domingo, 15 de maio de 2022

A sombra de Putin numa França insatisfeita com a classe política

Emmanuel Macron encarnou um europeísmo que os franceses não desejam
Emmanuel Macron encarnou um europeismo que os franceses não desejam
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“Entre a cólera e a peste”: assim a terceira cidade francesa, Marselha, percebeu a opção entre os candidatos presidenciais Macron e Le Pen, refletindo uma sensação difusa no país.

Os jovens eleitores pensavam “nem um nem outro". Nem Le Pen nem Macron. Em Paris, os estudantes universitários assumiram o lema de “Ni” sem o menor entusiasmo.

“Não tenho escolha a não ser votar em Macron”, sintetizou um jovem eleitor. Alguns votaram no comunista Mélenchon para cortar o caminho de Le Pen. E depois votaram em Macron para parar Le Pen, mas não acharam um candidato que os representasse.

Nesta eleição os partidos tradicionais, conservadores ou socialistas, saíram pulverizados, comentou “Clarín”.

Mais uma sombra repudiada pela maioria dos franceses aumentou a repulsa dos candidatos da extrema direita e da extrema esquerda que lidavam pelo segundo lugar na primeira volta: a dos crimes de Vladimir Putin na Ucrânia.

Cumpria-se a estratégia do filósofo panteísta russo Alexander Dugin, íntimo de Putin: “Nós os embaralhamos passando do direitismo ao esquerdismo e vice-versa. Seduzimos ao mesmo tempo a extrema-direita e a extrema-esquerda”.

Exemplo de embaralhamento na primeira volta: habitualmente as percentagens oficiais iniciais de pouca entidade numérica não falam o resultado final.

As agências de notícias russas Tass e a Ria Novosti, pinçaram números oficiais de pequenas áreas em que a candidata preferida pelo Kremlin aparecia em primeiro lugar e difundiram sem cessar que ela ganhou a presidência, observou o “Huffington Post”.

Na Rússia a manipulação não fazia efeito, pois o povo já está habituado a que o governo minta sempre. A desinformação só podia afetar o Ocidente.

As agências russas Tass e Ria Novosti funcionaram como caixa de resonância de Marine Le Pen
As agências russas Tass e Ria Novosti funcionaram
como caixa de ressonância de Marine Le Pen
Na reta final, as agências do Kremlin forneceram números mais fidedignos, mas ficou como se tivessem havido uma fraude de último momento em favor de Macron.

No último debate antes de votação final, o presidente francês invectivou a candidata Marine Le Pen.

“Digo com muita seriedade, você depende do poder russo e de Putin. Você pegou um empréstimo em 2015 de um banco russo próximo ao governo e depois o repassou a atores envolvidos na guerra na Síria, (...) teus interesses estão ligados aos da Rússia”, registrou “Le Figaro”.

Em 2014, a Frente Nacional – agora Rassemblement National – recebeu um empréstimo de 9,6 milhões de euros do banco russo First Czech-Russian Bank (FCBR), fechado em 2016 por operações de lavagem de dinheiro. O empréstimo não foi reembolsado, mas o caso se resolveu num acordo amigável em 3 de junho de 2020.

O oponente Alexei Navalny hoje preso na Rússia pediu aos franceses não votar em Marine Le Pen porque é “uma venda de influência política para Putin”.

“Esse banco é uma agência de lavagem de dinheiro criada por Putin” acrescentou Navalny, que ficou famoso investigando a corrupção da elite russa.

Marine Le Pen justificou o empréstimo porque os bancos franceses lhe negavam crédito. “Somos um partido pobre, e isso não é desonroso”, respondeu a candidata, que se descreveu “totalmente livre”.


A historiadora Françoise Thom, especializada em questões russas, destacou um paradoxo: os franceses são sensíveis ao martírio da Ucrânia, mas parecem ter votado por candidatos pro-Rússia – Le Pen e o comunista Melenchon – como se não percebessem que está em jogo sua liberdade. Cfr. Desk Russie

 
Os partidos kremlinófilos ocupam a extrema esquerda e a extrema direita do leque partidário. Mas tudo se passa como se na hora de estabelecer a hierarquia dos perigos, o único adversário fosse a “hegemonia americana”.

A flagrante falta de julgamento que é um mau presságio para a França, tem uma explicação: a persistência da propaganda stalinista, escreve Thom.

Esses partidos de um modo explícito na esquerda ou camuflado na direita articulam velhos discursos oriundos no Kremlin.

Stalin levantou a bandeira do nacionalismo e apresentou a URSS como a campeã da soberania dos estados europeus diante de um projeto de “subjugação” da Europa pelos EUA. Putin repete essa pregação sofística.

Pouco importava estar impondo sua ditadura nos países da Europa Central e Oriental, instalando o terror e multiplicando prisões, deportações e grandes julgamentos. Tampouco hoje importavam as injustiças e massacres de inocentes na Ucrânia.

O ideólogo stalinista Andrei Zhdanov formulou o sofisma para Stalin: “A escravização da Europa baseia-se em uma ofensiva contra a soberania nacional […] ao qual se opõe a ideia de um governo mundial. … A URSS defende os direitos soberanos de todas as nações, grandes e pequenas”.

O heroísmo ucraniano fez acordar as fibras adormecidas da verdadeira França.
O heroísmo ucraniano fez acordar as fibras adormecidas da verdadeira França.
Nesses termos, Stalin não parece falar pelas cordas vocais de Le Pen, Zemmour ou Mélenchon?, pergunta Françoise Thom.

