domingo, 20 de dezembro de 2009



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domingo, 13 de dezembro de 2009

O Muro de Berlim e o último cartucho do comunismo russo (III)


(continuação do post anterior)

“Perestroika” de Gorbachev: última tentativa

O socialismo russo encontrava-se num processo de desagregação. Em desespero de causa, o secretário geral do PC da URSS, Mikhail Gorbachev, tentou relançar a manobra apoiado no seu “carisma”.

Ele promoveu, como último cartucho, a “perestroika” ou “reforma” do socialismo, convidando o capitalismo privado a fazer outro tanto e prometendo que, dando curso a essa convergência, ficaria afastado para sempre o pesadelo de uma guerra nuclear mundial.

No cerne da “perestroika” estava a autogestão. Se o Ocidente caísse na lábia do “carismático” Gorbachev, o líder do Kremlin podia esperar que o urso russo levasse a melhor; e o mundo, dentro de algum tempo poderia, entrar numa fase de comunismo universal que beirasse a utopia.

Porque, como observou o ex-presidente tcheco Vaclav Havel, um dos personagens centrais daquela época, “Gorbachev não queria acabar com o comunismo ou contribuir para a desintegração da União Soviética”.

Cai o Muro e falha a manobra russa


O lance simbólico dessa convergência deveria acontecer em Berlim com a queda do Muro. Depois viria por etapas a unificação das duas Alemanhas e da Europa desde o Atlântico até os Urais.

Porém, com o processo em pleno desenvolvimento, o “carisma” do chefe soviético esvaeceu-se abruptamente. Ele reprimiu de modo sangrento a revolta do povo lituano que desejava a independência.

O Prof. Plinio promoveu um abaixo-assinado com as TFPs dos cinco continentes, tendo estas obtido mais de cinco milhões de assinaturas em apoio à independência da Lituânia.

A campanha alertou a opinião pública mundial contra os verdadeiros intuitos do chefe supremo do Kremlin e precipitou o esvaecimento de sua “magia”.

O Ocidente então recusou o cântico de sereia do líder soviético. Gorbachev caiu e a Rússia afundou na confusão. O Muro entrementes havia sido derrubado, os países da Europa do Leste subtraíram-se do jugo soviético.

O império da estrela vermelha desfez-se, e sua degringolada acabou extinguindo “a chama dos projetos revolucionários”. Vinte anos depois, Putin esforça-se para recuperar as imensas perdas sofridas pela ex-URSS.

Obama e regimes populistas: última esperança?


No 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, o próprio Gorbachev lembrou aquele plano num encontro com o ex-presidente George H. Bush (pai) e o ex-chanceler alemão Helmut Kohl, os três personagens-chaves de 1989. Gorbachev disse ao ex-presidente americano: “Meu amigo Bush, os Estados Unidos também precisam de uma perestroika”.

E acrescentou: “Os EUA estão maduros para a mudança. As pessoas estão esperando pelo presidente Barack Obama”.

De fato, duas décadas após a queda do ignominioso Muro, Obama encarna as derradeiras esperanças das esquerdas comunistas e socialistas para abalar o capitalismo ocidental, e tem a seu lado os regimes populistas latino-americanos.

Mas este plano enfrenta sérias oposições na opinião pública. Basta considerar a perda de prestígio de Obama e a heróica resistência da pequena Honduras ao processo de “chavização”.

O Muro ruiu e a utopia socialista ficou sem fôlego. É na luta pelo domínio dos EUA e da América Latina que se jogam os lances principais que poderão decidir o futuro da luta entre o comunismo e o anticomunismo.

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domingo, 6 de dezembro de 2009

O Muro de Berlim e o último cartucho do comunismo russo (II)


(continuação do post anterior)

O Muro de Berlim e o malogro da persuasão comunista


No fim da II Guerra Mundial, os acordos de Yalta entregaram à URSS metade de Europa. Porém os povos escravizados revoltaram-se: exemplos típicos dessa rebelião ocorreram em Berlim (1953), na Polônia e Hungria (1956). Mais de dois milhões de alemães fugiram pelas fronteiras ainda abertas.


