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domingo, 18 de junho de 2023

Ecumenismo impossível com o furioso Patriarcado de Moscou

Na Ucrânia, clérigos cismâticos obedientes ao Patriarcado de Moscou atacam soldado ucraniano na igreja
Na Ucrânia, clérigos cismáticos obedientes ao Patriarcado de Moscou
atacam soldado ucraniano na igreja
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs







A diplomacia vaticana há décadas tenta uma confraternização solidária com a igreja cismática russa chefiada pelo Patriarcado de Moscou, criação dos sovietes marxistas e grande propagandista das guerras de Putin.

O Papa Francisco I fez em direção a esse Patriarcado ateu grandes gestos ecumênicos concessivos antes e durante a atual guerra que escandalizaram os fiéis católicos ucranianos e de todo o mundo.

Mais recentemente a crueldade e injustiça exibida por Putin e seus servidores desse Patriarcado, obrigou o Pontífice a moderar suas posições pro-russas. Mas, nem por isso o Patriarcado de Moscou moderou sua fúria anti-cristã.

Um fato pequeno, mas revelador deu-se numa igreja na cidade ucraniana de Khmelnytskyi, descrito pelo “ABC” de Madri.

O “The New Voice of Ukraine” acrescentou mais dados Os padres do Patriarcado de Moscou atacaram ao soldado ucraniano Artur Ananiev que ingressou na igreja para satisfazer suas devoções.

Mas os sacerdotes que a administram obedecem ao Patriarcado de Moscou pro-russo. O fato é frequente em algumas igrejas cismáticas que após a tirania soviética foram confiscadas pelo comunismo e até agora não foram devolvidas a seus legítimos donos.

Quando os sacerdotes cismáticos pro-russos viram o soldado com o uniforme nacional, o expulsaram com violência incompatível com a espírito religioso.

O soldado sofreu uma concussão e um ferimento na cabeça como ficou registrado por uma filmagem das camarás de segurança.

A policia interveio e levou o soldado mas abriu um processo crime contra os sacerdotes pelo espancamento de um militar devidamente identificado pelo seu uniforme.

Os seguidores do Patriarcado de Moscou contaram sua história mas ficou evidente que o ódio do cisma russo vai além de qualquer consideração religiosa.


Sacerdotes do Patriarcado de Moscou na Ucrânia agridem soldado ucraniano na Igreja




domingo, 14 de agosto de 2022

Papa Francisco se avizinha ao patriarca cismático Kirill que prega a invasão como “santa”

Mons. Vitaliy Krivitskiy, bispo católico de Kiev, rito latino o Papa Francisco semeu a desconfiança nos fiéis escolhendo o patriarca russo invasor
Mons. Vitaliy Krivitskiy, bispo católico de Kiev de rito latino:
o Papa Francisco semeou a desconfiança nos fiéis escolhendo o patriarca russo invasor
Luis Dufaur
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A auspiciada visita do Papa Francisco a Kiev está ficando impossível devido à desconfiança de muitos ucranianos em relação ao Papa, disse Mons. Vitaliy Krivitskiy, bispo de Kiev do rito católico latino, noticiou “Crux”.

Infelizmente alguns dos seus atos e comentários públicos favoráveis ao invasor russo soam improcedentes e feriram a imagem que um Papa deve dar de si próprio.

Mons. Vitaliy Krivitskiy foi muito claro no jornal oficial do episcopado italiano Avvenire: “em comparação com o início do conflito, uma parte da população não acolheu algumas das palavras do Papa que considerou erradas.

Portanto, também é necessário reconstruir um ‘consenso’ em torno da sua jornada [a Kiev]. Tudo isso me faz dizer que levará tempo [até tal visita ser possível]”.

O Papa Francisco criticou o fornecimento de armas ocidentais que poderiam garantir a supervivência da Ucrânia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Escalada do comunismo no mundo e na Igreja:
o grande alerta não ouvido

Retorno do comunismo Putin na Rússia, Pedro Castillo no Peru
Retorno do comunismo: Putin na Rússia, Pedro Castillo no Peru
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Peru apresenta um novo governo composto de marxistas de diversas tonalidades que desafiam a estabilidade da América do Sul.

