quarta-feira, 18 de março de 2015

Ideólogo de Putin logra desavisados no Ocidente

Aleksandr Dugin: povos inteiros que não entram em seus esquemas devem ser 'apagados', como a Polônia e a Ucrânia.
Aleksandr Dugin: povos inteiros que não entram em seus esquemas
devem ser 'apagados', como a Polônia e a Ucrânia.



O ideólogo russo Alexander Dugin, conhecido apenas em minúsculos círculos esotéricos, veio se projetando nos últimos anos pelo fato de Vladimir Putin tê-lo escolhido como seu ideólogo predileto.

O Kremlin fez dele uma espécie de porta-voz filosófico para lograr certa intelligentsia ocidental.

Ignora-se ao certo se Putin acredita no que diz Dugin, pois nos pragmáticos discursos do chefe do Kremlin é difícil achar a embaralhada verborragia ocultista de seu ideólogo.

Porém, o ditador se enfeita ostentando um pensador de seu agrado, embora assaz escuro, contraditório, místico-panteísta e com fulgores satanistas.

Dugin propala, sem ser desmentido pelo seu patrão, a ideia de uma Rússia liderando um “Império Euro-asiático”. A proposta ecoa o sonho leninista de uma revolução mundial que encaixaria todas as nações na União de Repúblicas Socialistas Soviéticas ingloriamente fracassada.

Dugin não duvida em atrelar a essa “nova URSS euro-asiática” países como Áustria, Hungria, Romênia, Servia e Eslováquia, que sofreram na própria pele a ferocidade da escravidão soviética e que deram o sangue de seus melhores filhos para dela se libertar.

Para Dugin, a Rússia deve anexar completamente a Ucrânia e exterminar os ucranianos, de modo muito especial os católicos, segundo reportagem do “International Businnes Times”.

Dugin também ensina que a Polônia é um “erro histórico”, pois são eslavos católicos que não pertencem à igreja cismática russa presidida pelo Patriarca de Moscou.

Aleksandr Dugin (direita): em protesto esotérico-religioso com sacerdote 'ortodoxo' contra a Ucrânia
Aleksandr Dugin (direita): em protesto esotérico-religioso
com sacerdote 'ortodoxo' contra a Ucrânia
Pelo fato de professarem a fé católica, os poloneses teriam degenerado da raça eslava, não têm lugar em seu oculto universo cósmico e devem ser suprimidos.

Dugin também prega o desaparecimento dos países próximos dos EUA, inclusive os europeus, que deveriam ser anexados pela força ao “Império Euro-asiático”. Essa seria a exigência de fenômenos geográficos ou de forças telúricas a que ele atribui um poder materialista absoluto e incoercível.

O mais espantoso é que Dugin tenha conseguido fazer adeptos no mundo dos futuros escravos do “Império Euro-asiático”.

Para esses enganos ele usufruiu de antigas amizades. Estas provêm da rede de “grupos de influência” que a URSS espalhou outrora no Ocidente. A rede atravessou incólume e impunemente o período da transição da “URSS 1.0” para a “URSS 2.0”, como dizem as juventudes putinistas.


Os ucranianos devem ser extintos, diz Dugin, sobretudo os católicos.
Centenas de "voluntários" vindos da Rússia ingressam na Ucrânia, segundo flagrou a OSCE:



domingo, 15 de março de 2015

Herói da derrocada soviética na Checoslováquia:
“Celebrar o fim do comunismo é um equívoco”

Václav Klaus, ex-presidente da República Checa:
 “Celebrar o fim do comunismo é um equívoco” 

“Celebrar o fim do comunismo é um equívoco”, pois “algo parecido está voltando, com outras bandeiras e outras cores”, alertou Václav Klaus, o primeiro chefe de governo da República Checa depois do fim da ditadura soviética, segundo artigo de “O Estado de S. Paulo”.

Klaus voltou a exercer a presidência de seu país entre 2003 e 2013. Ele se tornou internacionalmente conhecido por se opor às novas formas metamorfoseadas do comunismo, em especial a mais extrema delas – a autogestão –, que a URSS tinha como objetivo realizar mas nunca conseguiu.

