domingo, 2 de maio de 2021

Russos fogem da Sputnik V, propaganda oficial insiste e Anvisa proíbe

Governo russo esttaria falsificando as estatística para promover a imagem de sua medicina
Governo russo estaria falsificando as estatísticas para promover a imagem de sua medicina
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Para o Kremlin, a vacina Sputnik V tem o valor de uma cartada propagandística que deve ser projetada para levar o prestígio do regime a um ápice.

Ela serve para dizer que a medicina russa está no topo porque sua vacina foi a primeira aprovada contra o coronavírus. Então Vladimir Putin tece uma diplomacia de Guerra Fria opondo Leste contra Oeste, escreveu “Clarín”.

Porém, nem os russos acreditam. 

Na Argentina o governo nacionalista de Alfredo Fernández incondicional amigo dos russos e do socialismo tenta vacinar todo mundo com ela. Mas a Rússia não consegue entregar em tempo nas quantidades prometidas e os números de contágios e óbitos não param de crescer.

A percentagem da população vacinada na Rússia (5,71% dos habitantes) é menor que na Argentina (9,39%).

A Rússia não entrega em tempo as quantidades prometidas
A Rússia não entrega em tempo as quantidades prometidas
A Argentina teve que adiar a segunda dose para os que receberam a primeira e o governo inflaciona a contabilidade acrescentando a chinesa Sinopharm e a britânica AstraZeneca para dissimular a desorganização geral.

A Rússia esconde as mortes, mas os cidadãos russos temem mais a vacina e se justificam dizendo que eles estão acostumados a passar muito mal.

Putin anunciou o registro da vacina quando essa não tinha passado ainda os testes de fase III. Ele ofereceu como “garantia de confiança” que uma de suas filhas, até então desconhecida, havia sido puncionada.

Alberto Fernández se ufanou de assinar o contrato de compra com os russos em dezembro de 2020, ainda com os testes não concluídos.

Mas agora, num regime catastrófico, chora com a chegada de um milhão de doses de Pfizer, odiada ideologicamente porque é americana.

Posteriormente, a famosa revista The Lancet endossou os estudos do Sputnik em sintonia com as autoridades russas e o governo de esquerda argentino comemorou uma redução significativa na mortalidade com uma única dose de Sputnik. Ou seja, os que aguardavam a segunda vão ter que aguardar para além dos limites.

Em Komi, o governo ordenou lockdown, mas das informações sobre o Covid
Em Komi, o governo ordenou lockdown, mas das informações sobre o Covid
Na Rússia qualquer um pode ser vacinado: basta comparecer no posto que pode funcionar em shoppings e restaurantes. Quem se vacina na Praça Vermelha ganha um sorvete.

O problema é que os russos não vão.

A demora de Putin em se vacinar alegando ser perigosa para os maiores de 60 contribuiu para o clima de desconfiança. Putin acabou vacinado, mas não se sabe com qual.

“Os russos não confiam em seu próprio Estado e não confiam no que pode sair desse Estado”, explicou Andrei Kortunov, do Conselho Russo para Assuntos Internacionais, à BBC.

Nas ruas de Moscou enormes pôsteres exibem a foto de um médico dizendo: “Acredite em mim. Vacine-se”. Mas, mesmo assim os russos não acreditam nem nos certificados de óbito e acham que o governo esconde os números.

Muitos foram de celular na mão para reclamar o corpo de seus pais e tiveram os aparelhos quebrados no chão.

O “The New York Times” publicou longa reportagem sob a manchete “’Não se pode acreditar em ninguém’: os estragos ocultos da Covid na Rússia já são um segredo público e notório”.

Após viagem à Rússia, ANVISA rejeitou a vacina russa por impropriedades múltiplas
O Ministério da Saúde brasileiro vetou a Sputnik-V por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa concluiu sobre a Sputnik V que há falta de dados consistentes e confiáveis, falhas no desenvolvimento e na produção em todas as etapas dos estudos clínicos, ausência ou insuficiência de dados de controle de qualidade, faltas de segurança que podem acarretar infecções em seres humanos, danos e óbitos, foge dos padrões de qualidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) presença de impurezas e de vírus contaminantes no processo de fabricação, ausência de validação/qualificação de métodos de controle, ausência de testes de toxicidade reprodutiva, desconhecimento de efeitos adversos de curto, médio e longo prazos. 

