domingo, 30 de novembro de 2025

Putin insiste nas fakes da “Santa Rússia” e do “Patriarcado de Moscou”

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Pew Research Center e a Fundação Russa de Opinião Pública revelaram que os cismáticos quase não vão aos cultos da “Igreja Ortodoxa Russa” porque acham que o “Patriarcado de Moscou” não é importante e até corruto.

Mas, a mídia finge leva-lo a sério pois desde o colapso da URSS é refúgio de agentes comunistas.

Essa “Igreja Ortodoxa russa” e seu “Patriarcado de Moscou” foi adotada pelo Soviete Supremo leninista para promover o socialismo e hoje sobrevive às ordens do ditador Vladimir Putin, observou “Infovaticana”. 

O enfraquecimento “Patriarcado de Moscou” se agravou muito com a fratura da Igreja Ortodoxa Ucraniana. A cisão autonomeada Igreja Ortodoxa Ucraniana se efetivou em 2019 e foi reforçada pela invasão da Rússia em 2022.

Desde o século XV, Moscou se apresentou como herdeira espiritual de Constantinopla e Roma, acunhando o slogan da “Terceira Roma”.

No entanto, o czarismo fez dessa “Igreja” um instrumento de propaganda para submeter o povo.

A final o czar Pedro, o Grande extinguiu o “Patriarcado de Moscou” como uma velheira corrupta e inadmissível.

E assim ficou numa sub-vida até que a revolução soviética ofereceu re-criar dito Patriarcado desde que agisse como instrumento de propagação do socialismo. A fé tornou-se subordinada ao Estado.

Falso tradicionalismo a serviço de Moscou
Falso tradicionalismo a serviço de Moscou
Tentativas de reunificação com Roma surgiram no início do século XX, incentivadas por figuras como o filósofo e poeta Vladimir Solovyov e o arcebispo mor greco-ucraniano católico Mons. Andrey Sheptytsky.

Mas o estabelecimento da ditadura comunista sufocou qualquer impulso espiritual autônomo.

Apesar de sua retórica pró-vida, a Rússia mantém uma das maiores taxas de aborto do mundo e uma taxa de natalidade abaixo do nível de reposição, e divórcio livre.

A “Igreja Ortodoxa Russa” erigiu a invasão da Ucrânia ao nível de uma “guerra santa”, obedecendo a Putin. Também vive atacando a Igreja Greco-Católica Ucraniana que, pelo mero fato de existir, patenteia a falsidade moscovita.

As liturgias da A “Igreja Ortodoxa Russa” foram roubadas do rito grego da Igreja Católica e as usa como disfarce para dizer que é um bastião da tradição. Seus colaboracionistas ocidentais sublinham esta “tradição”, ainda que sabendo que é insinceras.

Certos círculos ocidentais — incluindo católicos autoproclamados “tradicionalistas” adotaram essas mentiradas.

Alguns se convertem à Ortodoxia Russa achando tolamente que encontrariam refúgio de ideologias progressistas triunfantes após o Concilio Vaticano II.

Mas os números contradizem essa mitificação: baixa observância religiosa, baixas taxas de natalidade, seminários vazios, corrupção debandada, vícios escancarados no clero e dependência de Putin berram a realidade.

A história e o presente do Patriarcado de Moscou obrigam a encarar com ceticismo o mito da “Santa Rússia”.

Na realidade, ela está mais intimamente ligada à repressão, à propaganda marxista e ao expansionismo putinista do que a um genuíno cristianismo.


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