domingo, 8 de junho de 2014

População de Donetsk se volta contra separatistas pró-Putin e contra as milícias estrangeiras – 1

Soldado ucraniano se prepara para o combate em Kramatorsk
Soldado ucraniano se prepara para o combate em Kramatorsk
A manobra político-militar de Moscou para a anexação da Criméia se repetiu como um decalque nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia.

As regiões escolhidas pareciam ser as mais sensíveis ao apetite russo de desmembrar a Ucrânia.

Segundo pesquisa do Pew Research Center, efetivada na primavera de 2014, 70% dos ucranianos do leste – onde se fala muito russo, em proporções diversas segundo a região – não desejavam separar-se da Ucrânia, e apenas 18% aprovariam uma anexação pela Rússia.

As proporções, entretanto, mudavam muito de acordo com a região. Segundo sondagem do Kyiv International Institute of Sociology, realizada no período de 8 a 16 de abril de 2014, na região de Dnipropetrovsk 84,1% responderam contra a anexação pela Rússia e 10,1% a favor.

domingo, 1 de junho de 2014

Presidência russa publica fraude da Criméia:
só 15% aprovaram anexação

Voto não podia ser secreto e quem votasse contra
se autodenunciava.
Na papeleta da foto pode se ler o voto da mulher.
O website do “Conselho para a Sociedade Civil e os Direitos Humanos do Presidente da Rússia” postou relatório sobre os resultados do contestado referendo que anexou a Criméia à Rússia.

A matéria foi rapidamente tirada do ar como se fosse uma perigosa confissão, mas não antes de ser registrada no exterior, no site da “Forbes”, por exemplo.

Segundo o referido relatório, o comparecimento às urnas foi só de 30%. E, destes, a metade votou pela anexação.

O que significa que apenas 15% dos cidadãos da Crimeia aprovaram a manobra russa de anexação.

A votação transcorreu sob o olhar de soldados russos descaracterizados e exibindo suas armas automáticas Kalashnikov.

A fraude ficou patente, pois o anúncio oficial apontou um comparecimento de 83% dos votantes.

Destes, uma maioria de 97% teria escolhido renegar seu país, a Ucrânia.

domingo, 25 de maio de 2014

Eurodeputada lituana:
Putin quer a revanche da URSS

Eurodiputada lituana Radvile Morkunaite Mikuleniene:
não tem medo de Putin
O ditador do Kremlin e agressivo chefe da “nova URSS”, Vladimir Putin, não pára de ameaçar os países que foram escravos do comunismo. Ele desrespeita os tratados assinados e nega no dia seguinte o que prometeu no dia anterior.

Grandes potências como os EUA e as mais ricas e bem armadas nações europeias mostram-se intimidadas e acovardadas diante de seus rugidos.

Porém, bem outra é a atitude dos países outrora satélites soviéticos. Eles não têm o dinheiro das grandes potências ocidentais, nem seus recursos militares e materiais de toda espécie.

Mas têm uma coisa que vale muito mais do que isso: coragem e integridade de espírito.

Recentemente, a jovem eurodeputada lituana Radvilė Morkūnaitė-Mikulėnienė deu disso um exemplo ao escrever sobre as provocações e violências da Rússia contra a Ucrânia. Seu corajoso arrazoado foi reproduzido pelo jornal “Lithuania Tribune”.

domingo, 18 de maio de 2014

Agressão russa à Ucrânia é também religiosa

Soldados ucranianos em operação anti-terrorista
Soldados ucranianos em operação anti-terrorista
Os temores de uma Terceira Guerra Mundial crescem em torno dos atritos no leste da Ucrânia.

O capitalismo publicitário fornece abundantes informações e comentários, meros ecos, por vezes, da contra-informação forjada nos gabinetes de guerra psicológica de Putin.

Porém, marginaliza a informação sobre outros aspectos, e dos mais importantes. Em Donetsk, por exemplo, segundo notícia da agência AFP, uma das poucas a furar a barreira da desinformação, a oposição entre pró-Rússia e pró-Ucrânia passa também pela religião.

Diversos templos que obedecem ao Patriarcado cismático de Moscou assumiram a causa dos “pró-russos”. Mas, o contrário se da entre os católicos.
“Temos que agradecer a Putin pelo fato de nos ter ajudado a entender que nós somos ucranianos. A agressão contra a Ucrânia nos ajudou a reforçar nossa identidade”, afirma o Pe. Tikhon, 43 anos, sacerdote do rito greco-católico.

domingo, 11 de maio de 2014

Ambientalismo radical:
coluna infiltrada de Putin no Ocidente

Gás de xisto tiraria força à agressividade de Putin
Gás de xisto tiraria força à agressividade de Putin
O influente jornal “Washington Post” apontou que “a mais moderna arma da Europa” contra a agressividade do presidente russo Vladimir Putin jaz enterrada sob os belos pastos de pitorescas aldeias.

Trata-se do gás e do petróleo de xisto – ou shale gas – que a Europa possui em quantidades suficientes para livrar-se das chantagens da “nova URSS”.