Uma série de problemas foi o resultado de uma missão de inspeção enviada à Rússia, onde não foram identificadas condições de fabricação e controle de qualidade e foi negado à equipe brasileira o acesso às instalações do instituto desenvolvedor da vacina. 

 A Rússia nega tudo e atribui a recusa a manipulações ideológicas dos EUA e do governo brasileiro.

Cientistas russos teriam desenvolvido uma vacina considerada uma das melhores do mundo, mas não entrava na estratégia de guerra da informação do Kremlin que queria a Sputnik V e teria sido silenciada.

“É difícil encontrar um país com números piores em relação à mortalidade de Covid”, disse Aleksei Raksha, um demógrafo independente em Moscou. “O governo faz todo o possível para ocultar os dados”, cita  “The New York Times”.

Estatísticas russas falsificadas para favorecer imagem internacional do regime
As estatísticas russas são falsificadas para favorecer a imagem do regime
Os números da Rosstat, comparável ao nosso IBGE, fornece números incongruentes.

Na região de Samara – onde passa o rio Volga entre campos de petróleo e fábricas de carros – teve 10.596 mortes excedentes quando os números oficiais só falavam de 606 mortes do coronavírus.

Até esses falsos são pretexto para os russos dizerem que a doença não é grave. Outros acham que, como sempre, o governo mente, e supõem números gigantescos, ou acham que é o coronavírus é uma arma biológica da Fundação Bill e Melinda Gates, acrescenta o jornal americano.

A palavra Covid-19 não pode aparecer na certidão de óbito. Já antes não se confiava nas certidões, mas se acredita menos agora que o governo apregoa a segurança da vacina.

“Quem sabe o que tem dentro! Você não pode confiar em ninguém”, clama Inna Pogozheva, ginecóloga cuja mãe morreu oficialmente numa tomografia e que não pode ver seu corpo.

Em Samara, o governo diz que a pandemia só matou 1 em cada 250 óbitos. Mas Viktor Dolonko, editor de um diário cultural, teve cerca de 50 de seus conhecidos ceifados pela pandemia.

E se consola pensando que “ao contrário dos ocidentais, os russos sabem o que é viver em condições extremas”, aludindo às desgraças que se abatem quotidianamente sobre o sofrido povo russo.


domingo, 25 de abril de 2021

Movimentos imprevisíveis na nova Guerra Fria russa

Concentração militar russa em Opuk, costa do Mar Negro, Crimeia
Concentração militar russa em Opuk, costa do Mar Negro, Crimeia
Luis Dufaur
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O Kremlin fez espalhafato com suas movimentações militares junto à fronteira da Ucrânia. Ela pretextava risco de guerra civil nesse país que a obrigaria a intervir, leia-se invadir.

No momento que escrevemos está retirando forças estacionadas na região, mas seus procedimentos são imprevisíveis e nada confiáveis.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, deu um falso verniz humanitário ao apoio aos rebeldes separatistas que obedecem instruções da Rússia e controlam partes de Lugansk e Donetsk, duas áreas autônomas no leste da Ucrânia, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

“O mundo todo, incluindo a Rússia, tomará medidas para evitar a repetição dos eventos de 1995 em Srebenica na Ucrânia, em caso de que uma ação militar total recomece ali”, alardeou.

A montagem de Peskov explora a massacre de 8.373 muçulmanos por forças sérvias ortodoxas na Bósnia.

Aquele horrível genocídio nada tem a ver com a crise ucraniana, mas sugere que a máquina de propaganda russa tem algo imaginado nesse perverso sentido para invadir a Ucrânia.

Peskov inventou ainda outro sofisma: “se uma guerra civil com atividades militares de larga escala recomeçar perto das nossas fronteiras, isso será uma ameaça para a segurança nacional da Rússia”, acusando a Kiev de “não rejeitar a ideia do uso da força”.

A única “guerra civil” que pode ser possível é se a Rússia incitar as minorias separatistas que arma e sustenta em território ucraniano e enviar grandes quantidades de tropas e armamentos.

Os EUA seguraram o envio de dois navios de guerra para o Mar Negro junto às áreas conflituosas onde a Rússia está exibindo navios em exercícios navais.

Bases russas na Criméia
Bases russas na Criméia
Milhares de soldados e grande quantidade de armamento russo estão chegando às fronteiras e à Crimeia.

