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domingo, 10 de abril de 2016

“Ressurreição” de Stalin na Rússia:
Putin esfrega as mãos

O culto de Stalin está voltando na Rússia de Putin: veneração do túmulo na Praça Vermelha, Moscou.
O culto de Stalin está voltando na Rússia de Putin:
veneração do túmulo na Praça Vermelha, Moscou.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Os comunistas russos declararam 2016 o “ano de Stalin”, em comemoração pelos 80 anos da constituição soviética redigida por ele em 1936.

O líder marxista dizia que era “a mais democrática do mundo”, embora tenha sido o ponto de partida para o massacre de milhões de seres humanos, escreveu o jornal “El Mundo”, de Madri.

Na cidade de Penza, a 600 quilómetros de Moscou, foi inaugurado um centro Stalin para “reabilitar” o nome do ditador e defender sua sinistra obra à testa da URSS.

O objetivo é “lavar o nome de Stalin após décadas de calúnias”, explicou Gueorgui Kamnev, líder do Partido Comunista na região de Penza.

“Ainda está viva uma geração que cresceu com a ideia do Estado como pai protetor”, reflexiona a compositora russa Maya, que pertence à geração dos novos russos que não conheceram o regime soviético.

“O problema é que esse pai protetor era ao mesmo tempo autor de uma infinidade de crimes”, acrescentou.

domingo, 23 de agosto de 2015

Kremlin excogita declarar ilegal a independência dos países bálticos

Lituano foge de tanque soviético durante a tomada da estação de rádio e TV em Vilnius, 13.01.1991
Lituano foge de tanque soviético durante a tomada
da estação de rádio e TV em Vilnius, 13.01.1991



A agência de imprensa russa Interfax informou que a “nova Rússia” decidiu revisar a legalidade do reconhecimento da independência das repúblicas bálticas Estônia, Letônia e Lituânia, informou o International Business Times.

Esses países outrora independentes foram ocupados pelo exército soviético em decorrência do Pacto nazi-soviético Ribbentrop-Molotov de 1939, que dividiu a Europa em duas zonas de influência: comunista e nacional-socialista.

A ocupação soviética, em junho de 1940, procedeu a um extermínio de massa das elites e à perseguição generalizada da Igreja Católica na Lituânia.

Os três países bálticos recuperaram a independência entre 1989 e 1992, durante a queda da União Soviética – URSS.

Agora Vladimir Putin quer restaurar as glórias passadas da URSS de Lênin e Stalin, e revisar, se não anular, o ato de reconhecimento da independência dos bálticos por parte da Federação Russa.

A Procuradoria Geral da Rússia acolheu pedido feito por parlamentares da Duma – Legislativo russo –, que denunciam como “organismo não constitucional” o Conselho que reconheceu ditas independências.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Putin elogia em público aliança entre Hitler e Stalin

Assinatura do pacto Ribbentrop-Molotov
aliança entre a Alemanha de Hitler e a União Soviética.
Stalin sorri sob a foto de Lenine.


Não há segredo, mas houve muita ocultação nos manuais ocidentais de história: Hitler e Stalin foram grandes aliados e desencadearam conjuntamente a II Guerra Mundial.

E, em certo sentido, essa aliança, aparentemente rompida no transcurso da guerra, nunca deixou de funcionar. E perdura como se nunca tivesse sido quebrada.

Mas muitas pessoas no Ocidente foram enganadas por uma propaganda e uma visualização confusa dos fatos.

Agora o presidente russo Vladimir Putin acaba de reafirmar – mais uma vez, aliás – a simpatia de Moscou pelo tratado de não-agressão de 1939 entre os dois ditadores europeus.

Com o cinismo e a sem-cerimônia que lhe são peculiares, Putin eximiu a URSS de culpa pela invasão da Polônia e responsabilizou os britânicos pelas atrocidades praticadas por Hitler com a colaboração dos soviéticos e dos partidos comunistas do Ocidente.

Putin convocou diversos pesquisadores e acadêmicos para produzir trabalhos defendendo que ao assinar o Pacto Ribbentrop-Molotov, também conhecido como Pacto Hitler-Stalin, a URSS não fez nada de mau.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Putin aprimora
rede de “companheiros de viagem”

Fórum Internacional “A família numerosa e o porvir da humanidade” presidido pelo Patriarca Kiril de Moscou, "agente Mikhailov" para a KGB
Fórum Internacional “A família numerosa e o porvir da humanidade”
presidido pelo Patriarca Kiril de Moscou, "agente Mikhailov" para a KGB
Vladimir Putin está reconstituindo a máquina de propaganda outrora organizada pela URSS no Ocidente.

As aparências não são as mesmas, mas a estratagema segue o antigo esquema: criar uma quinta coluna no Ocidente para depois derrubá-lo mais facilmente.

A URSS havia chegado a montar uma extensa rede, “neutra” para inglês ver, dedicada a ‘promover a paz’ no Ocidente.

Inúmeras associações ‘pela paz’ foram então criadas, fingindo não manter relações privilegiadas com os amos do Kremlin.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Marinha russa recebe poderoso navio de ataque entre incompreensíveis aplausos da ‘direita’

O 'Vladivostok' amanhã poderá ser apontado contra a França e contra o Ocidente.
O 'Vladivostok' amanhã poderá ser apontado
contra a França e contra o Ocidente.
Numa decisão mais do que imprudente e hoje vivamente criticada na Europa, o então presidente Nicolas Sarkozy vendeu à Rússia dois navios anfíbios de ataque, úteis como porta-helicópteros e dotados da melhor tecnologia, que a Rússia sonhava ter mas não conseguiria desenvolver.

Pertencentes à classe Mistral, os dois navios deslocam mais de 21.000 toneladas e podem transportar 16 helicópteros de ataque, 70 veículos militares – entre os quais 13 tanques pesados Leclerc e quatro lanchas de desembarque.

O primeiro navio acabou de ser armado nos estaleiros de Saint-Nazaire e seu batismo já está anunciado pela na marinha russa: chamar-se-á ‘Vladivostok’. O segundo receberá o nome de ‘Sebastopol’, uma evocação da Criméia, criminosa e ilegalmente anexada pela Rússia.