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domingo, 27 de junho de 2021

Fricções militares com a Rússia fazem temer o pior

Rússia diz que só houve 'tiros de advertência'
Rússia diz que só houve 'tiros de advertência'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O HMS Defender uma das naves mais modernas e poderosas da marinha de guerra britânica, foi objeto de voos e bombardeios de advertência por parte de jatos de guerra russos no Mar Negro, informou “O Globo”.

O Ministério de Defesa russo alegou que o contratorpedeiro britânico adentrou águas da Península da Crimeia navegando em uma área anexada pela Rússia em 2014 após um referendo não reconhecido pelas potências ocidentais.

A Rússia também convocou a embaixadora do Reino Unido em Moscou e intimou Londres de que, se embarcações de guerra britânicas voltarem a navegar na costa da Crimeia, no Mar Negro, serão bombardeadas.

Acontece que o Reino Unido, como disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considera “ilegal” a anexação da Crimeia e que as águas em que navegava o barco inglês são ucranianas, e agia de forma “totalmente correta”.

A Marinha britânica disse ter agido “com o direito internacional”, e tratou os disparos de alerta russos como meros “exercícios de tiro”.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia voltou ao habitual uso do insulto quando é acuado.

terça-feira, 22 de junho de 2021

‘Putin defensor dos valores cristãos’?:
mais uma mentira da nova KGB,
vem advertindo arcebispo

Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo de Kiev sobre Putin:
a KGB jamais difundiu os valores cristãos,
mas se serviu deles com finalidades políticas.
Eu não acredito que quem sacrifica um milhão de vidas
para atingir objetivos geopolíticos
possa estar animado por valores cristãos.
Não sejamos ingênuos”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em entrevista de imprensa na sede da Rádio Vaticana, Mons. Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do Rito greco-católico, disse ter advertido o Papa a respeito de afirmações da Santa Sé que podem ser associadas à propaganda russa.

Mons. Shevchuk esteve em visita ad limina a Roma, juntamente com mais de vinte bispos católicos ucranianos dos ritos latino e bizantino dm 2015. E desde então os prelados ucranianos vem transmitindo a Papa Francisco a dramática situação que vive seu país ameaçado em suas fronteiras com a Rússia e com parte de seu país ainda invadido por mercenários pagos por Moscou.

“Para descrever o que acontece na Ucrânia, advirtiu ele no início da entrevista, só se pode usar uma palavra: invasão estrangeira e não conflito civil”.

A expressão “guerra fratricida” havia sido usada pelo Pontífice numa audiência com particular infelicidade. Ela suscitou fortes reações nos ambientes católicos ucranianos e verdadeiro entusiasmo entre os seguidores de Vladimir Putin, entre os quais se destacou o Patriarcado cismático de Moscou.

A expressão “guerra fratricida”, explicou o arcebispo de Kiev, feriu a sensibilidade do povo ucraniano, pois ecoa a visualização do conflito ucraniano espalhada pela “propaganda russa”. Até hoje as regiões 'separatistas' funcionam como território ocupado por agentes do Kremlin que as governam armados.

domingo, 18 de abril de 2021

Crimeia: opressão russa de todas as minorias

Grafites do comandante supremo na Crimeia ocupada lembram a Havana de Fidel Castro
Grafites do comandante supremo na Crimeia ocupada lembram a Havana de Fidel Castro
Luis Dufaur
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Pouco se fala do destino dos habitantes da Crimeia, invadidos e submetidos pelos soldados russos. 

A grande mídia ocidental guarda um silencio estranho, embora a população sofra uma opressão mais própria de uma ditadura ou de um regime soviético, segundo se tira de reportagem da Deutsche Welle. .

Nas ruas pode se encontrar o grafite de Vladimir Putin enquanto herói libertador, como o de Fidel Castro ou do Che Guevara nos muros carcomidos das cidades e aldeias cubanas.

As bandeiras russas substituíram as ucranianas antes mesmo do referendo fraudulento para fingir uma anexação legal.

Na primavera de 2014, soldados uniformizados, mas sem insígnias ou identificação ocuparam o prédio do governo, o Parlamento de Simferopol e, posteriormente, o quartel-general do exército ucraniano na Crimeia que faz parte da Ucrânia.

