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domingo, 9 de abril de 2023

Rússia quer dar golpe de Estado na Moldávia

A presidente da Moldavia Maia Sandu, convoca à reação patriótica, mesmo desarmada
A presidente da Moldávia Maia Sandu,
convoca à reação patriótica, mesmo desarmada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A Rússia tenta provocar um golpe de Estado na Moldávia, alertou a presidente do país, Maia Sandu, enquanto pedia medidas de segurança reforçadas depois que o governo pró-União Europeia (UE) renunciou após meses de agitação teledirigida desde Moscou, segundo noticiou o bem-informado “Politico”.

“O plano incluía sabotagem e pessoas treinadas militarmente disfarçadas de civis para realizar ações violentas, ataques a prédios do governo e tomada de reféns”, disse Sandu a repórteres em entrevista coletiva.

Ela acrescentou que cidadãos da Rússia, Montenegro, Bielo-Rússia e Sérvia entrariam na Moldávia para provocar protestos na tentativa de “mudar o governo legítimo para um governo ilegítimo, controlado pela Federação Russa e interromper o processo de integração na UE”.

A Moldávia obteve o status de candidato à União Europeia em junho passado, juntamente com a Ucrânia.

“Relatórios recebidos de nossos parceiros ucranianos indicam os locais e aspectos logísticos da organização dessa atividade subversiva. O plano também prevê o uso de estrangeiros para ações violentas”, disse ela.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou sobre os planos da Rússia para provocar distúrbios em outros países durante a cúpula do Conselho Europeu.

Manifestação urdida em Moscou, saiu às ruas da capital de Moldavia contra o Ocidente
Manifestação urdida em Moscou, saiu às ruas da capital de Moldávia contra o Ocidente
Ele confirmou que a Ucrânia havia interceptado os planos russos de “destruir” a Moldávia. Os serviços de inteligência da Moldávia confirmaram posteriormente.

A Rússia ocupa com soldados a região separatista da Transnístria, no leste, e tenta provocar agitação no país, incluindo protestos na capital, Chișinău.

“A forma mais agressiva de ataque é um ataque informático”, disse a presidente Sandu, pedindo aos cidadãos que confiem apenas nas informações das autoridades.

“As tentativas do Kremlin de trazer violência para a Moldávia não funcionarão. Nosso principal objetivo é a segurança dos cidadãos e do Estado”, disse Sandu.

A Rússia rejeitou as acusações de Sandu como “completamente infundadas e sem fundamento” e negou que tivesse planos para desestabilizar o país, disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Mas ninguém acreditou.






quinta-feira, 12 de maio de 2022

Chantagem russa do gasoduto Yamal foi prevista no Brasil há 40 anos!

Rússia cortou o gás para a Europa via gasoduto Yamal
Rússia cortou o gás para a Europa via gasoduto Yamal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A empresa russa Gazprom fechou o gasoduto que passa pela Polônia rumo a Europa, em represália contra as sanções da União Europeia e do G7, que querem reduzir ao mínimo sua dependência da Rússia que se tem mostrado um parceiro não confiável e até criminoso na invasão da Ucrânia, noticiou “El Mundo”.

A gigante Gazprom manifestou em comunicado colhido pela AFP, que sua decisão “significa a proibição de usar um gasoduto pertencente ao grupo EuRoPol GAZ [responsável pela parte polonesa do gasoduto Yamal-Europa] para transportar gás russo via Polônia”.

O governo de Putin puniu mais de 30 empresas da UE, EUA e Singapura. Entre eles, a mais decisiva EuRoPol GAZ S.A., proprietária da parte polonesa do gasoduto Yamal-Europa.

No mesmo dia, o ministro alemão da Energia, Robert Habeck, acusou a Rússia de usar a energia como “uma arma de várias maneiras”. O corte é sensível para quatro países, e a Alemanha é a mais prejudicada.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, exortou a UE a reduzir sua dependência energética da Rússia.