Trocados os nomes, o desatualizado anticolonialismo da Internacional Comunista volta nos ideólogos putinianos, na África e no Oriente Médio.

As duas faixas de sofismas permitem a junção do extremismo de direita e o de esquerda defendida por Dugin para desestabilizar as sociedades ocidentais.

Mas a manobra se desmascarou com a resistência dos ucranianos que evocaram os 300 heróis lendários das Termópilas segurando um imenso exército invasor, diz Thom

Em Mariupol, conclui a historiadora, a bravura dos resistentes prenuncia um renascimento das retas consciências, e o desfazimento das falácias putinistas e de seus cúmplices ocidentais


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Chantagem russa do gasoduto Yamal foi prevista no Brasil há 40 anos!

Rússia cortou o gás para a Europa via gasoduto Yamal
Rússia cortou o gás para a Europa via gasoduto Yamal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A empresa russa Gazprom fechou o gasoduto que passa pela Polônia rumo a Europa, em represália contra as sanções da União Europeia e do G7, que querem reduzir ao mínimo sua dependência da Rússia que se tem mostrado um parceiro não confiável e até criminoso na invasão da Ucrânia, noticiou “El Mundo”.

A gigante Gazprom manifestou em comunicado colhido pela AFP, que sua decisão “significa a proibição de usar um gasoduto pertencente ao grupo EuRoPol GAZ [responsável pela parte polonesa do gasoduto Yamal-Europa] para transportar gás russo via Polônia”.

O governo de Putin puniu mais de 30 empresas da UE, EUA e Singapura. Entre eles, a mais decisiva EuRoPol GAZ S.A., proprietária da parte polonesa do gasoduto Yamal-Europa.

No mesmo dia, o ministro alemão da Energia, Robert Habeck, acusou a Rússia de usar a energia como “uma arma de várias maneiras”. O corte é sensível para quatro países, e a Alemanha é a mais prejudicada.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, exortou a UE a reduzir sua dependência energética da Rússia.

“O oxigênio energético da Rússia deve ser desconectado”, disse Kuleba em entrevista coletiva. “A Rússia mostrou que não é um parceiro confiável”, acrescentou.

A perspectiva é que se os preços aumentarem não drasticamente, os europeus terão que apertar o cinto.

Percurso do gasoduto Yamal
Percurso do gasoduto Yamal
Mas se Moscou fechar completamente, haverá racionamento forçado, uma redução significativa do fornecimento e até um teto geral em todo o continente, concluiu a Comissão Europeia, órgão máximo da EU, acrescentou “El Mundo”.

A UE estuda mais sanções ao petróleo russo antes do final do ano e a Rússia responde com punições contra empresas europeias.

O corte do gasoduto Yamal direcionado à Alemanha através da Polônia, fez os preços futuros disparar a mais de quatro vezes o preço de um ano atrás.

Se a Rússia cortar completamente os envios, o efeito será brutal para a Europa e sua economia e não haverá escolha a não ser o racionamento.

Acresce que Bruxelas está tentando aplicar imprudentes ideias de transição verde e de eficiência energética que vão lhe limitar as fontes de energia atuais.

A UE diz que tem planos nacionais de emergência e instou os estados membros a atualizarem os seus planos de contingência. Leia-se se preparem até para um racionamento.

A urgência é ter os depósitos cheios para os próximos outono e inverno que no hemisfério norte começam a partir de 21 de setembro.

Em caso de racionamento, Bruxelas apela ao “princípio da solidariedade” visando ajudar os estados membros mais afetados, reduzindo o consumo das empresas.

Putin inspecciona o gasoduto Yamal
Putin inspeciona o gasoduto Yamal
O problema é que essa solidariedade vem faltando
nas relações entre os membros da UE, com muitas resistências populares às normas de Bruxelas.

A Comissão Europeia sabe que a decisão final é dos governos nacionais. Mas esse cada vez se afastam mais do sentimento popular e não se sabe o que aconteceria se o estrangulamento for máximo.

O downsizing da indústria será aplaudido pelas minorias ecologistas que reclamam planos para “lockdowns climáticos” com drásticas reduções de atividade industrial, do consumo e até das liberdades e uma queda geral do nível de vida.

Mas poderiam produzir contra-reações populares, como disse britanicamente Lord Lipsey em debate da Câmara dos Lords: “se apresentássemos este relatório ao povo britânico, ele seria recebido: ‘Oh, você não pode estar falando sério’”.

Mas o problema é sério: a Rússia está usando o gás e o petróleo como um bandido inescrupuloso usa uma arma de grosso calibre.

Em caso de emergência máxima, as discussões entre os países da UE podem rumar para o pior cenário.

Até o outono e o inverno europeus haverá alguma calma, mas chegando o frio não só o aumento do preço do gás causará atritos imprevisíveis.

Percurso do gasoduto Yamal Europa e outros gasodutos
Percurso do gasoduto Yamal Europa e outros gasodutos
“A menos que seja acompanhado de um corte notável” no consumo, observa a UE. Mas isso enche de terror aos governantes e pode fazer explodir bombas sociais que as redes sub-reptícias de subversão russa não deixarão escapar. 

Já Putin insinuou os desmandos que poderiam acontecer no coração da Europa, até agora tão ordenada.

O corte russo criou um horizonte escuro de dúvidas no continente e fez esfregar as mãos de muito agente da FSB (ex-KGB) em Moscou.