Um dos heróis nacionais checos pelo papel que teve na chamada “Revolução de Veludo”, que precipitou a queda do comunismo em seu país.

domingo, 8 de março de 2015

A Igreja Católica perseguida
numa Bielorrússia ainda comunista

Monumento ao soldado soviético, em Brest, Bielorrússia
Monumento ao soldado soviético, em Brest, Bielorrússia


Na Bielorrússia, extenso país eslavo que foi escravo da URSS e faz fronteira com a católica Polônia, a Igreja sofreu 70 anos de perseguição e ainda hoje geme num ambiente de ditadura comunista, apontou a associação “Ajuda à Igreja que sofre”.

Magda Kaczmarek, encarregada da Bielorrússia em dita associação, voltou a viajar a esse país em novembro de 2014. E deu uma entrevista contando as impressões colhidas nas quatro dioceses católicas do país.

Ela explicou que “é geralmente sabido que os bielorrussos vivem sob uma ditadura. O país está muito isolado e tem-se a sensação de que o comunismo ainda está presente.

“Nas cidades e no campo continuam os monumentos de Lênin, de membros do Exército Vermelho, tanques ou aviões que lembram os velhos tempos. Eu fui criada na Polônia socialista; e nesses dias foi como se tivesse retornado a essa época na Polônia”.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Conscritos russos se recusam a combater na Ucrânia. Soldados desertam

Associação das Mães de Soldados de São Petersburgo
denuncia arbitrariedades contra os recrutas russos


A agência de informação ucraniana independente UNIAN retransmitiu informações divulgadas pela organização dos direitos humanos Mães de Soldados, de São Petersburgo.

Segundo elas, são numerosas as queixas de recrutas do exército russo que estão sendo forçados a partir para a região de Rostov, que serve de plataforma para a invasão russa à Ucrânia. 

O número dos soldados que se recusam a ir a combater na Ucrânia atingiu recordes em dezembro e em janeiro deste ano. A organização recebeu mais de 20 reclamações provenientes das regiões de Nizhny Novgorod, Leningrado, Murmansk e Kursk, noticiou o jornal russo Kommersant.

domingo, 1 de março de 2015

O dedo do Kremlin no gatilho.
A OTAN, os países vizinhos e a Europa na mira

Agressividade antiocidental está no centro da nova estratégia russa.
Parada na Praça Vermelha para comemorar a vitória soviética em 1945


O Kremlin divulgou no fim de 2014 a versão para consumo público da nova doutrina militar russa, aprovada pelo chefe Vladimir Putin. O plano não faz cerimônia e designa a OTAN como a ameaça fundamental.

A doutrina se diz inquietada pelo “reforço das capacidades ofensivas da OTAN, que ameaçam diretamente as fronteiras russas, e pelas medidas adotadas para implantar um sistema global de defesa antimíssil” na Europa Oriental.

De fato, a Rússia tem todas as razões para detestar esse sistema antimíssil. A sua manifesta inferioridade tecnológica poderia ficar reduzida a quase zero por esse escudo protetor.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A economia rola no precipício,
mas TV russa diz que está ótima

O rublo perde vertiginosamente valor e as arcas do governo esvaziam.
O rublo perde vertiginosamente valor e as arcas do governo esvaziam.


A falta de notícias sobre a economia da Rússia é um sinal alarmante de que a crise vai longe, comentou “The Economist”, reproduzido por “Business Insider”.

Num país livre essa conclusão não se entende. Mas na Rússia compreende-se muito bem. Pois, como nos tempos soviéticos, a TV do Estado não informa, mas repete slogans.

A imagem do país é a oficial. E ela é dominada pela guerra na Ucrânia, que estaria sendo conduzida furiosamente pelos EUA e na qual a Rússia nada teria a ver em virtude da sabedoria do presidente Putin.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Perto do não-retorno: autoridades comparam o acordo de Minsk com Putin ao de Munique com Hitler

General Philip Mark Breedlove, comandante supremo da OTAN  deplora 'derrotismo' de Angela Merkel.  “Nós podemos tornar tão cara a batalha que forçaria Putin a arredar”
General Philip M. Breedlove, comandante supremo da OTAN
deplora 'derrotismo' de Angela Merkel.
“Nós podemos tornar-lhe tão cara a batalha
que Putin teria que arredar”


Cresce a fratura entre a Europa e os EUA de um lado e a Rússia do outro a propósito da Ucrânia, escreveu “The Telegraph” de Londres.