“O oxigênio energético da Rússia deve ser desconectado”, disse Kuleba em entrevista coletiva. “A Rússia mostrou que não é um parceiro confiável”, acrescentou.

A perspectiva é que se os preços aumentarem não drasticamente, os europeus terão que apertar o cinto.

Percurso do gasoduto Yamal
Percurso do gasoduto Yamal
Mas se Moscou fechar completamente, haverá racionamento forçado, uma redução significativa do fornecimento e até um teto geral em todo o continente, concluiu a Comissão Europeia, órgão máximo da EU, acrescentou “El Mundo”.

A UE estuda mais sanções ao petróleo russo antes do final do ano e a Rússia responde com punições contra empresas europeias.

O corte do gasoduto Yamal direcionado à Alemanha através da Polônia, fez os preços futuros disparar a mais de quatro vezes o preço de um ano atrás.

Se a Rússia cortar completamente os envios, o efeito será brutal para a Europa e sua economia e não haverá escolha a não ser o racionamento.

Acresce que Bruxelas está tentando aplicar imprudentes ideias de transição verde e de eficiência energética que vão lhe limitar as fontes de energia atuais.

A UE diz que tem planos nacionais de emergência e instou os estados membros a atualizarem os seus planos de contingência. Leia-se se preparem até para um racionamento.

A urgência é ter os depósitos cheios para os próximos outono e inverno que no hemisfério norte começam a partir de 21 de setembro.

Em caso de racionamento, Bruxelas apela ao “princípio da solidariedade” visando ajudar os estados membros mais afetados, reduzindo o consumo das empresas.

Putin inspecciona o gasoduto Yamal
Putin inspeciona o gasoduto Yamal
O problema é que essa solidariedade vem faltando
nas relações entre os membros da UE, com muitas resistências populares às normas de Bruxelas.

A Comissão Europeia sabe que a decisão final é dos governos nacionais. Mas esse cada vez se afastam mais do sentimento popular e não se sabe o que aconteceria se o estrangulamento for máximo.

O downsizing da indústria será aplaudido pelas minorias ecologistas que reclamam planos para “lockdowns climáticos” com drásticas reduções de atividade industrial, do consumo e até das liberdades e uma queda geral do nível de vida.

Mas poderiam produzir contra-reações populares, como disse britanicamente Lord Lipsey em debate da Câmara dos Lords: “se apresentássemos este relatório ao povo britânico, ele seria recebido: ‘Oh, você não pode estar falando sério’”.

Mas o problema é sério: a Rússia está usando o gás e o petróleo como um bandido inescrupuloso usa uma arma de grosso calibre.

Em caso de emergência máxima, as discussões entre os países da UE podem rumar para o pior cenário.

Até o outono e o inverno europeus haverá alguma calma, mas chegando o frio não só o aumento do preço do gás causará atritos imprevisíveis.

Percurso do gasoduto Yamal Europa e outros gasodutos
Percurso do gasoduto Yamal Europa e outros gasodutos
“A menos que seja acompanhado de um corte notável” no consumo, observa a UE. Mas isso enche de terror aos governantes e pode fazer explodir bombas sociais que as redes sub-reptícias de subversão russa não deixarão escapar. 

Já Putin insinuou os desmandos que poderiam acontecer no coração da Europa, até agora tão ordenada.

O corte russo criou um horizonte escuro de dúvidas no continente e fez esfregar as mãos de muito agente da FSB (ex-KGB) em Moscou.

O perigo de ficar sem gás no mercado é real, conclui “El Mundo”.

O mais paradoxal é que os perigos da chantagem energética russa puderam ser evitados na base e na própria origem do gasoduto Yamal hoje em foco.

E foi um brasileiro, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que advertiu na “Folha de S.Paulo” em 24/10/1982.

Quarenta anos antes de esta chantagem se efetivar!

