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| General Fabien Mandon |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Em março, o porta-aviões nuclear francês foi enviado para a área mediterrânea de combate com o Irã, aliado de Moscou.
O general Fabien Mandon, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da França, vinha alertando para as novas armas da Rússia e a possível retomada dos testes nucleares pelos EUA.
Ele definiu “preocupante o clima em torno das questões nucleares” apontando para “um nível de retórica e agressividade (...) que é bastante excepcional”, registrou “Le Figaro”.
No 107º aniversário do Armistício de 1918, o mesmo general Fabien Mandon em entrevista à “Ouest-France” havia acenado para o risco de uma guerra empreendida por Putin contra a OTAN.
O Chefe do Estado-Maior da Defesa acredita que a França deve se “preparar para um confronto em três ou quatro anos” contra a Rússia. A entrevista foi difundida pela BFM.TV.
“A Rússia considera a Europa fraca. Sei que está se reorganizando militarmente para entrar em combate contra países da OTAN. Devemos nos preparar para isso”, afirmou.
Ele observou que os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido — compartilham essa avaliação baseada em informações de inteligência militar.
Com um conflito dessa magnitude no horizonte, as forças armadas devem praticar regularmente “grandes exercícios” pensando um conflito do “tipo russo”, acrescentou.
O general acredita fundamental engajar o envolvimento de toda a sociedade pois “um choque desta natureza exige muito mais do que apenas as forças armadas; é preciso que todo o país se una em torno dele”.
Se a Rússia “conseguir dividir-nos, poderá vencer”, afirmou citando vários exemplos de tentativas de desestabilização.
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| Putin está acenando com a III Guerra Mundial. |
O general “não acredita” que os franceses estejam preparados para desempenhar um papel num conflito desta magnitude, “mas as coisas estão a mudar rapidamente”, acrescentou.
O general Fabien Mandon lembrou que após décadas de paz “o uso da força já não é aceite da mesma forma.
“Contudo, estamos num momento da história em que, coletivamente, temos de reaprender a aceitar o risco e a defender pela força aquilo que, para nós, é mais precioso”, acrescentou o general.




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