Kiev também reforça sua presença militar na parte da fronteira de 500 km com as áreas nas mãos de separatistas. Esses se declararam “repúblicas autônomas” integradas na “Grande Rússia”, posicionamento nunca levado a sério pela ordem internacional, o Kremlin excetuado obviamente.

Em caso de um provável desfecho negativo para os apaniguados por Moscou, a Rússia não pode permitir a humilhação diante de quem qualifica de “satélite dos EUA”, observou o diretor do Centro de Análise de Tecnologias e Estratégias de Moscou, Ruslan Pukhov.

O G7 exortou Rússia a frenar seus movimentos de tropas e Jens Stoltenberg, secretario general da NATO fez a mesma exigência com mais força, informou “Clarín”.

Stoltenberg qualificou a concentração bélica russa de “injustificada, inexplicável e profundamente preocupante e que a Rússia deve cessar com suas provocações e parar toda escalada imediatamente”.

A diplomacia russa não aceita nada a acusa a OTAN e os EUA de jogar com fogo enviando armas a Ucrânia.

Os funcionários ucranianos estão convencidos de que Rússia está à procura de um pretexto dizendo que age em legítima defesa.

Ucrânia diz que Moscou concentrou 80.000 homens na fronteira (logo elevados para 150.000) reforçados com artilharia, tanques e mísseis de curto alcance.

Gustav Gressel, analista do ‘European Council on Foreing Relations’ acha que embora a guerra é possível, não é o cenário preferido pelo Kremlin.

Tropas russas aerotransportadas perto da Ucrânia
Tropas russas aerotransportadas perto da Ucrânia
Más pode haver escaramuças. Gressel acha que se a Ucrânia quer evitar a guerra deve agir segundo o velho proverbio romano “si vis pacem, para bellum” (se queres a paz, prepara-te para a guerra).

“Eles têm que fazer sentir ao Kremlin que o conflito terá custos desproporcionalmente maiores que os benefícios”.

Também “The New York Times” aponta a grande concentração militar camuflada russa em Maslovka, do lado russo.

Michael Kofman, pesquisador do CNA, um think tank de Arlington, Va., considera que os militares russos agem abertamente porque não visam a guerra, mas um show de forças.

Os alarmas cresceram quando Biden anunciou novas sanções a empresas russas e a expulsão de dez de seus diplomatas.

Moscou, como é praxe, expulsou outros dez diplomatas americanos e seu chanceler Sergei Lavrov prometeu “medidas dolorosas” para o mundo dos negócios americano.


domingo, 18 de abril de 2021

Crimeia: opressão russa de todas as minorias

Grafites do comandante supremo na Crimeia ocupada lembram a Havana de Fidel Castro
Grafites do comandante supremo na Crimeia ocupada lembram a Havana de Fidel Castro
Luis Dufaur
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Pouco se fala do destino dos habitantes da Crimeia, invadidos e submetidos pelos soldados russos. 

A grande mídia ocidental guarda um silencio estranho, embora a população sofra uma opressão mais própria de uma ditadura ou de um regime soviético, segundo se tira de reportagem da Deutsche Welle. .

Nas ruas pode se encontrar o grafite de Vladimir Putin enquanto herói libertador, como o de Fidel Castro ou do Che Guevara nos muros carcomidos das cidades e aldeias cubanas.

As bandeiras russas substituíram as ucranianas antes mesmo do referendo fraudulento para fingir uma anexação legal.

Na primavera de 2014, soldados uniformizados, mas sem insígnias ou identificação ocuparam o prédio do governo, o Parlamento de Simferopol e, posteriormente, o quartel-general do exército ucraniano na Crimeia que faz parte da Ucrânia.

Mas não diga isso porque quem rejeita a anexação é perseguido. 

domingo, 11 de abril de 2021

Escalada bélica nas fronteiras russo-ucranianas

Tanque ucraniano mira separatistas pro-russos no Donbass
Tanque ucraniano mira separatistas pro-russos no Donbass
Luis Dufaur
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Enquanto no Extremo Oriente cresce a tensão da China contra os EUA, Moscou a imita pegando Ocidente por outro lado, mais concretamente visando a Ucrânia e a Europa Central.

O governo ucraniano denuncia importante aumento da presença militar russa na Crimeia. Mas Moscou, como é costumeiro, nega e ataca Kiev imputando-lhe não aplicar os acordos de paz assinados, noticiou a Deutsche Welle.