Eis um excerto do profético artigo:
Confira também: Dutos russos fazem hoje o que os tanques soviéticos faziam ontem

Para a corda de aço, escravos


Sirvo-me da documentação exuberante coletada pela analista política norte-americana dra. Juliana G. Pilon, Ph. D., que a benemérita The Heritage Foudation, de Washington, publicou há pouco (16-9-82).

Trata-se de um estudo sobre a construção do gasoduto de Yamal, imensa corda de aço na qual Moscou pretende enforcar tanto a Europa oriental quanto a ocidental.

Pois tornará uma e outra dependentes do gás soviético para enfrentar os rigores do inverno.

O projeto Yamal será um dos maiores empreendimentos da Rússia. Custará cerca de 45 bilhões de dólares, e será financiado em sua maior parte com créditos ocidentais a juros baixos.

Alguns desses créditos têm juros de apenas 7,5% (cfr. depoimento do especialista Roger W. Robinson, do Chase Manhattan Bank, in “Congressional Record”, vol. 128, n.° 65, de 25-5-82).

Alcançando por vezes o frio na Sibéria 50 graus abaixo de zero, compreende-se que o Kremlin não tenha conseguido preencher com trabalhadores livres grande parte dos empregos que a realização do projeto acarreta.

As estatísticas oficiais da Rússia calculam em cerca de dois milhões os empregos não preenchidos na Sibéria.

Considerando que há mais ainda a preencher nos outros ramos da construção pesada em território soviético, torna-se necessário o trabalho escravo nas obras que se realizam na Sibéria.

Daí ter havido um encontro entre Brejnev e o chefe comunista vietnamita Le Duan.

Do que resultou que o Vietnã pagaria suas dívidas para com o bloco soviético não com dinheiro, mas com trabalho escravo (cfr. “Foreign Report” da revista "The Economist" de 17-9-82).

Confira o original no ACERVO DA FOLHA DE S.PAULO. Ou em PLINICORREADEOLIVEIRA.INFO


Gazprom corta fornecimento de gás à Europa através da Polônia (agência EFE)



domingo, 6 de fevereiro de 2022

Kremlin instrui juventude para a guerra

Meninos e meninas são treinados no uso de armas letais. Na foto, centro de treino em Noginsk, perto de Moscou
Meninos e meninas são treinados no uso de armas letais.
Na foto, centro de treino em Noginsk, perto de Moscou
Luis Dufaur
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A educação das crianças na Rússia de Putin é assustadoramente oposta ao que nós transmitimos a nossos filhos, segundo se depreende de reportagem do “The New York Times”.

O jornal americano descreve o espírito belicista que está sendo inculcado na juventude, em função de um conflito apresentado como iminente e atribuído demagogicamente aos “diabólicos” capitalistas ocidentais.

O governo russo inculca nas crianças essa paranoia para que aceitem a necessidade de se consagrar ao preparo para a guerra limpa ou suja, à mídia oficial e à cismática Igreja Ortodoxa.

O ideal proposto é ir até o ponto de dar a vida por essas instituições como aconteceu na II Guerra Mundial sob a foice e o martelo.

A educação “patriótica militar” delirante é prioritária e justifica que as crianças levem botas pesadas e uniformes militares, que treinem com armas de guerra e fogo real, luta corpo a corpo com punhais, inclusive as meninas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Rússia passa forca de aço no pescoço da Europa

“Ontem eram os tanques. Hoje, os dutos”, já definiu a estrategia russa Zbigniew Siemiatkowski, ex-chefe do serviço de segurança polonês
“Ontem eram os tanques. Hoje, os dutos”, já definiu a estratégia russa
Zbigniew Siemiatkowski, ex-chefe do serviço de segurança polonês
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A empresa russa Gazprom concluiu a construção do gasoduto submarino Nord Stream 2.

Ele consiste em mais de 1.200 kms de tubulações sob o mar Báltico que transferem gás das jazidas na Rússia até a Alemanha, segundo informou a “Folha de S.Paulo”.

O ducto permitirá que o país de Vladimir Putin duplique suas exportações de gás para a Europa e que, ao mesmo tempo, a deixem à mercê de eventuais chantagens energéticas.