O novo presidente extremista se apoia nos regimes de esquerda que retornaram na Argentina e na Bolívia, que perduram na Venezuela e na Nicarágua, nas arruaças que incendeiam o Chile e a Colômbia.

Anos antes, o Papa Francisco I aceitando de presente uma grande foice e martelo com um Crucificado das mãos de Evo Morales que cairia em pouco tempo mas acabaria retornando, pareceu realizar um gesto simbólico "profético" dessa ida e volta.

Notícias surpreendentes como as do Peru caem como raio em céu sereno com crescente frequência, e não só em nosso continente. Dir-se-ia que múmias ressuscitam dos mausoléus do comunismo e se instalam nos centros de poder que ditam o rumo da civilização do III Milênio.

domingo, 8 de setembro de 2019

Francisco e Putin: “2 Papas” para se repartir os cristãos?

Agência por excelência da "guerra da informação" russa Sputnik apresenta ambos líderes unidos para "defender os cristãos pelo mundo todo"
Agência por excelência da "guerra da informação" russa Sputnik
apresenta ambos líderes unidos para "defender os cristãos pelo mundo todo"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Parece absurdo supor que o Papa Francisco e o presidente da Federação Russa Vladimir Putin possam ser igualados com um mesmo rótulo de “Papas”.

Mas segundo o perspicaz “The New York Times”, os dois estão agindo como “2 Papas” que se repartem os dois polos em que estão se dividindo os católicos,

Como isso pode ser sequer cogitado por um jornal dessa envergadura?

Putin tem em seu favor uma máquina de guerra da informação que trabalha para fazer dele um “papa” alternativo que guia espiritualmente um novo movimento cristão.

“Posso estar dizendo uma heresia, mas Putin me parece mais um papa, pela maneira que vive o cristianismo, em comparação com aquele que para todos os efeitos deve ser o papa”, afirmou, por exemplo, Gianmatteo Ferrari, secretário de um grupo italiano pró-Rússia chamado “Associação Cultural LombardiaRussia”, noticiou o “The New York Times”. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

“Mudança de paradigma”:
mil anos após o “Batismo de Kiev”,
o Vaticano dá as costas aos católicos ucranianos

Papa Francisco e 'Patriarca' Kiril assinam em Havana
acordo que inclui evitar conversões ao catolicismo de rito ucraniano
Luis Dufaur
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Um aspecto lancinante e apocalipticamente trágico da “mudança de paradigma” empreendida pelo Papa Francisco vem sendo dissimulado por alguns de seus admiradores, e por artífices da velha política de aproximação com os governos marxistas ou Ostpolitik.

Mas é apontado pelos melhores entendidos da política internacional: a virada de costas do Pontífice ao Ocidente e seus braços estendidos ao pior inimigo da ordem ocidental e cristã: a Rússia.

Sim a Rússia que Nossa Senhora em Fátima apontou como o flagelo que se abateria sobre o Ocidente se esse não abandonava a estrada dos maus costumes fazendo penitência.

Infelizmente, o mundo não se corrigiu e os resultados estão à vista de todos. Com inúmeras astúcias, o flagelo russo se está então abatendo nos convidando ao arrependimento.

Num artigo para a revista Catholic Herald da Grã-Bretanha (27.7.2018), o Pe. Raymond J. de Souza, da arquidiocese de Kingston, Canadá, e editor de convivium.ca, indagou se a diplomacia vaticana seria culpada de uma abjeta capitulação diante de Vladimir Putin,.

A matéria deve ser abordada com o maior respeito. Ela foi tratada até pelo vaticanista americano John Allen, simpatizante da Ostpolitik vaticana com a Rússia. Allen fez aflorar críticas até agora reprimidas em setores eclesiásticos próximos do Pontífice, segundo o Pe. de Souza.

