domingo, 11 de novembro de 2018

Independência de igrejas cismáticas ucranianas
abala plano russo de conquista

Putin tem necessidade do Patriarcado de Moscou para satisfazer suas ânsias conquistadoras
Putin tem necessidade do Patriarcado de Moscou
para satisfazer suas ânsias conquistadoras
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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O Patriarcado de Moscou sempre foi fiel e útil instrumento religioso para o expansionismo dos czares primeiro e do regime bolchevista depois, malgrado os dois lhe tenham propinado humilhante tratamento.

O mesmo faz Putin perpetuando o maquiavelismo amoral e os projetos de hegemonia imperial de seu admirado mestre Stálin.

Ele vem manipulando esse Patriarcado, espúrio mas enganosamente influente no mundo russo e alhures com esse fim.

Um dos sonhos de Moscou consiste em submeter o mundo da “ortodoxia”, quer dizer do cisma herético gerado na revolta de Constantinopla em 1054, ao governo do Patriarcado de Moscou.

Esse é controlado por agentes da ex-KGB, hoje articulados na putinista FSB encarregada das mesmas tarefas “sujas” de sua predecessora.

Os ambientes comuno-progressistas acariciam a mesma ideia, aguardando essa unificação para tentar uma quimérica fusão ecumênica entre o Ocidente representado pelo Vaticano e o Oriente representado por Moscou.

Vendo-os cair nessa fantasia, Putin esfrega as mãos de maquiavélico estratego.

Mas, agora, o plano sofreu um inopinado golpe.

Bartolomeu I, autoproclamado patriarca ecumênico da “Nova Roma” (Constantinopla) e “primeiro entre iguais” entre as cismáticas Igrejas Ortodoxas, reconheceu a “autocefalia”, ou independência, das igrejas cismáticas na Ucrânia. A decisão foi adotada durante um Sínodo na islâmica Istambul.

Bartolomeu está reduzido à última expressão eclesial, quase sem seguidores na muçulmana Constantinopla (Istambul para os turcos). Conserva, porém, no mundo cismático, o triste prestigio de continuador doe Fócio e Miguel Cerulário fautores principais do péssimo grande cisma do Oriente.

Para Kiev, a decisão de Bartolomeu I foi um sucesso político contra o ativismo putinista do Patriarcado de Moscou, escreveu “The Guardian” de Londres.

Dito Patriarcado defende a ilegal anexação da Crimeia e o apoio russo aos separatistas do leste ucraniano, pois essa é a vontade política do chefe inescrupuloso do país.

Se a vontade do omniarca mudasse para o outro lado, o Patriarcado entortava a língua na hora.

Os Patriarcas Bartolomeu de Constantinopla e Kiril de Moscou ontem se abençoavam.
Agora se amaldiçoam. Quanto durará? O prejudicado é Putin
“A decisão [de Bartolomeu] desmentiu as ilusões imperialistas e as fantasias chauvinistas de Moscou”, comemorou o presidente ucraniano Petro Poroshenko.

“Está em jogo a nossa independência, nossa segurança nacional, nossa soberania, é uma questão de geopolítica mundial”, acrescentou.

O gesto de Bartolomeu soou como uma bofetada no rosto do próprio Putin. Um porta-voz do Kremlin reconheceu que o líder russo se sente “extremamente atingido” e que seu regime “defenderia os interesses dos crentes ortodoxos” na Ucrânia em caso de “ações ilegais”.

Ele já usou sofismas análogos para invadir a Crimeia.

A ideia de Putin e dos ideólogos a seu serviço é que há um único “mundo russo” com uma única igreja e uma única cultura representada pelo Patriarca Kiril de Moscou, ele também agente treinado pela polícia secreta soviética KGB.

Kiril ameaçou romper relações com Bartolomeu. A disputa do ponto de vista religioso é tão medianamente relevante quanto a ruptura entre dois arcebispos protestantes. A verdadeira gravidade e impacto da fratura se faz sentir no expansionismo político e militar russo.

O bispo Hilarion Alfeyev, espécie de ministro de relações exteriores do Patriarcado de Moscou, se encontrava em Roma assistindo ao Sínodo da Juventude e correu a implorar o auxílio do Papa Francisco, segundo o site desse Patriarcado.

O pontífice o recebeu prontamente "num clima de amabilidade" não se tendo dados sobre o combinado entre ambos.

A independência dos cismáticos ucranianos não só rebaixa ainda mais as expectativas do ecumenismo, mas expõe de modo até desprestigiante as divisões internas entre os cismáticos.

O Patriarcado de Moscou correu a pedir o auxílio do Vaticano para manter o controle cismático da Ucrânia
O Patriarcado de Moscou correu a pedir o auxílio do Vaticano
para manter o controle cismático da Ucrânia
Ela pode levar cristãos sinceros em direção à Igreja Greco-Católica já muito numerosa na Ucrânia. Mas esse seria visto como um movimento espiritual ("uniatismo") condenado em declaração conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Kiril na Declaração de Havana. Confira: Declaração de Havana: vitória do Kremlin será efêmera

Mas, em sentido contrário, o povo ucraniano mais ligado ao cristianismo do que às novas teorias pseudo-religiosas, parece não ter tomado conhecimento dessa fátua proibição.

Hilarion protestou pela TV russa: “nós não reconheceremos essa autocefalia, e não teremos outra opção senão cortar as relações com Constantinopla.

“O patriarca de Constantinopla não terá mais o direito de ser tratado de líder dos 300 milhões de ortodoxos do planeta. Pelo menos a metade desses não o reconhecerá em absoluto”.