Agora, muitas vozes europeias nos setores conservadores aumentam de volume pedindo essa arma pacífica. O premiê inglês David Cameron somou-se a esse coro.

Mas não se extrai esses combustíveis da noite para o dia. Por que não o fizeram antes?

A Polônia depende de modo angustiante dos combustíveis russos, mas detém uma das maiores reservas de gás de xisto da Europa. A França já foi qualificada de Qatar do gás europeu, mas tampouco extrai e depende do gás árabe.

Os volumes de gás na Grã-Bretanha estão sendo comparados aos do North Dakota, segundo o mesmo “Washington Post”. As reservas europeias mensuradas são apenas menores que as do EUA. Estas, sim, vêm sendo exploradas e estão mudando o jogo planetário dos recursos energéticos.

domingo, 4 de maio de 2014

Católicos na miséria resistem
à perseguição russo-cismática na Criméia

Católicos na miséria sob a perseguição na Criméia
Católicos na miséria sob a perseguição na Criméia

“Fomos isolados do resto do país. Só podemos nos comunicar por telefone ou e-mail”, disse em comunicação telefônica com a associação assistencial ‘Aid to the Church in Need’ Dom Jacek Pyl, bispo auxiliar católico de Odessa-Simferopol, na Criméia. “Até os pacotes com ajuda humanitária são recusados na fronteira”.

Apesar da hostilização e dos percalços, a Igreja Católica, que tem apenas 2.000 fiéis na região, continua ajudando as famílias em dificuldades.

Os bancos ucranianos foram fechados e só há bancos russos, não podendo os cidadãos acessar suas contas. Por isso deixaram de receber ordenados, pensões ou outros auxílios. A moeda ucraniana ficou proibida. Em seu lugar entrou a moeda russa, mas a conta-gotas.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Putin “cruzado contra a imoralidade”:
quer uma Las Vegas na Criméia!

Putin introduziu projeto no Parlamento russo
para criar uma grande 'Las Vegas' na Criméia
Após a anexação boçal e despótica da Criméia, não reconhecida internacionalmente, o presidente Vladimir Putin apresentou ao Parlamento russo um projeto de lei que cria uma zona destinada a jogos de azar e cassinos, visando atrair a indústria da imoralidade para aquela região.

“Considerando que a Crimeia vai se tornar uma das regiões mais desenvolvidas da Rússia, e considerando a criação de uma possível zona de livre-comércio, uma zona de jogos tem todas as condições de atingir uma projeção mundial e se tornar uma concorrente de territórios como Macau, Mônaco ou Las Vegas”, afirmou Putin ao introduzir o projeto.

A nova zona de imoralidade não seria a primeira, mas a quinta na Rússia onde as atividades ligadas à jogatina de dinheiro podem se expandir livremente, informou “FranceTVinfo”.

As novas autoridades locais da Crimeia poderão limitar apenas a zona de perdição. Elas hesitam entre estender o projeto à península toda ou circunscrever a nova “Las Vegas” a alguma região perto das estações balneárias de Yalta e Aluchta.

domingo, 27 de abril de 2014

Católicos ucranianos
sob o fogo “ecuménico” da “nova-URSS”

Kirill, Patriarca cismático de Moscou
O Patriarcado de Moscou, que lidera a Igreja cismática russa, atacou duramente a Igreja greco-católica (“uniatas”) da Ucrânia.

O ponto de partida da ira é político: pelo fato de os católicos terem participado do movimento anticomunista que depôs o presidente Viktor Yanukovich, marionete da “nova URSS” de Putin.

Segundo o metropolita Hilarion, responsável pelas relações públicas do Patriarcado de Moscou, o arcebispo-mor de Kiev (líder da Igreja greco-católica), D. Sviatoslav Shevchuk, e seu predecessor, o Cardeal Lubomir Husar, “assumiram uma posição muito clara desde o início do conflito civil, que depois se transformou num conflito armado com derramamento de sangue”, noticiou a agência “AsiaNews”. 

domingo, 20 de abril de 2014

Cismáticos russos racham
por causa da agressão à Ucrânia

Metropolitas Hilarion, representante de Moscou, e Sofrony, da Ucrânia,
discordam pela agressão russa
Segundo a agência AsiaNews, estão se multiplicando as declarações de chefes religiosos ucranianos “ortodoxos” ucranianos até há pouco dependentes do Patriarcado de Moscou.

A situação – de acordo com a referida agência – encaminha-se para uma ruptura com o Patriarca Kirill de Moscou.

Sofrony, metropolita de Cherkasy e Kanev, fez duras críticas aos funcionários russos que apoiaram a intervenção militar contra a Ucrânia.

Sofrony qualificou explicitamente Vladimir Putin de “bandido”, e criticou também a presidente do Senado russo, Valentina Matvienko, nascida na Ucrânia, dizendo:

domingo, 13 de abril de 2014

Católicos emigram da Criméia
sob perseguição policial russa

Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor dos católicos,  denuncia perseguição análoga à dos tempos soviéticos
Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor dos católicos,
denuncia perseguição análoga à dos tempos soviéticos
Os católicos de rito grego, ou “uniatas”, estão sendo obrigados a abandonar a Crimeia para fugir às prisões e ao confisco de suas propriedades.