Também ameaça prejudicar a rival Ucrânia e atrapalha interesses dos Estados Unidos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Russos fogem da vacina Sputnik V

Cientísta do Centro Nikolai Gamaleya procura vacinna contra o COVID-19 em Moscou
Cientísta do Centro Nikolai Gamaleya procura vacina contra o Covid em Moscou
Luis Dufaur
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No Policlínico nº 5 de Moscou os funcionários médicos aguardavam com as seringas prontas, testemunhou “La Nación”.

Aguardavam a enxurrada de pessoas que viria se vacinar contra o coronavírus na primeira fase de aplicação em massa.

E continuaram aguardando...

Aguardaram ainda mais e as fileiras de assentos da sala de espera continuavam desesperadoramente vazias.

Na falta do que fazer, os membros da equipe médica começaram a discutir onde colocariam um vasinho com rosas secas.

As autoridades russas davam por descontado que abrindo a vacinação com a Sputnik V o público concorreria em massa, mesmo quando nem a fase de testes III está concluída.

No primeiro momento seriam vacinados os profissionais da saúde e o pessoal que a diversos títulos está engajado no tratamento da pandemia.

domingo, 6 de setembro de 2020

Putin e a Bielorússia:
“a Rússia não tem fronteira alguma”

Manifestações populares contra ditador da Bielorússia, ameaçam império de Putin
Manifestações populares contra ditador da Bielorrússia,
ameaçam império de Putin
Luis Dufaur
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Foi há apenas quatro anos, mas a lembrança até hoje orienta os espíritos previsores, vendo sobretudo a indignação do povo bielo-russo diante do que considera uma grosseira fraude eleitoral do ditador Aleksandr Lukashenko, lugar-tenente de Putin.

Putin não quer ver reproduzido na Bielorrússia a brilhante reação ucraniana que teve seu centro na Praça Maidan de Kiev e derrubou o presidente pro russo Viktor Yanukovytch, outro serviçal de Moscou que acabou fugindo à Rússia. 

Putin puniu a Ucrânia com a ocupação ilegal da Crimeia e a invasão do leste ucraniano.

O fato que evocamos aconteceu quando o pequeno Miroslav, de nove anos, galardoado pela Sociedade de Geografia Russa pelo fato de decorar todos os limites dos países do mundo, foi levado ante o todo-poderoso presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Este se pôs de cócoras ante o menino e diante de um auditório lhe perguntou onde acabavam as fronteiras da Rússia.

A criança se encheu de coragem e respondeu:

– A Rússia termina no Estreito de Bering, na fronteira com os Estados Unidos.

domingo, 30 de agosto de 2020

População russa se contrai e perde a antiga importância

Boa parte da população de etnia russa da área secessionista da Ucrânia.voltou para Rússia
Boa parte da população de etnia russa da área secessionista da Ucrânia.voltou para Rússia
Luis Dufaur
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Vladimir Putin se compraz em falar do “mundo russo” como de um gigante que não cessa de crescer e de se projetar em direção ao futuro.

Porém, as estatísticas demográficas lhe estão infligindo um cruel desmentido, explicou Paul Goble, especialista em questões étnicas e religiosas da Eurásia, citado pela agência Euromaidanpress.

A população total é de 141.927.297 habitantes, de acordo com dados de 2010, mas atingia 148.689.000 em 1991. Cfr. Wikipedia.

E pelas estimativas da ONU, a Rússia perderá cerca de 8% da sua população até 2050. E não são as projeções mais alarmantes.

A questão é muito simples mas muito grave: o número de russos étnicos não faz senão encolher assustadoramente.

Para isso contribuem, em larga medida, a ausência de moral familiar e sexual, o aborto e o vício da bebedeira entre os homens, além da violência e da droga, que atingem patamares acima da média mundial.

