domingo, 15 de setembro de 2019

Pacto Hitler-Stalin ainda parece em vigência

Museu do Terror comunista, Budapest
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A Dra. Maria Schmidt, diretora do Museu Casa do Terror em Budapest, defende que os europeus ocidentais ainda não mostram muita compreensão pelas vítimas do comunismo.

Falando para a Hír TV, ela disse que para os europeus ocidentais

“há duas classes de passados: a ocupação nazista do Ocidente – que foi para eles um grande trauma, embora não tenham sofrido a ocupação do Exército Vermelho – e o tipo soviético de ditadura.

“A situação que caracteriza certos círculos na Europa Ocidental está ficando insustentável.

Assinatura do pacto Ribbentrop-Molotov, Fonte: Bundesarchiv
“Acredito que sob muitos aspectos a situação melhorou, podendo-se hoje comemorar em comum um Dia dos Crimes do Comunismo; e cada ano está sendo realizado, onde é possível, o Dia de lembrança do Pacto Hitler-Stalin (Pacto Ribbentrop-Molotov) em 23 de agosto” (de 1939).
O pacto de aliança do nazismo com o comunismo é outra grande realidade histórica que os defensores dos “Direitos Humanos” fazem tudo para silenciar.

O referido pacto patenteou que o comunismo russo e o nazismo hitlerista faziam causa comum no socialismo, e que como aliados eles desencadearam a II Guerra Mundial.

Socialistas, social-democratas, nacional-socialistas e análogos, que se gabam de ser antinazistas e antifascistas, nunca renegaram esse Pacto.

Também nunca condenam sua essência e suas consequências: mais um dos silêncios gritantes que dominam a vida política ocidental.



domingo, 8 de setembro de 2019

Francisco e Putin: “2 Papas” para se repartir os cristãos?

Agência por excelência da "guerra da informação" russa Sputnik apresenta ambos líderes unidos para "defender os cristãos pelo mundo todo"
Agência por excelência da "guerra da informação" russa Sputnik
apresenta ambos líderes unidos para "defender os cristãos pelo mundo todo"
Luis Dufaur
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Parece absurdo supor que o Papa Francisco e o presidente da Federação Russa Vladimir Putin possam ser igualados com um mesmo rótulo de “Papas”.

Mas segundo o perspicaz “The New York Times”, os dois estão agindo como “2 Papas” que se repartem os dois polos em que estão se dividindo os católicos,

Como isso pode ser sequer cogitado por um jornal dessa envergadura?

Putin tem em seu favor uma máquina de guerra da informação que trabalha para fazer dele um “papa” alternativo que guia espiritualmente um novo movimento cristão.

“Posso estar dizendo uma heresia, mas Putin me parece mais um papa, pela maneira que vive o cristianismo, em comparação com aquele que para todos os efeitos deve ser o papa”, afirmou, por exemplo, Gianmatteo Ferrari, secretário de um grupo italiano pró-Rússia chamado “Associação Cultural LombardiaRussia”, noticiou o “The New York Times”

Velho truque da KGB: quando necessário explorar o sentimento religioso em favor do perseguidor de todas as religiões!
Velho truque da KGB: quando necessário explorar o sentimento religioso
em favor do perseguidor de todas as religiões!
É incrível, mas é um velho método da KGB.

Quando o Kremlin precisou mobilizar a população russa ante a invasão do exército alemão na II Guerra Mundial, pôs em circulação santinhos representando Santa Olga, ou até Nossa Senhora, aparecendo a Stalin e lhe dando conselhos!

Em 1941, ondas da Rádio Moscou exortavam os cristãos a se unirem pela defesa da cristandade. A “Rádio Cristã” reproduzia a mensagem evangélica numa meia dúzia de línguas com tal fidelidade que muitos poderiam ter achado que ouviam a Rádio Vaticana.

Emissões de julho 1941 defendiam ser “necessário abandonar a velha fábula do catolicismo aliado aos opressores das nações”. As emissões em italiano concluíam com a pia exortação “cristãos, católicos! perseverai na batalha contra o anticristo”!

No dia da Assunção em 1943, a “Rádio Cristã” em polonês comemorou a festa de Nossa Senhora, dizendo:

“rezemos ardorosamente à protetora de nosso católico país [...] a Ela que é mais forte que Satanás se deve a queda das cidades de Orel e de Biegorod nas mãos do Exército Vermelho”. Cfr. “A ‘cruzada’ de Stalin para salvar o cristianismo em 1941: truque revivido por Putin”

Hoje a mencionada “Associação Cultural LombardiaRussia” espalha que “o maior, mais imponente e mais enérgico defensor dos nossos valores cristãos é Putin”, segundo seu diretor.