Mas não diga isso porque quem rejeita a anexação é perseguido. 

domingo, 11 de abril de 2021

Escalada bélica nas fronteiras russo-ucranianas

Tanque ucraniano mira separatistas pro-russos no Donbass
Tanque ucraniano mira separatistas pro-russos no Donbass
Luis Dufaur
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Enquanto no Extremo Oriente cresce a tensão da China contra os EUA, Moscou a imita pegando Ocidente por outro lado, mais concretamente visando a Ucrânia e a Europa Central.

O governo ucraniano denuncia importante aumento da presença militar russa na Crimeia. Mas Moscou, como é costumeiro, nega e ataca Kiev imputando-lhe não aplicar os acordos de paz assinados, noticiou a Deutsche Welle.

O chefe do exército ucraniano replica apontando que Moscou não cessa de aumentar sua presença militar ao longo da fronteira com a Ucrânia.

“As coisas vão mal”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao semanário russo Argumenty i Fakty.

“Pode-se dizer que não foi possível avançar na implementação do pacote de medidas de Minsk e dos acordos subsequentes alcançados em Paris”, acrescentou Peskov.

“Agora estamos vendo uma escalada das tensões ao longo da linha de frente” e “os ganhos modestos obtidos anteriormente estão sendo desfeitos”, acrescentou Peskov.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Referendo combinado fará de Putin um omniarca

Capa do The Economist de 2016 procurava discernir o enigma do putinismo ascendente.
Capa do The Economist de 2016 procurava discernir
o enigma do putinismo ascendente.
Luis Dufaur
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A revista britânica The Economist, a mais prestigiada no âmbito econômico, destacou o gosto de Vladimir Putin em confundir os outros.

Como ex-agente da KGB, diz a revista, ele se sente à vontade agindo na penumbra, sobretudo quando burla a lei. É o que viria fazendo desde o anúncio das mudanças constitucionais para mantê-lo no poder até 2036.

Pela atual Constituição deveria deixar a presidência em 2024, mas ele não tem a menor intenção de fazê-lo, diz o Economist.

Em 6 de março último prometeu que não repetiria a gerontocracia – governo oligárquico dos mais velhos – soviética, mas quatro dias depois, avisou exatamente o contrário à submissa Duma (Legislativo) que aprovou a reforma que o manterá no poder absoluto até atingir 83 anos de idade.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Putin comemora com gangsters a ocupação ilegal da Crimeia

Putin viola soberania da Ucrânia escoltado pelos 'Lobos da Noite'.
Putin viola soberania da Ucrânia escoltado pelos 'Lobos da Noite'.
Luis Dufaur
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O temido grupo de motociclistas “Lobos da Noite”, também apelidados “Anjos do Inferno”, liderado pelo gangster Alexander Zaldostanov, mais conhecido como “O Cirurgião”, tem um membro e admirador – financista oculto? – que aproveita ocasiões patrióticas para se exibir integrado no grupo com fama de delitivo: Vladimir Putin.

Para o jornal La Nación, de Buenos Aires, como tivemos ocasião de comentar, o grupo constitui uma “gangue que é uma espécie de guarda pretoriana paralela do presidente russo”.

Em 2015, numa tentativa frustra de penetrar pela força na Polônia e na Lituânia, o fundador e chefe Alexandre Zaldostanov, aliás “o cirurgião”, agitava bandeiras soviéticas e bradava: “Por Stalin!”

Em 21 de fevereiro de 2015, numa marcha contra a liberdade ucraniana em Moscou, Zaldostanov incitou a “exterminar” os opositores de Putin.

E advertiu: “o medo da morte é o único que pode deter a oposição russa”.

domingo, 18 de agosto de 2019

Arcebispo-mor de Kiev: “a capitulação
é uma falsa paz que fere ainda mais o povo”

Igreja atingida em Kuibyshevski, no leste da Ucrânia
Igreja atingida em Kuibyshev, no leste da Ucrânia
Luis Dufaur
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“A capitulação é uma imitação de paz e uma mudança na forma como infligimos feridas em nosso povo” declarou à agencia de imprensa ucraniana Censor.net, o chefe do rito greco-católico, Arcebispo-mor Sviatoslav Shevchuk de Kiev-Halych, em relação aos atritos armados que perduram nas regiões ucranianas invadidas pela Rússia. 