O chefe do exército ucraniano replica apontando que Moscou não cessa de aumentar sua presença militar ao longo da fronteira com a Ucrânia.

“As coisas vão mal”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao semanário russo Argumenty i Fakty.

“Pode-se dizer que não foi possível avançar na implementação do pacote de medidas de Minsk e dos acordos subsequentes alcançados em Paris”, acrescentou Peskov.

“Agora estamos vendo uma escalada das tensões ao longo da linha de frente” e “os ganhos modestos obtidos anteriormente estão sendo desfeitos”, acrescentou Peskov.

domingo, 28 de março de 2021

Putin restaura arbitrariedade do Estado
e culto da personalidade

O artificial patriotismo induzido converge no culto da personalidade de Vladimir Putin. Loja em Moscou
O artificial patriotismo induzido converge
no culto da personalidade de Vladimir Putin. Loja em Moscou
Luis Dufaur
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Está em curso uma militarização geral da Rússia, apontou reportagem de AsiaNews.

A exaltação do exército e o desejo exacerbado de servir a pátria atingiram níveis máximos do ponto de vista da estatística e da histeria coletiva.

A militarização começa nas escolas, onde se ensina educação militar-patriótica da população, um conceito martelado enfaticamente desde a invasão da Ucrânia.

Ele ocupa o lugar do doutrinamento marxista-leninista em tempos da URSS e é regulado por um programa especial do todo-poderoso governo.

O Ministério da Defesa prepara o plano para os anos 2016-2020.

A finalidade é formar as mentalidades das crianças desde o berço e fazê-las soldados da “nova URSS”, orgulhosas de um passado que inclui com destaque a era soviética.

Os jovens são iniciados desde muito pequenos, sendo confiscados pela nova educação entre 1 e 6 anos de idade.

Nesse período, são tirados da influência dos pais e passam a depender do Estado, que os iniciará num sistema de ‘valores espirituais’.

Clubes patrióticos alistarão os jovens a partir dos sete anos.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Guerra da informação russa manipula a Sputnik-V

Promessas de vacinação recorde foram blefe de sabor comunista
Promessas de vacinação recorde foram blefe de sabor comunista
Luis Dufaur
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A vacina Sputnik V teria colocado a Argentina no topo dos países centrais segundo o governo populista, em verdade dissimuladamente pro-russo e pro-comunista, de Buenos Aires.

A imunização da população com o Sputnik-V devia começar em dezembro de 2020. Putin anunciava que a medicina russa estava na dianteira do combate mundial ao vírus.

Mas, a pólvora russa molhou-se mais cedo do desejado, observou o “Clarín” de Buenos Aires. Em apenas dois meses a bolha da mentirada estava perfurada.

No Kremlin os trompetes soaram forte e frente à Casa Rosada o vulgar bombo peronista bateu feio, porém poucos dos 20 milhões de doses anunciados para janeiro e fevereiro de 2021 acabaram descendo em aeroportos argentinos.

A grande mídia bajulava o governo exibindo as fotos dos Airbus 330 preparados na pista para ir à Rússia trazer os milhões de doses.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Ameaça de nova Guerra Fria:
Biden trata Putin de assassino

Primeira vez que bombardeiro nuclear EUA pousa no Ártico. Base de Bodø, Noruega, em março
Primeira vez que bombardeiro nuclear EUA pousa no Ártico.
Base de Bodø, Noruega, março 2020
Luis Dufaur
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Na primeira “longa conversa” telefônica de Joe Biden na Casa Branca com Vladimir Putin no dia 26 de janeiro as relações americano-russas mostraram estar no nível mais preocupante desde o fim da Guerra Fria, segundo “Le Monde” de Paris.

Após o distendido relacionamento entre Trump e Putin, Biden focou o explosivo acordo Novo Start de armas nucleares assinado em 2010 que limita os arsenais atômicos dos dois a um máximo de 1.550 ogivas, ou 30 % a menos do precedente limite.

O presidente americano levantou temas que ferem o expansionismo russo. Ele “reafirmou nosso sólido apoio à soberania da Ucrânia face à insistente agressão da Rússia”, explicou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Biden também expressou sua “preocupação” pelo “envenenamento de Alexeï Navalny” que foi preso novamente na Rússia após cinco meses de convalescência num hospital alemão.

domingo, 7 de março de 2021

Ruínas do programa espacial soviético

Luis Dufaur
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A Rússia é uma imensa realidade histórica, cultural e populacional com grande vocação e missão histórica. 