A declaração precedeu a mais recente das frequentes visitas de Putin ao Papa Francisco na biblioteca privada do Vaticano.

“Putin representa uma Cristandade medieval, pré-Iluminismo, no mínimo uma visão da Cristandade pré-Vaticano II”, afirmou Massimo Introvigne, sociólogo italiano, que se posiciona mais próximo do Pontífice. “O Estado de S.Paulo”.

Introvigne acrescenta que “o papa Francisco representa uma visão mais progressista e moderna da Cristandade que aceitou e promulgou a concepção ocidental dos direitos humanos”.

Essas críticas, porém, caem bem em certos católicos chocados com a crise atual na Igreja.

Na Rússia, Putin se faz venerar religiosamente. Até mais que o Papa Francisco no mundo livre!
Na Rússia, Putin se faz venerar religiosamente.
Até mais que o Papa Francisco no mundo livre!
O “The New York Times” e algumas de suas transcrições em outras línguas falaram em manchetes do encontro entre os “2 Papas”.

Mas os “2 Papas” não estão tão opostos assim.

O papa Francisco acredita na cooperação com Putin e com a Igreja Ortodoxa Russa enquanto o líder russo entoa um canto de sirena para os católicos europeus seduzidos pelos políticos nacionalistas.

Em entrevista recente ao “Financial Times”, Putin declarou o fim do liberalismo ocidental, e preanunciou um maior rol da religião na política. Suas palavras soaram como uma defesa das tradições da Igreja Católica e não são tão contrárias à antipatia manifestada pelo Papa de Roma contra os EUA.

Putin não fala de alguma “revelação de Santa Olga”, mas suas críticas aos regimes livres soou como música aos católicos cada vez mais numerosos que vem no Papa Francisco – que prega a inclusão dos LGBTs e dos imigrantes muçulmanos – um elemento destrutivo.

Putin tem muitos fãs na Itália que lhe professam admiração. Quando líder do ministério, o então vice primeiro-ministro e Ministro do Interior Salvini participou em eventos políticos na Rússia usando uma camiseta com o rosto do presidente russo.

Putin elogiou no “Corriere dela Sera” a “atitude acolhedora em relação a nosso país” por parte de Salvini.

Ele e seu partido, segundo o dono de Moscou apoiam ativamente a “cooperação plena entre a Itália e a Rússia” prejudicadas pelas retaliações econômicas ocidentais à invasão russa da Crimeia e do leste ucraniano.

Não espanta que alguns caiam no conto de que Putin substituiu a Francisco como o maior defensor na Europa dos valores cristãos tradicionais.

Os mais devotos do culto a Putin falam do líder russo em termos místicos, comparando-o ao Katechon, uma força que mantém o Anticristo à distância, escreve o jornal novaiorquino.

Os “devotos” falam da Terceira Roma, invenção de algum czar do século XV para justificar o império religioso da Igreja Ortodoxa, obviamente submetida à bota imperial, por cima de Roma e Constantinopla (primeira e segunda Roma, respectivamente).

O filósofo ocultista Alexander Dugin fornece teorias esotérico-místicas sobre a missão religiosa do salvador do cristianismo: o ex-coronel da KGB!
O filósofo ocultista Alexander Dugin fornece teorias esotérico-místicas
sobre a missão religiosa do salvador do cristianismo: o ex-coronel da KGB!
As teorias esotérico-místicas a respeito de Putin são nutridas pelo filósofo ocultista Alexander Dugin, apologista de um “tradicionalismo” que pouco ou nada tem a ver com a autêntica Tradição católica.

Dugin forjou uma arbitrária confusão de esoterismo e crenças evolucionistas para justificar a “missão providencial” do coronel da (ex-)KGB..

Dugin prolonga o misticismo tingido de práticas luciferinas encravado na essência da espiritualidade da Igreja Ortodoxa russa e da qual o curandeiro Rasputin (1869 –1916) foi o representante mais conhecido.

Dugin tenta atrair católicos frustrados com o progressismo e lhes apresenta Putin como um protetor e até um financiador.

Em sentido oposto, o prof. Roberto de Mattei, presidente da Fundação Lepanto e reputado líder tradicionalista romano, suspeita que a manobra Putin-Dugin não passa de uma “operação política.”

