domingo, 18 de janeiro de 2026

Crescem as deserções no exército russo

Mais de 50.000 russos teriam desertado de seu exérc ito
Mais de 50.000 russos teriam desertado de seu exército
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Há um aumento contínuo de deserções no exército russo nas linhas de frente e nos distritos militares, segundo Ukrinform. 

Segundo Kiev, milhares de soldados se recusam a ir à guerra e abandonam suas unidades, apesar dos fuzilamentos punitivos internos.

No setor de Orikhiv, “mais de 4.500 soldados abandonaram suas posições e fuginram”, disse o porta-voz ucraniano do Comando “Sul”, Vladyslav Voloshyn.

As principais causas são condições insuportáveis, violência interna, falta de suprimentos e o envio massivo de tropas a “ataques de bucha de canhão”.

No setor de Orikhiv, onde as forças russas operam contra as tropas ucranianas, o porta-voz do Comando “Sul”, Vladyslav Voloshyn, relatou casos massivos de deserção.

“De acordo com nossa inteligência, o 58º Exército Combinado do Distrito Militar do Sul está atualmente lutando nesta frente.

Somente nesta unidade, mais de 4.500 soldados abandonaram suas posições e estão fugindo”, disse ele.

De acordo com a Inteligência Militar Ucraniana (UGI), entre novembro de 2024 e julho de 2025, mais de 25.000 soldados e oficiais do Distrito Militar Central da Rússia desertaram de suas unidades.

Soldado russo se entrega a um drone que depois o conduz a local de entrega
Soldado russo se entrega a um drone que depois o conduz a local de entrega
“Alguns abandonam suas posições no campo de batalha, outros desaparecem de suas bases permanentes ou não retornam de licença ou hospital”, afirma o relatório.

Desde 2024, foram registrados mais de 30 casos de fuga com armas e equipamentos militares.

As principais causas citadas são condições insuportáveis de serviço, violência interna (“dedovshchina”), falta de suprimentos e o envio massivo de tropas em “ataques de bucha de canhão”.

O GUR observa, por fim, que, em relatórios internos do exército russo, uma nova categoria aparece entre as causas de morte: a “não execução de uma ordem”, é interpretada como pretexto para a prática sistemática de execuções sumárias de soldados que se recusam a lutar pelas

domingo, 11 de janeiro de 2026

Tropas russas ameaçam a Moldávia, e Ucrânia tenta expulsá-las de área ocupada

Exibiçao militar russa na Transnítria
Exibição militar russa na minúscula Transnístria
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Moscou reagiu fortemente à adoção, esta semana, pela Moldávia, de uma nova estratégia militar que designa a Rússia como a principal ameaça à segurança da ex-república soviética. Cfr. 

Mas, no fim tropas ucranianas interviram para expulsar as tropas russas que ocupavam a Transnístria, região moldava usada como base das ameaças. Conferir: Território PRÓ-RÚSSIA na Moldávia acabou! Soldados de Moscou encurralados! 

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, disse à agência de notícias estatal TASS que as autoridades moldavas estavam cometendo um grave erro ao “tornar a Rússia uma antagonista” em nome da construção de relações com a Europa.

“Esta é uma continuação de uma linha bastante confrontativa e hostil em relação ao nosso país. Do nosso ponto de vista, a atual liderança moldava está cometendo um erro grave”, disse o porta-voz do Kremlin.

Ao mesmo tempo, Peskov ameaçou a Moldávia com a repetição do destino de “um Estado” ao qual tal “erro” não trouxe nenhum benefício.

“Eles acreditam que construir relações com a Europa implica um completo afastamento da Rússia”, disse Peskov.

A Rússia promoveu a secessão da Transnístria
A Rússia promoveu a secessão da Transnístria
“Esse erro já foi cometido por um Estado. Não trouxe nenhum benefício para esse Estado.”

Peskov não especificou a qual Estado se referia, embora suas observações claramente aludissem à Ucrânia, contra a qual Moscou lançará uma agressão em larga escala em 2022.