A longa entrevista foi também resumida pela agência “Catholic News Service” dos EUA,

Segundo a ONU pelo menos 13.000 soldados e civis morreram e 30.000 foram feridos no conflito no leste da Ucrânia.

Por volta de 60.000 soldados ucranianos permanecem em pé de guerra numa fronteira de 400 quilômetros enfrentando 35.000 milicianos separatistas, mercenários estrangeiros e unidades regulares do exército russo.

O número dos católicos abarcados pelo rito greco-católico ucraniano não cessa de aumentar inclusive nas regiões ocupadas violentamente pela Rússia, onde o invasor exige que todos os cristãos se insiram no cismático Patriarcado de Moscou.

Das três dioceses que sobreviveram desde o Império Austro-Húngaro o catolicismo ucraniano passou a ter 35 dioceses e 8 áreas metropolitanas, comparáveis a arcebispados. A última metrópole foi criada há 5 anos em Curitiba.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Putin, de vencedor da Copa a alvo do descontentamento popular

O humor popular pegou o fundo político estilo URSS da Copa na Rússia
O humor popular pegou o fundo político estilo URSS da Copa na Rússia
Luis Dufaur
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Minutos após a Rússia vencer inesperadamente um jogo na “Copa Potemkin”, imagens do presidente Putin inundavam a internet na Crimeia pedindo ao czar igualitário do Kremlin que desse “um pedaço da Ucrânia para o goleiro russo”, informou “O Estado de S.Paulo”.

O evento esportivo funcionou como um pretexto para elevar a imagem do senhor todo-poderoso. E na Crimeia os torcedores comentavam que as vitórias inimagináveis da seleção só se explicavam por um vencedor: Vladimir Putin.

Para o regime, o Mundial devia reforçar o culto do chefe supremo, ainda quanto esse aproveitava a distração para acentuar a censura e as violações de direitos de opositores.

O prefeito de Sebastopol, Dmitry Ovsyannikov, diante de milhares de pessoas comemorou as realizações esportivas do líder de Moscou. O membro do partido de Putin mostrou que a classificação era um objetivo político: “o povo de Sebastopol mostrou que a Crimeia é Rússia.”

Absurdo? Não! Era a instrução que vinha do Kremlin!

Em Moscou, Igor Gielow enviado especial da “Folha de S.Paulo”, lembrou que na era soviética, os resultados esportivos eram muito sérios para a máquina de propaganda do regime comunista. Ele queria a prova física da superioridade ideológica materialista marxista.

Valia tudo para obter medalhas olímpicas. Inclusive truques sujos organizados pela KGB para melhorar o desempenho dos atletas. Leia-se doping.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Rússia foge do Tribunal Penal Internacional
e reforça pesadas suspeitas

Tropas georgianas deixam Gorid diante de esmagadora superioridade do agressor russo
Tropas georgianas deixam Gorid diante de esmagadora superioridade do agressor russo
Luis Dufaur
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Vladimir Putin assinou decreto pelo qual a Rússia deixa de fazer parte do Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou “El Mundo” de Madri.

O TPI é responsável por julgar acusações graves como genocídio e crimes contra a humanidade. Putin sente sobre seu governo e o país que tiraniza pesarem graves culpas e foge da Justiça internacional desconhecendo seus tribunais.

O diktat de Putin saiu logo após a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Geral da ONU aprovar resolução condenando a “ocupação temporária da Crimeia” pela Rússia e condenando a Rússia por abusos de direitos como a discriminação contra alguns criminosos.

domingo, 22 de maio de 2016

Tártaros da Criméia
indignados com a opressão russa

Policia secreta russa reprime dissidentes tártaros.
Policia secreta russa reprime dissidentes tártaros.
Luis Dufaur
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A população tártara da Crimeia está indignada com a opressão que sofre por parte dos invasores russos de sua terra.