Allen apontou que o Papa Francisco se mostra um aliado de Putin na Síria, onde o dono do Kremlin é ativo chefe de guerra em favor do presidente Bashar al-Assad, herdeiro de uma velha aliança com a União Soviética.

domingo, 12 de novembro de 2017

Católicos russos gemem
sob a nova aliança Moscou-Vaticano

Amizades na Rússia valeram ao Cardeal Parolin a condição de 'papabile'. Católicos russos e ucranianos gemem vendo o pastor estreitando a mão do lobo.
Amizades na Rússia valeram ao Cardeal Parolin a condição de 'papabile'.
Católicos russos e ucranianos gemem vendo o pastor estreitando a mão do lobo.
Luis Dufaur
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Os católicos russos acenam de sua sofrida e heroica situação e exortam Ocidente a não esquecer a tragédia das vítimas do comunismo, noticiou “Religião Digital”.

A ocasião é apropriada: o centenário da Revolução Bolchevista, acontecida em 7 de novembro de 1917.

O secretário-geral da Conferência dos Bispos Católicos da Federação Russa, monsenhor Igor Kovalevsky, fez um apelo aos cristãos ocidentais para manterem viva a lembrança dos russos que deram sua vida sob a perseguição do regime comunista da União Soviética.

Os cruéis expurgos anticristãos e o envio dos fiéis aos campos de trabalhos forçados – sinônimos muitas vezes de morte lenta em condições miseráveis – visavam oficialmente a uma “reeducação” para o materialismo.

Eles constituíram um dos piores e maiores sistemas de perseguição e extermínio da História.

“Os sofrimentos nas prisões soviéticas e nos campos de trabalho continuam sendo um problema para toda a sociedade”, afirmou Mons. Kovalevsky ao jornal católico inglês “The Tablet”.

“Foram construídos templos em memória dos que morreram pela fé, que merecem ser comparados aos mártires dos primeiros séculos do Cristianismo”.

Segundo Mons. Kovalevsky, as histórias do martírio dos cristãos sob a ditadura soviética são universalmente conhecidas.

Mas, acrescentamos nós, se elas tivessem sido mais difundidas no Ocidente a opinião pública católica teria sido alertada, e muitas aventuras inspiradas no ideário comunista, como as do PT, talvez nunca tivessem acontecido.

domingo, 3 de abril de 2016

Patriarca Kirill de Moscou:
líder religioso ou da nova-velha KGB?

A vida de oligarca do regime putinista horrorizada os fiéis russos.
A vida de oligarca da 'nomenklatura'  putinista
escandaliza até os fiéis cismáticos russos que fogem de seus ritos.
Luis Dufaur
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Kirill, patriarca de Moscou, era uma das figuras russas menos conhecidas no Ocidente até que a sua imagem se espalhou a partir do encontro com o Papa Francisco I, em Havana, Cuba.

As pomposas vestimentas religiosas desse chefe cismático prolongam a época gloriosa em que Constantinopla, de quem as herda, era unida à Igreja Católica e praticava o magnífico rito concebido essencialmente por São João Crisóstomo.

Nada dessa admirável liturgia e dos costumes eclesiásticos conexos foram concebidos pelo cisma, dito ortodoxo, na sua versão grega ou russa, ou ainda nas muitas outras que houve e há.

O Patriarcado de Moscou não passou de uma invenção política dos tzares que aproveitaram a venalidade do clero cismático.

Esse ficou vilmente submisso ao poder temporal, já nos idos tempos do cisma de Constantinopla, como mostrou o historiador Roberto de Mattei.

Kirill continua essa péssima tradição.

domingo, 27 de março de 2016

Kholmogorov: proposta de Kirill ao Vaticano:
algemar os greco-católicos sob o poder russo

Francisco I beija chefe cismático russo no aeroporto de Havana
Francisco I beija chefe cismático russo no aeroporto de Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O que visa o patriarca Kirill com sua manobra de aproximação do Papa Francisco?

O súbito e “milagroso” gesto do líder moscovita, empurrado por trás e por cima pelo seu patrão Vladimir Putin, foi repentino demais para não deixar de levantar agudas perguntas, logo depois do desconcertante encontro de Havana.