No início deste século, a Rússia de Putin conseguiu equilibrar a demografia atraindo os russos étnicos que no tempo da URSS haviam sido transferidos ditatorialmente para as antigas republicas soviéticas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Rússia esbanja agressividade e visa expansionismo

Navio russo hostiliza o USS Farragut.
Navio russo hostiliza o USS Farragut.
Luis Dufaur
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No início de janeiro do corrente [2020], um navio de guerra russo “abordou agressivamente” o destroier USS Farragut, da Marinha americana, que operava no Mar da Arábia do Norte.

A unidade russa ignorou os avisos do navio dos EUA arriscando um acidente, afirmou nota da V Frota, noticiou “The Epoch Times”.

O Farragut emitiu o sinal marítimo internacional de risco de colisão, tendo solicitado ao navio russo mudança de rumo, obedecendo as regras internacionais.


O navio russo inicialmente se recusou, mas acabou alterando o rumo, não sem antes fazer manobras agressivas com risco de colisão.

A Marinha americana publicou vídeos demonstrando a desnecessária e agressiva aproximação.

Segundo a CNN, o Farragut faz parte do grupo de porta-aviões USS Harry S. Truman e tem a tarefa de interceptar navios inimigos em potencial para que não se aproximem do porta-aviões.

As Forças Armadas russas costumam praticar esse tipo de aproximações a fim de testar a capacidade de resistência e técnicas dissuasivas de adversários ocidentais, além de treinar o seu potencial agressivo.

O incidente foi mais um exemplo de encostamentos hostis que não se concretizam em choques, como nos tempos da Guerra Fria.

As autoridades americanas as julgam pelo menos imprudentes.

A hostilização aconteceu cerca de sete meses após outro incidente no Pacífico entre navios dos EUA e da Rússia.

As naves norte-americanas precisaram fazer manobras de emergência para evitar colisões.

F-22 interceptam bombardeiros nucleares TU-160 e caças russos na costa do Alasca
F-22 interceptam bombardeiros nucleares TU-160 e caças russos na costa do Alasca
Em agosto (2019), a Rússia confirmou o envio de bombardeiros com capacidade nuclear para as proximidades do Alasca, que a Rússia reivindica como próprio, e que a propaganda eleitoral putinista prometeu recuperar.

O Ministério da Defesa do Kremlin deu o pretexto de uma rotina de treinamento de “dois porta-mísseis estratégicos Tu-160” que testaram um “voo de mais de oito horas, percorrendo mais de 6 mil quilômetros.”

A Rússia também prepara o primeiro de três navios quebra-gelo movidos a energia nuclear.

Foi batizado de Ural, e construído em São Petersburgo, segundo informou a coluna “Mar sem fim” de OESP.

O Kremlin prepara os maiores e mais poderosos quebra-gelos do mundo para consolidar sua hegemonia na possível intensificação do tráfego comercial no Mar do Norte.

Como foi observado pelos cientistas mais objetivos, o Ártico está passando pela parte do rotineiro ciclo de 70 anos, em que o degelo reduz a camada flutuante de gelo à sua menor expressão.

Contrariamente ao alarmismo ecologista, tal degelo não eleva o nível dos mares e ainda favorece a navegação comercial em grande parte do Ártico, com óbvios benefícios para os países.

Cfr. Ignorância ou fraude nos exageros ambientalistas sobre o derretimento do Ártico?

Novas estruturas estão sendo construídas pela Rússia, além de modernizar seus portos com o objetivo de tornar a força predominante no tráfego da Rota do Mar do Norte (NSR).

Essa rota é cobiçada repetidamente desde o século XV. No século XIX, a Marinha Britânica fez diversas expedições para definir a denominada Passagem Noroeste.

“O Ural, juntamente com seus irmãos, é fundamental para o nosso projeto estratégico de abertura do NSR à atividade durante todo o ano”, disse Alexey Likhachev, executivo-chefe da Rosatom, empresa estatal de energia nuclear da Rússia.

O 'Ural'
Likhachev atribuiu a Putin a ideia de construir o quebra-gelos para fortalecer a presença de Moscou no Ártico.