Tais acontecimentos constituíram um plebiscito incessante, atestando a recusa popular do paraíso operário.

O Muro e seu prolongamento — a Cortina de Ferro — contiveram aquela sangria desmoralizante. Mas o sistema comunista deperecia na miséria, na paralisia e num crescente descompasso técnico e econômico com o Ocidente.

Os fracassos das guerrilhas na América Latina, a frustração do “eurocomunismo” e a vergonhosa derrota no Afeganistão foram episódios finais da agonia dos sovietes.

Nessa fase terminal, tomou corpo a idéia de salvar a chama comunista, com a tentativa de sacrificar o esclerosado regime dos sovietes e dar um “salto para frente” para imergir na utopia.

“Autogestão”: a Rússia tenta a aventura

Em artigo para a “Folha de S. Paulo” em 23-11-1969, com larga antecipação, Plinio Corrêa de Oliveira previu as fases da manobra:

“Consistiria na implantação de um regime federativo entre as duas Alemanhas, gradualmente homogeneizadas: a Alemanha Ocidental se bolchevizaria um tanto e a Oriental se ‘capitalizaria’ outro tanto. Bem se vê que, se isso der certo em escala alemã, poderia ser aplicado em escala européia: uma federação continental incluindo a Rússia, por sua vez ‘homogeneizada’. Seria, segundo os simplórios... ou os velhacos, o meio de evitar a guerra. Com a semicomunistização da Alemanha e da Europa, quem lucra velhacamente, senão os que querem conduzir a Alemanha e a Europa à comunistização completa?”.


Para essa homogeneização era indispensável que o capitalismo privado e o capitalismo de Estado convergissem num novo sistema, que se apresentaria como um meio termo — nem comunista, nem capitalista.

Qual? Em 1977, a fórmula para a “homogeneização” recebeu um nome oficial na Rússia — autogestão — e foi incluída na nova Constituição:
“O objetivo supremo do Estado soviético é edificar a sociedade comunista sem classes, na qual se desenvolverá a autogestão social comunista”. Na Rússia, o PC encarregar-se-ia da transformação.

Mas, e no Ocidente?

Autogestão à francesa: tentativa e malogro

Foi a vez, então, do presidente socialista francês François Mitterrand, eleito em 1981. Ele apresentou a nova fórmula da autogestão, envolvida nos charmes e no prestígio que o mundo ainda reconhecia à França.

O plano, pouco depois de lançado, foi retirado precipitadamente e de um modo que só se entende bem à luz do manifesto-denúncia de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira – “O Socialismo Autogestionário: Em vista do comunismo, barreira ou cabeça de ponte?”. Mais de 33 milhões de exemplares foram publicados no mundo, e a autogestão à francesa foi abortada.


(continua no próximo post)

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"A Soviet Story": o filme abafado no Ocidente sobre os crimes do comunismo



“A soviet story”: Documentário sobre os crimes do socialismo soviético -- comunismo -- no mundo. 

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domingo, 29 de novembro de 2009

O Muro de Berlim e o último cartucho do comunismo russo (I)


Quando em 13 de agosto de 1961 os “vopos” (guardas comunistas da Alemanha) começaram o levantar o Muro de Berlim, erigiram um monumento ao declínio do poder persuasório e de liderança do comunismo.

Lenine tinha previsto que a revolução bolchevique “não se manteria no poder nem se desenvolveria, se não fosse protegida, apoiada e seguida por outras revoluções em países mais desenvolvidos”.

Para ele, os sovietes constituíam um dos lados de uma ogiva que devia ser completada pelo outro lado, isto é, pelo comunismo no Ocidente. Sem um dos lados, a revolução mundial que ele pregava não atingiria sua finalidade.

A necessidade era tão grande que Lenine engajou-se em revoluções no exterior, antes mesmo de garantir o controle da Rússia. Mas elas faliram sem exceção.

