domingo, 11 de janeiro de 2026

Tropas russas ameaçam a Moldávia, e Ucrânia tenta expulsá-las de área ocupada

Exibiçao militar russa na Transnítria
Exibição militar russa na minúscula Transnístria
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Moscou reagiu fortemente à adoção, esta semana, pela Moldávia, de uma nova estratégia militar que designa a Rússia como a principal ameaça à segurança da ex-república soviética. Cfr. 

Mas, no fim tropas ucranianas interviram para expulsar as tropas russas que ocupavam a Transnístria, região moldava usada como base das ameaças. Conferir: Território PRÓ-RÚSSIA na Moldávia acabou! Soldados de Moscou encurralados! 

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, disse à agência de notícias estatal TASS que as autoridades moldavas estavam cometendo um grave erro ao “tornar a Rússia uma antagonista” em nome da construção de relações com a Europa.

“Esta é uma continuação de uma linha bastante confrontativa e hostil em relação ao nosso país. Do nosso ponto de vista, a atual liderança moldava está cometendo um erro grave”, disse o porta-voz do Kremlin.

Ao mesmo tempo, Peskov ameaçou a Moldávia com a repetição do destino de “um Estado” ao qual tal “erro” não trouxe nenhum benefício.

“Eles acreditam que construir relações com a Europa implica um completo afastamento da Rússia”, disse Peskov.

A Rússia promoveu a secessão da Transnístria
A Rússia promoveu a secessão da Transnístria
“Esse erro já foi cometido por um Estado. Não trouxe nenhum benefício para esse Estado.”

Peskov não especificou a qual Estado se referia, embora suas observações claramente aludissem à Ucrânia, contra a qual Moscou lançará uma agressão em larga escala em 2022.

Em 8 de outubro, o governo moldavo aprovou a estratégia militar para 2025-2035, que delineia as principais áreas de desenvolvimento do sistema de defesa nacional.

Ela visa fortalecer as capacidades de defesa do Estado e sua adaptação às novas realidades de segurança, modernizando as forças armadas e prevendo um aumento nos gastos militares para pelo menos 1% do PIB.

Entre os riscos militares e ameaças à segurança nacional listados no documento está “a continuação da agressão militar da Federação Russa contra a Ucrânia e sua possível extensão à República da Moldávia”.

Temores previam extensão da guerra de invasão russa à Moldávia
Temores previam extensão da guerra de invasão russa à Moldávia
A guerra na Ucrânia representa ameaças significativas à segurança da República da Moldávia, que já se manifestaram na violação da soberania nacional em seu espaço aéreo.

Além disso, a potencial expansão dos territórios ocupados pela Federação Russa representa uma ameaça séria e direta à segurança e à soberania da República da Moldávia, uma vez que a criação de um corredor terrestre até as fronteiras do país poderia gerar pressão política e territorial adicional sobre a República da Moldávia.

A presença do exército russo na Transnístria foi citada como outra ameaça: 

“As formações armadas do regime inconstitucional na região da Transnístria representam uma ameaça direta à segurança da República da Moldávia, pois podem ser utilizadas para contribuir para a consecução dos objetivos estratégicos desse regime e da Federação Russa, estimulando, propagando e incitando estados de conflito e tendências que visam a desestabilização política e social da República da Moldávia”.

Em 28 de setembro, o partido governista pró-europeu, Ação e Solidariedade, venceu as eleições parlamentares moldavas.

Assalto russo a Odessa envolve o problema da Transnítria
Assalto russo a Odessa envolve o problema da Transnítria
A presidente Maia Sandu acusou repetidamente Moscou de interferir nos assuntos internos do país e de tentar influenciar o resultado da votação para chegar ao poder.

Segundo Dmitri Peskov, políticos moldavos pró-Europa, “tendo se mantido no poder, continuam sua política hostil” em relação a Moscou, o que o Kremlin “lamenta”.

Por fim, tropas ucranianas procuravam varrer as tropas russas que ocupavam a região moldava de Transnístria, devolvendo-a a seu legítimo soberano.

Na hora que escrevemos as últimas tropas russas estavam cercadas e Moscou não ousara revidar ainda.


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