domingo, 29 de março de 2026

Dinamarca compra armas de longo alcance pensando na Rússia

Primeira minista da Dinamarca Mette Frederiksen
Primeira ministra da Dinamarca Mette Frederiksen 
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A pequena Dinamarca adquirirá armas de longo alcance pela primeira vez na sua história.

A primeira-ministra Mette Frederiksen explicou que é uma resposta à Rússia. Ela enfatizou que “não há dúvida de que a Rússia será uma ameaça à Europa por muitos anos” e que “não somos nós que estamos atacando.

É a Rússia”. Vladimir Barbin, embaixador russo em Copenhague tratou o anúncio de “pura loucura” e de ameaça aberta a Moscou.

Há um crescente aumento de gastos militares na Europa em face das tensões alimentadas pelo Kremlin.

O fato indica “uma mudança de paradigma na política de defesa dinamarquesa”, segundo o “New York Times”.  

“Essas declarações, sem dúvida, serão levadas em consideração”, revidou Vladimir Barbin, embaixador russo em Copenhague.

Em verdade, nesta reedição da oposição de Davi a Goliat e não se entende por que o gigante russo se mostra assustado.

A Dinamarca é um pequeno país, mas, como membro da OTAN, destina rotineiramente bilhões de dólares para suas forças armadas.

A Noruega comprará do Reino Unido uma nova frota de fragatas que custam US$ 13,5 bilhões, a maior aquisição militar de sua história.

A Dinamarca também encomendou três novos navios de patrulha do Ártico, adquiriu drones de longo alcance e reforçou sua cobertura por satélite sobre a Groenlândia.

Dinamarca acelera armametismo nacional.Primeira ministra visita treinos.
Dinamarca acelera armamentismo nacional.
Primeira ministra visita treinos.
Esta ilha gigantesca e geopoliticamente significativa, localizada no Círculo Polar Ártico, é um território ultramarino dinamarquês semiautônomo, e uma questão sensível para o governo Trump como também para uma eventual ofensiva russa pelo Ártico.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Dinamarca se tornou um dos principais apoiadores de Kiev.

E enviou mais de US$ 11 bilhões em ajuda militar e civil, incluindo caças F-16, artilharia e tanques.

Agora, “o objetivo é comprar armas que nunca precisaremos usar”, disse Lars Lokke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores do país.

O continente europeu está vivendo uma acentuada fase de rearmamento, até transformando fábricas de produtos pacíficos para armas e munições.


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