Crise do comunismo internacional


Ao mesmo tempo, na própria Rússia surgiram resistências de envergadura.

Por causa delas, Lenine teve que fechar as comunas auto-governadas, internar os “intelectuais” na Sibéria, alistar criminosos comuns na KGB (polícia política) como braço armado da revolução popular, e desencadeou um terrorismo de massa que matou milhões.

A utopia da igualdade plena sem Estado nem autoridades ficou para depois, e a nova ordem não se definiu ainda “comunista”, mas apenas “socialista”.

Lenine e seus sequazes nunca desistiram da revolução mundial, embora amargando fracassos e metamorfoses. Mas as “revoluções em países mais desenvolvidos” demoraram, porque o comunismo revelava-se cada vez mais incapaz de convencer e manipular as massas operárias.

Para piorar a situação, o regime soviético se decompunha, apesar dos sucessivos expurgos.

(continua no próximo post)

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domingo, 1 de novembro de 2009

O novo Kremlin não suporta que as ex-nações escravas fujam da tirania cultural soviética


As livrarias de Simferopol, Ucrânia, tem as estantes cheias de obras da literatura ocidental traduzidas para o ucraniano, em edições destinadas aos adolescentes, informou “The New York Times”. O fato em si é pouco relevante: é o que nós vemos habitualmente nas livrarias brasileiras traduzidas para o português.

Mas, o fato encoleriza a vizinha Rússia. Simferopol fica numa região ucraniana em que a maioria é de etnia russa, e outrora os livros saiam em russo segundo o gosto de Moscou.

O governo da Ucrânia favorece naturalmente o emprego do idioma ucraniano em todas as facetas da sociedade, especialmente nas escolas, para garantir que os jovens sejam orientados pela tradição ucraniana e não pelas veleidades neo-soviéticas de Moscou.

O fenômeno que se dá na Ucrânia, repete-se em todos os países do ex-bloco soviético. O resultado é uma diminuição da influência do Kremlin.



Estação de trem de Simferopol (Ucrânia) ainda ostenta estrelha vermelha dos sovietes. Foto de 16 de julho de 2007 ©Dmytro Sergiyenko

“O declínio no emprego do idioma russo é um golpe duríssimo para Moscou, nas esferas econômicas e sociais”, disse o sociólogo Aleksei Vorontsov, da Universidade Herzen, em São Petersburgo.

“Trata-se de um rompimento de laços, deixando a Rússia mais isolada”, acrescentou

“Expulsai a natureza, ela voltará ao galopo” reza um ditado francês. A URSS quis impor sua língua aos países escravizados, mas agora estes conseguiram liberdade e voltam ao galopo para suas caras tradições. A questão da língua também é uma maneira de afirmar a própria soberania.

O russo é um dos poucos grandes idiomas a perder adeptos. A perspectiva é que o número dos que falam russo cairá para 150 milhões até 2025, a comparar com os 300 milhões que o falavam em 1990, antes do colapso da ditadura soviética.

Bandeira nacional ucraniana

Um fato que piora muito o quadro é a diminuição demográfica na Rússia, que até 2050 pode perder 20% de sua população.

A disputa é especialmente sensível na Ucrânia, sobre tudo na península da Criméia, no Mar Negro, onde 60% fala russo. Muitas escolas na Criméia empregam o russo como primeiro idioma, mas com freqüência lecionam matérias em ucraniano. Os exames nacionais mais importantes são feitos exclusivamente em ucraniano.

A presença da influência cultural russa é um dos ganchos aduzidos pelo novo Kremlin (da mesma KGB) para tentar recompor o funesto império da fracassada União Soviética.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dutos russos fazem hoje o que os tanques soviéticos faziam ontem


“Ontem eram os tanques. Hoje, o petróleo”, assim Zbigniew Siemiatkowski, ex-chefe do serviço de segurança polonês, definiu a atual política russa que manipula imensos fornecimentos de gás e petróleo para Europa objetivando conquistá-la, informou o “The New York Times”.