Os produtos do gênio dos povos que a constituem estão à vista de todos em sua como que insondável variedade e riqueza.

Porém, esse povo destinado a uma transcendental missão futura, sofreu incalculáveis tragédias ao longo de sua história.

Uma delas foi a imposição do regime comunista, fruto de uma ideologia  sinistramente idealizada nos anos do Terror da Revolução Francesa, no fim do século XVIII.

A revolução bolchevique de 1917 destruiu o deslumbrante império dos czares e implantou a mais feroz ditadura igualitária da História: a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS.

Não reconhecemos a verdadeira Rússia no monstro da URSS, que a transformou na plataforma de uma seita filha dos crimes ideológicos da Revolução Francesa que quis implantar no mundo a Revolução gnóstica e igualitária gestada na putrefação da ordem cristã medieval.

O ateísmo total do comunismo exigia uma igualdade total, cujo igualitarismo radical se exprimia num pensamento essencial: não há Deus, mas somente a matéria. E todos aqueles que de algum modo são como que reflexos de Deus devem ser exterminados, a começar pelos czares, a nobreza e a classe dos proprietários.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Como matam os envenenadores de Navalny

Pessoal de emergência do xjército alemão leva Alexei Navalny para o Charite de Berlim
Pessoal de emergência do exército alemão leva Alexei Navalny
para o hospital Charite de Berlim
Luis Dufaur
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A tentativa do Kremlin de envenenar o dissidente liberal Alexei Navalny foi frustrada por uma pressão internacional. 

Navalny foi tratado num hospital alemão especializado nos venenos que os serviços secretos russos elaboraram para punir mais sadicamente seus ex-membros.

O crime reavivou a lembrança de tentativas químicas recentes como os assassinatos do jornalista Timur Kuashev, de Nikita Isaev líder da Nova Rússia – partido de Putin – e de Ruslan Magomedragimov, dissidente do Daguestão.

A esta conclusão chegou uma nova investigação promovida pela rede de dissidentes russos “The Insider”, a grande revista alemã “Der Spiegel” e “The Bellingcat”, publicação especializada em atividades clandestinas ou secretas, que foi glosada pelo jornal espanhol “El Mundo”.

Delatou o plano a movimentação de oito homens do “esquadrão de ataque” do FSB – a continuadora da polícia política soviética KGB – suspeitos da tentativa de envenenamento de Navalny .

Segundo “The Insider” as viagens dos três homicidas coincidem no espaço e no tempo com os ataques cometidos.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Fecha Museu da KGB que revelaria muitos secretos

Julius Urbaitis e sua filha Agne Urbaityte,no KGB Spy Museum, niuma sala como se faziam ois interrogatórios
Julius Urbaitis e sua filha Agne Urbaityte, no KGB Spy Museum,
numa sala como se faziam os interrogatórios
Luis Dufaur
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O colecionista lituano Julius Urbaitis, 57, se preparava para fechar um museu com objetos provenientes da KGB, evocativo de uma organização ideológica marcada pelo crime, não rara vez horrendo, em nível mundial.

Urbaitis reuniu, junto com sua filha, mais de 3500 objetos usados pela polícia secreta e pelas agências de inteligência da URSS, como registrou “The New York Times”.

Possui singularidades como uma pistola que parece um lápis labial, um guarda-chuvas com uma agulha venenosa oculta e uma lâmpada que teria sido usada numa vila de Josef Stalin.

Mas o Museu da Espionagem da KGB, inaugurado há menos de dois anos, será fechado permanentemente.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Rússia banida dos Jogos Olímpicos por doping

Rússia proibida por doping oficial nas Olimpiadas do Japón 2021
Rússia proibida por doping oficial nas Olimpíadas do Japão 2021
Luis Dufaur
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Há tempos a Rússia disputa na justiça esportiva a presença nas competições internacionais após a descoberta de um grande esquema de doping montado pelo Kremlin antes e durante as Olimpíadas de Inverno de Sochi 2014.

A Agência Mundial Antidoping a proibiu Moscou de competir nos próximos quatro anos nos jogos mundiais.

O Kremlin apelou a diversas instancias até que o tribunal máximo esportivo, o Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS), confirmou que não poderá participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio ou campeonatos mundiais até 2022, noticiou “Clarín”.