“Temo haver um jogo duplo”, disse de Mattei, acrescentando que Putin e o Papa Francisco jogam uma partida de xadrez para ludibriar Ocidente, o qual, de fato “não tem um líder de verdade”, conclui “The New York Times”. 



domingo, 1 de setembro de 2019

Rússia montando trens na América do Sul?

Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada
Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada. Mas há ainda trens para turistas.
Luis Dufaur
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A Russian Railways (RZD) é um macroempresa estatal da Federação Russa herdada da União Soviética. Ela arregimenta um milhão de empregados e fatura mais de US$32.000 milhões anuais, ou 1,5% do PIB russo.

88% da carga econômica e industrial é feita por esse monopólio de estado gerado em tempos soviéticos.

É completada pela Transmashholding (TMH) que fornece o material rodante para todas as vias férreas e sistemas de transporte urbanos do país.

A estatal russa aplicou 70 milhões de dólares na Argentina para reparar 24 locomotivas e 160 vagões em oficinas por ela restauradas em Bragado, província de Buenos Aires.

Aleksandr Sergeevich Misharin, subchefe geral da RZD declarou a “La Nación” que a Rússia mira muito mais longe do que melhorar os envelhecidos sistemas ferroviários latino-americanos.

Ela quer “integrá-los” nos planos futuros da estatal impregnada de espírito soviético mas hoje ‘atualizada’ para servir aos planos expansionistas da “nova Rússia” de Vladimir Putin. A expansão já inclui a Armênia e a Coreia do Norte.

Trens luxuosíssimos para turistas ver e nomenklatura usar. Na foto o transiberiano construído no tempo do Império pré-comunista.
Trens luxuosíssimos para turistas ver e nomenklatura usar.
Na foto o transiberiano construído no tempo do Império pré-comunista.
Misharin explicou que as estatais russas estão “interessadas no desenvolvimento de vários projetos na Argentina”.

Especialmente visado é o projeto de uma nova linha férrea – a Norpatagónica – que unirá o epicentro da megajazida de gás e petróleo de Vaca Muerta, na Patagônia com o porto exportador de Bahía Blanca.

Misharin insinuou que a Rússia estaria disposta a colaborar com o financiamento desse grande projeto orçado num mínimo de US$780 milhões.

A sedutora promessa é estranha pois a Rússia padece perturbadores apertos financeiros e sua infraestrutura, inclusive ferroviária, exibe um estado calamitoso.

Não por isso a rede russa de trilhos é gigantesca. A extensão do país – o maior do mundo – contribui para isso. Muitas outras obras, como o famoso Transiberiano, foram fruto do regime monárquico czarista.

Por isso a Federação Russa contabiliza 85 mil quilômetros de trilhos qualquer que seja seu estado. A estatal açambarca o 28% do fluxo mundial de carga com ramificações em mais de 40 países asiáticos e antigos escravos do Exército Vermelho.

O volume gigantesco também se explica pela falta lancinante de estradas no país.

Subchefe geral da RZD, Aleksandr Sergeevich Misharin fez promessas aliciantes à Argentina.
Subchefe geral da RZD, Aleksandr Misharin fez promessas aliciantes à Argentina.
Para a América do Sul, Misharin garante ter capacidade de produzir qualquer tipo de comboios, não importando os volumes a transportar. “Vocês falem o que querem e nós o fazemos”.

Nessa promessa incluiu um trem bala que está sendo testado na Rússia e que atingiria os 400 quilômetros por hora em 2024 na linha Moscou-São Petersburgo, a única apresentável.

Para Misharin, a América Latina é o “único continente onde não está desenvolvida uma rede ferroviária que possa ser qualificada como tal”. Não expllicou que isso se deveu ao abandono das infraestruturas por governos próximos ao russo.

Arrogância aparte, Misharin não desconheceu os progressos dos trens na Europa, China ou os Estados Unidos, mas teceu louvores à eficiência dos russos.

Defendeu que o transporte por ferrovia é o que leva as cargas de modo mais barato por terra e que ninguém inventou um sistema mais eficiente que o russo.

Prometeu também criar centros educativos russos para formar engenheiros e operários especializados.