A fratura está se ampliando após os fajutos acordos de Minsk que parecem destinados a não só não serem cumpridos, mas servirem de plataforma para novas provocações invasoras da Rússia.

No meio das conversações na capital da Bielorrússia, importantes figuras do governo americano passaram a comparar as iniciativas da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês François Hollande com as frustradas tentativas de apaziguar Adolf Hitler nos prolegômenos da II Guerra Mundial.

O supremo comandante militar da OTAN, general Philip Breedlove, e a mais experimentada diplomática americana em assuntos europeus Victoria Nuland, rotularam Angela Merkel de “derrotista” pela sua oposição a armar Ucrânia, escreveu o jornal alemão “Bild”.

As conversações dos dois líderes europeus com a Rússia foram desqualificadas na reunião da Conferencia de Segurança de Munique.

O senador americano John McCain as comparou com o Acordo de Munique de 1938 entre Neville Chamberlain, primeiro ministro inglês, e o Führer Adolf Hitler, senhor todo-poderoso da Alemanha nazista que acabava de anexar pela força os Sudetos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Minsk: acordo “pacificador”
como outrora em Munique com Hitler!

Putin: “eu não estou fazendo nada na Ucrânia!”
Putin: “eu não estou fazendo nada na Ucrânia!”



Os canhões não pararam de trovejar após a assinatura do “cessar-fogo” de Minsk, promovidos por Angela Merkel, François Hollande e Vladimir Putin.

O chefe supremo da “nova-URSS” tem folgadas razões para comemorar “sua” vitória, ou melhor, a claudicação dos líderes europeus.

Os EUA não cessaram de denunciar insistentemente que a Rússia continuava transferindo armas pesadas ao leste a Ucrânia, segundo a AFP.

Segundo a agência Bloomberg, o tratado não passa de uma “bomba de tempo” e a contagem marcha atrás já começou.

Só que ninguém imaginou que iria tão rápido.

Putin, diz a Bloomberg, demonstrou que é um parceiro em que não se pode confiar. Ele jamais cumpriu as concessões que prometeu fazer e está saindo vencedor da maratona de negociações.

Somando e restando, o novo “cessar-fogo” é mais favorável aos separatistas manipulados por Moscou que o acordo anterior.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Comemorações da queda do Muro de Berlim patentearam mal-estar com a "nova-URSS"

Comemoração pela II Guerra Mundial em Moscou teve notas de revanchismo soviético
Comemoração pela II Guerra Mundial em Moscou
teve notas de revanchismo soviético


Putin procura, de modo sorrateiro ou provocador, segundo as conveniências e oportunidades, angariar a simpatia ou neutralizar pela intimidação os países que estariam na primeira linha de um hipotético conflito total com o Ocidente.

Trata-se especialmente dos países da orla do Báltico, das nações escandinavas bálticas e da Polônia, no norte da Europa. E dos países da Europa Central sem saída ao mar.

O 25º aniversário da queda do Muro de Berlim veio entrementes patentear que as opiniões públicas desses países estão mais preocupadas em relação ao perigo moscovita do que as tímidas atitudes de seus governos faziam pensar.

Estes perceberam que tinham que acertar o passo. A preocupação levou então os países do norte da Europa a assinar um acordo ampliando a cooperação contra a crescente atividade militar de Moscou.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Lituânia distribui manual de guerra
para uma eventual invasão russa

A presidente da Lituânia Dalia Grybauskaite e o secretário geral da OTAN Jens Stoltenberg visitam o centro de controle aéreo de Karmelava.
A presidente da Lituânia Dalia Grybauskaite e
o secretário geral da OTAN Jens Stoltenberg
visitam o centro de controle aéreo de Karmelava.