“O novo governo nos apresenta como nacionalistas e extremistas” – disse o Pe. Mykhailo Milchakovskyi, pároco e capelão militar de Kerch, falando para a agência do episcopado dos EUA – noticiou a revista inglesa “The Catholic Herald”.

Agentes da FSB russa (Serviço de Segurança Federal, herdeiro da sinistra KGB) estão convocando padres e fiéis católicos a comparecerem às delegacias para saber se eles “reconhecem a nova ordem”.

O Pe. Milchakovskyi e pelo menos dois terços de seus fiéis tiveram que fugir, seguindo conselho do Arcebispo-mor dos ucranianos católicos, D. Sviatoslav Shevchuk.

O religioso disse que o Pe. Mykola Kvych, pároco da igreja da Dormição em Sebastopol, também fugiu após ter sido preso e espancado por agentes russos que o acusavam de “promover o extremismo e a agitação de massa”.

Segundo o Pe. Milchakovskyi, a Igreja cismática da Crimeia, dita “ortodoxa”, em conchavo com a polícia russa, quer apoderar-se das propriedades dos católicos.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Continuam caindo estátuas de Lenine

Estátua de Lenine rumo ao lixão

O caráter anticomunista do movimento que depôs o presidente filocomunista Viktor Yanukovich ficou patenteado na onda de derrubada de estátuas do líder comunista russo Vladimir Lênin (1870-1924), espalhadas pelo país.

Não foram as primeiras, pois inúmeras delas já haviam sido jogadas por terra em 1991, quando a Ucrânia recuperava sua liberdade e a despótica União Soviética desabava.

As esculturas eram todo um símbolo de uma ditadura que sacrificou milhões de ucranianos, holocausto que eles chamam de “holodomor”.

domingo, 6 de abril de 2014

Vizinhos da Ucrânia vêem em Putin um
émulo dos repressores anticristãos soviéticos

'Primavera de Praga' foi afogada a sangue e fogo
'Primavera de Praga' foi afogada a sangue e fogo
“A Hungria, a República Checa, a Polônia e a Eslováquia estão horrorizadas pelo fato de serem testemunhas de uma intervenção na Europa do século XXI, semelhante às suas próprias experiências de 1956, 1968 e 1981”, diz o comunicado conjunto desses países, inspirado pela brutal ação da Rússia na Ucrânia, informou o jornal de Paris “Le Monde”.

Esses quatro países se referem às repressões praticadas pelo Exército Vermelho, martirizando os populares que se insurgiam contra a opressão comunista, e comparando-os com os métodos utilizados agora por Putin.

Em 1956, as tropas russas afogaram no sangue a insurreição de Budapest, na qual se destacou a figura do grande cardeal Mindszenty.

Em 1968, os tanques russos extinguiram pela violência o movimento conhecido como “Primavera de Praga”.

domingo, 30 de março de 2014

Esportistas russos estariam sendo
dopados com gás xênon

Televisão pública alemã WDR levantou a suspeita



Os jogos olímpicos de inverno em Sochi, na Rússia, foram ocasião de múltiplas revelações.

Uma foi a publicação de documento interno das autoridades russas do esporte sobre o uso do gás xênon como “substância útil para o aumento das prestações” dos atletas, noticiou o jornal “El Mundo” de Madri.

Outrora foi bem conhecido o esforço da URSS para obter grande número de medalhas em competições desportivas. Isso era um meio de reforçar a propaganda ideológica de seu sistema materialista. Então foram praticados todas as ilegalidades e abusos possíveis.

Contudo, após a queda da URSS, sem os estímulos ideológicos estatais, os atletas russos deixaram de ganhar o número distorcido de prêmios que obtinham, e voltou-se à realidade do esporte.

domingo, 23 de março de 2014

Invasores russos movem perseguição
contra sacerdotes católicos na Criméia

O Pe. Mykola Kvych capelão naval em Sebastopol.
O Pe. Mykola Kvych capelão naval em Sebastopol.

Assim que o presidente russo Vladimir Putin iniciou a manobra de anexação ilegal da Criméia, a Igreja Greco-Católica, fiel à Santa Sé, começou a sofrer uma “perseguição total” na península, segundo as autoridades religiosas.

“A vida da Igreja Católica de rito greco-católico está paralisada”, disse o Pe. Volodymyr Zhdan, chanceler da eparquia (equivalente a uma diocese) de Stryi na Ucrânia ocidental falando para a agência CNA.

Desde 2006 até 2010, o Pe. Zhdan foi chanceler do exarcato de Odesa-Krym que incluía a península da Criméia.

Três sacerdotes greco-católicos foram sequestrados por militares russos que fingem serem paramilitares independentistas.

Para o Pe. Zhdan esses múltiplos sequestros “não são um acidente”.

terça-feira, 18 de março de 2014

O sibilino cântico “cristão” de Putin
e os antigos estratagemas soviéticos

Desde os tempos em que a Rádio Moscou incitava a população russa a resistir à invasão nazista apelando para a Virgem de Fátima nunca se vira algo igual.