“Nós sempre o fazemos. Em Cuba, Índia, Servia e África do Sul, onde temos investimentos, desenvolvemos centros educativos”, completou sem mencionar a instrução ideológica que é transmitida solapadamente nesses centros.


domingo, 25 de agosto de 2019

População russa diminui
e o castelo de cartas ameaça desabar

Aborto, divórcio, droga e álcool estão consumindo a população russa
Aborto, divórcio, droga e álcool estão consumindo a população russa
Luis Dufaur
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A imoralidade anti-familiar ameaça as aspirações geopolíticas da Rússia. Em 2018 a população russa caiu em termos absolutos para 148,8 milhões de habitantes, segundo o Serviço de Estatística do Estado Russo (Rosstat).

E pelas estimativas da ONU, a Rússia perderá cerca de 8% da sua população até 2050. E não são as projeções mais alarmantes.

O Kremlin não considera essa crise demográfica do ponto de vista moral. Mas, pelo lado estritamente material: a economia e o poder militar. Pois, deles depende a ambição de projetar sua influência ideológica a todo o mundo.

O presidente Vladimir Putin quer atrair entre 5 e 10 milhões de imigrantes entre 2019 e 2025, escreveu “La Nación”.

O declínio demográfico não é desta década. Está ligado a libertação sexual, notadamente em matéria de aborto e divórcio, instalada junto com a Revolução bolchevista de 1917.

Mas, na era putinista, essa mesma imoralidade oficial, agravada pelas devastações crônicas do álcool e da droga, podem fazer naufragar os planos de dono de Moscou.

A ponto de que segundo Gregory Feifer, analista do Davis Center for Russian and Eurasian Studies na Harvard University (EUA), “o presidente Putin e o primeiro-ministro Medvedev, falaram publicamente sobre isso”.

“Mas suas políticas têm sido inadequadas para lidar com o declínio da população. E, de fato, além de seus planos para promover o nascimento, tudo o que eles estão fazendo no país é desencorajar a imigração e incentivar a emigração”, diz Feifer.

domingo, 18 de agosto de 2019

Arcebispo-mor de Kiev: “a capitulação
é uma falsa paz que fere ainda mais o povo”

Igreja atingida em Kuibyshevski, no leste da Ucrânia
Igreja atingida em Kuibyshev, no leste da Ucrânia
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“A capitulação é uma imitação de paz e uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo” declarou à agencia de imprensa ucraniana Censor.net, o chefe do rito greco-católico, Arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk de Kiev-Halych, em relação aos atritos armados que perduram nas regiões ucranianas invadidas pela Rússia. 

A longa entrevista foi também resumida pela agência “Catholic News Service” dos EUA,

Segundo a ONU pelo menos 13.000 soldados e civis morreram e 30.000 foram feridos no conflito no leste da Ucrânia.

Por volta de 60.000 soldados ucranianos permanecem em pé de guerra numa fronteira de 400 quilômetros enfrentando 35.000 milicianos separatistas, mercenários estrangeiros e unidades regulares do exército russo.

O número dos católicos abarcados pelo rito greco-católico ucraniano não cessa de aumentar inclusive nas regiões ocupadas violentamente pela Rússia, onde o invasor exige que todos os cristãos se insiram no cismático Patriarcado de Moscou.

Das três dioceses que sobreviveram desde o Império Austro-Húngaro o catolicismo ucraniano passou a ter 35 dioceses e 8 áreas metropolitanas, comparáveis a arcebispados. A última metrópole foi criada há 5 anos em Curitiba.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Míssil nuclear explode em base
e se teme novo Chernobyl

Flagrante da explosãona Rússia durante teste de míssil com combustível nuclear
Flagrante da explosão na Rússia
durante teste de míssil com combustível nuclear
Luis Dufaur
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Moscou reconheceu que um míssil de propulsão nuclear explodiu em sua base de Severodvinsk, no Círculo Polar Ártico.

A explosão radioativa poderia ser comparável a uma nova Chernobyl, escreveu o jornal espanhol “El Mundo”.

Em Severodvinsk funciona uma das principais instalações de investigação e desenvolvimento da Marinha russa que constrói e testa misseis balísticos, intercontinentais e de meio alcance. Também monta submarinos nucleares e convencionais.

Só quatro dias depois da explosão nuclear, as autoridades russas reconheceram que ela esteve ligada a provas com “novas armas”.

O número das vítimas – oficialmente sete – não é confiável, mas se tratou em qualquer caso de técnicos civis e militares da base dedicados a essas tarefas.

Especialista americanos atribuem a libertação da radiação a uma falha enquanto os russos testavam o míssil de propulsão nuclear Burevestnik 9M730.