A tensão atingiu mais um patamar quando a Procuradora Geral da península, Natalia Poklonskaïa, suspendeu a Assembleia dos Tártaros, ou Medjlis, acusando-a falsamente de praticar “atividades extremistas” e de trabalhar pela “desestabilização”, escreveu o jornal parisiense “Libération”.

O Medjlis é o órgão representativo da população tártara da Crimeia. Os tártaros são um povo muçulmano de etnia turca que fizeram parte das hordas mongólicas que invadiram e devastaram o mundo eslavo entre os séculos XV e XVIII.

Após essas guerras, os tártaros se fixaram na Crimeia, dedicando-se à agricultura e ao artesanato, adotaram muitas formas da cultura ocidental e passaram a viver em paz com a população local, preservando a nostalgia de suas raízes históricas.

Os tártaros da Crimeia resistiram à revolução bolchevique, até que o regime comunista empreendeu uma sanguinária perseguição contra eles, coletivizando suas terras com a reforma agrária e dizimando-os nas Grandes Purgas dos anos 1930.

Uma geração inteira de homens de elite, políticos e intelectuais tártaros famosos foi massacrada pelo comunismo com falsas acusações.

domingo, 25 de outubro de 2015

Tártaros bloqueiam economicamente a Criméia




Membros do povo tártaro que residiam na península invadida pela Rússia estão bloqueando as estradas que conectam a Crimeia à Ucrânia e por onde chegam grandes volumes de produtos indispensáveis para a região.

Os tártaros querem chamar a atenção para a discriminação e o acosso de que eles estão sendo objeto na península pelo invasor russo, noticiou o jornal “The Telegraph”, de Londres.

Centenas de tártaros, em certos casos apoiados por grupos de milicianos ucranianos, cortam as artérias vitais com blocos de cimento e tornam mais lenta a passagem dos caminhões nas autoestradas.

domingo, 14 de junho de 2015

Putin: “imperador romano”
pela invasão da Criméia!

Putin imperador sem cerimônia
Putin imperador sem cerimônia



Um busto de Vladimir Putin de 50 centímetros de altura, vestido com toga romana, feito com uma “matéria sintética não muito cara” imitando o bronze e com as feições de um imperador romano, foi erigido perto de São Petersburgo, informou o jornal parisiense Le Monde.

A histriônica ideia para glorificar o chefe russo é atribuída a uma organização local de cossacos que, obviamente, nunca ousaria uma iniciativa do gênero sem estímulo e costas esquentadas por alta esfera.

O monumento foi encomendado em “reconhecimento pela anexação da Crimeia” pela Rússia, em março de 2014.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Um ‘exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação é a arma secreta de Putin, diz “Foreign Policy”

‘Exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação é arma secreta de Putin
‘Exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação
é arma secreta de Putin
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A reputada revista “Foreign Policy” abordou um tema assustador. Segundo ela, a crise da Ucrânia vem revelando que o GRU, o aparelho de inteligência militar da Rússia, formou um ‘exército de assassinos’ que constitui a arma secreta de Putin.

O GRU (Glavnoe Razvedyvatelnoe Upravlenie) já está agindo como “importante instrumento de política externa, dilacerando um país com apenas um punhado de agentes e um monte de armas”, escreveu.

O GRU está mostrando ao mundo como a Rússia pretende combater suas futuras guerras misturando violência cirúrgica, subversão, negação sistemática dos atos praticados e golpes desferidos nas sombras.

O GRU constituiu outrora o maior sistema de serviços secretos baseado em embaixadas, redes de agentes disfarçados e nove brigadas de ‘forças especiais’ conhecidas como Spetsnaz, ou “destacamentos para fins especiais”, frequentemente inconfessáveis.

Porém, desde que o presidente Vladimir Putin assumiu a direção do Serviço Federal de Segurança (FSB), herdeiro da KGB, os objetivos e métodos foram atualizados para a era das ciberguerras e dos conflitos geopolíticos.

A anexação da Crimeia constituiu o primeiro triunfo da nova GRU. Ela estudou a região, mensurou as forças ucranianas no local, espionou suas comunicações e apoiou os “homenzinhos verdes” que velozmente se apossaram dos pontos estratégicos da península até se revelarem soldados da Rússia. Muitos deles vinham da antiga Spetsnaz.