Por sua vez, Putin afirmou que frota russa do Ártico operaria pelo menos 13 quebra-gelo pesados em 2035, nove dos quais seriam movidos por reatores nucleares.

O Ártico tem reservas de petróleo e gás equivalentes a 412 bilhões de barris de petróleo, quer dizer cerca de 22% do petróleo e gás ainda não descobertos no mundo, estima o US Geological Survey.

De acordo com o site National Interest, a Rússia já lançou ao mar o quebra-gelos Arktika, o maior do mundo e o primeiro de uma série de mais cinco para renovar sua força atual de seis quebra-gelos pesados. O navio estaria em fase de testes.

A Guarda Costeira dos EUA parece estar atrasada na corrida, tendo encomendado em abril de 2019 o primeiro quebra-gelo pesado em quatro décadas.

E a Rússia quer mais. O site NavalNews.net informa que alocou US$ 2 bilhões para construir um quebra-gelo nuclear de alta tecnologia que manterá o Ártico desimpedido para o transporte durante o ano todo.

Será o projeto mais caro da história da construção naval russa. O nome do navio será “Líder”, e será maior e mais aerodinâmico dos que já encomendados.

Com este “Titanic” e sua frota complementar, Moscou espera administrar uma artéria marítima de 6.000 quilômetros de gelo entre a Europa e a Ásia que rivalize estrategicamente com o Canal de Suez.


domingo, 1 de setembro de 2019

Rússia montando trens na América do Sul?

Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada
Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada. Mas há ainda trens para turistas.
Luis Dufaur
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A Russian Railways (RZD) é um macroempresa estatal da Federação Russa herdada da União Soviética. Ela arregimenta um milhão de empregados e fatura mais de US$32.000 milhões anuais, ou 1,5% do PIB russo.

88% da carga econômica e industrial é feita por esse monopólio de estado gerado em tempos soviéticos.

É completada pela Transmashholding (TMH) que fornece o material rodante para todas as vias férreas e sistemas de transporte urbanos do país.

A estatal russa aplicou 70 milhões de dólares na Argentina para reparar 24 locomotivas e 160 vagões em oficinas por ela restauradas em Bragado, província de Buenos Aires.

Aleksandr Sergeevich Misharin, subchefe geral da RZD declarou a “La Nación” que a Rússia mira muito mais longe do que melhorar os envelhecidos sistemas ferroviários latino-americanos.

domingo, 21 de julho de 2019

Incógnitas assustadoras
do incêndio em submarino russo

Restos recuperados por noruegueses do Kursk. O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Restos recuperados por noruegueses do Kursk.
O secretismo em ambos casos deixou intrigado o mundo.
Luis Dufaur
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A história do submarino russo AS-12 “Locharik” que pegou fogo tem algo de filme de terror, mas está envolta nas brumas misteriosas da “guerra da informação”.

Ficou fora de dúvida que esse submarino nuclear era um navio espião.

Foi feito pela Rússia para interceptar informações que transitam pelos cabos oceânicos intercontinentais – civis e militares, escreveu “O Estado de S.Paulo”.

Também pode mapear o fundo do mar procurando jazidas minerais e até agir em operações de resgate.

Porém um mistério sinistro, tal vez ficou enterrado para sempre no mar de Barents ou em algum escritório do Kremlin. O “Locharik” foi feito mesmo para vigilância avançada, coleta de dados de inteligência, leia-se espionar ou até sabotar nervos decisivos de comunicação.

Ele trabalha para a GU, principal agência da Defesa na rede russa de informações. Os 25 tripulantes são todos oficiais especializados.

domingo, 31 de março de 2019

Para não serem pegos guerreando no exterior

Soldado russo tirou selfie combatendo na Ucrânia.
Postou em rede social onde foi pego por jornalista
Luis Dufaur
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Os soldados russos ficaram proibidos de tirar selfies ou fornecer informações pessoais em redes sociais que permitam localizá-los ou identificá-los.