E não lhe foi tão mal. Os juízes do CAS reduziram de quatro para dois anos a suspensão que a Agência Mundial Antidopagem lhe havia imposto por causa de manipulação de dados.

A decisão não tem precedentes na história da justiça esportiva. E enfatiza que a Rússia não poderá competir usando seu nome, bandeira e hino durante esse período, nem poderá sediar qualquer evento esportivo por dois anos.

Os atletas e times russos poderão competir nas Olimpíadas de Tóquio e nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim em 2022, bem como em campeonatos mundiais, incluindo a Copa do Mundo Qatar 2022, se não estiverem envolvidos em casos de doping.

Uma delegação poderá usar uniformes com o nome “Rússia” desde que a frase “Atleta Neutro” ou “Delegação Neutra” se destaque junto e igualmente.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Restos de vítimas do comunismo emergem na “estrada de ossos

Crânio na 'estrada dos ossos'
Crânio na 'estrada dos ossos'
Luis Dufaur
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Um crânio e ossos de pelo menos três pessoas mortas pela Revolução Comunista apareceram misturados com terra para solidificar a chamada “estrada de ossos”, em Irkutsk, Sibéria, informaram diversos sites entre os quais Sapo de Portugal.

As ossadas de mais de um século foram enterradas numa areia que depois foi usada na estrada para facilitar a tração sobre a neve e o gelo, opinou The Guardian.

O dirigente local Nikolay Trufanov disse que a cena foi 'horrível'
O dirigente local Nikolay Trufanov (autor das fotos)
disse que a cena era 'horrível'
Um funcionário da cidade de Kirensk acrescentou para um canal de televisão estatal russo que as ossadas podem datar da guerra civil de 1917-22.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Cemitério soviético secreto com mais de mil tanques, aviões e helicópteros em 'reserva'

Luis Dufaur
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Lana Sator, uma fotógrafa de Moscou ganhou notoriedade internacional flagrando lugares abandonados em locais protegidos pelo secreto de Estado na Rússia.

Uma de suas descobertas mais recentes é uma base militar soviética com mais de mil tanques, aviões e helicópteros que hoje acumulam poeira e ferrugem, segundo reportagem de “La Nación”.

Esse ato de exploração urbana, ou urbex, é ilegal na Rússia porque envolve o acesso a propriedades estatais sem permissão.

A fotógrafa viajou mais de uma década pelo país e descobriu parte da estrutura esquecida da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Edifícios icônicos, bases militares e usinas nucleares, mostram ao mundo o gigantismo ameaçador forjado pelo antigo estado comunista e hoje abandonado.

domingo, 24 de janeiro de 2021

Sedes diplomáticas atacadas com radiações em Cuba e na China

Embaixada dos EUA em Havana foi um dos alvo
Embaixada dos EUA em Havana foi um dos alvos
Luis Dufaur
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Há anos vem se discutindo a causa de estranhos mal-estares passados por funcionários de delegações diplomáticas ocidentais em países comunistas.

Especulou-se com ondas de algum tipo sonoro bombardeadas pelos serviços secretos marxistas. O certo é que diversos funcionários tiveram que interromper seus serviços e até retornar a seus países.

Agora parece se ter identificado a causa desses esquisitos problemas do pessoal diplomático dos EUA em Cuba e na China como sendo uma radiação de micro-ondas “direcionada”, recolheu “La Nación”.

É o que conclui um novo relatório do comitê da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

O estudo foi encomendado pelo Departamento de Estado e divulgado na tentativa de encontrar a causa das doenças misteriosas no pessoal diplomático dos EUA em Havana no final de 2016.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Documentário desvenda horrores ocultos
dos “gulags” de Stalin

Kolyma: berço do nosso medo
Luis Dufaur
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Os massacres dos ditadores soviéticos foram abados oficialmente pelo que os jovens russos não ouviram falar das mortes perpetradas no Grande Terror.

O youtuber russo Yury Dud quis corrigir essa ignorância e lançou o filme Kolyma: Birthplace of our fear (Kolyma: berço do nosso medo) sobre a repressão stalinista, segundo relatou a rádio oficial alemã Deutsche Welle.

“Toda a minha vida eu tenho ouvido meus pais dizerem: 'tenha cuidado e não atraia atenção desnecessária, pois é perigoso”, conta Yury. “Mas eu queria entender: de onde vem o medo da geração mais velha?”, prossegue.