O perigo de ficar sem gás no mercado é real, conclui “El Mundo”.

O mais paradoxal é que os perigos da chantagem energética russa puderam ser evitados na base e na própria origem do gasoduto Yamal hoje em foco.

E foi um brasileiro, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que advertiu na “Folha de S.Paulo” em 24/10/1982.

Quarenta anos antes de esta chantagem se efetivar!

Eis um excerto do profético artigo:
Confira também: Dutos russos fazem hoje o que os tanques soviéticos faziam ontem

Para a corda de aço, escravos


Sirvo-me da documentação exuberante coletada pela analista política norte-americana dra. Juliana G. Pilon, Ph. D., que a benemérita The Heritage Foudation, de Washington, publicou há pouco (16-9-82).

Trata-se de um estudo sobre a construção do gasoduto de Yamal, imensa corda de aço na qual Moscou pretende enforcar tanto a Europa oriental quanto a ocidental.

Pois tornará uma e outra dependentes do gás soviético para enfrentar os rigores do inverno.

O projeto Yamal será um dos maiores empreendimentos da Rússia. Custará cerca de 45 bilhões de dólares, e será financiado em sua maior parte com créditos ocidentais a juros baixos.

Alguns desses créditos têm juros de apenas 7,5% (cfr. depoimento do especialista Roger W. Robinson, do Chase Manhattan Bank, in “Congressional Record”, vol. 128, n.° 65, de 25-5-82).

Alcançando por vezes o frio na Sibéria 50 graus abaixo de zero, compreende-se que o Kremlin não tenha conseguido preencher com trabalhadores livres grande parte dos empregos que a realização do projeto acarreta.

As estatísticas oficiais da Rússia calculam em cerca de dois milhões os empregos não preenchidos na Sibéria.

Considerando que há mais ainda a preencher nos outros ramos da construção pesada em território soviético, torna-se necessário o trabalho escravo nas obras que se realizam na Sibéria.

Daí ter havido um encontro entre Brejnev e o chefe comunista vietnamita Le Duan.

Do que resultou que o Vietnã pagaria suas dívidas para com o bloco soviético não com dinheiro, mas com trabalho escravo (cfr. “Foreign Report” da revista "The Economist" de 17-9-82).

Confira o original no ACERVO DA FOLHA DE S.PAULO. Ou em PLINICORREADEOLIVEIRA.INFO


Gazprom corta fornecimento de gás à Europa através da Polônia (agência EFE)



segunda-feira, 2 de maio de 2022

Putin expurga alucinado pela cirurgia, fracassos militares e a ambição dos oligarcas

Putin alucinado pela cirurgia, fracassos militares e a ambição dos oligarcas, Captura
Putin alucinado pela cirurgia, fracassos militares e a ambição dos oligarcas, Captura
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em março, o presidente Vladimir Putin apelou a um dos piores recursos dos ditadores que sentem sua tirania em crise: ameaçou limpar Rússia de uma “escória de traidores” que trabalharia secretamente para os EUA e seus aliados ocidentais, informou “Clarín”.

As notícias da guerra já eram desastrosas e as críticas em voz baixa no círculo íntimo do ditador do Kremlin e do Exército chegaram à espionagem interna do regime.

O líder russo fingia não dar importância ao colapso econômico, mas agora acusou o Ocidente com tons sombrios porque quereria destruir Rússia.

Putin inicia expurgo da cúpula moscovita


O povo russo será capaz de distinguir patriotas da escória e dos traidores e cuspi-los como um mosquito que acidentalmente voou em suas bocas”, disse.

E anunciou uma “autolimpeza natural e necessária da sociedade”.

O método do expurgo é bem conhecido na Rússia. Teve um auge com Stalin de quem Putin se declara admirador. Milhões de mortes e deportações foi o sinistro preço pago.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse cinicamente que a “escória de traidores”, “está desaparecendo por si própria”, renunciando a seus empregos ou se exilando.

A ameaça de Putin saiu dois dias depois que Marina Ovsyannikova da televisão estatal russa Channel One interrompeu o noticiário com uma placa atrás do locutor que dizia: “Eles estão mentindo para você”.

O presidente da câmara baixa do parlamento russo denunciou o protesto como “traição” e pediu punição “com todo o rigor”.

Quase 15.000 russos manifestantes contra a guerra foram presos
Quase 15.000 russos manifestantes contra a guerra foram presos
Quase 15.000 russos foram detidos em protestos contra a guerra desde que Putin ordenou a invasão, segundo a organização de direitos humanos OVD-Info.

Dezenas de milhares de russos fugiram para o exterior escapando da repressão.

Nova lei de mídia estabeleceu penas de prisão de até 15 anos ao jornalista que divulgar “notícias falsas”, leia-se noticie o mal andamento da guerra.

Mortes e sumiços misteriosos de ‘oligarcas’


Desde a ameaça de Putin vem se multiplicando os estranhos desaparecimentos de inúmeros oficiais russos, de oligarcas – na prática espécie de ministros do dono de Moscou.

As mortes misteriosas de oligarcas dos mais poderosos do país e de suas famílias somam dezenas.

Vladislav Surkov, o 'Rasputin de Putin' foi posto em prisão domiciliar
Vladislav Surkov, o 'Rasputin de Putin' foi posto em prisão domiciliar
“Não há dúvida de que Putin está realizando expurgos internos entre os generais e o pessoal dos serviços de inteligência (…) seja por ter feito estimativas imprecisas, por vingança por informações erradas ou críticas à sua decisão de iniciar uma guerra”, observou em meados de março o Institute of Warfare (ISW), um think-tank americano citado por “La Nación”.