A lei foi aprovada esmagadoramente pela Câmara baixa da Duma, Parlamento da Rússia, com 90,7% dos votos.

Deve ser ratificada pelo Senado, onde certamente será aprovada pois atende à vontade do presidente Vladimir Putin.

Além do sigilo militar, a lei obedece a uma grave preocupação em proteger o intervencionismo bélico russo no exterior.

domingo, 5 de agosto de 2018

Guerra invasora russa ameaça o futuro do mundo

Voluntário brasileiro combate do lado pro-russo.
Há muitas nacionalidades engajadas de ambos lados.
Luis Dufaur
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A menos de 200 km de Rostov, palco do primeiro jogo do Brasil na Copa da Rússia, os torcedores não sabiam, mas estava se desenrolando um sanguinário drama silenciado pela mídia russa.

Mais de cem mil soldados ucranianos, russos, separatistas e voluntários de vários continentes se engalfinhavam furiosamente.

O Exército ucraniano quer recuperar seu território ocupado parcialmente por milícias armadas e sustentadas pela invasora Rússia.

“Essa guerra não acaba nunca, todo dia alguém está morrendo”, dizia Sasha num deprimente cemitério na periferia de Donetsk, com os olhos vermelhos pelo choro contido e pela vodca.

Os dados foram colhidos numa extensa e rica reportagem do jornalista da “Folha de S.Paulo” Yan Boechat, e que foi objeto de uma série de programas TV divulgada pela Band.

domingo, 4 de março de 2018

Putin renova sonhos de restaurar a União Soviética

Big Brother da Rússia renova anseios de reconstituir a URSS
Big Brother da Rússia renova anseios de reconstituir a URSS
Luis Dufaur
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Num ato eleitoral no enclave de Kaliningrado, encaixado em posição estratégica entre a Alemanha e a Polônia com aceso direto ao Mar Báltico Putin afastou qualquer dúvida a respeito de sua sintonia profunda com a falida União Soviética de Lenin e Stalin.

Se ele tivesse a possibilidade de modificar a história recente da Rússia, afirmou ele, impediria o desabamento da URSS, segundo informaram as agências de imprensa russas, referidas pela agência ocidental Reuters.

Putin falou nesse enclave militar quando faltavam pouco mais de duas semanas para sua enésima reeleição à presidência já descontada após a eliminação dos opositores que podiam lhe fazer sombra.

Uma pessoa presente perguntou-lhe qual seria o evento da história russa que ele gostaria mudar e respondeu sem hesitação: “o afundamento da União Soviética”.

O todo-poderoso chefe da Rússia, já em 2005 havia definido o desmantelamento da URSS acontecido em 1991 de “a maior catástrofe geopolítica” do século XX.

Esse sonho de recuperar a URSS e lhe obter o domínio universal foi renovado por Putin no dia 1º de março, segundo nosso calendário.

Na data ele pronunciou discurso ante a Duma (Parlamento) de Moscou de importância comparável à do ‘Discurso sobre o Estado da União’ que o presidente americano profere todo ano,

Ele não só tratou de difícil situação do país cada vez mais empobrecido nos últimos anos em decorrência das aventuras militares contra a Ucrânia e as subsequentes represálias econômicas ocidentais.

Malgrado a decadência econômica ele exibiu vídeos montados em laboratórios virtuais do que seriam as armas de guerra “invencíveis” com as que tentaria assentar seu sonho de hegemonia universal, noticiou a BBC Mundo.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Crianças treinadas para morrer por Putin

Cadete  no treino
Cadete  no treino
Luis Dufaur
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Vladimir Putin é candidato a mais uma reeleição presidencial.

Aliás, Evo Morales também. Não há proximidade geográfica entre os dois. Mas sim ideológica e psicológica.

O instinto diz ao déspota que não pode largar o poder, pois as consequências pessoais podem ser irreparáveis. Falem Lula e Cristina Kirchner.