Agora, a gigante russa Gazprom está construindo um gasoduto no leito do Mar Báltico. Na aparência o gasoduto beneficia Europa toda. Na realidade, é um golpe duro em primeiro lugar para os países da Europa Central e Oriental, escravizadas outroura na base de tanques soviéticos.

Eles temem que a Rússia de Putin, saudosista da URSS de Stalin, com o novo gasoduto inaugure uma nova ofensiva para restaurar o nefando bloco soviético.

A Rússia vem explorando a dependência da Europa Central e da União Européia do gás siberiano. Verdadeiras chantagens vem sendo encenadas ano após ano.

E agora se aproxima o inverno no Hemisfério Norte, estação por excelência para Putin aplicar suas extorsões imperialistas.

Porém, no sistema atual fechar a torneira do gás para um país como a Ucrânia que Putin quer engolir, significa cortar o gás para o resto da Europa. O gasoduto é o mesmo.

Resultado: todos os enforcados pela corda de aço do gasoduto uniam-se em coro contra Moscou.

Se a Rússia conseguisse enforcar um por um, a tarefa de reconstituição da ex-URSS poderia correr bem mais fácil.

O novo gasoduto no Mar Báltico, batizado de Nord Stream, é uma das armas sonhadas pela equipe da (ex-)KGB. Percorre mais de 1.200 quilômetros, da Rússia até a Alemanha, sem passar por antigos satélites soviéticos.

Estes, uma vez concluído, ficarão sozinhos diante das tentativas de enforcamento do coronel da KGB.

Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional americano, chamou os gasodutos de “grande iniciativa russa para separar a Europa Central da Ocidental”.

As peças do gasoduto estão sendo construídas na Alemanha. Mas depois que a Europa Central seja submetida de novo ao despotismo russo, os novos “tanques” vão apontar seus tubos contra os fornecedores da “corda com que nós os enforcaremos”, segundo a estrategia leninista.

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domingo, 4 de outubro de 2009

Rússia apela a Ocidente para renovar seus aviões civis

A linha de bandeira russa Aeroflot, cujo símbolo ainda é o martelo e a foice, até o fim do ano terá trocado os aviões de fabricação nacional por uma frota quase totalmente de Boeings e Aribus, informou o “The New York Times”.

Ilyushin IL-62 acidentado no nordeste do Irã

A Aeroflot está liquidando todos seus Tupolev e quase todos os Ilyushin, espécies de sarcófagos voadores [foto]. Ela conservará só seis Il-96 para cobrir as rotas para Havana e Hanói. Com isto evitará um abalo ainda maior do comunismo ortodoxo dessas ditaduras marxistas. Protegê-las está acima até da segurança dos cidadãos (ou escravos).

Cada vez que sobe num modelo da era soviética Anastasia A. Tkachova, estudante que viajou recentemente de Moscou a Londres pela Aeroflot confessa: “eu olho para todos os parafusos e porcas e me pergunto qual está frouxo e fico preocupada”.

Também a nova companhia aérea pública Russian Airlines só usará Boeing e Airbus.

A Rússia é tratada de superpotência, mas na realidade só está em pé pelo sustento dos países ocidentais. E ela quer os equipamentos ocidentais para um dia tentar lhe dar um golpe mortal. É a velha tática leninista ressuscitada pelos agentes da (ex-)KGB donos do Kremlin, saudosistas da falida URSS: “Ocidente fornecer-nos-á a corda com a qual nós o enforcaremos”.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ativistas pro-direitos humanos impunemente assassinados na Rússia

Dois ativistas humanitários foram assassinados com tiros no rosto e no peito, informou o diário carioca “O Globo”. Tratou-se de Zarema Sadulayeva [foto], diretora do grupo humanitário ‘Salve a Geração’, que cuida de crianças tornadas deficientes físicas pela guerra da Chechênia, e de seu marido, Alik Dzhabrailov. O crime aconteceu diante de testemunhas e repetiu o esquema vem sendo aplicado impunemente pelo polícia russa.