O caso mais emblemático é o de Vladislav Surkov. Apelidado de “Rasputin de Putin”, é o conselheiro do presidente russo para a Ucrânia que durante 20 anos contribuiu para a propaganda “putinista”. Ele foi colocado em prisão domiciliar em Moscou, sem se saber as razões.

A maioria dos oligarcas atingidos foi alvo de misteriosos “suicídios” curiosamente semelhantes nas últimas semanas.

Alexander Tyulyakov, 61, vice-diretor do tesouro da Gazprom, a todo-poderosa empresa estatal de energia, apareceu enforcado na garagem de seu apartamento em 25 de fevereiro, perto de São Petersburgo. O jornal Novaya Gazeta informou que os médicos legistas que foram analisar o caso foram expulsos do local pelos serviços de segurança.

Três dias depois, Mikhail Watford, 66, magnata do petróleo e do gás de origem ucraniana, foi encontrado enforcado na garagem de sua casa no sudoeste de Londres.

Em 24 de março, o milionário Vasily Melnikov líder da farmacêutica MedStom, vítima de sanções econômicas ocidentais, foi achado morto a facadas junto com sua esposa e dois filhos em seu apartamento em Moscou.

Vladislav Avaev, ex-vice-presidente do Gazprombank, o braço financeiro da Gazprom sua esposa e filha morreram em Moscou, crivados de balas.

Sergey Protosenya foi achado enforcado. Sua mulher e sua filha massacradas a facadas e machadadas na sua villa em Lloret de Mar, Costa Brava
Sergey Protosenya foi achado enforcado. Sua mulher e sua filha massacradas
a facadas e machadadas na sua villa em Lloret de Mar, Costa Brava
Sergei Protosenya
, ex-CEO da gigante russa do gás Novatek, também apareceu enforcado em sua luxuosa casa em Lloret del Mar, na Espanha. Os corpos de sua esposa e filha estavam brutalmente esfaqueados.

Leonid Shulman, diretor-geral da Gazprom, foi encontrado morto no banheiro de sua casa um mês antes da invasão da Ucrânia.

Os serviços de inteligência e das forças armadas não passam melhor.

Putin pretextou uma “desnazificação” para justificar a criminosa invasão da Ucrânia que está dando num desastre militar.

Isso explica o desaparecimento de tantos líderes militares?

O ministro da Defesa e amigo pessoal do chefe do Kremlin, Sergei Shoigu, reapareceu recentemente, em trajes civis, depois que a mídia ocidental especulou sobre sua ausência.

Para Moscou, tanto Shoigu quanto seu chefe de gabinete, o general Valery Guerassimov, atual Comandante das Forças Armadas ‘volatilizado’ desde 11 de março, estariam “extremamente ocupados”.

Guerassimov não aparece desde 12 de março. Autoridades norte-americanas tentaram falar com ele no dia 18 daquele mês. Mas o general teria “se recusado a atender” uma nova ligação, seis dias depois.

Viktor Solotov, chefe da Guarda Nacional está desaparecido
Viktor Solotov, chefe da Guarda Nacional está desaparecido
Viktor Zolotov
, ex-guarda-costas de Putin, nomeado chefe da Guarda Nacional, teria a audácia de reconhecer que a invasão ia “mais devagar do que o esperado”. Desde então, ele nunca mais foi visto.

Para os serviços de inteligência britânicos, cerca de 150 agentes dos serviços russos foram dispensados ou presos, como seu diretor, o tenente-coronel Serguey Beseda.

Todos eles trabalhavam para uma divisão conhecida como Quinto Serviço, criada por Putin para manter as ex-repúblicas soviéticas na órbita russa.

“Há um mês, Beseda dorme na sinistra prisão de Lefortovo por 'fornecer informações falsas ao Kremlin sobre a verdadeira situação na Ucrânia antes da invasão'“, segundo o grupo de pesquisa Bellingcat.

Lefortovo, prisão administrada pelo FSB, tem um campo de tiro subterrâneo com buracos de bala deixados durante os expurgos de Stalin, quando a sala era usada para execuções em massa.

Aumenta a insatisfação na nomenklatura de oligarcas


É fato que está rachado o silêncio, ou aprovação obsequiosa, da elite russa à aventura de Putin.

As pesquisas falam de um apoio popular esmagador à campanha militar. Mas quem se diria em desacordo quando a lei criminaliza as críticas à guerra?

Oligarcas magnatas estão atemorizados pelas reações do chefe
Oligarcas magnatas estão atemorizados pelas reações do chefe
Magnatas – especialmente aqueles que acumularam suas fortunas antes de Putin chegar ao poder – já se manifestam timidamente, focados em seus próprios infortúnios ligados às represálias ocidentais, registra “La Nación”.

As sanções do Ocidente congelaram bilhões de dólares nas contas dos oligarcas no exterior. E a Casa Branca visa passar esses ativos dos oligarcas para a reconstrução da Ucrânia.

Anatoly Chubais, o deputado especial do governo russo para o desenvolvimento sustentável e czar da privatização da era Yeltsin está fugitivo.

A chefe do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, apresentou sua renúncia e Putin não a aceitou.

Bilionários, banqueiros, ex-funcionários falam sob anonimato que o presidente não ouve ninguém e está cada vez mais isolado. Putin só dá crédito a um punhado de oficiais de segurança linha-dura.