Alguns chegaram a supor a realização de obscuras profecias apocalípticas, inclusive de místicos cismáticos como Nicolai Berdaiev, sobre uma reconciliação das religiões monoteístas na iminência do Fim do Mundo e da segunda vinda de Cristo em pompa e majestade para encerrar a História e julgar vivos e mortos.

Mas, pondo de lado essas aplicações fantasiosas para o presente caso, o que se passou em Moscou para adoçar tão repentinamente a beligerância cismática contra Roma, vigente durante séculos?

O comentador nacionalista russo Yegor Kholmogorov, conhecido pelos seus posicionamentos afins com gestos gritantes de Putin, apresentou considerações muito mais próximas dos interesses do Kremlin. Elas foram reproduzidas pela agência EuromaidanPress.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Declaração de Havana:
vitória do Kremlin será efêmera

Símbolo da perseguição religiosa na Crimeia que não podia ser ignorada pela Declaração de Havana
Símbolo da perseguição religiosa na Crimeia
que não podia ser ignorada pela Declaração de Havana
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Hoje como ontem, a Ostpolitik corteja o anticristo moscovita



Dom Sviatoslav lembrou que Moscou deblatera contra o notável progresso do catolicismo na Ucrânia como sendo uma indevida “expansão no território canônico do patriarcado de Moscou”.

Para o simples fiel essa posição soa como se o mundo eslavo fosse um coto fechado onde só podem existir os seguidores do patriarca e de seu chefe Putin.

Lembrou ainda que na “Federação Russa, hoje não temos possibilidade alguma de existência livre e legal, nem mesmo no território anexado da Crimeia, onde somos ‘re-registrados’ em conformidade com a legislação russa e onde de fato somos aniquilados”.

Carece, pois, de toda sinceridade a assinatura do líder russo no que se refere ao “inaceitável uso de meios desleais para incitar os crentes a passarem de uma Igreja para outra, negando a sua liberdade religiosa ou as suas tradições” (nº 24).

O arcebispo-mor ucraniano observou que o nº 26, sobre a agressão russa à Ucrânia, dá “a impresso de que o patriarcado de Moscou se nega obstinadamente a admitir que é uma parte do conflito, quer dizer, que apoia abertamente a agressão da Rússia contra a Ucrânia”.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Hoje como ontem,
a Ostpolitik vaticana corteja o anticristo moscovita

O Patriarca Kirill recebe o Cardeal Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Um documento feito nos termos impostos por Moscou. Os católicos concernidos foram mantidos na ignorância do que se preparava
O Patriarca Kirill recebe o Cardeal Kurt Koch,
presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.
Um documento feito nos termos impostos por Moscou.
Os católicos concernidos foram mantidos na ignorância do que se preparava
Luis Dufaur
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A declaração assinada no aeroporto de Havana pelo Papa Francisco e pelo patriarca moscovita Kirill em 12 de fevereiro veio colidir com o sentimento de milhões de católicos no mundo inteiro, registrou o vaticanista Sandro Magister.

De modo especial na Ucrânia e na comunidade de rito greco-católico de origem ucraniana dispersa pelo mundo após as ferozes perseguições comunistas, a qual conta com cerca de 15 milhões de fiéis católicos. Nessas perseguições, o denominado patriarcado de Moscou teve parte ativa e resultou em grande beneficiário.

O arcebispo-mor do rito greco-católico, Mons. Sviatoslav Shevchuk, sintetizou:

“Muitos entraram em contato comigo e me disseram que se sentem atraiçoados pelo Vaticano, decepcionados pela característica de meia verdade desse documento, que chega como um apoio indireto da Santa Sé à agressão russa contra a Ucrânia.”

Confira no portal web oficial da Igreja greco-católica: “Dois mundos paralelos (em inglês)”.

Mas o líder do mais numeroso rito oriental católico não esteve isolado em sua severa crítica à linha filorussa da Santa Sé.

O novo Núncio Apostólico na Ucrânia, arcebispo Claudio Gugerotti, no cargo desde o mês de novembro, pediu aos fiéis para esquecerem o ato que lhes faz lembrar o beijo de Judas a Cristo.