É claro que o Patriarcado de Moscou, e o próprio Hilarion, têm menos ainda autoridade para exigirem para si o reconhecimento enquanto líderes dos ortodoxos do planeta.

Enquanto se propaga o desentendimento nas seitas dirigidas por Moscou, as igrejas cismáticas ucranianas tendem a se unir para se livrar da escravidão que exigem os vassalos do dono do Kremlin.

Hilarion também esbravejou contra um suposto complô americano por trás do fato, segundo a velha e gasta fórmula da propaganda soviética.

Filarete, autoproclamado Patriarca de Kiev após ser metropolita na Ucrânia a serviço do Patriarcado de Moscou nos tempos da falida URSS, hoje é um áspero crítico do presidente russo, chegando a dizer que está possuído por Satanás, segundo noticiou a agência Forbes.

Injúrias do gênero são muito frequentes no “mundo da ortodoxia” onde pode se discutir quem pertence e em que medida – maior ou menor – ao pai da mentira.

O valor dos impropérios mútuos é mais ligado à dependência de cada um da renovada KGB e à sua transformação em ações de força policial da FSB.

Filarete foi um oficial da polícia secreta russa e leal servidor do estado ateu soviético. Hoje o jogo político mudou. Ele discrepa de Putin por razões patrióticas e a KGB e a FSB não têm poder efetivo na Ucrânia, excetuados os atentados.

O desprestígio trazido pelas fraturas entre cismáticos favorece o apostolado dos greco-católicos ucranianos já muito numerosos
O desprestígio trazido pelas fraturas entre cismáticos
favorece o apostolado dos greco-católicos ucranianos já muito numerosos
Putin tem necessidade de aparecer e se fotografar com membros do alto clero, qualquer que seja a religião, mas com muita insistência com os chefes do Patriarcado de Moscou, especialmente do patriarca Kiril. E também com o Papa Francisco.

Isso é um requisito chave da propaganda para seduzir o povo russo, e aos “idiotas úteis” do Ocidente.

Putin multiplica suas manifestações públicas de “fé” por ânsia de poder. Ditos gestos não influenciam a prática religiosa dos russos.

É fato que as práticas religiosas crescem enormemente na Rússia, mas é por fora das encenações do líder do Kremlin e dos bispos do Patriarcado de Moscou.

Almocei várias vezes com um jovem universitário moscovita de passo em São Paulo. Ele me contou que sua família era “ortodoxa” mas só pisava a igreja na Páscoa. E que fugia de qualquer contato com o clero “ortodoxo” porque não acreditava em seus sacerdotes.

Explicou-me que entre os fiéis cismáticos russos esses clérigos têm fama de mafiosos, de pessoas perigosas das quais é bom ficar longe.

Exemplificou-me com o Patriarca Kiril que, segundo ele, anda rodeado de guarda-costas em carros blindados em virtude de escuras lutas pelo controle do tráfico de tabaco.

O povo liga intensamente seu sentimento religioso à identidade nacional e por isso Putin o explora, explicou a agência Forbes.

Putin sabe que precisa explorá-lo se quiser se perpetuar no poder.

Por isso, acrescenta Forbes, o presidente ucraniano Poroshenko pode dizer que a decisão de Bartolomeu põe em cheque as 'ilusões imperiais' do ditador russo.

No total, a declaração de Bartolomeu implicou numa vitória política para a Ucrânia, numa perda para a Rússia e seu esforço de projeção mundial.

Está trazendo também uma diminuição do prestígio de Putin no interior de seu próprio país.



domingo, 7 de outubro de 2018

Queda moral e econômica erodem o império do Kremlin

Mulher alastra sua desgraça sob o olhar do Big Brother do Kremlin
em São Petersburgo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Malgrado algumas tênues melhoras ligadas a valorização internacional do petróleo, o barômetro da economia russa voltou a dar sinais de fraqueza, noticiou a agência Reuters.

A queda é atribuída à decadência da agropecuária e da construção civil.

Na prática a propriedade privada na Rússia continua reprimida prolongando a miséria da URSS.

O otimismo com a queda da URSS atraiu capitais nos anos ‘90 que reanimaram a atividade particular.

Putin afastou esse otimismo e restaurou a onipotência econômica do Estado concentrada na mão dos “oligarcas” a ele cegamente submissos.

Em agosto, a construção civil se contraiu 17% em relação a idêntico período do ano anterior, enquanto que o setor agroindustrial caiu 10,8%.

Os dados apontam uma “queda catastrófica” na construção e na agricultura disse Kirill Tremasov, ex-chefe de prospecção macroeconômica do Ministério de Economia.

A perspectiva é de um impacto negativo no PIB nacional.

Fila por vodka: os vícios só pioraram na era de Putin
Fila por vodka: os vícios só pioraram na era de Putin
Quando Putin assumiu o poder, no início do ano 2000, o setor privado respondia por 89% do PIB russo, escreveu o jornal paulista “O Estado de S.Paulo”.

Mas, os números mais recentes apontam um crescimento desmesurado do estatismo a ponto do setor público representar o 71% do PIB.

Oficialmente o desemprego está em torno de 5% e a inflação está em 2,5% ao ano, se os números oficiais são verdadeiros. A dúvida provém do fato de que mais da metade dos russos diz viver na pobreza.