Os dois foram seqüestrados por agentes armados que se apresentaram como policiais no endereço do grupo humanitário, na região central de Grozny. Posteriormente, os corpos foram encontrados no porta-malas do carro do casal, num subúrbio da cidade.

Os policiais em roupas civis e camufladas invadiram o escritório e levaram pressas as vítimas. Depois voltaram para colher os celulares dos dois e o carro onde haveria de aparecer o casal morto.

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, como de praxe, ordenou a imediata investigação do caso que não deve conduzir a nada relevante.

A Anistia Internacional deitou algumas lágrimas pelas execuções, que qualificou de exemplo do “clima de impunidade na Chechênia”. Também deplorou a inércia da polícia em investigar este tipo repetido de mortes de ativistas de direitos humanos. Anistia Internacional vê nessa inércia um “forte indicativo de que essas autoridades são no mínimo condescendentes com os crimes”.

Houve também queixas pro-forma de governos ocidentais. Mas não tiraram o sono do comandante Putin. A eliminação de dissidentes continua acontecendo sob a mesma impunidade dos tempos do regime soviético.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

No 70º aniversario da II Guerra Mundial, a Rússia defende Stalin

Ao se cumprirem 70 anos do fatídico início da II Guerra Mundial, o presidente russo, Dmitri Medvedev, reproduzindo a vontade do chefe supremo do país, defendeu Stálin e qualificou de “cínica mentira” a idéia de que o Kremlin favoreceu a agressão nazista. De fato, não só favoreceu, foi aliada ideológica e militar consciente e determinada.

A II Guerra Mundial foi o conflito bélico mais cruel da história e a Polônia foi a primeira e uma das principais vítimas. Ela quer que Moscou se desculpe pelo Pacto de Não Agressão, acordado entre a União Soviética e a Alemanha nazista por onde os dois invadiram e dividiram injustamente a Polônia.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin admitiu que esse pacto foi “imoral”, mas para o amoralismo do regime, isso nada significa. Acresce que nessa guerra, os comunistas russos massacraram fria e seletivamente 22 mil poloneses prisioneiros, militares e profissionais, em 1940, em Katyn.

Moscou nomeou uma comissão para “reconstituir a verdade histórica”. Nela não há historiadores, mas só quadros do FSB, a polícia que herdou as funções e os métodos da sanguinária KGB comunista. O resultado é previsível: a URSS será inocentada.

Durante as solenidades em Gdansk, Putin admitiu que a URSS cometeu “erros”. Mas o presidente polonês, Lech Kaczynski, não levou a sério o tom conciliatório do chefe supremo russo e verberou o comunismo: “em 17 de setembro (de 1939), a Polônia recebeu uma facada nas costas... O golpe veio da Rússia bolchevique”, disse.

Em julho, resolução aprovada pela Assembléia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa igualou o stalinismo e o nazismo, informou o “The Independent” de Londres . O chefe da delegação da Rússia considerou o ato um insulto, não se sabe bem ainda em qual sentido.

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domingo, 6 de setembro de 2009

Bebedeira, aborto, droga e socialismo dizimam a Rússia

Mais de 2,5 milhões de russos com idades entre 18 e 39 são adictos a drogas ilegais reconheceu o chefe do Serviço russo para o controle federal da droga, Viktor Ivanov.

Além do mais há 140.000 menores em centros de recuperação para drogados, noticiou a agência russa “Novosti”.

Segundo Ivanov, perto de 30.000 russos morrem anualmente por excesso de droga. O número de decessos inclui crimes associados a essas substâncias.

Só em 2008 foram seqüestradas 38 toneladas de narcóticos; perto de 7.000 narcotraficantes foram encarcerados ou mortos. Entretanto, a escalada do narcotráfico e do crime não pára.

A repressão policial é insuficiente. É preciso uma reforma moral profunda do povo desfeito por décadas de socialismo. E isso só se obtém com a prática da religião verdadeira: a católica. Mas, o governo russo de hoje, como o de Lenin ou Stalin, só pensa em eliminá-la. O resultado é que se não houver um milagre a população russa já em diminuição por causa do aborto e alcoolemia, acabará desaparecendo.