A Lituânia publicou um Manual de Sobrevivência para os cidadãos em caso de guerra e invasão do território nacional, à vista do crescente intervencionismo russo na Ucrânia e de suas ameaças contra os vizinhos bálticos.

“Conserve o domínio de si, não entre em pânico e não perca o raciocínio lúcido”, explica o manual. “Tiroteios junto à sua janela não são o fim do mundo”.

O Manual, enviado pelo Ministério da Defesa às livrarias e distribuído nas solenidades militares, instrui os lituanos a resistirem à ocupação estrangeira com manifestações e greves, “ou pelo menos fazendo pior seu serviço que de modo costumeiro”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

“De novo... de novo ... de novo!”
à beira do abismo

F16 português intercepta Tu-95
F16 português intercepta Tu-95


De novo... de novo ... de novo! O locutor da Sky News sublinhou a incessante partida de caças da OTAN para afastar jatos de guerra russos que violam, ou ameaçam violar, o espaço aéreo europeu. Mais de 400 missões em menos de um ano!

Na sexta-feira, 12 de dezembro 2014, mais uma colisão de um voo comercial escandinavo com um avião de guerra eletrônica russo foi evitada por uma fração de segundos pela perícia do piloto europeu, noticiou 20minutes.fr.

O incidente aconteceu perto da cidade sueca de Malmoë, logo após o avião da SAS decolar do aeroporto internacional de Copenhague. A ocorrência, a segunda na área, foi denunciada por Johannes Hellqvist, porta-voz das forças armadas suecas.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Putin volta a atacar na Ucrânia,
mas a sedição crepita no interior russo

Alvos civis atingidos em Mariupol.
Alvos civis atingidos em Mariupol.


Rebeldes pró-russos – que mal se distinguem dos soldados russos – lançaram uma ofensiva com foguetes GRAD contra o porto estratégico de Mariupol, no leste da Ucrânia sobre o Mar de Azov.

O ataque atingiu essencialmente alvos civis e fez pelo menos 30 mortos e 83 feridos.

A cidade, de 500.000 habitantes, é vital para dar vazão às exportações de aço e grãos ucranianos. Além do mais, se ela cair em mãos dos (pró-?) russos, permitirá a unificação do leste rebelde com a península da Criméia anexada ilegalmente pelo Kremlin.

Durante cerimônia num monumento às perdas (pró-?) russas em Donetsk, o líder rebelde Alexander Zakharchenko, citado pela agência russa RIA-Novosti, comemorou o ataque contra civis em Mariupol como sendo “a melhor homenagem aos nossos mortos”.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O trem russo do Apocalipse
entrará em serviço em 2018

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Havia um trem interditado pelo Tratado de Desarmamento nuclear americano-soviético conhecido como START-II.

Mas ele foi novamente autorizado pelo Tratado sobre Reduções Estratégicas Ofensivas (SORT), assinado em Moscou pelos EUA e pela “nova Rússia” em 24 de maio de 2002.

O comboio em questão está camuflado de trem para passageiros ou carga, mas na realidade transporta mísseis atômicos intercontinentais que podem ser disparados a qualquer momento.

Putin está promovendo ativamente
o rearmamento nuclear intercontinental da 'nova-Rússia'
O trem circula permanentemente nos trilhos e em estações de uso civil. E ali cessam as aparências.

As exterioridades se abrem e um mecanismo põe em posição de disparo o engenho apocalíptico capaz de arrasar as maiores cidades americanas.

Ele já era operacional nos tempos da URSS e tornará a sê-lo a partir de 2018.

Segundo o blog Foxtrotalpha, especializado em defesa, o equilíbrio do terror deixará de ser um fato do passado e ingressará com seu aterrador espectro na Nova Guerra Fria.

Os vídeos disponíveis produzidos pela URSS mostram o “Sistema ferroviário de mísseis de combate”, nome que lhe atribui o exército russo, circulando entre trens comuns e num local inesperado, disparando seus engenhos mortais.

As vantagens para a Rússia são múltiplas e Putin não quer desaproveitá-las.