O dinheiro porém não falta para fabulosas despesas militaristas como a Vostok-2018.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Rússia afunda economicamente, mas esbanja em exibições militares com a China

Rússia e China mostraram-se miilitarmente aliados /td>
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nos dias 11 a 17 de setembro, o exército russo realizou os exercícios estratégicos militares Vostok-2018 (Vostok=leste) com a participação minoritária do Exército Vermelho chinês e um contingente simbólico da Mongólia.

O show teve tudo para impressionar Ocidente. Segundo o think tank britânico Chatam House – The Royal Institute of International Affaires, os exercícios testaram o nível de preparação das unidades, sua mobilidade, logística e entrosamento entre as diversas armas.

A marinha de guerra treinou no Mar de Okhotsk, no Mar de Bering e em Kamchatka.

No total, a Rússia diz que engajou 297.000 soldados dos distritos militares Central e Oriental. Segundo o ministério de Defesa foi o maior exercício coletivo na era pós-soviética desde o Zapad-1981, quando o Pacto de Varsóvia treinou a invasão da Polônia efetivada em dezembro do mesmo ano.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

“Mudança de paradigma”:
mil anos após o “Batismo de Kiev”,
o Vaticano dá as costas aos católicos ucranianos

Papa Francisco e 'Patriarca' Kiril assinam em Havana
acordo que inclui evitar conversões ao catolicismo de rito ucraniano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um aspecto lancinante e apocalipticamente trágico da “mudança de paradigma” empreendida pelo Papa Francisco vem sendo dissimulado por alguns de seus admiradores, e por artífices da velha política de aproximação com os governos marxistas ou Ostpolitik.

Mas é apontado pelos melhores entendidos da política internacional: a virada de costas do Pontífice ao Ocidente e seus braços estendidos ao pior inimigo da ordem ocidental e cristã: a Rússia.

Sim a Rússia que Nossa Senhora em Fátima apontou como o flagelo que se abateria sobre o Ocidente se esse não abandonava a estrada dos maus costumes fazendo penitência.

Infelizmente, o mundo não se corrigiu e os resultados estão à vista de todos. Com inúmeras astúcias, o flagelo russo se está então abatendo nos convidando ao arrependimento.

Num artigo para a revista Catholic Herald da Grã-Bretanha (27.7.2018), o Pe. Raymond J. de Souza, da arquidiocese de Kingston, Canadá, e editor de convivium.ca, indagou se a diplomacia vaticana seria culpada de uma abjeta capitulação diante de Vladimir Putin,.

A matéria deve ser abordada com o maior respeito. Ela foi tratada até pelo vaticanista americano John Allen, simpatizante da Ostpolitik vaticana com a Rússia. Allen fez aflorar críticas até agora reprimidas em setores eclesiásticos próximos do Pontífice, segundo o Pe. de Souza.

Allen apontou que o Papa Francisco se mostra um aliado de Putin na Síria, onde o dono do Kremlin é ativo chefe de guerra em favor do presidente Bashar al-Assad, herdeiro de uma velha aliança com a União Soviética.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Putin, Fátima & Viganò: uma reflexão incontornável

O ex-Cardeal Theodore McCarrick no fulcro das denúncias do arcebispo Carlo Viganò
O ex-Cardeal Theodore McCarrick
no fulcro das denúncias do arcebispo Carlo Viganò
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A jornalista holandesa Jeanne Smits foi durante 14 anos gerente e diretora do jornal “Présent”, diário porta-voz do partido Front National de Jean Marie Le Pen e continuadores.

Nesse longo período privou com os representantes da “extrema direita” francesa que hoje são cortejados e até financiados pela Rússia de Vladimir Putin.

Conhecendo-os de perto, constatou que não eram bem como diziam ser e estavam trabalhados por um servilismo alarmante em relação aos ideólogos do dono do Kremlin.

Agora, diante da tempestade de escândalos no pontificado do Papa Francisco I relativa às uniões maritais ilegítimas e LGBT, Jeanne publicou uma consideração original em seu site Reinformation.tv ligando os referidos escândalos às advertências trágicas de Nossa Senhora em Fátima e à expansão dos “erros da Rússia”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O que impede esclarecer
os criminosos segredos da repressão comunista?

Emblema da STASI (Ministério de Segurança do Estado, Alemanha comunista)
Emblema da STASI (Ministério de Segurança do Estado, Alemanha comunista)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O que foi de meu pai, de meu irmão ou de meu avô, levados um dia pela polícia secreta comunista e que nunca voltei a ver? Onde foi enterrado? Teve sepultura?

Perguntas doloridas como essas povoam as mentes de incontáveis vítimas do regime soviético na Rússia e na Europa Oriental. E suscitam obviamente o desejo de algo que apazigue a dor de alma.

Um estudante universitário moscovita que fazia um curso em São Paulo contou-me que em pleno “expurgo” estalinista, um andar inteiro da administração soviética em Moscou foi invadida por um esquadrão de agentes da NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos, depois mudou de nome), encarregada dos campos de concentração, espionagem e repressão em geral.

Entre os funcionários estava o avô do rapaz. Todos foram levados, ninguém pode pegar qualquer coisa ou avisar os parentes. Acabaram sumindo no sinistro arquipélago de campos de trabalho forçado, não se sabe onde.

Décadas depois, a avó do jovem, recebeu uma carta do governo, informando que a operação foi um “erro” e apresentava desculpas oficiais.

Ninguém da família nunca mais soube como acabou o antepassado. Nesse ponto do relato, o jovem não pode seguir, engoliu uma garfada e mudou de assunto.