Trata-se de uma das novas “superarmas” com que Vladimir Putin ameaçou Ocidente para compensar a força militar dos EUA no novo cenário criado pelo fim tratado de armas nucleares intermédias que retroagiu o mundo ao grau de perigo atômico da Guerra Fria.

domingo, 28 de julho de 2019

Pobreza e repressão potenciam descontentamento

Putin teve que reconhecer o empobrecimento da Rússia
Putin teve que reconhecer o empobrecimento da Rússia
Luis Dufaur
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Putin prossegue enfrentando um crescente descontentamento e teve que reconhecer que o nível de vida dos russos se degradou nos últimos anos.

E se obrigou a remediar a situação. Mas poucos acreditam na gasta promessa.

Ordenados baixos demais, aumento nos preços ao consumidor e nos serviços públicos: as queixas não acabam.

Putin confessou que a vida estava mais dura, mas pôs a culpa no Ocidente e na queda da cotação internacional do petróleo, noticiou a agência France Press.

Também defendeu medidas impopulares como a elevação da idade para a aposentadoria, aumento do ICMS, etc., mas insistiu que aumentaria o nível de vida da população que só faz baixar há anos, consertar o calamitoso sistema de saúde e a deficiente coleta do lixo.

O regime criou o programa “Linha direta” em que cada russo pode enviar sua queixa ao presidente.

As questões mais repetidas num total de 1,8 milhões foram: “uma só pergunta: quando o Sr. vai embora?”, “o que faremos quando acabe o petróleo e o gás?”, e “por favor, salve a Rússia”.

domingo, 21 de julho de 2019

Incógnitas assustadoras
do incêndio em submarino russo

Restos recuperados por noruegueses do Kursk. O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Restos recuperados por noruegueses do Kursk.
O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
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A história do submarino russo AS-12 “Locharik” que pegou fogo tem algo de filme de terror, mas está envolta nas brumas misteriosas da “guerra da informação”.

Ficou fora de dúvida que esse submarino nuclear era um navio espião.

Foi feito pela Rússia para interceptar informações que transitam pelos cabos oceânicos intercontinentais – civis e militares, escreveu “O Estado de S.Paulo”.

Também pode mapear o fundo do mar procurando jazidas minerais e até agir em operações de resgate.

Porém um mistério sinistro, tal vez ficou enterrado para sempre no mar de Barents ou em algum escritório do Kremlin. O “Locharik” foi feito mesmo para vigilância avançada, coleta de dados de inteligência, leia-se espionar ou até sabotar nervos decisivos de comunicação.

Ele trabalha para a GU, principal agência da Defesa na rede russa de informações. Os 25 tripulantes são todos oficiais especializados.

domingo, 14 de julho de 2019

Tribunal indicia assassinos de 298 passageiros,
mas familiares clamam: “Putin é culpado”

Os indiciados pelo crime de massa.
Os indiciados pelo crime de massa.
Luis Dufaur
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Três russos e um ucraniano serão levados ao banco dos réus pelo homicídio resultante do ataque a um avião de passageiros na Ucrânia, em 2014, anunciaram investigadores internacionais à imprensa internacional como a “Folha de S.Paulo”.

O voo comercial MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, e foi derrubado inexplicavelmente por um míssil russo que matou as 298 pessoas a bordo.

O julgamento começará em março de 2020, mas é provável que os acusados não compareçam à corte e sejam julgados “em ausência”, segundo anúncio dos promotores, feito na Holanda.

As autoridades da Rússia não cooperaram com as investigações, foram pegas mentindo repetidamente, e não devem entregar os indiciados.

Ordens de prisão internacional já foram emitidas, disse o promotor holandês Fred Westerbeke.

domingo, 30 de junho de 2019

A “explosão da Igreja” tramada em Moscou e em cenáculos progressistas, na perspectiva de Fátima

Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Plano: infiltrar para fazer explodir depois
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica



Para Iben Thanholm (ver post anterior), a catarata de escândalos que se precipitam diante de nossos olhos é um resultado entre outros da infiltração tramada.

Os homens escolhidos pela KGB e estabelecidos na cúpula de certos círculos eclesiásticos em meados do século XX, foram responsáveis pelo recrutamento e promoção de outros homens de sua classe nos seminários.

De fato, a explosão de casos de violência sexual remonta à década de 1960, dos tempos que virou slogan até nas igrejas o “proibido proibir” sob pretexto de aplicar com fidelidade o Concílio Vaticano II.