O sistema é muito mais barato do que submarinos ou bombardeiros equivalentes, aliás de qualidade muito discutível.

O 'Barguzin' fingindo ser civil
pode apagar milhões de vidas de 24 cidades
Se movimentado habitualmente, terá aparência de objetivo civil e o adversário deverá pensar duas vezes antes de tentar atingi-lo, pois muitas vidas inocentes podem ser apagadas.

Como fazem os terroristas do Hamas estabelecendo seus quartéis debaixo de casas habitadas por famílias, escolas, hospitais, ou prédios públicos.

Os vagões “Barguzin” (vento do leste que sopra no lago Baikal), codinome desse trem, se parecem com vagões frigoríficos comuns.

Já estão programados cinco trens, cada um dos quais será capaz de transportar seis mísseis RS-24 com quatro cabeças nucleares.

No total, 24 ogivas termonucleares em cada comboio, cada uma com o poder de apagar uma grande cidade da superfície do globo.

Teoricamente, é impossível interceptar o RS-24, pois ele voa a uma velocidade de MACH 20 e teria uma precisão na ordem de 50 metros após um voo de 10.000 quilômetros.

Segundo slate.fr, o trem patenteia a vontade russa de modernizar seu arsenal nuclear e de reinstalar o “equilíbrio do terror” apontado contra o Ocidente.

Também a “nova Rússia” está investindo em bombardeiros de longo alcance e em submarinos, estando os atuais muito desfasados face aos americanos.

O 'Barguzin' circula por estações e linhas férreas de uso civil
A economia russa está em queda livre e se prevê uma profunda recessão em 2015. Porém Vladimir Putin continua recuperando as velhas e imorais armas para atingir o antigo sonho da falida URSS marxista-leninista.

Sua estratégia é de Guerra Fria. No tempo dos sovietes, enquanto a população gemia de fome, os engenhos de morte saíam de sinistros laboratórios, mesmo a custos monstruosos.

E Putin talvez encontre no conflito externo o pretexto para reforçar seu regime interno de opressão e concretizar o sonho de Lênin e de Stálin.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Lituânia torna-se independente do gás russo

Início das remessas de LNG no porto de Klaipeda. Lituânia se torna independente do gás russo
Início das remessas de LNG no porto de Klaipeda.
Lituânia se torna independente do gás russo


A Lituânia comemorou como um passo histórico para se livrar da dependência do gás russo e das extorsões de que era objeto no tocante a esse produto, a inauguração do terminal de Gás Natural Liquefeito – LNG no porto de Klaipeda.

O cargueiro LNG Arctic Aurora, com capacidade para 155.000 metros cúbicos de gás liquefeito, descarregou o primeiro envio comercial desse gás fornecido pela empresa norueguesa Statoil, segundo noticiou LNG World News. 

Em outubro, foi feita uma primeira entrega em Klaipeda, porém ainda em fase de teste. Na ocasião, veio da Noruega o navio Golar Seal, capaz de transportar 160.000 metros cúbicos de gás liquefeito.

O início do transporte regular de gás marca uma nova era para a Lituânia, que fica independente do gás russo e das arbitrariedades agressivas de Vladimir Putin.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014:
assoma a III Guerra Mundial?

A criminosa derrubada do voo MH17 da Malaysia Airlines
mudou a atitude do Ocidente face às provocações da "nova-URSS"

Em 17 de julho, o voo comercial MH17 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo foi derrubado por um míssil disparado por baterias pró-russas.

O crime foi agravado pela sabotagem em relação às equipes internacionais que procuravam encontrar os restos mortais das vítimas, entre as quais muitas crianças.

Os atropelos dos russos, tornaram-se então evidentes. (Le Monde, 22-7-14) e suas declarações foram qualificadas de “teia de mentiras” (The Economist, 26-7-14).

Mas essas evidências não o detiveram, antes reforçaram a propaganda pró-Rússia empreendida por “companheiros de viagem” no Ocidente.