Apelando para essa tática stalinista, o presidente Vladimir Putin, durante seu discurso anual à Nação no fim de 2013, defendeu o “conservadorismo” de suas políticas.

Além do mais se erigiu em paladino internacional dos “valores tradicionais”, informou a agência AsiaNews.

O “inimigo” é sempre o mesmo: o Ocidente. O palavreado é surpreendente, mas obedece às antigas astúcias da máquina de propaganda soviética.

O Kremlin visa usar o tema dos “valores cristãos tradicionais” para seduzir o número crescente de ocidentais desgostosos com governos laicistas e anticristãos.

Para Putin é útil assumir a defesa da vida e da família, bem como engajar-se contra “a propaganda homossexual” que agride o senso moral de incontáveis pessoas, escreveu a agência AsiaNews.

“Sabemos que um crescente número de pessoas no mundo apoia nossa posição sobre a necessidade de defender os valores tradicionais, que constituem os fundamentos de toda nação civilizada há milênios”, disse o chefe todo-poderoso da “nova-URSS”.

Ele falou numa solene sessão conjunta da Duma, na presença de convidados, entre eles o patriarca de Moscou, Kiril.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Rússia de Putin: um Colosso com pés de barro

Para Putin a queda de Ianukovich foi a pior das derrotas
Para Putin a queda de Ianukovich
foi a pior das derrotas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A vitória em Kiev de um movimento anticomunista, patriótico e religioso significou para Vladimir Putin “a maior derrota desde que chegou ao Kremlin, como premiê, em 1999”, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo” (28.02.14).

Bem no estilo viperino e cruel de seus predecessores na URSS o revide foi inspirado pelo espírito de vingança, como observou a “Folha de S.Paulo” (01.03.14). Mas em política a desforra induz a desastres.

A Criméia foi o primeiro alvo dessa vingança. As circunstâncias militares, sociais e históricas favoreciam uma invasão ilegal.

A brutalidade dos procedimentos de Putin, o desrespeito generalizado de acordos assinados, a falsidade de suas declarações logo desmentidas pelos fatos por ele encomendados, revelam uma fera ferida, acuada, que com rugidos tenta dissimular seu estado de fraqueza e falta de apoio popular.

“A Rússia está preocupada, porque não esperava uma saída tão rápida de Víktor Yanukóvytch” disse Alexander Konovalov, do Instituto de Estudos Estratégicos.

Aquela que é o berço da Rússia histórica – a Ucrânia – disse não ao Kremlin e sim à sua independência.

As manifestações nas províncias orientais da Ucrânia estão sendo engrossadas com “russos do outro lado da fronteira — turistas de protestos”, enviados em ônibus por Moscou, observou Andrew Roth, do New York Times.

Roth esclareceu que “a presença de cidadãos russos e relatos de ônibus cheios de ativistas que chegam da Rússia sugerem um alto grau de coordenação com Moscou”.

A importação de agitadores sugere que nas províncias ucranianas que falam russo os cidadãos não estão dispostos a fazerem uma revolução para cair nas garras do Kremlin.

Putin ruge para ocultar sua fraqueza.
Putin ruge para ocultar sua fraqueza.
Então, Putin precisa enviar gente paga. Já vimos muito disso no Brasil com militantes “sem terra” e assemelhados pagos para manifestarem nas cidades ou invadirem fazendas no campo. Sem paga diária não se movimentam.

“Quando milhares de manifestantes pró-russos em Kharkiv invadiram um prédio do governo no sábado, foi um moscovita de 25 anos, hospedado em um hotel ao lado da praça, que escalou o prédio, retirou a bandeira ucraniana e hasteou a bandeira da Rússia. Identificado como Mikhail Chuprikov, funcionários do hotel confirmaram o check-in dele. Com um passaporte russo”, acrescentou Roth.

Putin precisou bloquear as redes sociais ocidentais, pois nos foros de discussão, os cidadãos apoiavam massivamente a causa da Ucrânia livre.

Para o ditador do Kremlin ficou a rede social VKontakte (uma contrafação de Facebook).

Porém, também nela os censores da agência de vigilância das comunicações Roskomnadzor têm muito trabalho cortando as opiniões discordantes do regime e de uma eventual guerra na Criméia provocada pela Rússia.

Embora Putin tenha despachado grandes contingentes de tropa para a Criméia, dando a impressão que o Golias russo esmaga o Davi ucraniano, as coisas não são tão claras do lado militar.

Os dois lados sofrem pela falta de modernização das respectivas forças armadas.

Acresce que os números sete ou oito vezes superiores do exército russo são enganosos, porque o fator que pode decidir num conflito é o ânimo dos eventuais contendentes.

E o ânimo das forças ucranianas inferiores em número impressiona, como na cena em que soldados ucranianos marcham desarmados em direção a russos que disparam por cima de suas cabeças. Eles não se intimidam.

Em Kiev enormes filas de jovens se apresentam nos quarteis como voluntários para uma eventual guerra, ainda quando cartazes avisam que não se iniciou o recrutamento.