Compreende-se que muitos outros queiram saber pelo menos algo de seus seres queridos desaparecidos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Há 50 anos, tanques soviéticos esmagavam Praga.
Mas a cobra marxista quer voltar hoje no Brasil!

1968: manifestantes enfrentam tanques soviéticos em Praga.
1968: manifestantes enfrentam tanques soviéticos em Praga.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Há 50 anos, na noite de 20 para 21 de agosto de 1968, a capital da Checoslováquia acordou com um estrépito inusual até para aqueles agitados dias.

O sinistro barulho era produzido por 2.300 tanques de 29 divisões blindadas do Exército Vermelho que violaram a fronteira oriental do país.

Na invasão denominada “operação Danúbio” participavam outras unidades da aliança militar comunista Pacto de Varsóvia, hoje substituída sorrateiramente por novos pactos concebidos por Vladimir Putin.

Soldados poloneses, húngaros, búlgaros e alemães do Leste totalizavam 200 mil combatentes instruídos para esmagar mais uma revolta popular na Europa Oriental socialista ocupada pela URSS, segundo longa reportagem do “Clarin”.

Doze anos antes, um heroico levantamento anticomunista e patriótico na Hungria fora afogado em sangue e fogo. Mas a revolta de checos e eslovacos foi diversa.

As manifestações estudantis, sabotagens e greves começaram meses antes deixando o balanço final de mais de uma centena de mortos e de 300 mil exiliados imediatos.

A chamada “Primavera de Praga” ecoava o Maio de 68 francês e as revoltas pacifistas nos EUA enquanto o exército americano passava apertado pela enlouquecida ofensiva da guerrilha comunista dos vietcongues.



A nível popular, a revolta de Praga foi a sublevação de um povo que se queria libertar do opressor marxista.

Mas, o nobre povo era guiado por líderes suspeitos. Eles cultivavam a semente de uma planta peçonhenta: a de um comunismo “autogestionário”, verdadeira meta da utopia marxista até então nunca concretizada.

Essa meta acabou inscrita na Constituição da URSS de 1977 e foi apresentada ao mundo décadas depois como fruto sedutor da perestroika de Mikhail Gorbachev.

Lê se no preâmbulo da Constituição russa de 1977 que

“o objetivo supremo do Estado soviético é edificar a sociedade comunista sem classes, na qual se desenvolverá a autogestão social comunista”

(Constitución — Ley Fundamental — de Ia Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas, de 7 de outubro de 1977, Editorial Progreso, Moscou, 1980, p. 5).

Quando o supremo líder russo anunciou o fim da URSS em 26.12.1989, pensava na extinção de Mamute esclerosado das “Repúblicas Socialistas” e na implantação do “comunismo novo” que no Ocidente havia sido anunciado pelo presidente socialista francês François Mitterrand.

A manobra autogestionária não deu certo nem na Rússia nem na República Checa, como tampouco na França, na Polônia e onde tentou se implantar.

Mas na Checoslováquia, a utopia fervia em círculos intelectuais. Desde 1953, Antonin Novotny, ‘laranja’ do comunismo soviético, tiranizava o país. Os soviéticos fizeram dele o fiel ditador o presidente do Estado desde 1957.

Novotny acabou abandonando o poder em inícios de 68. Alexander Dubcek assumiu a secretaria geral do Partido Comunista e seu nome ficou associado à insurreição.

A “Primavera de Praga” propôs por enésima vez a enganação de um “socialismo de rosto humano”.

Essa falácia voltaria a ser repetida na América Latina, e no Brasil. Notadamente no Chile com o presidente comunista Salvador Allende derrubado por golpe popular-militar em 1973.

No Brasil foi o cerne do “Lula paz e amor”: um socialismo “cristão” no gosto da CNBB que não começou fuzilando burgueses como a Rússia de Lenine.

Milhares de pessoas saíram às ruas contra a invasão soviética
Milhares de pessoas saíram às ruas contra a invasão soviética
Mas que acabaria jogando o Brasil na violência, o caos e a miséria anárquica da Venezuela de Maduro, onde Chávez tentou estabelecer as bases do “socialismo autogestionário”.

Na Rússia, a mentira do “socialismo com rosto humano”, autogestionário e profundamente igualitário foi grande cartada de Mikhail Gorbachev.

A fórmula gorbacheviana recolheu as propostas dos ideólogos checos do comunismo novo: “terceira via”, reformas econômicas pelo igualitarismo total nas fábricas, liberdade religiosa para a Igreja Nova que tinha surgido do Concílio Vaticano II, fim da censura à imprensa que no Ocidente tinha se voltado para a esquerda, entre outras coisas.

No interior do PC checo e, sobre tudo do PC russo, essas reformas não foram vistas com bons olhos.

Os ortodoxos “leninistas” percebiam que o povo simples não entendia nada dessas construções ideológicas. Simplesmente queria se livrar do comunismo como um cachorro chacoalha a água do banho.

Se para essa libertação era necessária uma fase ignota dita “autogestionária”, o povo a suportaria e no fim acabaria a jogando fora com o sabão do banho.

Ajuda a compreender o caso aquilo que se deu na Polônia. O badalado sindicato Solidariedade liderado por Lech Walesa mobilizou massas contra a ditadura comunista prometendo a “autogestão”. Moscou deixava-o jogar até o ponto de Walesa se beneficiar sem represálias das bênçãos públicas do Vaticano.

O sindicato Solidariedade liderou a derrocada do comunismo soviético que oprimia a Polônia. Lech Walesa ficou presidente e tentou seu projeto “autogestionário”, ou “comunismo de rosto humano”.