Desde já, a queda da população pode afetar economia da Rússia em virtude do declínio acentuado da população informou a BBC Brasil.

Usinas na periferia de MoscouSegundo Sergei Zakharov, do Instituto de Demografia da Escola de Altos Estudos Econômicos de Moscou, em 2015 a Rússia terá oito milhões de trabalhadores a menos, e o Exército perderá um milhão de soldados até 2050.

Este último dado preocupa os ditadores russos, pois tira um instrumento de intimidação sobre o Ocidente. "Os números são assustadores", diz Zakharov.

Para as Nações Unidas a população russa cairá dos 142 milhões atuais para 100 milhões até 2050. Oficialmente, o número de óbitos superou o de nascimentos em 12 milhões de 1992 a 2007.

Com a população em baixa os investidores internacionais, fugirão para outros países, observou Markus Jaeger, economista do Deutsche Bank. A previdência social entrará em colapso e a população restante brigará com os imigrantes de países vizinhos que preenchem os vazios de mão de obra.

A perspectiva é pavorosa, mas o ódio à vida é intrínseca à mentalidade socialista. Pode até se conjecturar se a extinção da humanidade não está entre os objetivos da “cultura da morte” inspirada pelo ateísmo laicista-socialista.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Obama escolheu a rendição diante da Rússia, diz ex-assessor de Putin

Andrei Illarionov com Putin
Em fevereiro, Andrei Illarionov [foto], ex-assessor econômico do presidente Vladimir Putin, declarou ante o Comitê de Relações Exteriores do Congresso americano.

Illarionov hoje trabalha no Center for Global Liberty and Prosperity, no Cato Institute de Washington.

Segundo ele, quem governa a Rússia é a KGB, a temível polícia política soviética.

Em face dela, a diplomacia dos EUA é a pior possível: a de retirada.

Putin tenta reconstruir o poderio da ex-URSSA política do presidente Obama está condenada à catástrofe, explicou Illarionov, porque não quer reconhecer a verdadeira natureza ditatorial e imperialista do regime russo.

A KGB age como uma sociedade secreta que pune os indisciplinados com a morte, oprime os cidadãos com a violência, assassinou dezenas de milhares de pessoas, encarcerou dissidentes, suprimiu a mídia independente, exporta armas e prepara uma ciberguerra.

A propaganda anti-EUA atingiu agora um nível maior do que nos tempos da desaparecida URSS.

A política de recomeçar de zero ‒ “resetear o sistema” ‒ nas relações com a Rússia é uma ilusão do presidente Obama. Essa política foi comemorada pelos novos chequistas com “mal dissimulada alegria e satisfação”, explicou o ex-assessor de Putin.

Andrei Illarionov, World Economic Forum in Russia 2003A atual diplomacia multilateral americana é o que precisa o regime russo para atingir seus objetivos, acrescentou.

A KGB domina Moscou e acredita que a nova administração americana aquiesce com seus planos de restaurar a antiga hegemonia russa sobre o espaço ex-soviético.

Porém, os russos que se engajaram pela democracia e as liberdades hoje têm o sentimento de que “EUA os abandonam e os deixam inermes diante de inimigos mortais”.

Illarionov qualificou de colaboracionistas os membros do governo americano que promovem dita política.

Segundo ele, os EUA escolheram algo pior que o pacifismo, eles escolheram a via da rendição.

“Nós conhecemos as conseqüências da política colaboracionista. Os que se retiram e se rendem não terão paz, mas guerra ‒ uma guerra com resultados imprevisíveis e repugnantes.”

Frota russa volta a Cuba, cruzador 'Almirante Chabanenko' entra em HavanaPara Illarionov, a situação está perto de atingir o ponto de massa crítica. Os EUA não são mais um super-poder em matéria de pensamento.

Com Obama, os EUA não se opõem mais ao totalitarismo. Um tempo de graves perturbações se avizinha.