Os religiosos abandonavam hábitos e batinas, como lhes era recomendado pelo “Pacto das Catacumbas” redigido por Dom Helder Cámara e assinado secretamente durante o Vaticano II.

domingo, 23 de junho de 2019

A tática de Moscou para implodir a Igreja Católica

Bella Dodd: infiltrar o clero para 'destruir a Igreja por dentro'
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é “explodir a Igreja por dentro”





Em 1983, Youri Bezmenov, ex-responsável da propaganda soviética e ex-membro da KGB desvendou em vídeo a estratégia para afundar o Ocidente..

Mas, por dentro, sem necessidade de recorrer aos blindados do Pacto de Varsóvia.

Nessa data os jovens herdeiros de Maio de 68 doutrinados no marxismo marcusiano e gramsciano, treinados na contestação, que deviam constituir as legiões que executariam o plano, já estavam no poder nos países ocidentais que o plano russo visava.

Não só na Europa e na América do Norte, mas até na América do Sul.

domingo, 16 de junho de 2019

Jornalista pro-Kremlin: a tática russa é
“explodir a Igreja por dentro”

Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
Plano de Stálin a longo prazo: 'explodir a Igreja por dentro'
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A jornalista dinamarquesa Iben Thranholm ligada ao site Katehon, ativa plataforma de propaganda prorrussa, fez revelações inesperadas de alguém com seu posicionamento ideológico.

Esse posicionamento torna insuspeito seu impressionante testemunho.

Ele foi extensamente comentado por Jeanne Smits, quem durante sete anos foi diretora de “Présent”, jornal que sustenta a tendência política de Marine Le Pen na França.

A jornalista dinamarquesa foca de início o testemunho de Mons. Carlo Maria Viganò sobre a rede promotora da agenda homossexual no Vaticano e em posições neurálgicas da hierarquia católica.

Tais redes chegariam até o interior da residência do Papa Francisco e envolveriam figuras como os Cardeais Parolin e Bertone, diz ela.

domingo, 9 de junho de 2019

Maior fábrica de “notícias falsas” é russa

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“El Mundo” de Madri comemorou com não dissimulada decepção o fato de “depois de anos de silêncio ante a agressão, o paquiderme europeu começou a se movimentar” embora a ‘passos lentos’.

Referia-se à incompreensível inércia da União Europeia diante da constante ofensiva da “guerra da informação” russa.

Como há anos vimos comentando em nosso blog sem outro recurso senão a leitura e o raciocínio sobre o noticiário virtual mais respeitável, a Rússia de Putin montou uma unidade militarizada cujo objetivo é desorganizar as informações, para embaralhar o raciocínio, desorientar e, por fim, abater os povos que quer submeter.

Outrora falava-se da “paz da Varsóvia” para caracterizar a sujeição de um povo vítima reduzido ao silêncio dos mortos no cemitério.

domingo, 2 de junho de 2019

Menos da metade das famílias pode comprar algo
além de comida e roupa básicas

Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
Idosa de carrinho vazio. Maioria das famílias russas pena para comprar alimentos básicos
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Menos da metade de todas as famílias russas declara que consegue satisfazer suas necessidades básicas em matéria de alimentação e vestimenta.

O sofrido povo russo já estava acostumado a comer miseravelmente durante décadas de ditadura soviética e a portar vestimentas em mal estado nos frios inclementes do país durante longos meses do ano. E sofre agora estoicamente.

Além da sobrevivência alimentar e de vestuário, nem pensar no demais: poupança, algum móvel, eletrodomésticos, um celular, etc.

Essa miséria foi constatada em diversos relatórios da mídia – quase toda oficial – e compilados pela agencia oficial de estatísticas Rosstat, noticiou “Radio Free Europe”.

O relatório da Rosstat afirma que 48,2% das famílias está nesse patamar de necessidade. O cálculo ponderou a situação de 48.000 lares.

domingo, 19 de maio de 2019

Venezuela será base para incursões militares russas?

Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
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Enquanto a ditadura comunista-chavista na Venezuela despencava mais um degrau, John Bolton, assessor de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, confidenciou aos jornalistas que altas patentes da nomenklatura de Nicolas Maduro teriam negociado a saída do ditador, segundo “La Nación” de Buenos Aires.

Bolton pediu ao Exército venezuelano cooperar na saída pacífica do ditador.

Por sua vez, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse pela CNN que Maduro tinha um avião pronto para leva-lo a Havana.

