a população russa
Luis Dufaur
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A imoralidade anti-familiar ameaça as aspirações geopolíticas da Rússia. Em 2018 a população russa caiu em termos absolutos para 148,8 milhões de habitantes, segundo o Serviço de Estatística do Estado Russo (Rosstat).

E pelas estimativas da ONU, a Rússia perderá cerca de 8% da sua população até 2050. E não são as projeções mais alarmantes.

O Kremlin não considera essa crise demográfica do ponto de vista moral. Mas, pelo lado estritamente material: a economia e o poder militar. Pois, deles depende a ambição de projetar sua influência ideológica a todo o mundo.

O presidente Vladimir Putin quer atrair entre 5 e 10 milhões de imigrantes entre 2019 e 2025, escreveu “La Nación”.

O declínio demográfico não é desta década. Está ligado a libertação sexual, notadamente em matéria de aborto e divórcio, instalada junto com a Revolução bolchevista de 1917.

Mas, na era putinista, essa mesma imoralidade oficial, agravada pelas devastações crônicas do álcool e da droga, podem fazer naufragar os planos de dono de Moscou.

A ponto de que segundo Gregory Feifer, analista do Davis Center for Russian and Eurasian Studies na Harvard University (EUA), “o presidente Putin e o primeiro-ministro Medvedev, falaram publicamente sobre isso”.

“Mas suas políticas têm sido inadequadas para lidar com o declínio da população. E, de fato, além de seus planos para promover o nascimento, tudo o que eles estão fazendo no país é desencorajar a imigração e incentivar a emigração”, diz Feifer.

domingo, 18 de agosto de 2019

Arcebispo-mor de Kiev: “a capitulação
é uma falsa paz que fere ainda mais o povo”

Igreja atingida em Kuibyshevski, no leste da Ucrânia
Igreja atingida em Kuibyshev, no leste da Ucrânia
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“A capitulação é uma imitação de paz e uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo” declarou à agencia de imprensa ucraniana Censor.net, o chefe do rito greco-católico, Arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk de Kiev-Halych, em relação aos atritos armados que perduram nas regiões ucranianas invadidas pela Rússia. 

A longa entrevista foi também resumida pela agência “Catholic News Service” dos EUA,

Segundo a ONU pelo menos 13.000 soldados e civis morreram e 30.000 foram feridos no conflito no leste da Ucrânia.

Por volta de 60.000 soldados ucranianos permanecem em pé de guerra numa fronteira de 400 quilômetros enfrentando 35.000 milicianos separatistas, mercenários estrangeiros e unidades regulares do exército russo.

O número dos católicos abarcados pelo rito greco-católico ucraniano não cessa de aumentar inclusive nas regiões ocupadas violentamente pela Rússia, onde o invasor exige que todos os cristãos se insiram no cismático Patriarcado de Moscou.

Das três dioceses que sobreviveram desde o Império Austro-Húngaro o catolicismo ucraniano passou a ter 35 dioceses e 8 áreas metropolitanas, comparáveis a arcebispados. A última metrópole foi criada há 5 anos em Curitiba.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Míssil nuclear explode em base
e se teme novo Chernobyl

Flagrante da explosãona Rússia durante teste de míssil com combustível nuclear
Flagrante da explosão na Rússia
durante teste de míssil com combustível nuclear
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Moscou reconheceu que um míssil de propulsão nuclear explodiu em sua base de Severodvinsk, no Círculo Polar Ártico.

A explosão radioativa poderia ser comparável a uma nova Chernobyl, escreveu o jornal espanhol “El Mundo”.

Em Severodvinsk funciona uma das principais instalações de investigação e desenvolvimento da Marinha russa que constrói e testa misseis balísticos, intercontinentais e de meio alcance. Também monta submarinos nucleares e convencionais.

Só quatro dias depois da explosão nuclear, as autoridades russas reconheceram que ela esteve ligada a provas com “novas armas”.

O número das vítimas – oficialmente sete – não é confiável, mas se tratou em qualquer caso de técnicos civis e militares da base dedicados a essas tarefas.

Especialista americanos atribuem a libertação da radiação a uma falha enquanto os russos testavam o míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730.