Vladimir Lisin, magnata do aço, alertou que “a transição para pagamentos em rublos nos tirará dos mercados internacionais”.

Vladimir Potanin, proprietário da usina de metais Norilsk Nickel, alertou que as medidas econômicas de Putin destroem a confiança dos investidores e o país beira as condições de revolta da Revolução de 1917.

Oleg Deripaska a guerra da Ucrânia foi uma 'loucura'
Oleg Deripaska a guerra da Ucrânia foi uma 'loucura'
Oleg Deripaska
, magnata do alumínio, chamou a guerra na Ucrânia de “loucura” do ponto de vista da economia. Então, agentes federais carregam uma mala de documentos dentro da casa de Deripaska, em Washington.

Horas após o início da guerra, 37 executivos mais ricos da Rússia foram convocados por Putin. “Estavam todos de mau humor”, lembra um dos presentes. “Nunca os vi tão perturbados”, diz outro participante. “Alguns nem conseguiam falar, gaguejavam: “Perdemos tudo!”

Na presença do presidente ninguém emitiu um gemido de protesto, e eles ouviram com cara de pedra as promessas de Putin.

Diante das pesadas baixas de tropas e sua retirada da região de Kiev, a invasão é vista com desconfiança não só por bilionários sancionados pelo Ocidente, mas também por membros da elite de segurança e inteligência do Kremlin.

O ministro da Defesa Sergei Shoigu, seria um dos mais preocupados. “Todo mundo tem casa, filhos, netos e quer voltar a ter uma vida normal. Ninguém quer uma guerra”, diz a fonte. “Nem todo mundo é suicida”.

Putin doente teme a cirurgia e os medicamentos


A crise no topo do Kremlin se agravou nos últimos dias. Segundo a mídia britânica, Putin pode ter que ceder o controle da guerra na Ucrânia durante uma intervenção cirúrgica para remover um câncer que o aflige, segundo “informantes do Kremlin” citados pelo Daily Mail.

Nikolai Patrushev seria o preferido de Putin enquanto esteja no hospital
Nikolai Patrushev seria o preferido de Putin enquanto esteja no hospital
Putin desconfia de todos, os suspeita de “traidores”. Mas, na necessidade, preferiria Nikolai Patrushev, chefe do Conselho de Segurança da Rússia, ex-chefe do FSB, linha-dura e um dos arquitetos da estratégia de guerra segundo a qual “Kiev está inundada de neonazistas”.

Putin teria câncer abdominal e Parkinson avançado há 18 meses, mas adia a cirurgia para estar presente na comemoração do Dia da Victoria, em 9 de maio, imensa comemoração do triunfo da URSS na II Guerra Mundial.

Nessa colossal passeata pretende anunciar a vitória na guerra da Ucrânia, que seus generais devem obter até essa data. Caso contrário teriam que pagar com suas vidas ou seus cargos.

Não se sabe “exatamente quanto tempo [ele ficará incapacitado após a cirurgia]...” Mas Putin sabe que seria suficiente para um oligarca adversário dar o golpe e assumir o poder.

Por isso quer uma guerra total na Ucrânia e a mobilização em massa de homens em idade militar. O Kremlin, é claro, nega categoricamente que Putin tenha problemas médicos.

De acordo com o New York Post, Putin não transferiria o poder, mas nomearia Nikolai Patrushev como “chargé d'affaires” para controlar a Rússia temporariamente.

Segundo a Constituição, o poder deveria passar para o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, mas Putin quer Patrushev, colega duro na direção da KGB, hoje FSB, a polícia política.

Putin “não acredita nos novos medicamentos recomendados pelos médicos que lhe causaram tontura e fraqueza”, disse outra publicação.

O médico responsável da receita foi afastado e está sendo investigado.

Os médicos que o tratam não conseguem convence-lo a mudar os medicamentos para a doença de Parkinson, já que o presidente tem medo de experimentar novos.

Seu estado psicopático é comparado com as reações histéricas de Hitler nos últimos dias. 

Uma das maiores fontes de temores é que Putin em crise decida soltar a guerra atômica antes de desaparecer.


terça-feira, 26 de abril de 2022

Comunismo versus anticomunismo no cerne da guerra da Rússia contra a Ucrânia

Estátua de Lenin reinstalada em Henichesk pelo invasor russo
Estátua de Lenine reinstalada em Henichesk
pelo invasor russo
Luis Dufaur
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Assim que as forças de Putin ocuparam a cidade ucraniana de Henichesk na fronteira com a península da Crimeia, reinstalaram uma estátua de Lenine que havia sido removida, informou o jornal espanhol “ABC”.

Em 2015, esse monumento ao líder da Revolução Comunista de outubro de 1917 foi removido de acordo com a lei de 'descomunização' do país.

A nova estátua se ostenta diante do prédio do governo regional ucraniano no qual, aliás para maior ofensa, agora está hasteada uma bandeira russa.

A agência ucraniana Euromaidan Press noticiou que Yuri Sobolevsky, deputado regional ucraniano de Kherson (a região à qual pertence a cidade de Henichesk) denunciou que “os invasores continuam seus experimentos para voltar no tempo”.

Em análogo sentido, os comunistas saudosistas da URSS manifestaram o seu apoio à injusta e cruel ofensiva de Vladimir Putin contra a Ucrânia, numa cerimônia pelo dia do nascimento de Lenine.