Soldados ucranianos desarmados marcham contra tropa russa que dispara por cima de suas cabeças
Soldados ucranianos desarmados marcham contra tropa russa
que dispara por cima de suas cabeças
Os ucranianos pensam em defender sua terra, a terra de seus pais, de sua família, do local onde nasceram.

Não pensam assim os soldados russos, muitas vezes trazidos de regiões longínquas e que não veem por que dar a vida por uma Criméia que nem sabem localizar no mapa.

“A verdade é que a maioria dos russos se opõe à intervenção na Ucrânia”, escreveu Vladimir V. Kara-Murza, para o “Washington Post”. “O Centro de Pesquisa de Opinião Pública Russo, estatal, admitiu que 73% dos russos são contra”, acrescentou Kara-Murza (O Globo, 6.3.2014).

Na Ucrânia o povo se une em função de um eventual enfrentamento. Mas, na Rússia o povo se divide e se multiplicam os protestos contra uma guerra em Crimeia, protestos esses rapidamente silenciados pela polícia política.

A apresentadora Liv Wahl da TV Russia Today criada por Putin para desinformar Ocidente e que emite desde Washington, em meio da transmissão anunciou que ela fazia causa comum com a Ucrânia e que abandonava essa TV pela insuportável manipulação das informações.

Dias antes, outra apresentadora da mesma estação, Abby Martin, denunciou a invasão da Crimeia por tropas russas.

Ainda na balança de forças militares, o número de soldados de que Putin disporia para um conflito parece reduzido. A causa é que o chefe do Kremlin deve aplicar muita tropa em regiões que estão em virtual ou real revolta contra ele, como a Chechênia.

Ocidente não pode fraquejar como fez ante Hitler sob pena de uma guerra universa
Ocidente não pode fraquejar como fez ante Hitler sob pena de uma guerra universal
Dessa maneira, a brutalidade e arbitrariedade do procedimento de Putin, servem para mascarar que o Colosso russo têm pés de barro.

O grande fator que poderá inclinar a balança do lado russo é a indecisão e vontade de entregar os pontos por parte de Ocidente.

Essa fraqueza ocidental pode transformar qualquer acordo com a Rússia em um novo acordo de Munique, onde a Inglaterra e a França abaixaram a cabeça diante das provocações de Hitler nos Sudetos com o pretexto de evitar a guerra.

E assim prepararam a maior guerra mundial que o mundo já padeceu...


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ucrânia vitoriosa continua ameaçada pelo sonho ofídico de uma “nova-URSS”

Ucrânia venera os heróis de Maidan
Ucrânia venera os heróis de Maidan
A Ucrânia está vivendo uma das páginas mais gloriosas de sua história.

O ditador Yanukovich acabou sendo destituído pela Rada Suprema (Parlamento) e se encontra fugitivo, provavelmente acobertado pelo seu mentor Vladimir Putin em algum local ignoto.

Na Praça da Independência de Kiev, mais conhecida como Maidan, dezenas de jovens heróis sacrificaram a vida para impedir que a Ucrânia caísse num comunismo mal disfarçado.

Após três meses de ininterrompida manifestação pacífica de Maidan, sob frios que chegaram a atingir -30º, dia e noite, multidões disseram não ao iniquo projeto de sujeitar o país à “nova-URSS” de Vladimir Putin.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Festa dos Jogos Olímpicos na Rússia
glorifica Stalin e URSS

Foice e martelo nos Jogos da "nova-URSS" de Putin
A inauguração dos Jogos Olímpicos de inverno em Sochi, Rússia, transmitiu uma mensagem de forte conteúdo soviético seguindo o desejo do presidente Vladimir Putin. Cfr o comentário de Olivier Ravanello em Yahoo! Actualité.

Numa apresentação sobre gelo com grande quantidade de figurantes – e muitos erros técnicos – os bailarinos do Bolchoï retrataram a história da Rússia com maldissimulada ênfase no criminoso período bolchevista, seus cortejos de mortos, campos de concentração, prisioneiros políticos, o terror, a fome e a guerra de classes nacional e internacional.

A surpresa tomou conta dos entendidos presentes quando os bailarinos ergueram a foice e o martelo comunista e dois perfis humanos característicos da propaganda soviética stalinista.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Na Ucrânia aparece
a mão do verdadeiro Putin

No dia 22 de janeiro, dia da festa da unidade nacional, dois manifestantes pela liberdade foram mortos no centro de Kiev, capital da Ucrânia, por balas disparadas por franco-atiradores.

No mesmo dia, o jornalista Igor Lutsenko e o alpinista Youri Verbinski foram sequestrados pela polícia, levados para fora da cidade e surrados com extrema violência.

Igor acordou no meio da neve e conseguiu chegar até uma aldeia. Youri foi encontrado morto numa floresta.

Na Praça da Independência, um manifestante foi desnudado e seviciado pela polícia, que fez questão de fotografá-lo num estado humilhante. Um jornalista filmou a cena, que percorreu o mundo pela Internet.

Estas e muitas outras violências, que fogem de qualquer critério de lei ou de moral, despertaram o velho espectro da repressão da KGB que martirizou a Ucrânia.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Jovens católicos ucranianos na linha de frente contra a “nova-URSS” de Putin

George Weigel
O historiador católico George Weigel dispensa apresentação tal é a notoriedade de seu nome nos EUA e na Europa Central.