O povo polonês acabou lhe dando um pontapé e hoje Walesa e seus sonhadores estão chorando as mágoas amparados pelas esquerdas ocidentais. A Polônia é católica e quer os princípios cristãos tradicionais da religião, da família e da propriedade.

Tanques soviéticos esmagam "Primavera de Praga"
Em 68, os intelectuais da “Primavera de Praga” redigiram o manifesto “Duas Mil Palavras” (Dva Tisíce Slov), questionando o rol hegemônico do Partido Comunista, exigindo a reabilitação dos prisioneiros políticos, pedindo uma TV aberta e liberal para fazer sua revolução da imoralidade como hoje fazem as TVs como a Globo no Brasil.

Mas os leninistas do Kremlin comandados por Breznev foram perspicazes: isso daria num “ato contrarrevolucionário”. E ordenaram a invasão cruenta.

Dubcek foi obrigado a trabalhar de jardineiro. O atleta campeão Emil Zatopek ficou gari. Cineastas e escritores do novo comunismo foram melhor tratados e deixados partir para o exílio.

O banho de sangue da Budapeste sinceramente anticomunista e patriótica de 1956, não se repetiu bem no movimento popular checoslovaco de 1968.

Mas a “Primavera de Praga” levantou uma bandeira entre os súditos obedientes de Moscou.

Muitos intelectuais e simpatizantes comunistas se afastaram das mofadas fórmulas filosóficas de Karl Marx e dos facinorosos conselhos táticos de Vladimir Lênin.

Os maiores Partidos Comunistas do Ocidente, notadamente os mais poderosos da Franca e da Itália, anunciaram novas vias, como o “eurocomunismo”.

Só a Cuba de Castro – a “ilha do diálogo” segundo o Papa Francisco – se manteve fiel ao crime de Estado, cópia da URSS.

Nada sobrou do “novo comunismo autogestionário” da “Primavera de Praga”? Na vida dos partidos e dos movimentos temporais parece que algo ficou, mas mirrado e sem força de projeção para o futuro.

Gorbachev não conseguiu o que queria. Seu sucessor Yeltsin governou num período anódino 'esquentando a poltrona' para aquele que viria: Vladimir Putin. Esse voltou-se para o modelo de José Stalin, seu modelo e ídolo.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pela nova missiologia de luta de classes, em Sidrolândia, MS
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios
teleguiados pela nova missiologia de luta de classes, em Sidrolândia, MS
Os tanques enferrujaram, a rebeldia neo-marxista morreu. Os jovens checos hoje procuram valores conservadores.

Mas a utopia não morreu, ela ficou acalentada em clubes filosóficos, sacristias, bispados e panelas teológicas. Hoje renasce até em documentos pontifícios como a encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si’.

Sim, renasce. E mais radical do que nunca. E é devorado por um frenesi de igualitarismo para além do sonhado por Marx.

Dita utopia seria melhor interpretada na fórmula máxima da “autogestão”: a vida pansíquica da tribo na mata alimentada por meio de cultos xamânicos de forças escuras que emanariam das profundezas da terra. Chame-se de Gaia, de Pachamama ou ainda de outra forma.

O que os ideólogos europeus da “autogestão” não se atreveram a dizer, está começando a ser debatido de público em função do próximo Sínodo da Igreja Pan-amazônica convocado pelo Papa Francisco. Cfr.: O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás


domingo, 12 de agosto de 2018

Eflúvios diabólicos do regime soviético se perpetuam e fascinam: nos calabouços de Karosta

Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Hóspedes-prisioneiros recebidos no hotel-prisão de Karosta.
Luis Dufaur
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É difícil entender como um regime tão cruel e densamente satânico como o soviético possa ter dominado a metade ou mais do mundo, e hoje tente voltar com poderosas cumplicidades no mundo político e eclesiástico ocidental.

Entrementes há sinais de como isso possa acontecer em virtude de uma acentuada decadência moral, como a que está evidenciando o mundo ocidental.

E explicam o fascínio produzido pelo presidente russo Putin não só entre 'saudosistas' da sinistra velha URSS, mas em ocidentais que até se dizem de 'direita', 'extrema-direita' ou bancam de prudentes 'conservadores.

Um exemplo disso se dá no hotel-prisão de Karosta, em Liepaja, oeste da Letônia, sobre o mar Báltico.

domingo, 5 de agosto de 2018

Guerra invasora russa ameaça o futuro do mundo

Voluntário brasileiro combate do lado pro-russo.
Há muitas nacionalidades engajadas de ambos lados.
Luis Dufaur
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A menos de 200 km de Rostov, palco do primeiro jogo do Brasil na Copa da Rússia, os torcedores não sabiam, mas estava se desenrolando um sanguinário drama silenciado pela mídia russa.

Mais de cem mil soldados ucranianos, russos, separatistas e voluntários de vários continentes se engalfinhavam furiosamente.

O Exército ucraniano quer recuperar seu território ocupado parcialmente por milícias armadas e sustentadas pela invasora Rússia.

“Essa guerra não acaba nunca, todo dia alguém está morrendo”, dizia Sasha num deprimente cemitério na periferia de Donetsk, com os olhos vermelhos pelo choro contido e pela vodca.