Fazendo seus os slogans falsos elaborados pelo Kremlin os manifestantes atacaram arbitrariamente, e aliás canhestramente, aos “anglo-saxões que vieram à Ucrânia com o objetivo de dominar o planeta”.

Essas inverdades vêm sendo espalhadas pela formidável máquina de mentiras que Putin há anos montou na Rússia para desnortear e caotizar a verdade em Ocidente.

O verdadeiro fundo da guerra russo-ucraniana é a luta entre Nossa Senhora e o diabólico comunismo
O verdadeiro fundo da guerra russo-ucraniana
é a luta entre Nossa Senhora e o diabólico comunismo
Esse sofisma foi repetido pelo primeiro secretário do Partido Comunista da Federação da Rússia (KPRF), Guennadi Ziuganov.

“Hoje, nas planícies ucranianas, está em disputa a questão de saber se o mundo será unipolar sob o seu comando [dos anglo-saxões] ou multipolar”, acrescentou o mofado dirigente das saudades soviéticas, de 77 anos.

Ziuganov também repetiu as acusações contra a NATO e os EUA de combaterem “o mundo russo” sem renovar pelo menos, com sofismas mais inteligentes.

Ziuganov falou na Praça Vermelha no 152º aniversário do nascimento de Lenine (1870-1924), líder da Revolução Bolchevique de outubro de 1917 que fez mais de cem milhões de mortos no mundo e que lançou as bases da União Soviética.

Cerca de 200 saudosistas exibiam cartazes com a foto do ideólogo da “ditadura do proletariado” e as históricas bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, indicou a agência noticiosa AFP, citada pela RTP.

No local está o mausoléu de Lenine, cujo corpo embalsamado é ainda exposto ao público.

Cabeça de estátua soviética rola pelo chão de Kiev
Cabeça de estátua soviética rola pelo chão de Kiev
O Partido Comunista de Guennadi Ziuganov finge ser contra Putin e atrai os restos, sempre em diminuição, dos velhos adeptos da falida URSS.

Mas, na prática é um serviçal do ditador que o financia. Jamais deixou de fornecer apoio a Putin e especialmente após a brutal e inopinada intervenção militar na Ucrânia.

Em sentido contrário, a prefeitura de Kiev mandou demolir um monumento histórico da era soviética que celebrava a amizade, imposta com bota de ferro, entre a Ucrânia e a Rússia.

A cabeça de uma das duas figuras principais rolou pelo chão enquanto um guindaste tentava desmontá-la no centro de Kiev, informou BFMTV.

“O que é simbólico (...) é que caiu a cabeça do trabalhador soviético russo” declarou o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko.

O prefeito justificou essa limpeza pelo desejo de Moscou de “destruir o Estado e os ucranianos” com a atual invasão.

Segundo ele, outros 60 monumentos, baixos-relevos e sinais associados à URSS e à Rússia serão desmantelados em breve.

Kiev remove estátuada amizade Rússia-Ucrânia
Kiev remove estátua da amizade Rússia-Ucrânia
Mais de 460 ruas também serão renomeadas.

A Ucrânia conduz uma política de “descomunização” há anos, em particular desmantelando as estátuas de Lenine e mudando os nomes de certas cidades para devolver seu nome histórico.

Esta guerra de símbolos patenteia que por trás das alegações mentirosas de Putin e seus cúmplices, na atual invasão está em jogo um embate entre o comunismo e o anticomunismo, entre a Revolução e a Contra-Revolução.


terça-feira, 19 de abril de 2022

A Providencia leva o mundo russo à conversão na atual guerra?

Nuvens com formas angélicas apareceram nos céus no momento de máximo perigo. Esta é sobre Kiev
Nuvens com formas angélicas apareceram nos céus
no momento de máximo perigo. Esta é sobre Kiev
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Bem antes de invadir a Ucrânia, Putin e seus oligarcas trombeteavam que em 48 horas o exército russo tomaria Kiev, a capital ucraniana, e apagaria do mapa um país que para eles não deveria existir.

Quando, porém, após a fracassada tentativa inicial, as colunas russas se retiraram vergonhosamente, entre os incontáveis restos de veículos havia um caminhão com fardas de gala com a medalha da “Vitória de Kiev”, para os soldados ostentarem na almejada passeata da vitória...

A diferença numérica de ambos os exércitos levou o oligarca Konstantin Malofeev, que se diz cristão, a exaltar o apagamento da Ucrânia como povo e país de modo fulminante.

Mas no momento em que escrevemos esta matéria a situação se inverteu e os ucranianos estão conseguindo deter os exércitos de Putin. — O que aconteceu?

Seria simplificação falar em milagre. O noticiário aponta para uma convergência de fatores naturais contra o Moloch assassino, mas é impossível não se perguntar sobre a ação da Providência. Vejamos esquematicamente.

1. Quando Kiev estava quase cercada, apareceram no céu nuvens formando uma figura parecida com São Miguel Arcanjo, padroeiro da cidade.

Os fiéis telefonaram para o arcebispo-mor greco-católico Dom Sviatoslav Schevchuk. Ele esclareceu em vídeo que se tratava de nuvens e que os telefonemas provinham de todo o país. Explicou que Deus pode se manifestar por meio de elementos naturais.

E concluiu: “Hoje percebemos que o comandante-em-chefe da hoste celestial está lutando pela Ucrânia. Hoje rezamos: ‘Ó São Miguel Arcanjo e toda a milícia celestial, derrubai o demônio que deseja nos derrubar!’”.