Reproduzimos a continuação alguns excertos de seu artigo “O drama da Ucrânia” publicado no site Aleteia de candente atualidade.


O drama da Ucrânia

Uma Ucrânia integrada à Europa limita o revanchismo russo, alivia a pressão russa sobre a Polônia e os países bálticos e garante a não reconstituição “de facto” da União Soviética

Em 1984, a Igreja Greco-Católica Ucraniana (IGCU) [N.R.: fiel a Roma] era não apenas a maior das Igrejas orientais católicas, mas também o maior corpo religioso do mundo a viver sob um regime de proscrição e perseguição.

Proibida na União Soviética pelo infame acordo de Lviv de 1946 [N.R.: imposição soviética que confirmou a anexao da Ucrânia pela URSS], uma farsa orquestrada pela polícia secreta soviética, a IGCU tinha conseguido manter a sua vida eclesial apesar das circunstâncias draconianas.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ucrânia: SIM! “Nova-URSS” de Putin: NÃO!

Patriotas ucranianos cantam o hino nacional
na passagem do ano 2013-2014 na Praça da Independência em Kiev.
Pelos menos 100.000 estavam ali cantando unidos em sinal de que
não se deixarão engolir pelo urso russo.
(AP Photo/Efrem Lukatsky)

A Ucrânia está dizendo o que pensa na Praça da Independência de Kiev e em toda parte onde há um filho fiel de nossa Pátria.

O ex-coronel da KGB, Vladimir Putin, já não esconde o sonho de restaurar a extinta URSS com um disfarce novo.

Sim, a ditadura soviética que provocou o holocausto de milhões de ucranianos está de volta. E tem cúmplices que o povo ucraniano não aceita.

Até observadores estrangeiros reconhecem:

“a agilidade do tigre e do cinismo [é a] do patrono de Yanukovich, Putin” (Giles Lapouge, OESP, 15-12-2013);

“com seu arsenal de subornos, chantagens e ameaças, Putin promoveu o atual estado de agitação social na Ucrânia, que ele descreveu como ‘não sendo realmente um Estado’ na Cúpula de Bucareste da Otan, em 2008” (Michael Weiss, Foreign Policy, apud OESP 16-12-2013).

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”. E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Povo ucraniano recusa a canga da velha URSS maquiada por Putin

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Ucrânia enquanto nação soberana vinha negociando um acordo de associação com a União Europeia.

Malgrado os aspectos negativos que essa aproximação poderia trazer, essa aproximação teria um efeito positivo muito maior: afastar as garras opressoras da Rússia. Ele garantiria a independência do país face à cobiça russa.

Porém, o atual presidente Viktor Yanukovich vinha agindo como dócil instrumento de Vladimir Putin.

Para Putin, que mais recentemente escolheu as roupagens de defensor do cristianismo, na realidade não havia dúvidas: ele quer reconstituir a grandeza opressiva da falida URSS. E a Ucrânia é a “joia da coroa” da URSS.

Manifestação do Milhão inundou Kiev, e instrumentos de Putin tremem
Manifestação do Milhão inundou Kiev, e instrumentos de Putin tremem
Trata-se para Putin de engoli-la sim ou sim.

Com habilidade muito típica da KGB e manipulando presidente e deputados pró-russos, o senhor todo-poderoso da Rússia conseguiu vetar o acordo que possibilitaria a aproximação da Ucrânia com a União Europeia. E em consequência afastaria o povo ucraniano da opressão russa.

O povo ucraniano está se mostrando determinado e idealista.

Ele lembra os milhões de seus antepassados massacrados pela nefasta URSS e está habituado às mentiras sistemáticas da propaganda da KGB.

Ele percebe o que está por detrás do jogo diplomático: a escravidão e perda de independência e vexames nacionais de toda espécie.

Povo ucraniano defende heroicamente sua independência
Povo ucraniano defende heroicamente sua independência
A União Europeia acusou a Rússia de impedir o acordo, como forma de manter o seu domínio sobre as antigas repúblicas soviéticas.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, sempre bom de papo, afirmou que rejeitará os vetos da Rússia.

Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, afirmou: “chegou a hora da coragem e decisão. Não devemos renunciar ante pressões externas, mesmo da Rússia”. Alguns outros compararam Putin com Breznev e Stalin.

Porém, desses líderes da UE só se pode aguardar inércia e capitulação face ao agressor russo. E a imprensa reconheceu que “na briga por Kiev, Putin bate Europa” (Folha de S. Paulo, 29-11-2013)

Estátua de Lenine derrubada em Kiev, na festa da Imaculada Conceição
Estátua de Lenine derrubada em Kiev, na festa da Imaculada Conceição
O povo ucraniano compreendeu que estava sozinho.

Mas não arredou e corajosamente saiu às ruas das grandes cidades para repudiar a manobra de Moscou e seus sequazes.

Além do mais está pedindo a renúncia do governo satélite da Rússia, encabeçado pelo presidente Viktor Yanukovich.