Sob roupagem religiosa “ecumênica”, o Patriarcado cismático de Moscou tentou obter do Vaticano e do Ocidente a submissão dos greco-católicos da Ucrânia e sua ‘reinserção’ no cisma de Moscou.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014: o ano em que fanou a imagem de Vladimir Putin

O passado glorioso dos mártires cristãos inspirou a reação ucraniana
O passado glorioso dos mártires cristãos inspirou a reação ucraniana


Na passagem de 2013 para 2014, vivia-se na Praça Maidan, da capital ucraniana, um clima nobremente condizente com o passado glorioso dos mártires cristãos e oposto ao da conciliação da Igreja com os seus inimigos.

Sob um frio de muitos graus negativos, bispos e sacerdotes dos ritos greco-católico e latino sustentavam espiritualmente a resistência dos ucranianos que não queriam o retorno de um comunismo metamorfoseado na fachada, mas igual na essência; daquele comunismo que tentou liquidar na Ucrânia a Igreja Católica e que exterminou pela fome milhões de camponeses pobres.

Em barracas transformadas em capelas e sob a égide de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, esses sacerdotes católicos rezavam a Missa, batizavam, confessavam, não raras vezes sob as balas e os ataques da polícia do regime pró-Rússia (“La Croix”, 17-1-14).

domingo, 4 de janeiro de 2015

Astúcia de um ex-coronel da KGB e ingenuidade (?) do arcebispado de Paris

Propaganda viperina de Moscou no Natal visa atrair 'companheiros de viagem'
Propaganda viperina de Moscou
no Natal visa atrair 'companheiros de viagem'

O ex-coronel da polícia política soviética KGB e agora chefe máximo do Kremlin continua com sua sutil ofensiva para angariar novos “companheiros de viagem” para derrocar o regime de propriedade privada e livre iniciativa ocidental.

No Natal, Putin soube aproveitar astutamente uma singular oportunidade. Esta lhe foi oferecida pelo arcebispado de Paris, que monta todos os anos uma grande e bela árvore de Natal diante da catedral Notre-Dame, especialmente visitada nessa época.

Mas como as arcas desse arcebispado não vivem seus melhores momentos, ele foi à busca de patrocinadores para a árvore de Natal.

E apesar de não faltarem franceses capazes de corresponder a este gesto, ainda que por interesse comercial, e entre eles muitos produtores de árvores natalinas, que as vendem aos milhões em cada Natal, a preferência do arcebispado parisiense incidiu sobre a oferta caída como que angelicamente do Céu das mãos do embaixador do ex-coronel da KGB.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Rússia brinca com a morte nos céus da Europa





O todo-poderoso chefe do Kremlin anunciou em início de dezembro que as operações da força aérea russa redobrarão em intensidade e ousadia, em resposta ao que ele inventou chamar de provocação do Ocidente na Ucrânia.

Coincidindo com o anunciado por Putin, um F-16 norueguês quase colidiu no ar com um MIG 31 russo que lhe cortou repentinamente a trajetória enquanto voava no norte de Noruega.

O Ministério da Defesa nórdico publicou a gravação da manobra que qualificou de “indesejável”, noticiou o jornal espanhol “El Mundo”.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Putin elogia em público aliança entre Hitler e Stalin

Assinatura do pacto Ribbentrop-Molotov
aliança entre a Alemanha de Hitler e a União Soviética.
Stalin sorri sob a foto de Lenine.


Não há segredo, mas houve muita ocultação nos manuais ocidentais de história: Hitler e Stalin foram grandes aliados e desencadearam conjuntamente a II Guerra Mundial.

E, em certo sentido, essa aliança, aparentemente rompida no transcurso da guerra, nunca deixou de funcionar. E perdura como se nunca tivesse sido quebrada.

Mas muitas pessoas no Ocidente foram enganadas por uma propaganda e uma visualização confusa dos fatos.

Agora o presidente russo Vladimir Putin acaba de reafirmar – mais uma vez, aliás – a simpatia de Moscou pelo tratado de não-agressão de 1939 entre os dois ditadores europeus.

Com o cinismo e a sem-cerimônia que lhe são peculiares, Putin eximiu a URSS de culpa pela invasão da Polônia e responsabilizou os britânicos pelas atrocidades praticadas por Hitler com a colaboração dos soviéticos e dos partidos comunistas do Ocidente.