Prisioneiro russo choura falando com sua mãe, e comendo graças aos captores ucranianos, Há muitas notícias de recusas de combater nas tropas invasoras
Prisioneiro russo chora falando com sua mãe,
e comendo graças aos captores ucranianos,
Muitas notícias de recusas de combater nas tropas invasoras
2. O “Patriarca de Moscou” Kirill (ou 'agente Mikhailov' na antiga KGB), vistoso agente de propaganda de Putin, qualificou a desapiedada invasão de ‘justa’ e ‘santa’. Ele é o chefe da igreja russa, dita ortodoxa.

Diante dos crimes de guerra do exército russo, bispos, sacerdotes e muitos fiéis querem depô-lo, diretamente ou em assembleia, mas temem represálias de Putin.

Por isso pensam abandonar essa igreja cismática, aumentando assim as chances de conversões à Igreja Católica.

3. Aproximadamente seis mil cidadãos russos foram presos nas manifestações contra a guerra nas grandes cidades da Rússia. Correram boatos em Moscou de que generais descontentes desejavam depor Putin, que sem dar explicação destituiu alguns deles.

Semana Santa 2022 em Lviv, Ucrânia
Semana Santa 2022 em Lviv, Ucrânia
4. A “guerra psicológica” de Putin durante três décadas tentou criar a imagem dele ser um novo “Carlos Magno” ou “Constantino”, líder mundial dos “conservadores”.

As atrocidades da guerra revelaram quem é ele...

Putin mostrou ser o maior criminoso do século, continuador — como ele sempre disse — de Stalin, cuja URSS sonha restaurar.

5. Sete (tal vez oito) generais russos morreram na Ucrânia.

Um deles — que havia prometido a vitória em 48 horas, mas que após 30 dias perdeu metade de seus homens e deixou o resto sem comida, água e diesel — foi intencionalmente esmagado por um tanque dirigido por um soldado russo enfurecido.

Os generais assumiram a liderança das unidades que se negavam a avançar, ficando mais expostos.

Inexplicada falha nas comunicações russas levou oficiais a usarem celulares que fornecem a geolocalização deles, facilitando assim a pontaria ucraniana.

Já são pelo menos 15 os oficiais de alta patente mortos na Ucrânia.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima profanada por invasores russos no seminário de  Vorzel, perto de Kiev
Imagem de Nossa Senhora de Fátima profanada
por invasores russos no seminário de  Vorzel, perto de Kiev
6. O seminário católico de Vorzel, perto de Kiev, foi saqueado.

Dom Vitaliy Kryvytskyi, Bispo de Kiev, contou que os russos quebraram uma imagem de Nossa Senhora de Fátima e saquearam pilharam tudo o que puderam, mas não conseguiram matar ninguém.

Eles parecem ter percebido Quem é sua grande adversária.


7. Moscou comemorou a ocupação da área da antiga usina nuclear de Chernobyl, expulsou seus engenheiros e seguranças, e montou um grande acampamento militar sobre o interditado depósito de cinzas radioativas apelidado “Floresta vermelha”, pela estranha cor que adquiriram os pinheiros.

Foram além. Cavaram trincheiras, abriram estradas e usaram da água, absorvendo radioatividade. Após um mês, os soldados sofriam estranhas doenças, até se detectar a causa.

A tropa se revoltou e o acampamento foi abandonado.
O último comboio de doentes partiu com 300 soldados cujo prognóstico de vida é de apenas um ano.

8. A força aérea russa deveria ter ficado com a supremacia nos primeiros dias por sua imensa superioridade, mas até hoje não ousa entrar no espaço aéreo ucraniano.

Os pilotos russos alegam a eficácia e coragem da pequena aviação da Ucrânia, aliás pior equipada, voam até a fronteira, disparam seus mísseis e voltam para as suas bases.

Soldados russos foram acampados em área proibida pela intensa radiaçãoe todos ficaram condenados a morte
Soldados russos foram acampados em área de intensa radiação
e todos ficaram condenados a morte. Em Chernobyl.

9.  O número de tanques ucranianos aumentou, apesar das perdas na guerra.

No 44º dia de guerra, a Rússia perdera 2.770 blindados (incluídos 476 tanques), 1.041 (191 tanques) deles capturados pelos ucranianos, que os consertaram e reutilizam contra os ex-donos.

Muitos russos fugiam de seus tanques e abandonavam o combate. Outros sabotavam seus veículos e voltavam a pé, alegando avarias.

Camponeses ucranianos transformavam esses veículos em caminhões para a lavoura.

Um militar russo entregou seu tanque pesado intacto em troca de dez mil dólares e um RG ucraniano, enquanto seus colegas voltavam a pé para suas casas. 

Ucrânia fez uma tabela com o preço de cada arma útil mais o RG como recompensa aos militares russos que entregam as armas.

10.  Usando mísseis portáteis diversos, punhados de soldados ucranianos de infantaria arrastam-se pelas plantações, emboscam colunas de tanques pesados e as põem em fuga.

Inexplicada explosão afundou a nave insignia e jóia da Marinha russa
Inexplicada explosão afundou a nau capitânia e joia da Marinha russa
11.  Ainda está inexplicada a explosão e afundamento do cruzador e nau capitânia russa “Moskva” (ou Moscou) no Mar Negro. Foi o orgulho da Marinha russa de 196 metros de comprimento, avaliada em mais de um bilhão de dólares, e tida como inatingível.