Após centenas de milhares de ucranianos cercarem os principais prédios do governo em Kiev, Yanukovich reagiu como faziam os instrumentos da URSS em décadas que se acreditava superadas: ele prometeu retomar as negociações com a UE e dialogar com a oposição enquanto mandava vir tropas e reforçar o esquema de repressão.

Mas o povo ucraniano lucidamente não caiu nessa conversa.

No domingo 8 de novembro a Marcha do Milhão literalmente inundou o centro de Kiev exigindo o fim da sujeição ao ditador disfarçado de cristão Vladimir Putin.

Patriotas ucranianos desabafam na estátua de Lenine
Patriotas ucranianos desabafam na estátua de Lenine
Neste domingo, evidenciando o caráter antissoviético e anticomunista da imensa manifestação patriótica, o povo ucraniano derrubou e esmigalhou uma grande estatua de Lenine.

Este monumento que a população julgava uma ofensa, dominava a Praça Bessarabskaya, perto da rua Kreschatik, em Kiev, capital da Ucrânia.

O que fará a raposa xará de Lenine?

Religioso ucraniano abençoa a marreta usada para esmigalhar
o símbolo da tirania comunista soviética
Cabe a nos, patentear nosso apoio e admiração ao povo ucraniano que defende sua pátria contra a agressividade da Rússia que tenta restaurar o antigo império anticristão e contra a pusilanimidade de Ocidente.

Acrescentamos que, a exemplo dos protestos na Ucrânia, Putin foi recebido na Armênia com manifestações com cartazes de “Putin, vá para casa” e “Não à URSS”.

Os armênios repudiam os planos de incluir o pequeno país do Sul do Cáucaso em uma zona de livre comércio sob a liderança de Moscou.


Videos: Na festa da Inmaculada: ucranianos derrubam estátua de Lenine, malgrado a repressão de tipo soviético








domingo, 15 de setembro de 2013

Primeiro-ministro húngaro denuncia no Parlamento Europeu métodos stalinistas da UE

Orban no Parlamento Europeu
Orban no Parlamento Europeu
O Parlamento Europeu prossegue em sua ofensiva cristofóbica contra indivíduos, costumes, leis e países que afirmem de algum modo, ainda que incompleto, sua fidelidade ao catolicismo ou às tradições históricas cristas.

A Constituição e o governo da Hungria estão na sua mira pelo “delito” de cristianismo e tradições cristãs. Os eurodeputados aprovaram em julho um relatório condenando medidas nesse sentido do governo magiar, além de outras que a nação de Santo Estêvão está no seu direito de adotar em nome da tão propalada democracia.

O Parlamento Europeu “recomendou” à Hungria 30 iniciativas para ela se ajustar às normas comunitárias, como se aquela nação não fosse independente e soberano.

A votação se deu após tenso debate em que o primeiro-ministro Viktor Orbán comparou o órgão pan-europeu com o regime comunista que oprimiu e devastou seu país, noticiou o jornal de Madri “El País”.

domingo, 1 de setembro de 2013

UNESCO declara “patrimônio da Humanidade” os criminosos escritos do “Che” Guevara

UNESCO declara “patrimônio da Humanidade” os criminosos escritos do “Che” Guevara
UNESCO declara “patrimônio da Humanidade”
os criminosos escritos do “Che” Guevara
Numa solenidade realizada em Havana, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) dispôs que os escritos de Ernesto “Che” Guevara sejam incluídos no Programa Memória do Mundo, noticiou “The Huffington Post”.

Em consequência, os escritos do sanguinário guerrilheiro argentino, ministro de Fidel Castro morto na Bolívia, serão tidos como “patrimônio da humanidade”.

A cerimônia foi realizada no cárcere de La Cabana, onde Guevara perpetrou inúmeros assassinatos ideológicos. O ato incluiu a exibição de “relíquias” dos crimes do subversivo, como armas e objetos ligados à sua guerra de extermínio comunista.

domingo, 25 de agosto de 2013

Lições da “democracia” de Putin: eleições sob ditadura

Alexeï Navalny
Alexeï Navalny

Na sede do comitê eleitoral do advogado Alexeï Navalny, um dos novos líderes da oposição russa, jovens voluntários que trabalham intensamente para a campanha eleitoral de setembro pululam.

Porém, em Moscou ninguém duvida da reeleição do prefeito Sergueï Sobianine, segundo reportagem do jornal francês “Le Monde”.

Sob a sombra do todo-poderoso Vladimir Putin, os clãs políticos locais a ele submissos têm a vitória garantida. No que é que se diferencia a situação atual da era soviética, onde mesmo sem urnas eletrônicas os candidatos do Partido Comunista venciam com quase 100% dos votos e o resultado já era conhecido meses antes da eleição?

Há algumas diferenças “para inglês ver”. Entre elas a fachada de uma eleição livre onde alguns oposicionistas gozam de uma liberdade restringida. Eles recrutam simpatizantes para animar listas a cujo respeito já foi decidido com antecipação em algum escritório do governo que nunca vencerão. E ai daqueles que vierem a vencer!

domingo, 21 de julho de 2013

Universidade mineira administra curso para difundir comunismo

Foto ilustrativa da "Folha":
Professor Alexandre Arbia dá aula de marxismo,
Centro de Difusão do Comunismo, Univ. Federal de Ouro Preto
A “Folha de S.Paulo” (9-7-2013) informou que a Universidade Federal de Ouro Preto adotou um plano que ensina a propagar o comunismo.