Putin convocou diversos pesquisadores e acadêmicos para produzir trabalhos defendendo que ao assinar o Pacto Ribbentrop-Molotov, também conhecido como Pacto Hitler-Stalin, a URSS não fez nada de mau.

domingo, 30 de novembro de 2014

Rússia: a corrupção a serviço de
um plano de dominação de tipo soviético

Os macro-oligarcas saíram da KGB ou da nada.  Critério unificador: fidelidade de escravo  ao cidadão supremo da nova-URSS
Os macro-oligarcas saíram da KGB ou da nada.
Critério unificador: fidelidade de escravo
ao cidadão supremo da nova-URSS
Luis Dufaur


Um reduzido e ultra-seleto grupo de macro-oligarcas russos apossou-se da economia do país graças às dádivas de Vladimir Putin, noticiou pormenorizada reportagem do “The New York Times”.

Esses partidários incondicionais do amo do Kremlin não receberam gratuitamente suas fortunas, muitas vezes bilionárias. Eles são instrumentos fiéis da rede de aço com que Putin jugula a Rússia.

A filosofia dessa macro-oligarquia é “ele [Putin] deu e ele tirou”, segundo Mikhail Kasyanov, ex-primeiro-ministro de Putin. “Eles dependem de Putin, e Putin depende deles”.

domingo, 23 de novembro de 2014

Rádio Liberty denunciava o comunismo,
recobra prestígio aureolada de reconhecimento

Quando até altos líderes católicos acreditavam no 'fim do comunismo',
a Rádio Svoboda continuou transmitindo
para países sob um comunismo em metamorfose
Luis Dufaur


A Radio Free Europe, também conhecida como Radio Liberty, – ou Radio Svoboda, em russo –, é uma emissora americana que há 25 anos desempenhou um papel relevante na queda do comunismo na Europa Oriental.

Posteriormente, pareceu destinada ao ocaso pelo ilusório desaparecimento do perigo soviético.

Porém, ela hoje está mais ativa do que nunca. O perigo nunca desapareceu; pelo contrário, incubou-se astutamente, mudou os rostos, metamorfoseou-se, e agora está voltando, talvez mais ameaçador do que antes.

Entrementes, antigos “companheiros de viagem” da falida URSS, bem instalados na mídia, nos púlpitos e nos governos, sopraram que o comunismo tinha morrido.

E um número incontável de ingênuos acreditou nesse cântico adormecedor, baixou a guarda e deixou de pensar no assunto.

domingo, 16 de novembro de 2014

Rússia pensa isolar seus cidadãos da Internet “capitalista”

O Conselho de Segurança da Rússia está temendo algum movimento de contestação em grande escala, do gênero do que se deu em Hong Kong.

As manifestações contra Putin e a guerra na Ucrânia soaram o alarme.

E o governo russo, que atribui 90% de popularidade a seu chefe supremo, estaria preparando um plano de emergência.

Segundo a BBC, o plano considera aproximar-se o momento em que a população sentirá falta de muitas benesses importadas, que não mais o serão devido às sanções da União Europeia e dos Estados Unidos à invasão russa da Ucrânia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não quis reconhecer os temores do Kremlin em relação à população russa, e apelou ao velho truque dos ditadores: inventar uma ameaça externa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

“O Titanic está afundando”,
adverte bispo ucraniano

Catedral católica de rito latino da Assunção de Nossa Senhora, na diocese de Kharkiv-Zaporizhia
Catedral católica de rito latino
da Assunção de Nossa Senhora,
na diocese de Kharkiv-Zaporizhia

Mons. Jan Sobil, bispo-auxiliar de Kharkiv-Zaporizhia, do rito latino, afirmou que os católicos locais estão espantados com a aparente indiferença dos cristãos de outras regiões do país, segundo o Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia – RISU.

“É como se o Titanic estivesse afundando [e] as pessoas da vizinhança tocassem música e se divertissem”, declarou.

Em entrevista à Rádio Maria, Dom Jan Sobilo exortou os católicos de toda Ucrânia a sacrificar sua diversão habitual para jejuar e rezar.