12.  Em Lviv, segundo testemunha, as procissões católicas em torno das igrejas não cessam, e quando soam os alarmes de bombardeio, são transferidas para os porões ou criptas das igrejas.

A guerra não terminou e momentos ainda mais trágicos se anunciam.

Uma coisa, porém, é certa: a mão da Divina Providência está pesando a favor dos católicos ucranianos contra os inimigos da civilização cristã.

A hora da conversão da Rússia prometida por Nossa Senhora em Fátima parece se aproximar.


domingo, 10 de abril de 2022

Feiticeiras no abismo perverso de Putin

Bruxas russas fazem feitiços para dar sorte a invasão da Ucrânia
Bruxas russas fazem feitiços para dar sorte a invasão da Ucrânia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Não é a primeira vez. É até um rito que se repete em satânico ciclo. Cfr.: Rússia: central mundial de malefícios satânicos?

No Palácio de Governo de Moscou reuniu-se novamente o Conselho Geral de Bruxas composto por uma centena de feiticeiras, segundo informou o “ABC” de Madri.

Elas invocam ritualmente em favor de Putin “forças ocultas” que não podem ser senão demônios com “feitiços” para reforçar a ação do presidente russo e amaldiçoar aqueles que não o obedecem.

O Sabbat aconteceu numa “sala mágica” do palácio presidencial, uma grande sala quadrada, com cortinas pesadas, desagradável para quem não a conhece.

Nela, as feiticeiras vestiam roupagens de antologia: capa preta comprida com forro vermelho, capuz pontiagudo e um pesado livro de feitiços e tentavam formar um círculo mal feito.

domingo, 3 de abril de 2022

O soldado que recebeu Deus antes de enfrentar a morte

Momento da recepção dos sacramentos por Wenceslao Viacheslav antes de enfrentar o ateísmo russo, igreja greco-católica castrense de São Pedro e São Paulo, Lviv
Momento da recepção dos sacramentos por Wenceslao Viacheslav
antes de enfrentar o ateísmo russo,
igreja greco-católica castrense de São Pedro e São Paulo, Lviv
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Na igreja greco-católica castrense de São Pedro e São Paulo, em Lviv, Ucrânia, o soldado fardado Viacheslav recebeu os sacramentos do Batismo e da Crisma logo antes de partir para a guerra, segundo testemunho pessoal do enviado do “La Nación”.

Ele é um pedreiro, órfão, da cidade de Mykolayiv onde predominam os cismáticos a 700 quilômetros de Lviv a cidade marcada pelo catolicismo.

Morava no sétimo andar de um prédio popular quando as bombas russas o fizeram tremer.

Ele queria se enrolar no exército na sua cidade, mas o escritório não dava abasto. Então viajou até Lviv levando sua jovem mulher e filho, pensando em deixá-los na fronteira da Polônia antes de partir para o combate.

Nesse meio tempo um vizinho lhe enviou uma foto por celular mostrando que seu monobloco havia sido arrasado pelos ataques russos e sua casa havia ficado calcinada.

Sua decisão permaneceu imutável.

domingo, 27 de março de 2022

Cansados de propagandas falsas, jornalistas russos deixam imprensa estatal

Oksana Baulina, jornalista rusa oposicionista assassinada de modo suspeito em Kiev
Oksana Baulina, jornalista russa oposicionista assassinada de modo suspeito em Kiev
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Durante mais de duas décadas Dmitri Likin trabalhou para modelar o visual da televisão estatal russa.

Mas, quando Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, Likin renunciou a seu cargo de diretor de arte do Canal 1, o canal de televisão estatal russo importante instrumento da guerra da informação do Kremlin.

Likin disse ao “The New York Times” que Putin está executando um “genocídio”.

E que a TV estatal russa há décadas vem deformando o público na preguiça, foi “deseducado” e foi deformado para não ter critérios de análise.

Funcionários que trabalham há muito tempo para o governo cortaram os laços com ele vendo o que o Kremlin manda fazer na invasão da Ucrânia.

Milhares de civis foram presos protestando contra a invasão, dezenas de milhares fugiram da Rússia e, o enviado climático de Putin, Anatoli Chubais, foi o primeiro alto funcionário do governo a renunciar.

segunda-feira, 21 de março de 2022

Invasão abre olhos de “conservadores” enganados

Funeral católico na igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Lviv
Funeral católico na igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Lviv
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Muitos americanos – e com eles muitas pessoas de bem no mundo inteiro – estão se perguntando como foi possível que o assassino de um número cada vez maior de civis indefesos na Ucrânia possa haver sido considerado como líder conservador mundial: Vladimir Putin. Cfr.: “Como a direita americana aprendeu a amar a Rússia”, The New York Times,

Caem as bombas de fragmentação na Ucrânia que ferem e destroçam cranças e idosos indiscriminada e cruelmente.

Mas ainda há jornalistas da grande mídia ou influenciadores das redes – tal vez eles próprios manipulados desde São Petersburgo – que continuam a retorcer as palavras para tentar salvar a quem mostra um rosto impávido enquanto acena armas nucleares contra a humanidade.

O até agora respeitado âncora da Fox News, Tucker Carlson, procura achar que não há tantas razões para odiar a Putin. E argumenta que Putin nunca o insultou ou discordou com ele, mas moderou seu putinismo.

O aplaudido entre os conservadores ex-presidente Donald Trump insiste em apresentar Putin como “inteligente”.