Trata-se de uma das novas “superarmas” com que Vladimir Putin ameaçou Ocidente para compensar a força militar dos EUA no novo cenário criado pelo fim tratado de armas nucleares intermédias que retroagiu o mundo ao grau de perigo atômico da Guerra Fria.

domingo, 28 de julho de 2019

Pobreza e repressão potenciam descontentamento

Putin teve que reconhecer o empobrecimento da Rússia
Putin teve que reconhecer o empobrecimento da Rússia
Luis Dufaur
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Putin prossegue enfrentando um crescente descontentamento e teve que reconhecer que o nível de vida dos russos se degradou nos últimos anos.

E se obrigou a remediar a situação. Mas poucos acreditam na gasta promessa.

Ordenados baixos demais, aumento nos preços ao consumidor e nos serviços públicos: as queixas não acabam.

Putin confessou que a vida estava mais dura, mas pôs a culpa no Ocidente e na queda da cotação internacional do petróleo, noticiou a agência France Press.

Também defendeu medidas impopulares como a elevação da idade para a aposentadoria, aumento do ICMS, etc., mas insistiu que aumentaria o nível de vida da população que só faz baixar há anos, consertar o calamitoso sistema de saúde e a deficiente coleta do lixo.

O regime criou o programa “Linha direta” em que cada russo pode enviar sua queixa ao presidente.

As questões mais repetidas num total de 1,8 milhões foram: “uma só pergunta: quando o Sr. vai embora?”, “o que faremos quando acabe o petróleo e o gás?”, e “por favor, salve a Rússia”.

domingo, 21 de julho de 2019

Incógnitas assustadoras
do incêndio em submarino russo

Restos recuperados por noruegueses do Kursk. O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Restos recuperados por noruegueses do Kursk.
O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Luis Dufaur
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A história do submarino russo AS-12 “Locharik” que pegou fogo tem algo de filme de terror, mas está envolta nas brumas misteriosas da “guerra da informação”.

Ficou fora de dúvida que esse submarino nuclear era um navio espião.

Foi feito pela Rússia para interceptar informações que transitam pelos cabos oceânicos intercontinentais – civis e militares, escreveu “O Estado de S.Paulo”.

Também pode mapear o fundo do mar procurando jazidas minerais e até agir em operações de resgate.

Porém um mistério sinistro, tal vez ficou enterrado para sempre no mar de Barents ou em algum escritório do Kremlin. O “Locharik” foi feito mesmo para vigilância avançada, coleta de dados de inteligência, leia-se espionar ou até sabotar nervos decisivos de comunicação.

Ele trabalha para a GU, principal agência da Defesa na rede russa de informações. Os 25 tripulantes são todos oficiais especializados.

domingo, 14 de julho de 2019

Tribunal indicia assassinos de 298 passageiros,
mas familiares clamam: “Putin é culpado”

Os indiciados pelo crime de massa.
Os indiciados pelo crime de massa.
Luis Dufaur
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Três russos e um ucraniano serão levados ao banco dos réus pelo homicídio resultante do ataque a um avião de passageiros na Ucrânia, em 2014, anunciaram investigadores internacionais à imprensa internacional como a “Folha de S.Paulo”.

O voo comercial MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, e foi derrubado inexplicavelmente por um míssil russo que matou as 298 pessoas a bordo.

O julgamento começará em março de 2020, mas é provável que os acusados não compareçam à corte e sejam julgados “em ausência”, segundo anúncio dos promotores, feito na Holanda.

As autoridades da Rússia não cooperaram com as investigações, foram pegas mentindo repetidamente, e não devem entregar os indiciados.

Ordens de prisão internacional já foram emitidas, disse o promotor holandês Fred Westerbeke.

domingo, 30 de junho de 2019

A “explosão da Igreja” tramada em Moscou e em cenáculos progressistas, na perspectiva de Fátima

Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica



Para Iben Thanholm (ver post anterior), a catarata de escândalos que se precipitam diante de nossos olhos é um resultado entre outros da infiltração tramada.

Os homens escolhidos pela KGB e estabelecidos na cúpula de certos círculos eclesiásticos em meados do século XX, foram responsáveis pelo recrutamento e promoção de outros homens de sua classe nos seminários.

De fato, a explosão de casos de violência sexual remonta à década de 1960, dos tempos que virou slogan até nas igrejas o “proibido proibir” sob pretexto de aplicar com fidelidade o Concílio Vaticano II.