E o influente senador republicano pela Florida Marco Rubio, comemorou o início da “fase final” da libertação da Venezuela.

domingo, 12 de maio de 2019

Álcool, droga, AIDS:
lideram corrida para a morte demográfica

Drogados na Rússia, bonecos de cera para afastar crianças do vício
Drogados na Rússia: bonecos de cera para afastar crianças do vício
Luis Dufaur
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A dramática degradação da saúde pública e do número da população da Federação Russa é agravada pela ausência ou muito pobre credibilidade das estatísticas.

Essa falha impede até conceber algum plano pelo menos moderador dos sofrimentos da população.

Em 2009, se calculava que mais de 2,5 milhões de russos com idades entre 18 e 39 eram adictos a drogas ilegais, segundo o chefe do Serviço russo para o controle federal da droga, Viktor Ivanov.

Além do mais, havia 140.000 menores em centros de recuperação para drogados, noticiava a agência estatal “Novosti”.

Segundo Ivanov, perto de 30.000 russos morriam anualmente por excesso de droga. O número de decessos inclui crimes associados a essas substâncias.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Golfinhos e belugas: ‘vítimas úteis’ da agressividade de Moscou

Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Beluga treinada se aproximando dos pescadores
Luis Dufaur
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Pescadores do ártico norueguês que moram no povoado de Inga, informaram que uma beluga branca, espécie maior que o golfinho qualificada erroneamente como baleia, começou a se esfregar em um de seus barcos de pesca, como noticiou “La Nación”.

O fato que estranhou aos pescadores é que a beluga levava amarrado um estranho arnês. Joergen Ree Wiig, da Direção Noruega de Pesca, disse que numa correia do arnês do animal marinho estava escrito “Equipe São Petersburgo”.

Além do mais, o arnês carregava uma base onde podia se instalar uma câmera.

A beluga não é um animal agressivo, é gregária, pode medir 5,5 metros e pesar 1.600 kg. No verão se reúne em grupos de até milhares de exemplares.

Sofrem muita depredação por parte dos ferozes ursos brancos, mas sua população é numerosa.

domingo, 28 de abril de 2019

Espionagem 'ilegal' de Putin surpreende Ocidente adormecido

Um ano após a tentativa de assassinato de Sergueï Skripal, os matadores do Kremlin continuam impunes
Um ano após a tentativa de assassinato de Sergueï Skripal,
os matadores do Kremlin continuam impunes
Luis Dufaur
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As investigações sobre o envenenamento quase fatal do ex-espião russo Serguei Skripal e de sua filha no Reino Unido prosseguem e acabaram de convencer o Ocidente de que Moscou não está jogando “limpo”, segundo observou o jornal de Madri “El Mundo”.

O último 'golpe' assassino dos agentes silenciosos do Kremlin pôs em ressalto a “via selvagem” dos operativos secretos de Moscou no exterior.

Confira também: Os comandos assassinos da Rússia

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Exército privado” de Putin desce na América do Sul

Kremlin encomenda homicídio e gera onda mundial de retaliações

A espionagem sempre existiu, mas Ocidente acreditava assaz tolamente que havia perdido muito de sua extensão e da ferocidade criminosa com a queda da URSS em 1989.

domingo, 7 de abril de 2019

TV russa mostra alvos para ataque nuclear aos EUA e sonha com capitulações

Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados (Captura de vídeo)
Dimitri Kiselyov, âncora da TV, mostra objetivos nos EUA a serem pulverizados
(Captura de vídeo)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O presidente Vladimir Putin ameaçou os EUA com um equivalente da “crise dos misseis” acontecida a propósito do envio de mísseis nucleares russos a Cuba, e que pôs o mundo à beira da guerra mundial atômica durante 13 dias (16-28 outubro de 1962).

Uma semana depois, a TV estatal voltou à carga com as ameaças enumerando os objetivos que o Kremlin atacaria em território americano em caso de conflito nuclear, noticiou o jornal de Barcelona “La Vanguardia”.

No operativo a Rússia usaria um míssil hipersônico que estaria desenvolvendo.

Segundo a agência Reuters, Dimitri Kiselyov, o âncora do Vesti Nedeli principal noticiário semanal da TV moscovita, exibiu num mapa pelo menos cinco objetivos: o Pentágono, a casa de feiras do presidente em Camp David (Maryland), centros militares como Fort Ritchie, uma base aérea em McClellan (Califórnia) e uma base naval no Estado de Washington.

domingo, 31 de março de 2019

Para não serem pegos guerreando no exterior

Soldado russo tirou selfie combatendo na Ucrânia.
Postou em rede social onde foi pego por jornalista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os soldados russos ficaram proibidos de tirar selfies ou fornecer informações pessoais em redes sociais que permitam localizá-los ou identificá-los.