Nas últimas semanas, Putin acenou com massacres em massa no leste ucraniano – atribuindo-as à Ucrânia – e fez declarações que insinuam a guerra mundial a propósito da Coreia do Norte.

As ameaças, entretanto parecem direcionadas ao público russo. Elas visariam atemoriza-lo e aglutiná-lo em volta do atual presidente para aceitar o resultado eleitoral.

Esse resultado já deve estar pronto em algum ministério putinista. Também a aprovação pública ao ditador aumentou segundo o governo queria.

Nesse aumento de popularidade contribui o recrutamento e doutrinação de crianças-soldados. O exército carece de soldados pela acentuada queda da população e da natalidade.

Putin deitou mão de um velho recurso de ditador beirando o desespero: recrutar adolescentes e crianças para lhes dar oficialmente “educação militar e patriótica”.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Militarismo e repressão consomem verbas da saúde e população diminui mais

A imoralidade e a droga tornaram o HIV uma epidemia na Rússia
A imoralidade e a droga tornaram o HIV uma epidemia na Rússia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mais três fatores alarmantes sobre a diminuição da população russa vieram se somar aos já conhecidos, escreveu Paul Goble, especialista em questões étnicas e religiosas na Eurásia, em artigo para Euromaidanpress.

O primeiro deles é o dramático aumento da transmissão do HIV e o aumento das mortes por AIDS, ligados à decadência dos costumes, à adição às drogas, ao descalabro do serviço de saúde pública e à carência de medicamentos.

Segundo os especialistas em medicina russa, só no ano passado as infecções com HIV aumentaram entre 3% e 4%, com médias ainda superiores em localidades específicas.

Por isso já se fala do HIV como uma epidemia na Rússia.

Vladimir Putin cortou as verbas para a saúde com o eufemístico argumento de “otimização” das despesas. Na prática, essa “otimização” significou arrocho geral, exceto para o setor militar e para o esquema de repressão política.

A “otimização” – escreveu Goble – pode ter sido muito boa para a burocracia estatal, mas não para o povo russo, especialmente os doentes.

domingo, 2 de abril de 2017

Suécia teme agressividade de Moscou
e intensifica rearmamento

Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
A Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Suécia, berço dos míticos vikings, adotou no século XX o pacifismo visceral socialista com a ilusão de se imunizar contra eventual invasão russa.

Também acolheu no país uma vasta rede de organizações “companheiras de viagem” do comunismo russo. Essas fizeram da Suécia uma base a partir da qual pregavam a desmobilização dos espíritos no Ocidente face ao expansionismo soviético em nome da “paz”.

Essa nação protestante omitia a verdadeira avaliação do perigo russo, apresentado por Nossa Senhora em Fátima como um instrumento da punição divina.

Porém, nos últimos anos, a agressividade da “nova Rússia” de Vladimir Putin, patente em países próximos da Suécia, provocou forte mudança de atitude na opinião pública sueca.

Em consequência, o governo de Estocolmo determinou restabelecer o serviço militar obrigatório.

domingo, 26 de março de 2017

Revelada tentativa russa
de assassinar o primeiro ministro de Montenegro

Nemanja Ristic, um dos conspiradores, fotografado perto do ministro do exterior russo Sergei Lavrov em visita à Sérvia
Nemanja Ristic, um dos conspiradores,
fotografado perto do ministro do exterior russo Sergei Lavrov em visita à Sérvia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O governo russo teria montado um atentado para assassinar o primeiro-ministro de Montenegro, Milo Djukanovic, revelou “The Daily Telegraph”, citando fontes do Foreign Office.

Os dados da investigação foram revelados com detalhes em fevereiro (2017).

Moscou teria excogitado um golpe contra o Parlamento na véspera do ingresso do pequeno país na NATO.

Para o ministro russo de relações exteriores Sergei Lavrov, a culpada pelas tensões é a NATO que, segundo ele, é uma “instituição da Guerra Fria” cujo expansionismo estaria forjando níveis de tensão sem precedentes na Europa nos últimos 30 anos. A Rússia seria inteiramente inocente.