A maioria dos insurgentes do leste ucraniano é ucraniana ou “turistas bélicos” russos. Mas isto é só o contingente de base: os homens chave que encorajam a rebelião, passam os mercenários pela fronteira e fornecem as armas vindas de Moscou são agentes do GRU.

Igor Girkin, ou 'Igor Strelkov'.  Agente do GRU russo comanda a defesa de Donetsk
Igor Girkin, ou 'Igor Strelkov'.
Agente do GRU russo comanda a defesa de Donetsk
O autodenominado Ministro de Defesa da República separatista do Povo de Donetsk, Igor Strelkov, cujo nome real é Igor Girkin, é oficial na ativa ou na reserva do GRU. É ele quem dirige essa “república popular” e mais ninguém.

A União Europeia já identificou Strelkov, ou Girkin, e o incluiu na lista dos nomes objeto de retaliações. Mas ele não parece ter-se incomodado muito com elas.

Segundo “Foreign Policy”, quando o “Batalhão Vostok” apareceu no leste ucraniano, ficou evidente que o GRU tinha completado sua metamorfose.

O “Batalhão Vostok”, na sua versão atual, está composto por combatentes chechenos, armados com equipamentos uniformes e dotados de transportes blindados.

Reúne também ex-terroristas, desertores de guerrilhas e de gangues criminosas.

O “Vostok” não externou muito interesse em lutar contra o exército de Kiev.

Ele visou garantir a autoridade de Moscou sobre a região e evidenciou a nova estratégia de Moscou: uma guerra “não-linear”, ou “híbrida”, tocada na base da violência, da desinformação, de pressões políticas e econômicas, além de operações bélicas camufladas, em lugar de uma ofensiva regular ou previsível.

Não é apenas uma “guerra híbrida” adaptada à Ucrânia, mas é o plano de Moscou para atingir seus adversários no dia de hoje por toda parte no mundo.

O comandante geral da GRU explicou a um obscuro jornal militar russo que a nova guerra envolve “um largo uso da política, da economia, da informação, do humanitarismo e outras manobras não-militares ... completadas por recursos bélicos com um caráter encoberto”, sem excluir o uso das “forças especiais” dos assassinos da Spetsnaz.

O conflito será combatido por espiões, comandos, hackers, ‘joguetes’ e mercenários. Quer dizer – escreve “Foreign Policy” – o tipo de operações para os quais são treinadas as ‘forças especiais’ inclui o assassinato, a sabotagem, e desnorteamento do adversário.

Passado de Putin nos serviços secretos, pesou na opção
Passado de Putin nos serviços secretos, pesou na opção
A NATO e o Ocidente não têm uma resposta eficaz contra esta estratégia na aparência caótica ou confusionista, mas que se está revelando muito danosa.

A NATO é uma aliança militar construída contra uma agressão aberta ou uma guerra declarada. Mas foi incapaz de responder a ofensivas como o ciberataque contra a Estônia de 2007.

A ideia de uma ofensiva de tanques passando por cima das fronteiras ficou superada por um novo tipo de guerra que combina subterfúgios, aliando-se com grupos dissidentes dentro do adversário visado, além de dissimuladas intervenções letais das Spetsnaz.

A NATO é mais forte em termos estritamente militares, mas se a Rússia consegue abrir fraturas políticas no Ocidente, executar ações usando grupos combatentes locais e atingir indivíduos e instalações, então não interessa saber quem tem mais tanques ou melhores jatos.

Esse é o tipo de guerra que o GRU está preparado para fazer, conclui a revista. E o conflito na Ucrânia parece confirmar essa conclusão.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Míssil que mata, mas esclarece!

A História jamais compreenderá como a ilusão de um 'Putin cristão pôde ganhar pé
A História jamais compreenderá
como a ilusão de um 'Putin cristão pôde ganhar pé
Luis Dufaur
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A criminosa derrubada de um avião comercial da Malaysia Airlines teve o efeito de um raio: matou infelizmente a muitos, mas — precisamente como fazem os raios — iluminou com uma claridade terrível um panorama então coberto de trevas.