Os dados foram colhidos numa extensa e rica reportagem do jornalista da “Folha de S.Paulo” Yan Boechat, e que foi objeto de uma série de programas TV divulgada pela Band.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Putin, de vencedor da Copa a alvo do descontentamento popular

O humor popular pegou o fundo político estilo URSS da Copa na Rússia
O humor popular pegou o fundo político estilo URSS da Copa na Rússia
Luis Dufaur
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Minutos após a Rússia vencer inesperadamente um jogo na “Copa Potemkin”, imagens do presidente Putin inundavam a internet na Crimeia pedindo ao czar igualitário do Kremlin que desse “um pedaço da Ucrânia para o goleiro russo”, informou “O Estado de S.Paulo”.

O evento esportivo funcionou como um pretexto para elevar a imagem do senhor todo-poderoso. E na Crimeia os torcedores comentavam que as vitórias inimagináveis da seleção só se explicavam por um vencedor: Vladimir Putin.

Para o regime, o Mundial devia reforçar o culto do chefe supremo, ainda quanto esse aproveitava a distração para acentuar a censura e as violações de direitos de opositores.

O prefeito de Sebastopol, Dmitry Ovsyannikov, diante de milhares de pessoas comemorou as realizações esportivas do líder de Moscou. O membro do partido de Putin mostrou que a classificação era um objetivo político: “o povo de Sebastopol mostrou que a Crimeia é Rússia.”

Absurdo? Não! Era a instrução que vinha do Kremlin!

Em Moscou, Igor Gielow enviado especial da “Folha de S.Paulo”, lembrou que na era soviética, os resultados esportivos eram muito sérios para a máquina de propaganda do regime comunista. Ele queria a prova física da superioridade ideológica materialista marxista.

Valia tudo para obter medalhas olímpicas. Inclusive truques sujos organizados pela KGB para melhorar o desempenho dos atletas. Leia-se doping.

domingo, 15 de julho de 2018

A “Copa Potemkin” e os gemidos da miserabilizada Rússia profunda

Estadio Luzhniki de Moscou onde a Copa 2018 começou e terminou
Estádio Luzhniki de Moscou onde a Copa 2018 começou e terminou.
Luis Dufaur
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Na Sibéria, muitos russos nem souberam que na Rússia se jogou uma Copa do Mundo, reportou Jamil Chade, enviado especial de “O Estado de S.Paulo”, desde Zhunmurino, República da Buriácia.

Essa república beira a fronteira com a Mongólia. Lá o jornalista colheu respostas incertas, fruto da ausência de informações, do que se passa na Rússia.

Ironicamente mal sabia da Copa até um monge budista tido como agoireiro que prevê o futuro, cura doenças e prediz a chuva.

Em Buriácia até esse vidente desconhecia a existência da Copa do Mundo. “Não conheço”, lamentou.

Menos pretensiosa, a produtora de leite Lyubila Tserenyona dizia que “hoje nós jogamos contra a Argentina ou algo assim...”.

A seleção nacional russa não lhe dizia muita coisa. “Sou do povo buriato. Não sou russa. Mas vivemos na Rússia e vamos torcer pela Rússia na Copa”, explicou. Ao saber que o jornalista era do Brasil, ela sorriu dizendo: “eu adorava o Brasil nos anos 90 com Maradona e Pelé”.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Por trás da Copa da Rússia:
um regime de corrupção e ideologia despótica

O cartaz não e segurado por um torcedor da Rússia, mas da Sérvia. O objetivo visado foi além do esporte
O cartaz não e segurado por um torcedor da Rússia,
mas da Sérvia. O objetivo visado foi além do esporte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto a Rússia vibrava com uma goleada na estreia da Copa do Mundo, o primeiro-ministro de Putin, Dmitri Medvedev, apresentou no Parlamento, “um pacote de maldades com medidas impopulares, necessárias para fechar as contas públicas”, noticiou “O Globo”.

A reforma da Previdência aumentou para 65 anos a aposentadoria dos homens sendo que eles têm uma expectativa de vida de 62,77 anos, perto da média africana.

O golpe não é novo. É de todos os ditadores de todas as épocas. Reedita a velha fórmula “pão e circo” que surgiu na decadente Roma durante a administração de Caio Graco. A fórmula foi aplicada a fundo pelos perversos imperadores.

E virou o mandamento máximo dos regimes corruptos.

Manter o povo entretido (o “circo”) e lhe dar um pouco de pão para que suporte as arbitrariedades do despotismo. Na Rússia de Putin, a Copa do Mundo foi manobrada ponto por ponto segundo essa perversa “sabedoria”.

Por isso não espanta que Helio Gurovitz no Estadão tenha perguntado se “dá para confiar na Copa do presidente Vladimir Putin”.

“Não bastassem – escreveu ele – as denúncias que pairam sobre a escolha da sede pela FIFA, sobre a construção de estádios e obras de infraestrutura, a Copa da Rússia é agora assombrada pelo espectro da corrupção nos próprios jogos, em especial os do time da casa”.

domingo, 1 de julho de 2018

Mundial montado para propaganda da nova-URSS

Para Putin a Copa é antes de tudo uma plataforma de propaganda mundial. No estádio Luzhniki de Moscou
Para Putin a Copa é antes de tudo uma plataforma de propaganda mundial.
No estádio Luzhniki de Moscou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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A Copa do Mundo Rússia 2018 é o mais novo dono do título de “mundial mais caro da história”.

Estádios que custaram muito mais do projetado, falcatruas mastodônticas, construtoras levadas aos tribunais e governos regionais denunciando “elefantes brancos” que custará fortunas manter sem uso.