“Nas cidades ocupadas pelos mercenários, as igrejas católicas do rito latino estão abertas, mas não há Missas devido ao perigo”, disse. Os sacerdotes vão visitando as paróquias e, onde há condições, celebram esporadicamente a Missa, como acontece nos tempos de perseguição.

“Nas cidades sob controle de militares mercenários, atualmente não há padres. Eles estão visitando as paróquias onde é possível celebrar Missa”.

domingo, 9 de novembro de 2014

A queda do muro de Berlim tornou impossível aos socialistas se dizerem defensores dos pobres

O Muro de Berlim e sua continuação, a Cortina de Ferro,
mantinham presos milhões de europeus miserabilizados e desesperados

Plínio Corrêa de Oliveira à TVE (da Espanha), 3-2-1990*


O comunismo tentar ressurgir metamorfoseado e encarnado em Vladimir Putin, de um lado.

Por outro lado, a Teologia da Libertação tenta se recompor. A periclitante “companheira de viagem” do também vetusto comunismo recebe aplicações de autoridades eclesiásticas para ver ela recupera ares de 'jovem'.

Uma das consequências desses retornos está sendo o abuso ideológico da temática da pobreza, que o macrocapitalismo publicitário leva ao centro do noticiário.

Um exemplo característico disso ocorreu em larga medida no Encontro Mundial de Movimentos Populares reunido pelo Vaticano no mês de outubro deste ano (2014).

Nele, o líder marxista do MST João Pedro Stédile chegou a declarar: “Nós, marxistas, lutamos junto com o papa para parar o diabo”. E em tom leninsta acrescentou: “o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses. Como diria o papa, esse é o diabo”.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Patriarca de Moscou recebe como paga
um jato de guerra SU-35

SU-35: não é presente para um líder religioso piedoso.  Mas sim para um agente do serviço secreto.
SU-35: não é presente para um líder religioso piedoso.
Mas sim para um agente do serviço secreto.
O patriarca Kiril, líder da igreja cismática “ortodoxa” de Moscou, ganhou um jato de guerra SU-35. O caríssimo presente lhe foi dado, teoricamente, pelos operários da fábrica que produz esse engenho de morte.

O líder religioso tinha ido abençoar a fábrica militar e os operários, segundo informou o site oficial de sua igreja, citado pela agência Reuters.

Segundo a Reuters, outra é a verdadeira causa do custosíssimo e extravagante presente.

O presidente Putin está usando intensivamente a imagem do chefe cismático para estimular o povo a se esforçar mais pela política imperialista militar que promove.

E como Kiril está se comportando bem no serviço que presta ao amo do Kremlin, está sendo bem pago.

domingo, 2 de novembro de 2014

Letônia resiste às chantagens
e intimidações da Rússia

A Letônia confirmou o governo da primeira ministra Laimdota Straujuma
A Letônia confirmou o governo
da primeira ministra Laimdota Straujuma

Após sucessivas ameaças da Rússia e a invasão da Ucrânia, a Letônia teme pelo seu futuro. Ela tem apenas 2 milhões de habitantes, 27% dos quais são etnicamente russos.

Muitos são oficiais soviéticos aposentados, que decidiram permanecer no país com suas famílias após o colapso da URSS, segundo informa “The Washington Post”.

O Kremlin está anunciando à Letônia, em tom de agressão, que "defenderá" esses russos étnicos em seu território custe o que custar.

O pretexto é bem conhecido, já funcionou na Crimeia e está funcionando à toda no leste ucraniano.

Um alto diplomata russo foi até a capital letã para alertar contra as “consequências desastrosas” que se abateriam sobre a pequenina nação se acontecesse alguma forma de “discriminação” contra a minoria russa.

Mas a Letônia é membro da OTAN e mantém um contingente proporcionalmente grande de tropas dos EUA.

“A Rússia e Putin acalentam um interesse geopolítico nos territórios ex-soviéticos”, disse o ministro de Defesa letão Raimonds Vejonis. “A Rússia esta tentando usar a minoria russófona como um instrumento para promover agressivamente seus objetivos”.