No referido plano, a doutrina é exposta num programa de extensão que propaga desde 2012 ideias comunistas a estudantes e moradores do interior mineiro.

Obviamente, o programa não ensina luta de classes e outros aspectos violentos intrínsecos à expansão do comunismo, que poderiam atrair a polícia e a Justiça e terminar bloqueando a formação dos alunos nas artes revolucionárias.

domingo, 7 de julho de 2013

União Europeia esmaga europeus e Putin esfrega as mãos

Niall Ferguson
Niall Ferguson
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No Dia da Europa, o jornal econômico milanês “Il Sole 24 Ore”  publicou uma conferência proferida no Canadá pelo historiador Niall Ferguson. Especialista em História Econômica e professor em Harvard, Stanford e Oxford, ele foi qualificado pela revista “Time” como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Seu balanço não poderia ter sido mais decepcionante.

Na década de 1950, a economia da Europa integrada crescia em um ritmo anual de 4%. No III Milênio ela caiu até o zero. À medida que a integração europeia se implementava, seu crescimento declinava.

Os piores mercados de valores dos últimos dez anos? Os europeus, certamente, constatou o professor. Grécia, Irlanda, Finlândia, Portugal, Holanda e Bélgica – foram os piores do mundo. E a União Monetária? Deus nos acuda. Correu muito mal.

Ferguson lembrou que ele e tantos outros economistas, filósofos, jornalistas e especialistas profetizaram a explosão da União Monetária. Mas ou ninguém os ouviu, ou eles não falaram tão forte assim...

Segundo ele, a experiência democrática foi ainda pior. Os europeus não podiam ser forçados como foram a engolir uma união cada vez mais constrangedora, sem respeitar suas vontades.

Ironias fotográficas refletem subconsciente popular europeu
Ironias fotográficas refletem subconsciente popular europeu
Quando os povos votavam contra mais integração política, seus governos os obrigavam a votar de novo, até os indigestos tratados descerem goela adentro.

Aconteceu com os dinamarqueses em 1992; duas vezes com os irlandeses (em 2001 e em 2008); com os franceses, etc.

Cereja no chantilly de desastres: para Ferguson, a experiência europeia foi um eminente fracasso geopolítico. Esperava-se que a UE servisse de contrapeso aos EUA.

Prometeu-se até que a Europa resolveria a guerra na Bósnia. Mas essa guerra no pequeno país balcânico precisou matar cem mil pessoas e deslocar mais de 2,2 milhões para que todo mundo visse que a UE era uma aliança impotente. O conflito só terminou quando os EUA puseram fim ao mata-mata nesse minúsculo território europeu.

Tentou-se impor a unificação pela via econômica, visto que as estratégias políticas não deram resultado, constatou o respeitado professor.

“A quem hei de telefonar quando quiser falar com a Europa?” – teria perguntado o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger.

A resposta chegou anos mais tarde: telefone à baronesa Ashton de Upholland.

O único problema é que ninguém a conhece, sequer ouviu falar seu nome!

A experiência europeia redundou num vergonhoso fracasso, concluiu o acatado mestre britânico.

Porém – acrescentamos –, os eurocratas de Bruxelas parecem decididos a passar o rolo compressor nos povos europeus, sobretudo em seus costumes e raízes cristãs.

Após seis décadas de tentar a utopia, toma corpo de modo espantoso o espectro de uma ditadura muitas vezes comparada à da falida URSS.


domingo, 9 de junho de 2013

Gás de xisto pode liberar Europa das cordas com que a Rússia quereria enforcá-la

Gasodutos russos construídos com tecnologia europeia

A Polônia e outros países europeus estão prestes a decidir o futuro das suas reservas de gás de xisto.

A tecnologia de fraturação hidráulica ou fracking forneceu uma inestimável oportunidade de salvar o continente do desastre e proteger seus legítimos interesses políticos e econômicos, escreveu a revista polonesa “Polityka”, de Varsóvia.

Um velho plano: enforcar a Europa pela energia

Mas essa esperança encontra um grande opositor de olhar enigmático e preocupado: a Rússia, que puxa astuciosamente os fios das redes que a KGB deixou instaladas no Ocidente.

domingo, 2 de junho de 2013

Letônia proíbe a exibição de símbolos comunistas

Escudo nacional da Letônia livre

A Letônia proibiu a utilização de qualquer símbolo (bandeiras, cartazes, hinos, etc.) da era soviética em eventos públicos.

Na proibição ficaram incluídos os símbolos do Partido Comunista Letão e do nazismo, que cooperou com os soviéticos para esmagar o país.

Também ficaram proibidas as manifestações ou reivindicações voltadas contra a independência da Letônia ou que ameacem a sua integridade territorial, noticiou a Baltic News Network.

As restrições só se aplicam a atos públicos e não à vida privada dos cidadãos.