Em 2013, as primeiras estimativas da despesa estatal calculavam 664 bilhões de rublos. Mas, desde 2016, os números oficiais dispararam sem cessar até 883 bilhões – por volta de 14 bilhões de dólares – contabilizadas as despesas do governo federal, dos regionais e da FIFA.

O Mundial da Rússia será o mais caro da história superando o do Brasil 2014. O brasileiro, com ‘módicos’ 11,6 bilhões ficou no segundo lugar.

Os números estão preto sobre branco num completo informe publicado pelo jornal económico russo RBC, com base na resolução do Kremlin que explica os números finais do Mundial. Foram reproduzidos em matéria do jornal “La Nación” de Buenos Aires.

domingo, 24 de junho de 2018

‘Patriarcado de Moscou’ pede ao Papa Francisco impedir o progresso dos greco-católicos

Um desígnio sinistro levou o representante russo HIlarion ao Vaticano.
Um desígnio sinistro levou o representante russo HIlarion ao Vaticano.
Luis Dufaur
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Palavras republicadas pelo conceituado vaticanista de Roma Sandro Magister deixaram católicos consternados porque vindas da Santa Sé! Sem dúvida, um episódio a mais do misterioso processo de autodemolição da Igreja apontado pelo Papa Paulo VI.

Magister as recopiou em seu site Settimo Cielo com a manchete “Na Ucrânia, entre ortodoxos e católicos, Francisco tomou partido por Moscou”.

As palavras foram pronunciadas pelo Papa Francisco saudando a delegação do Patriarcado de Moscou acolhida em audiência no dia 30 de maio (2018).

Elas deviam permanecer no sigilo. Porém de tal maneira encheram de regozijo os representantes da igreja cismática russa administrada por agentes da ex-KGB, que eles as reproduziram em seu site oficial.

domingo, 17 de junho de 2018

Cardeal Mindszenty continua abençoando a Hungria

Luis Dufaur
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Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Mesmo preso pelo regime comunista, cruelmente torturado e obrigado a ausentar-se de seu povo, jamais dobrou os joelhos diante da tirania vermelha.

Hoje em dia, quando a Hungria vem sendo perseguida por órgãos internacionais pelo fato de ter adotado uma Constituição contrária ao comunismo, ao aborto e ao “casamento” homossexual e ter rememorado as glórias de seu passado cristão, a figura do Cardeal Mindszenty paira sobre a nação como uma bênção e uma inspiração.

Até à Hungria chegam as sibilinas propostas do novo amo do Kremlin que sonha com restaurar a hegemonia da velha URSS que tanto fez derramar lágrimas de sangre ao augusto e virtuoso cardeal.

Pelo sul chegam colunas de invasores islâmicos que em séculos passados devastou a Hungria mas nunca conseguiram lhe tirar a Fé.

domingo, 10 de junho de 2018

Comunismo está vivo e ativo,
mas Ostpolitik vaticana abraça esse regime iníquo

Cardeal Josip Bozanic, arcebispo de Zagreb
Cardeal Bozanić, arcebispo de Zagreb em 1989
Luis Dufaur
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Após a queda do Muro em 1989, os representantes de treze Conferências Episcopais da Europa do Leste realizaram em Zagreb sua 3ª reunião.

No documento conclusivo da reunião sublinharam que as feridas causadas pelo comunismo continuam vivas e envenenam a vida e a sociedade dos países outrora escravizados pelo socialismo de Estado.

Grande parte dos trabalhos girou em torno do legado espiritual deixado pelos mártires do comunismo.

No encerramento, o Cardeal Bozanić, arcebispo de Zagreb, advertiu: “temos a impressão de que embora o sistema tenha parado de funcionar nas suas formas anteriores, ele se transformou e se nos afigura como um terreno envenenado no qual deveriam ter brotados frutos”.

Segundo a agência Zenit, o que mais preocupa a esses bispos é que “sua estrutura [do comunismo] permanece na legislação e no Judiciário, na economia, educação e cultura”, e especialmente, “no véu de silêncio imposto sobre os acontecimentos do passado recente".

domingo, 3 de junho de 2018

Suécia se prepara para a guerra pensando na Rússia

O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
O país mais pacifista prepara população para a guerra. Rússia inspira temor.
Luis Dufaur
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Onde estão os refúgios anti-bombardeios? Quais alimentos estocar? Em quais fontes de informação confiar?

Essas e outras preguntas vitais em tempo de guerra estão respondidas num livreto que o governo da Suécia enviou pelo correio a todos os lares.

Ele é para ser usado em caso de conflito ou também de catástrofe natural, informou o quotidiano francês “Le Parisien”.

Não está redigido só em sueco mas em 13 línguas pensando nos imigrantes. O título é “Em caso de crise ou de guerra” e foi expedido entre os dias 28 de maio e 3 junho a 4,8 milhões de endereços, sendo que a Suécia conta por volta de 10 milhões de habitantes.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Rússia pega “com a boca na botija”
do massacre do voo MH17

Equipe de Investigação Conjunta apresenta as provas de que a Rússia derrubou o voo MH17 massacrando 298 civis indefesos.
Equipe de Investigação Conjunta apresenta as provas de que
a Rússia derrubou o voo MH17 massacrando 298 civis indefesos.
Luis Dufaur
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Não pode haver mais dúvidas: o míssil BUK-Telar que derrubou o avião civil da Malaysia Airlines matando todos os 298 passageiros e tripulantes sobre o leste da Ucrânia, em 17 de julho de 2014, foi lançado por uma “brigada do Exército da Federação Russa”.