Os religiosos abandonavam hábitos e batinas, como lhes era recomendado pelo “Pacto das Catacumbas” redigido por Dom Helder Cámara e assinado secretamente durante o Vaticano II.

domingo, 23 de junho de 2019

A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica

Bella Dodd: infiltrar o clero para 'destruir a Igreja por dentro'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é “explodir a Igreja por dentro”





Em 1983, Youri Bezmenov, ex-responsável da propaganda soviética e ex-membro da KGB desvendou em vídeo a estratégia para afundar o Ocidente..

Mas, por dentro, sem necessidade de recorrer aos blindados do Pacto de Varsóvia.

Nessa data os jovens herdeiros de Maio de 68 doutrinados no marxismo marcusiano e gramsciano, treinados na contestação, que deviam constituir as legiões que executariam o plano, já estavam no poder nos países ocidentais que o plano russo visava.

Não só na Europa e na América do Norte, mas até na América do Sul.

domingo, 16 de junho de 2019

Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é
“explodir a Igreja por dentro”

Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A jornalista dinamarquesa Iben Thranholm ligada ao site Katehon, ativa plataforma de propaganda prorrussa, fez revelações inesperadas de alguém com seu posicionamento ideológico.

Esse posicionamento torna insuspeito seu impressionante testemunho.

Ele foi extensamente comentado por Jeanne Smits, quem durante sete anos foi diretora de “Présent”, jornal que sustenta a tendência política de Marine Le Pen na França.

A jornalista dinamarquesa foca de início o testemunho de Mons. Carlo Maria Viganò sobre a rede promotora da agenda homossexual no Vaticano e em posições neurálgicas da hierarquia católica.

Tais redes chegariam até o interior da residência do Papa Francisco e envolveriam figuras como os Cardeais Parolin e Bertone, diz ela.

domingo, 9 de junho de 2019

Maior fábrica de “notícias falsas” é russa

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“El Mundo” de Madri comemorou com não dissimulada decepção o fato de “depois de anos de silêncio ante a agressão, o paquiderme europeu começou a se movimentar” embora a ‘passos lentos’.

Referia-se à incompreensível inércia da União Europeia diante da constante ofensiva da “guerra da informação” russa.

Como há anos vimos comentando em nosso blog sem outro recurso senão a leitura e o raciocínio sobre o noticiário virtual mais respeitável, a Rússia de Putin montou uma unidade militarizada cujo objetivo é desorganizar as informações, para embaralhar o raciocínio, desorientar e, por fim, abater os povos que quer submeter.

Outrora falava-se da “paz da Varsóvia” para caracterizar a sujeição de um povo vítima reduzido ao silêncio dos mortos no cemitério.

domingo, 2 de junho de 2019

Menos da metade das famílias pode comprar algo
além de comida e roupa básicas

Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Menos da metade de todas as famílias russas declara que consegue satisfazer suas necessidades básicas em matéria de alimentação e vestimenta.

O sofrido povo russo já estava acostumado a comer miseravelmente durante décadas de ditadura soviética e a portar vestimentas em mal estado nos frios inclementes do país durante longos meses do ano. E sofre agora estoicamente.

Além da sobrevivência alimentar e de vestuário, nem pensar no demais: poupança, algum móvel, eletrodomésticos, um celular, etc.

Essa miséria foi constatada em diversos relatórios da mídia – quase toda oficial – e compilados pela agencia oficial de estatísticas Rosstat, noticiou “Radio Free Europe”.

O relatório da Rosstat afirma que 48,2% das famílias está nesse patamar de necessidade. O cálculo ponderou a situação de 48.000 lares.

domingo, 19 de maio de 2019

Venezuela será base para incursões militares russas?

Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Luis Dufaur
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Enquanto a ditadura comunista-chavista na Venezuela despencava mais um degrau, John Bolton, assessor de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, confidenciou aos jornalistas que altas patentes da nomenklatura de Nicolas Maduro teriam negociado a saída do ditador, segundo “La Nación” de Buenos Aires.

Bolton pediu ao Exército venezuelano cooperar na saída pacífica do ditador.

Por sua vez, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse pela CNN que Maduro tinha um avião pronto para leva-lo a Havana.

E o influente senador republicano pela Florida Marco Rubio, comemorou o início da “fase final” da libertação da Venezuela.