“Quando o mundo entrar nelas, vocês lembrem que alguém avisou”, concluiu.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Livros revelam bastidores da omissão do Vaticano II sobre o comunismo


O vaticanista Andrea Tornielli, (“Paolo VI. L’audacia di un Papa”) trouxe nova luz sobre a omissão da condena explícita do comunismo pelo Concilio Vaticano II, segundo o escritor Antonio Socci no diário “Libero”.

Tornielli publicou carta inédita do cardeal Tisserant, de 22.8.1962, confirmando o acordo entre representantes do Vaticano e da Rússia soviética para impedir a condenação.

Também confirma as irregularidades processuais com que a mesa diretora do Concílio impediu que fosse votado o pedido de condenação do comunismo assinado por mais de 400 Padres conciliares.

Socci lembra que o cardeal Biffi, arcebispo emérito de Bologna, em outro livro recente escreveu:

“o comunismo foi o fenômeno histórico mais imponente, destacado e trasbordante do século XX, e o Concílio, que elaborou uma Constituição ‘Sobre a Igreja no mundo contemporâneo’, não falou dele…

“O comunismo tinha praticamente imposto o ateísmo às populações escravizadas como uma filosofia oficial e uma paradoxal ‘religião de Estado’; e o Concilio, que se detém no caso dos ateus, não falou dele.

“Nos próprios anos em que se desenvolvia a assembléia ecumênica, as prisões comunistas eram locais de sofrimentos inenarráveis e de infinitas humilhações infligidas a numerosos ‘testemunhas da Fe’ (bispos, presbíteros, leigos, crentes); mas o Concílio não falou disso”.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ainda um oposicionista “silenciado” na Rússia

A jornalista Natalia Estemirova [foto] foi seqüestrada quando saía de sua casa e logo executada, em Grozni, capital da Chechênia.

O corpo apareceu numa estrada com tiros na cabeça e no peito, informou “O Globo”.

Sua “heresia” foi criticar a política do governo de Putin no Norte do Cáucaso.

A União Européia e organizações de direitos humanos ocidentais soltaram gemidos desprovidos de conseqüências, como aconteceu nos demais assassinatos de jornalistas, advogados e ativistas que denunciam a ditadura de estilo soviético de Putin e seus “camaradas” da (ex-)KGB.

Natalia foi morta no mesmo dia da divulgação de um relatório que ela ajudou a preparar e que sustenta haver provas para processar autoridades russas como o premiê Vladimir Putin, por horrendas violações, e execuções em massa na Chechênia.

O presidente russo Dimitri Medvedev, apaniguado de Putin, negou qualquer envolvimento nesse assassinato, como de praxe.

Estemirova pertencia à associação Memorial que recolhe dados sobre os crimes do comunismo, e vinha documentando os incêndios de casas, execuções sumárias, seqüestros, torturas e outros abusos, praticados na Chechênia a mando da camarilha soviética hoje instalada no Kremlin.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Países bálticos são campo de guerra ideológica com a Rússia neo-comunista


O diário “The Independent” de Londres alertou para a transformação dos países bálticos num campo de batalha ideológica.

A Letônia erigiu o Museu da Ocupação para perpetuar a lembrança dos crimes da ocupação soviética.

Mas Moscou acha que esses crimes foram atos heróicos do Exército Vermelho. Em conseqüência, o presidente russo Medvedev criou uma Comissão para Reagir à Falsificação da História em Detrimento dos Interesses Russos.

E propôs uma lei para ilegalizar a “reabilitação do nazismo” no território de ex-repúblicas soviéticas que hoje são soberanas, acenando com represálias. Por isso, quando a Estônia removeu monumento aos invasores soviéticos no centro de Tallinn o Kremlin reagiu com ferozes ameaças.

Putin quer restaurar o poderio do antigo império comunista e sente-se muito a vontade com a inércia dos EUA. Porém, fica furioso com o corajoso e patriótico espírito de resistência dos pequenos países bálticos.

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