Yuri vê as raízes deste medo no terror do stalinismo, o capítulo mais negro da história russa do século 20. Mais de 16 milhões de pessoas inocentes foram forçadas a trabalhar em condições desumanas em campos de trabalho privadas de liberdade e saúde.

Pelo menos 2 milhões de pessoas morreram como prisioneiros políticos ou por pertencerem a minorias étnicas. Mas esses números são incompletos e pouco confiáveis, por que muitos arquivos secretos ainda hoje se encontram indisponíveis para estudos.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Comunismo é criminoso e diabólico

Na Ucrfânia uma das primeiras iniciativas do povo livre foi demolir as estátuas do ditador assassino
Na Ucrânia uma das primeiras iniciativas do povo livre
foi demolir as estátuas do ditador assassino




Paulo Roberto Campos,
agência ABIM





No dia 4 de novembro (2020), o parlamento eslovaco aprovou uma emenda declarando o Partido Comunista uma organização criminosa.

A Eslováquia se junta à Ucrânia, Lituânia, Letônia e Polônia — países que tomaram medidas semelhantes de “descomunistização”, escreveu a agência ABIM

Conforme matéria de Álvaro Peñas, do periódico madrileno “El Correo de España”, a emenda também proíbe monumentos, placas comemorativas e até nomes de praças e ruas, relacionados à ideologia comunista.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Russos fogem da vacina Sputnik V

Cientísta do Centro Nikolai Gamaleya procura vacinna contra o COVID-19 em Moscou
Cientísta do Centro Nikolai Gamaleya procura vacina contra o Covid em Moscou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No Policlínico nº 5 de Moscou os funcionários médicos aguardavam com as seringas prontas, testemunhou “La Nación”.

Aguardavam a enxurrada de pessoas que viria se vacinar contra o coronavírus na primeira fase de aplicação em massa.

E continuaram aguardando...

Aguardaram ainda mais e as fileiras de assentos da sala de espera continuavam desesperadoramente vazias.

Na falta do que fazer, os membros da equipe médica começaram a discutir onde colocariam um vasinho com rosas secas.

As autoridades russas davam por descontado que abrindo a vacinação com a Sputnik V o público concorreria em massa, mesmo quando nem a fase de testes III está concluída.

No primeiro momento seriam vacinados os profissionais da saúde e o pessoal que a diversos títulos está engajado no tratamento da pandemia.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Jornalista não-russo pode ser declarado “agente estrangeiro” na Rússia

'Agente extrangeiro' é uma figura enigmática que serve parfa reprimir qualquer um
'Agente estrangeiro' é uma figura enigmática que serve para reprimir qualquer um.
Fonte: "The Moscow Times"
Luis Dufaur
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A câmara de deputados do parlamento russo estuda uma lei que declararia “agentes estrangeiros” aos jornalistas de outros países credenciados na Rússia, noticiou “Clarín”.

O projeto legislativo apresentado por 11 deputados e 4 senadores propõe colar o rótulo de “agente estrangeiro” em quem exerce atividade política ou coleta informações no campo técnico-militar e recebe dinheiro e outras ajudas do exterior.

O documento especifica que para ser declarado “agente estrangeiro” o correspondente deve exercer atividades “incompatíveis com a sua atividade profissional”. Da mesma forma, deve realizar "atividades relacionadas ao desempenho das funções de agente estrangeiro". Mas não é indicado a quais atividades específicas se refere.

O projeto reincide no propósito repressivo manifestado em normas anteriores. Em 2012 a Rússia colocou essa tacha, susceptível de gerar graves punições policiais, às ONGs e organizações de direitos humanos que recebiam financiamento do exterior, ameaçando as igrejas e associações de caridade religiosa.

domingo, 29 de novembro de 2020

Russos falsificam dados de sua vacina de modo “criminoso”, diz cientista

Sputnik V mal foi testada mas Putin garante que é a melhor
Sputnik V mal foi testada mas Putin garante que é a melhor
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A guerra psicológica russa acha útil que o Kremlin apareça liderando a corrida para produzir a vacina contra o Covid.

O nome da vacina excogitada é Sputnik V e evoca a era da corrida espacial soviética. Segundo Putin a vacina teria feito bem a uma de suas filhas que até então pouco se sabia de sua existência.

Putin anunciou pomposamente: “esta manhã, pela primeira vez no mundo, foi registrada uma vacina contra o novo coronavírus. Sei que é bastante eficaz e dá imunidade duradoura”, registrou Francetvinfo.