Veja: Míssil que mata, mas esclarece!


Mais concretamente pela 53ª Brigada de Mísseis Antiaéreos com sede em Kursk, Rússia, confirmou Wilbert Paulissen chefe da equipe de investigadores internacionais que trabalhou afincadamente sobre os restos do avião nos últimos quatro anos.

O pormenorizado relato apresentado em Utrecht, Holanda, pela Equipe de Investigação Conjunta foi divulgado pelas agências EFE e Reuters e foi reproduzido por numerosos órgãos de imprensa internacional como “El Mundo” de Madri e “Clarin” de Buenos Aires. .

Também foi informado pela imprensa brasileira mas com curiosa brevidade.

O fiscal holandês Fred Westerbeke, falando em sessão especial para a imprensa internacional, afirmou que os investigadores “conseguiram um grande progresso na identificação de por volta de 100 pessoas engajadas no fato”, aliás criminoso.

domingo, 20 de maio de 2018

EUA restaura II Frota
face aos temores inspirados pela “nova-URSS”

Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson anunciou a restauração da II Frota.
Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson
anunciou a restauração da II Frota.
Luis Dufaur
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O Pentágono ordenou reativar a Segunda Frota, a poderosa força naval com que a Marinha americana sulcava o Atlântico Norte durante a Guerra Fria para se precaver de um ataque surpresa soviético, informou “La Nación” de Buenos Aires.

A decisão é mais um sinal da escalada na tensão entre o Ocidente e a “nova-URSS” no momento que Vladimir Putin se faz eleger, como largamente previsto, para mais um período na presidência russa se avizinhando aos recordes de José Stalin ditador na histórica URSS.

A decisão também atende a inquietação da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar concebida para por limites à intensificação da presença militar russa no oceano que é a carótida de Ocidente.

“Voltamos numa era em que a segurança se torna mais desafiadora e complexa”, disse o almirante John Richardson, chefe de operações da Armada americana, desde o porta-aviões nuclear USS George H. W. Bush (CVN-77) o mais moderno da classe Nimitz, em Norfolk, Virgina, onde funciona a grande base naval que será o quartel da II Frota.

domingo, 13 de maio de 2018

O drama da Ucrânia desenhado por uma jovem

Luis Dufaur
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A joven ucraniana Kseniya Simonova desenha com areia o drama de seu país sob a bota soviética.

Ela ganhou o prêmio "Ukraine's Got Talent" pela animação com areia.

A habilidade da jovem impressiona o público presente nesta apresentação.

Mas, também arranca lágrimas pela evocação muda das imensas dores sofridas pelo povo ucraniano sob a pior e mais desumana ditadura ideológica da história: a do "socialismo marxista", ou "socialismo real".

domingo, 6 de maio de 2018

Filósofo francês louva esoterismo anticatólico latente na “nova-URSS”

Alexandre Havard: doutrinas de fundo anticatólico pregadas em ambientes católicos, até tradicionais.
Alexandre Havard: doutrinas de fundo anticatólico
pregadas em ambientes católicos, até tradicionais.
Luis Dufaur
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O filósofo francês Alexandre Havard integra a equipe de pensadores – vários deles frequentando ambientes ditos de direita ou extrema-direita – que trabalham para justificar aos olhos dos ocidentais as pretensões imperialistas mundiais de Vladimir Putin.

Havard é descendente de nobres russos exilados durante a revolução bolchevista e mora atualmente em Moscou.

Ele condensou certas ideias que até hoje presentes na propaganda putinista em entrevista para a “Sputnik”, órgão de propaganda  da “nova URSS” que dá continuidade à velha “Voz da Rússia” órgão radiofônico outrora notório transmissor das instruções da “velha URSS”.

Interrogado sobre o que para ele significava a religião católica, teve uma resposta surpreendente: “Para mim, é uma religião universal, onde há lugar para todos os cultos, para todas as culturas...”

Obviamente, a religião católica não é isso. Havard entende por catolicismo uma pan-religião que engloba todas as crenças, portanto as mais antitéticas, como quer certo panteísmo eivado de esoterismo.

Após fazer à Cátedra de Pedro e ao protestantismo alguns elogios que no Brasil soam para “inglês ver”, ele acrescentou:
“Frequentemente, encontro pessoas que dizem que o ecumenismo é uma heresia. Na Rússia há muitas! Eu lhes digo: caso se trate de uma heresia, então Cristo é herege!”

domingo, 29 de abril de 2018

Instrumento do Kremlin para liquidar os católicos
abraça ao Papa Francisco

O Papa Francisco e o "patriarca" russo Kiril se beijam em Havana
O Papa Francisco e o "patriarca" russo Kiril se beijam em Havana
Luis Dufaur
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“A Igreja Ortodoxa Russa foi utilizada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica Ucraniana”, mas “o clero ortodoxo [= cismático] russo ainda não se desculpou com o greco-católico pela apropriação indevida de todos os seus bens”, vem reafirmando Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito Greco-Católico ucraniano, em entrevistas como a veiculada pela agência Religious Information Service of Ukraine – RISU

“Na minha opinião, a capacidade de pedir desculpas indica uma consciência cristã, e é uma condição necessária para a chamada purificação da memória.

“Por exemplo, houve um verdadeiro arrependimento e perdão mútuo entre a nossa Igreja e a Igreja Católica Romana da Polônia.

“Eu sei de fonte segura que os bispos poloneses procuram realizar um ato semelhante de reconciliação mútua com a igreja ortodoxa russa.