Densas trevas, sim, que há anos vêm toldando progressivamente os horizontes de política internacional, com óbvios reflexos sobre a política interna dos países onde ainda há liberdade.

Convém que a realidade assim posta em evidência com o fulgor irresistível, mas tão transitório, de um raio, não seja esquecida pela opinião pública.

Bem ao certo, o que houve? Ainda se discutem pormenores. Mas, o fato essencial está aí: um país agressor já tinha invadido e anexado uma região de um país vizinho: a Rússia se assenhorou ilegalmente e pela violência da Criméia.

Porém, o invasor queria mais. E, para isso, vinha atiçando uma guerra subversiva com pretextos culturais e étnicos contra a Ucrânia.

Nós conhecemos fenômenos análogos na América Latina alimentados desde Cuba. Alguns crepitam semeando destruição e morte, como as FARC na Colômbia.

No Brasil, “movimentos sociais” como o MST, o CIMI, apoiados por ONGs e simpatizantes internacionais de esquerda trabalham para criar espécies de secessões, ou áreas onde não mais vigoram plenamente as leis que cimentam a unidade do Brasil.

Até a maioria dos cidadãos por razões étnicas ou culturais não podem ingressar em alguns desses territórios, submetidos a estatutos especiais.

Esses secessionismos peculiares também dividem a maioria da opinião pública nos países onde existem.

A criminosa derrubada iluminou com claridade terrível  um panorama então coberto de trevas
A criminosa derrubada iluminou com claridade terrível
um panorama então coberto de trevas
Pois para uns se trata de reivindicações de minorias culturais, étnicas ou sociais reconhecidas por leis com as quais podem até estar em desacordo. Para outros, a mão do comunismo está por trás.

O segundo grupo é olhado com desdém pelo primeiro. Comunismo? O comunismo já era! Há em verdade alguns redutos comunistas como Cuba, mas já acabarão por se adaptar ao resto do mundo.

E se houvesse dúvida ali está Vladimir Putin que sem renunciar ao passado soviético, aparece para alguns com um novo Carlos Magno vindo do Oriente para derrotar o caos de Ocidente.

Putin conseguiu persuadir certos ingênuos do Ocidente, de que ele estava promovendo na Rússia um enigmático processo de restauração mental e religioso.

Moscou estaria mudando tendo sido muito favorecida pelo supercapitalismo, pelas superindústrias e pelos superbancos do Ocidente. O supersuprimento de recursos financeiros, econômicos e técnicos de múltiplas ordens, estaria fazendo um país moderno da “nova-URSS” de Putin.

Entrementes, a Rússia está se impondo como líder político dos países emergentes conhecidos como BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Assim à testa da imensa nação russa instalou-se um personagem que – sem conversão e sem explicações – um dia passou a ser tido como grande defensor do cristianismo, dos valores básicos da vida, da família, do casamento, do patriotismo nacional: Vladimir Putin.

Similis simili gaudet: Putin  gosta de líderes chavistas e esses gostam dele
Similis simili gaudet:
Putingosta de líderes chavistas e esses gostam dele
A História jamais compreenderá como tal ilusão pôde fincar no momento em que a velha URSS se metamorfoseava numa “nova-URSS” que vem estendendo suas garras em todos os continentes.

Haja vista a cálida e idílica recepção que foi conferida a Putin em sua recente gira por Cuba e América do Sul.

Recepção de quem? Dos líderes comuno-populistas que vem destruindo os valores que certos ilusos acham que Putin vai resgatar.

Similis simili gaudet. O semelhante se regozija com seu semelhante, diz o sábio adágio latino. Isso se evidenciou eloquentemente com gestos, palavras e silêncios astutos dos líderes “chavistas” latino-americanos além do representante castrista reunidos com Vladimir Putin!

Mas nada disto abria os olhos dos enganados.

Até que o crime contra o Boeing 777 da Malaysia Airlines que ceifou 298 vidas foi como um raio em céu sereno. O avião comercial foi atingido por um míssil mortífero, mas esclarecedor. Esclarecedor porque nos faz ver o que há de falacioso no mito do “cristianismo” humanitário de Putin.