A Sputnik V foi testada em mais 76 pessoas, disse Putin, e apenas com isso se teria tornado muito popular em Moscou.

domingo, 22 de novembro de 2020

Não é vídeo de terror:
é a Rússia que faz vacina!

“Pela primeira vez no mundo foi registrada uma vacina contra o novo coronavírus” anunciou Putin. Mas não éconfiável
“Pela primeira vez no mundo foi registrada uma vacina contra o novo coronavírus”
anunciou Putin. Mas não é confiável
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Kremlin divulga dados pouco ou nada confiáveis sobre a expansão da pandemia no país. Um vídeo filmado em 25 de outubro em Novokouznetsk, cidade siberiana de 550.000 habitantes por um funcionário do necrotério do hospital revelou a dimensão desse ocultamento e foi informado pela revista francesa “Le Point”.

O celular entra em uma primeira sala de “desinfecção” onde se discerne uma máquina de lavar. Mas após poucos passos os cadáveres se amontoam em um corredor, embrulhados em sacos plásticos de lixo e o funcionário tenta abrir caminho.

“Podemos até cair”, diz, “temos que andar sobre cabeças”. Em outra imagem, dois pés esguios de jovem ou mulher com meias coloridas saem de uma bolsa. “Lá, é a sala de autópsia”, fala ele. Esta sala também está cheia de tampas de plástico colocadas às pressas sobre as mesas ou no chão.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Cardeal Mindszenty, vítima da convergência vaticana-comunista pós-conciliar

O Cardenal Mindszenty no banco dos réus, durante o pantomímico processo comunista em 1949
O Cardenal Mindszenty no banco dos réus,
durante o pantomímico processo comunista em 1949
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O glorioso Cardeal Josef Mindszenty, Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz Regente da Hungria foi objeto de plena reabilitação legal, moral e política por meio de lei aprovada pelo Parlamento de Budapest e um acórdão da Suprema Corte magiar.

Ambos Poderes reconheceram a inteira inocência do Primaz e declararam destituídas de qualquer valor legal as acusações forjadas pela persecução comunista.

O Cardeal Mindszenty foi preso pelo regime comunista em 1948.

Os torturadores socialistas, através do uso de drogas obtiveram que o Cardeal assinasse uma “confissão” de conspirar contra a ditadura russa, de roubar das joias da Coroa húngara visando coroar o herdeiro, aliás legítimo, Arquiduque Otto de Habsburgo, como Imperador da Europa do Leste e, ainda, planejar a Terceira Guerra Mundial contra Moscou.

O ínclito Cardeal foi liberado pela rebelião anticomunista de 1956, e obteve asilo na representação americana em Budapest durante 15 anos.

A mera presença do Cardeal na embaixada americana continuava a atrapalhar o regime marxista. 

Por isso, este impôs à Ostpolitik vaticana que o Primaz fosse levado embora da Hungria e renunciasse a seus cargos eclesiásticos. Fatos que ac

domingo, 8 de novembro de 2020

Livros revelam bastidores da
omissão do Vaticano II sobre o comunismo

O Cardeal Bea particpou das conversações sigilosas prévias ao Concílio
que acordaram entre Moscou e o Vaticano o silêncio sobre o comunismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O vaticanista Andrea Tornielli, (“Paolo VI. L’audacia di un Papa”) trouxe nova luz sobre a omissão da condena explícita do comunismo pelo Concilio Vaticano II, segundo publicou em seu momento o escritor Antonio Socci no diário italiano “Libero”.

Tornielli publicou carta inédita do cardeal Tisserant, de 22.8.1962, confirmando o acordo entre representantes do Vaticano e da Rússia soviética para impedir a condenação.

Também confirma as irregularidades processuais com que a mesa diretora do Concílio impediu que fosse votado o pedido de condenação do comunismo assinado por mais de 400 Padres conciliares.

Socci lembra que o cardeal Biffi, arcebispo emérito de Bologna, em um de seus livros escreveu:

“o comunismo foi o fenômeno histórico mais imponente, destacado e trasbordante do século XX, e o Concílio, que elaborou uma Constituição ‘Sobre a Igreja no mundo contemporâneo’, não falou dele…

“O comunismo tinha praticamente imposto o ateísmo às populações escravizadas como uma filosofia oficial e uma paradoxal ‘religião de Estado’; e o Concilio, que se detém no caso dos ateus, não falou dele.