Confira: O Núncio na Ucrânia sobre o documento de Francisco e Kirill: “É para esquecer” (em inglês)

Em 15 de fevereiro, Myroslav Marynovych, vice-reitor da Universidade Católica de Lviv, cofundador de Anistia Internacional Ucrânia, membro fundador do Ukrainian Helsinki Group e ex-prisioneiro político, escreveu com a verve de quem padeceu ao vivo o fruto do conluio entre o governo de Moscou e o patriarcado de Moscou.

Confira: Uma reunião histórica com consequências também históricas (em inglês).


Excertos da entrevista de Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk,
chefe do rito greco-católico ucraniano (“uniata”)


Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, cabeça da Igreja greco-católica ucraniana, abordou com grande respeito e filialidade o gesto do Papa Francisco. Mas ele o fez seguindo o exemplo de São Paulo, que resistiu em face a São Pedro, apontando-lhe as verdades com firmeza e espírito de verdade (Gálatas, 2-11).

São Pedro acertou o passo com o Apóstolo das Gentes e não se sentiu diminuído nem ofendido. É de se desejar que o Papa Francisco reaja de modo análogo, inspirado naquele de quem é sucessor.

Bispos húngaros assinam Constituição comunista em 1969 e ficam dependentes do arbítrio de Moscou.
Bispos húngaros assinam Constituição comunista em 1969
e ficam dependentes do arbítrio de Moscou.
Dom Sviatoslav ressaltou, de início:

“Baseando-nos em nossa experiência amadurecida ao longo de muitos anos, podemos dizer que quando o Vaticano e Moscou organizam encontros ou assinam textos conjuntos, é difícil esperar algo bom.”

E comentando o posicionamento dos dois, disse: “A intervenção do patriarca de Moscou nada teve a ver com o Espírito Santo, a teologia ou as questões religiosas atuais. O acento foi posto em expressões solenes sobre ‘o destino do mundo’ e sobre o aeroporto como ambiente neutro, ou seja, não eclesial”.

A respeito do texto da declaração assinada, o alto prelado ucraniano observou que “os pontos que concernem em general à Ucrânia, e em especial à Igreja greco-católica ucraniana, levantam mais interrogações que respostas”.

O arcebispo-mor de Kiev explicou que oficialmente o documento foi elaborado pelo metropolita russo Hilarion Alfeyev e pelo cardeal Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, encarregado do ecumenismo.

“É difícil imaginar uma equipe mais débil do que [a católica] que redigiu esse texto”, explicou D. Sviatoslav. Pois o texto não é de natureza teológica, mas política, envolvendo a agressão russa na Ucrânia e a política internacional.

D.Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do Rito Greco-Católico da Ucrânia
D.Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do Rito Greco-Católico da Ucrânia
D. Sviatoslav manifestou também seu espanto ante o fato de que, sendo ele membro do dito Conselho, não ter sido convidado a se manifestar, deixando os católicos ucranianos sem voz numa questão que os concerne a fundo.

Interrogado sobre o parágrafo 25, um dos que causaram mais consternação no mundo católico, o arcebispo respondeu:

“Parece que eles [os cismáticos russos] já não contestam o nosso direito de existir. Mas, na realidade, não estamos obrigados a pedir licença a ninguém para existir e agir”.

O líder da hierarquia greco-católica apontou uma contradição que, para o simples leitor, faz pensar numa artimanha hipócrita do patriarcado de Moscou.

Uma declaração conhecida como de Balamand, de 1993, vinha sendo utilizada pelo metropolita Hilarion “para negar nosso direito de existir, mas agora é utilizada para afirmá-lo.

“Insistindo na recusa do ‘uniatismo’ como método de união entre as Igrejas, Moscou sempre pediu ao Vaticano a proibição virtual de nossa existência e a limitação de nossas atividades.