A lei foi aprovada esmagadoramente pela Câmara baixa da Duma, Parlamento da Rússia, com 90,7% dos votos.

Deve ser ratificada pelo Senado, onde certamente será aprovada pois atende à vontade do presidente Vladimir Putin.

Além do sigilo militar, a lei obedece a uma grave preocupação para o intervencionismo bélico russo no exterior.

domingo, 24 de março de 2019

Rússia: central mundial de malefícios satânicos?

Círculo mágico para atrair maldições contra os inimigos de Putin
Círculo mágico para atrair maldições contra os inimigos de Putin
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A cerimônia pareceria tirada de Harry Potter, mas foi no mundo real. Aconteceu em Moscou e foi noticiada largamente pela BBC.

O círculo mágico estava composto maioritariamente de mulheres, cobertas com capuzes escuros e símbolos vermelhos nas costas, rezando fórmulas ocultistas visando um efeito demoníaco sobre a política.

“Que venha com grandeza o poder da Rússia e dirija o caminho de Vladimir Putin. Respira, ó Mae Terra, abraçando à Rússia”, invocava a chefa do grupo, Alyona Polyn, enquanto as outras bruxas pronunciavam conjuros.

O grupo de feiticeiras se denomina “Império das Bruxas mais Poderosas” e pratica apelos diabólicos, ou “círculos mágicos de poder”, para apoiar ao presidente formado na KGB.

“A gente deve apoiar a Vladimir Putin antes de qualquer coisa”, disse a feiticeira Yulia. “Queremos que os vilões [que atacam a Putin] fiquem em silêncio “, acrescentou a bruxa Irina para a agência Reuters.

As bruxas soltaram malefícios contra os inimigos da Rússia e de seu ditador.

Polyn, que diz ser a maga principal, explicou à mídia russa que suas cerimônias têm sempre o apoio do Estado e do presidente “porque ele é o rosto da Rússia”.

domingo, 17 de março de 2019

Revelações da espionagem soviética estarrecem Letônia

Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Celas no quartel geral da KGB na capital da Letônia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Letônia, um dos três países bâlticos que recuperaram a independência após a queda da União Soviética em 1991, se depara com um dos tantos dramas legados pela ditadura comunista.

Em concreto, discute o que fazer com os malotes repletos de fichários pessoais deixados pela KGB, a polícia secreta soviética originalmente chamada de Checa, escreveu o “The New York Times”.

Trata-se das fichas completas de 4.141 cidadãos da pequena república que teriam sido espiões ou informantes da KGB.

Sua função consistia em denunciar familiares, amigos, colegas de trabalho lhes atribuindo atividades anticomunistas. Tais denúncias poderiam lhes custar a vida, torturas ou sinistras prisões.

Por exemplo, Yuris Taskovs denunciou um vizinho que assistia pornografia alemã e que depois denunciou centenas de ativistas anti-Moscou. Taskovs está convencido de sua nojenta “façanha”: “durante 12 anos trabalhei para eles com grande entusiasmo”, como informante da KGB, disse.

domingo, 10 de março de 2019

Os comandos assassinos da Rússia

Maxim Borodin (direita) incomodou o Kremlin investigando o 'exército privado de Putin' na Síria. Apareceu morto em circunstâncias reveladoras.
Maxim Borodin (direita) investigou a ação do 'exército privado de Putin' na Síria.
Apareceu morto em circunstâncias reveladoras.
Luis Dufaur
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A misteriosa morte do jornalista de investigação russo Maxim Borodin, que apareceu na rua após cair de um quinto andar na sua cidade de Ekaterimburgo, região centro-oriental da Rússia, soou a um assassinato encomendado por causa de suas investigações sobre a atividade de mercenários russos na guerra da Síria, escreveu “Clarín” de Buenos Aires.

A polícia estadual de Sverdlovsk sugere que foi um suicídio, malgrado reconheceu não ter achado sinal algum nesse sentido.

Mas, Polina Rumiantseva, chefe de redação da agência de notícias Novy Den, onde trabalhava Borodin, acha que não houve nada do que a polícia diz.

Um amigo de Borodin, Vyacheslav Bashkov, contou em Facebook que nessa tarde o jornalista alertou que seu prédio estava rodeado por “membros das forças de segurança” com roupa camuflada e mascarados.