Há pouco mais de 30 anos, em 1º de setembro de 1983, jatos Sukhoi Su-15 soviéticos derrubaram um Boeing 747 da Korean Airlines e mataram todos os seus 269 passageiros e tripulação.

Milicianos pro-Rússia exibem  boneco de pelúcia de uma das 80 crianças mortas
Milicianos pro-Rússia exibem
boneco de pelúcia de uma das 80 crianças mortas
Pretextos diversos foram aduzidos então para o criminoso atentado. Mas, após investigação ficou averiguado para a história que a derrubada fora intencional, despropositada e ordenada por Moscou.

Certas formas de impiedade têm necessidade de desafogos, e esses são inimagináveis.

Na Ucrânia, “ex”-comunistas, milicianos separatistas e batalhões de mercenários ilegais enviados desde a Rússia estavam perdendo posições.

Os planos de Putin para a anexação do leste ucraniano estavam indo água abaixo.

E na depressão do momento, desse bando emanou uma explosão que causou horror.

Que esta tremenda tragédia faça abrir os olhos dos que foram enganados pela metamorfose cosmética capitaneada pelo líder da (ex-)KGB para restaurar o império soviético sobre novas bases.

Que Deus onipotente tenha pena dos passageiros do voo MH17 vitimados sem culpa.

Que, pela intercessão de Nossa Senhora, Ele poupe aos povos que saibam amá-lO sinceramente não se deixando iludir com enganosos artifícios. Pois detrás deles se esconde um anticristianismo que prolonga o pesadelo soviético comunista.


terça-feira, 10 de junho de 2014

População de Donetsk se volta contra separatistas pró-Putin e contra as milícias estrangeiras – 2

Portavoz do 'Batalhão Vostok':
"Somos chechenos, ex-soldados, muçulmanos,
lutamos no Afeganistão. Nos viemos para proteger os russos
e proteger os interesses deste país"
continuação do post anterior

Entre as milícias de mercenários enviados por Putin, destacou-se o chamado Batalhão “Vostok” (“Leste”).

A unidade foi recebida em Donetsk com aplausos por algumas centenas de separatistas. Mas, na mesma ocasião, como pode ser visto em vídeo divulgado no Youtube, um de seus componentes declarou que a milícia é composta de chechenos muçulmanos, soldados profissionais que já lutaram no Afeganistão e que lá estavam para ajudar a Rússia e um “povo irmão”.

Os mercenários não perderam tempo: ocuparam a sede da administração regional e a transformaram em depósito dos frutos de suas pilhagens e saques.

As violências perpetradas por esses “libertadores” indignou a população. Por fim, acabaram sendo expulsos do prédio por simpatizantes pró-Rússia, que descobriram as salas de trabalho transformadas em armazéns com os produtos dos saques.

domingo, 8 de junho de 2014

População de Donetsk se volta contra separatistas pró-Putin e contra as milícias estrangeiras – 1

Soldado ucraniano se prepara para o combate em Kramatorsk
Soldado ucraniano se prepara para o combate em Kramatorsk
A manobra político-militar de Moscou para a anexação da Criméia se repetiu como um decalque nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia.

As regiões escolhidas pareciam ser as mais sensíveis ao apetite russo de desmembrar a Ucrânia.

Segundo pesquisa do Pew Research Center, efetivada na primavera de 2014, 70% dos ucranianos do leste – onde se fala muito russo, em proporções diversas segundo a região – não desejavam separar-se da Ucrânia, e apenas 18% aprovariam uma anexação pela Rússia.

As proporções, entretanto, mudavam muito de acordo com a região. Segundo sondagem do Kyiv International Institute of Sociology, realizada no período de 8 a 16 de abril de 2014, na região de Dnipropetrovsk 84,1% responderam contra a anexação pela Rússia e 10,1% a favor.

domingo, 1 de junho de 2014

Presidência russa publica fraude da Criméia:
só 15% aprovaram anexação

Voto não podia ser secreto e quem votasse contra
se autodenunciava.
Na papeleta da foto pode se ler o voto da mulher.
O website do “Conselho para a Sociedade Civil e os Direitos Humanos do Presidente da Rússia” postou relatório sobre os resultados do contestado referendo que anexou a Criméia à Rússia.

