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| Exibição militar russa na minúscula Transnístria |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Moscou reagiu fortemente à adoção, esta semana, pela Moldávia, de uma nova estratégia militar que designa a Rússia como a principal ameaça à segurança da ex-república soviética. Cfr.
Mas, no fim tropas ucranianas interviram para expulsar as tropas russas que ocupavam a Transnístria, região moldava usada como base das ameaças. Conferir: Território PRÓ-RÚSSIA na Moldávia acabou! Soldados de Moscou encurralados!
O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, disse à agência de notícias estatal TASS que as autoridades moldavas estavam cometendo um grave erro ao “tornar a Rússia uma antagonista” em nome da construção de relações com a Europa.
“Esta é uma continuação de uma linha bastante confrontativa e hostil em relação ao nosso país. Do nosso ponto de vista, a atual liderança moldava está cometendo um erro grave”, disse o porta-voz do Kremlin.
Ao mesmo tempo, Peskov ameaçou a Moldávia com a repetição do destino de “um Estado” ao qual tal “erro” não trouxe nenhum benefício.
“Eles acreditam que construir relações com a Europa implica um completo afastamento da Rússia”, disse Peskov.
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| A Rússia promoveu a secessão da Transnístria |
Peskov não especificou a qual Estado se referia, embora suas observações claramente aludissem à Ucrânia, contra a qual Moscou lançará uma agressão em larga escala em 2022.
Em 8 de outubro, o governo moldavo aprovou a estratégia militar para 2025-2035, que delineia as principais áreas de desenvolvimento do sistema de defesa nacional.
Ela visa fortalecer as capacidades de defesa do Estado e sua adaptação às novas realidades de segurança, modernizando as forças armadas e prevendo um aumento nos gastos militares para pelo menos 1% do PIB.
Entre os riscos militares e ameaças à segurança nacional listados no documento está “a continuação da agressão militar da Federação Russa contra a Ucrânia e sua possível extensão à República da Moldávia”.
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| Temores previam extensão da guerra de invasão russa à Moldávia |
Além disso, a potencial expansão dos territórios ocupados pela Federação Russa representa uma ameaça séria e direta à segurança e à soberania da República da Moldávia, uma vez que a criação de um corredor terrestre até as fronteiras do país poderia gerar pressão política e territorial adicional sobre a República da Moldávia.
A presença do exército russo na Transnístria foi citada como outra ameaça:
“As formações armadas do regime inconstitucional na região da Transnístria representam uma ameaça direta à segurança da República da Moldávia, pois podem ser utilizadas para contribuir para a consecução dos objetivos estratégicos desse regime e da Federação Russa, estimulando, propagando e incitando estados de conflito e tendências que visam a desestabilização política e social da República da Moldávia”.
Em 28 de setembro, o partido governista pró-europeu, Ação e Solidariedade, venceu as eleições parlamentares moldavas.
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| Assalto russo a Odessa envolve o problema da Transnítria |
Segundo Dmitri Peskov, políticos moldavos pró-Europa, “tendo se mantido no poder, continuam sua política hostil” em relação a Moscou, o que o Kremlin “lamenta”.
Por fim, tropas ucranianas procuravam varrer as tropas russas que ocupavam a região moldava de Transnístria, devolvendo-a a seu legítimo soberano.
Na hora que escrevemos as últimas tropas russas estavam cercadas e Moscou não ousara revidar ainda.






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