“Esse requisito foi sempre imposto como uma condição, em termos de ultimato, para um possível encontro do Papa com o patriarca”.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O “histórico encontro” entre Francisco e Kirill

O beijo de Francisco e Kirill no aeroporto de Havana: como o Kremlin desejava
O beijo de Francisco e Kirill no aeroporto de Havana:
como o Kremlin desejava
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História italiano,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.
Corrispondenza Romana
Tradução: Hélio Dias Viana




Entre os muitos sucessos atribuídos pela mídia ao Papa Francisco, está o “histórico encontro” realizado no dia 12 de fevereiro em Havana com o patriarca de Moscou, Kirill.

Um acontecimento, escreveu-se, que viu cair o muro que há mil anos dividia a Igreja de Roma daquela do Oriente.

A importância do encontro, nas palavras do próprio Francisco, não está no documento, de caráter meramente “pastoral”, senão no fato de uma convergência rumo a uma meta comum, não política ou moral, mas religiosa.

O Papa Francisco parece querer substituir o Magistério tradicional da Igreja, expresso através de documentos, por um neomagistério transmitido por eventos simbólicos.

A mensagem que o Papa pretende dar é de um giro na história da Igreja. Mas é precisamente através da história da Igreja que devemos começar a compreender o significado do evento.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista
Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista



Francisco I e o patriarca ortodoxo Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentaram justificar o local escolhido afirmando que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

Honestamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

1. Papa Francisco e Patriarca de Moscou Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentam justificar o local escolhido alegando entre outras coisas que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

2. Respeitosamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

3. E verdadeiramente, é uma prisão que continua tiranizada pelos carcereiros que perseguiram os católicos com criando centros de “re-educação”, com presídios e até mesmo com pelotões de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais, é um imperativo de justiça lembrá-lo, morrera bradando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”

domingo, 12 de julho de 2015

Putin esconde a verdade
e aumenta desconfiança de ataque russo

O  EXIF da selfie postada em rede social delata com extrema precisão  o local onde estavam estes soldados russos na hora da foto.
O  EXIF da selfie postada em rede social delata com extrema precisão
o local onde estavam estes soldados russos na hora da foto.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Segundo editorial do The New York Times, o presidente da Rússia Vladimir Putin manipula e suprime fatos sobre a guerra na Ucrânia com a mesma frieza com que dispararia sua Kalashnikov AK-47 ou um míssil.

Ele insiste que não há soldados ou armas russas no leste ucraniano, contradizendo as provas em contrário publicadas pela OTAN, pelos EUA e por jornalistas independentes.

Embora o jornal não diga algo novo, seu editorial se reveste da maior gravidade, pois The New York Times tem uma influência talvez inigualável na intelligentsia liberal esquerdista dos EUA e no alto mundo da finança internacional.

Ele vinha assumindo uma atitude cautelosa, poupando a imagem e as ilegalidades de Putin. Agora mudou de atitude, talvez sentindo que nas altas esferas que a diretoria do jornal frequenta e recebe confidências acontecem mudanças muito profundas.

domingo, 9 de novembro de 2014

A queda do muro de Berlim tornou impossível aos socialistas se dizerem defensores dos pobres

O Muro de Berlim e sua continuação, a Cortina de Ferro,
mantinham presos milhões de europeus miserabilizados e desesperados

Plínio Corrêa de Oliveira à TVE (da Espanha), 3-2-1990*


O comunismo tentar ressurgir metamorfoseado e encarnado em Vladimir Putin, de um lado.

Por outro lado, a Teologia da Libertação tenta se recompor. A periclitante “companheira de viagem” do também vetusto comunismo recebe aplicações de autoridades eclesiásticas para ver ela recupera ares de 'jovem'.

Uma das consequências desses retornos está sendo o abuso ideológico da temática da pobreza, que o macrocapitalismo publicitário leva ao centro do noticiário.

Um exemplo característico disso ocorreu em larga medida no Encontro Mundial de Movimentos Populares reunido pelo Vaticano no mês de outubro deste ano (2014).

Nele, o líder marxista do MST João Pedro Stédile chegou a declarar: “Nós, marxistas, lutamos junto com o papa para parar o diabo”. E em tom leninsta acrescentou: “o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses. Como diria o papa, esse é o diabo”.