A matéria foi rapidamente tirada do ar como se fosse uma perigosa confissão, mas não antes de ser registrada no exterior, no site da “Forbes”, por exemplo.

Segundo o referido relatório, o comparecimento às urnas foi só de 30%. E, destes, a metade votou pela anexação.

O que significa que apenas 15% dos cidadãos da Crimeia aprovaram a manobra russa de anexação.

A votação transcorreu sob o olhar de soldados russos descaracterizados e exibindo suas armas automáticas Kalashnikov.

A fraude ficou patente, pois o anúncio oficial apontou um comparecimento de 83% dos votantes.

Destes, uma maioria de 97% teria escolhido renegar seu país, a Ucrânia.

domingo, 4 de maio de 2014

Católicos na miséria resistem
à perseguição russo-cismática na Criméia

Católicos na miséria sob a perseguição na Criméia
Católicos na miséria sob a perseguição na Criméia

“Fomos isolados do resto do país. Só podemos nos comunicar por telefone ou e-mail”, disse em comunicação telefônica com a associação assistencial ‘Aid to the Church in Need’ Dom Jacek Pyl, bispo auxiliar católico de Odessa-Simferopol, na Criméia. “Até os pacotes com ajuda humanitária são recusados na fronteira”.

Apesar da hostilização e dos percalços, a Igreja Católica, que tem apenas 2.000 fiéis na região, continua ajudando as famílias em dificuldades.

Os bancos ucranianos foram fechados e só há bancos russos, não podendo os cidadãos acessar suas contas. Por isso deixaram de receber ordenados, pensões ou outros auxílios. A moeda ucraniana ficou proibida. Em seu lugar entrou a moeda russa, mas a conta-gotas.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Putin “cruzado contra a imoralidade”:
quer uma Las Vegas na Criméia!

Putin introduziu projeto no Parlamento russo
para criar uma grande 'Las Vegas' na Criméia
Após a anexação boçal e despótica da Criméia, não reconhecida internacionalmente, o presidente Vladimir Putin apresentou ao Parlamento russo um projeto de lei que cria uma zona destinada a jogos de azar e cassinos, visando atrair a indústria da imoralidade para aquela região.

“Considerando que a Crimeia vai se tornar uma das regiões mais desenvolvidas da Rússia, e considerando a criação de uma possível zona de livre-comércio, uma zona de jogos tem todas as condições de atingir uma projeção mundial e se tornar uma concorrente de territórios como Macau, Mônaco ou Las Vegas”, afirmou Putin ao introduzir o projeto.

A nova zona de imoralidade não seria a primeira, mas a quinta na Rússia onde as atividades ligadas à jogatina de dinheiro podem se expandir livremente, informou “FranceTVinfo”.

As novas autoridades locais da Crimeia poderão limitar apenas a zona de perdição. Elas hesitam entre estender o projeto à península toda ou circunscrever a nova “Las Vegas” a alguma região perto das estações balneárias de Yalta e Aluchta.

domingo, 23 de março de 2014

Invasores russos movem perseguição
contra sacerdotes católicos na Criméia

O Pe. Mykola Kvych capelão naval em Sebastopol.
O Pe. Mykola Kvych capelão naval em Sebastopol.

Assim que o presidente russo Vladimir Putin iniciou a manobra de anexação ilegal da Criméia, a Igreja Greco-Católica, fiel à Santa Sé, começou a sofrer uma “perseguição total” na península, segundo as autoridades religiosas.

“A vida da Igreja Católica de rito greco-católico está paralisada”, disse o Pe. Volodymyr Zhdan, chanceler da eparquia (equivalente a uma diocese) de Stryi na Ucrânia ocidental falando para a agência CNA.

Desde 2006 até 2010, o Pe. Zhdan foi chanceler do exarcato de Odesa-Krym que incluía a península da Criméia.

Três sacerdotes greco-católicos foram sequestrados por militares russos que fingem serem paramilitares independentistas.

Para o Pe. Zhdan esses múltiplos sequestros “não são um acidente”.