Em 8 de outubro, o governo moldavo aprovou a estratégia militar para 2025-2035, que delineia as principais áreas de desenvolvimento do sistema de defesa nacional.

Ela visa fortalecer as capacidades de defesa do Estado e sua adaptação às novas realidades de segurança, modernizando as forças armadas e prevendo um aumento nos gastos militares para pelo menos 1% do PIB.

Entre os riscos militares e ameaças à segurança nacional listados no documento está “a continuação da agressão militar da Federação Russa contra a Ucrânia e sua possível extensão à República da Moldávia”.

Temores previam extensão da guerra de invasão russa à Moldávia
Temores previam extensão da guerra de invasão russa à Moldávia
A guerra na Ucrânia representa ameaças significativas à segurança da República da Moldávia, que já se manifestaram na violação da soberania nacional em seu espaço aéreo.

Além disso, a potencial expansão dos territórios ocupados pela Federação Russa representa uma ameaça séria e direta à segurança e à soberania da República da Moldávia, uma vez que a criação de um corredor terrestre até as fronteiras do país poderia gerar pressão política e territorial adicional sobre a República da Moldávia.

A presença do exército russo na Transnístria foi citada como outra ameaça: 

“As formações armadas do regime inconstitucional na região da Transnístria representam uma ameaça direta à segurança da República da Moldávia, pois podem ser utilizadas para contribuir para a consecução dos objetivos estratégicos desse regime e da Federação Russa, estimulando, propagando e incitando estados de conflito e tendências que visam a desestabilização política e social da República da Moldávia”.

Em 28 de setembro, o partido governista pró-europeu, Ação e Solidariedade, venceu as eleições parlamentares moldavas.

Assalto russo a Odessa envolve o problema da Transnítria
Assalto russo a Odessa envolve o problema da Transnítria
A presidente Maia Sandu acusou repetidamente Moscou de interferir nos assuntos internos do país e de tentar influenciar o resultado da votação para chegar ao poder.

Segundo Dmitri Peskov, políticos moldavos pró-Europa, “tendo se mantido no poder, continuam sua política hostil” em relação a Moscou, o que o Kremlin “lamenta”.

Por fim, tropas ucranianas procuravam varrer as tropas russas que ocupavam a região moldava de Transnístria, devolvendo-a a seu legítimo soberano.

Na hora que escrevemos as últimas tropas russas estavam cercadas e Moscou não ousara revidar ainda.


domingo, 4 de janeiro de 2026

Serviço secreto alemão vê risco de guerra direta contra a Rússia

Martin Jäger,.Presidente da Serviço Federal de Inteligência da Alemanha
Martin Jäger, Presidente do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O serviço de inteligência alemão (BND) alertou que a Rússia se apronta para “entrar em conflito militar direto com a OTAN” antes de 2029, , noticiou a Radio France Internationale.

A Rússia beira a falência militar na Ucrânia e visa compensar seu desabamento se apossando da “Europa, economicamente muito mais poderosa”.

Para isso “não hesitará em entrar em conflito militar direto com a OTAN”, declarou Martin Jäger, presidente do BND, perante uma comissão do Parlamento em Berlim.

Múltiplas ações de “guerra híbrida” mostram que o Kremlin já ataca Europa, acrescentou.

“Já estamos no meio da confusão hoje”, prosseguiu Martin Jäger, ex-embaixador alemão na Ucrânia antes de assumir a chefia do BND.

O aumento de incidentes nas últimas semanas na Europa, como a incursão de drones russos na e violação do espaço aéreo europeu por caças russos, são episódios dessa guerra incubada.

Radio oficial alemã adverte contra mais ataques russos no país
Radio oficial alemã adverte contra mais ataques russos no país
A Alemanha foi vítima de sobrevoos de drones, sabotagem e campanhas de desinformação oriundos de Moscou.

“Na melhor das hipóteses, a Europa está vivendo uma paz gélida que pode degenerar em confronto violento a qualquer momento. Devemos nos preparar para uma nova escalada da situação”, continuou Jäger.

Sinan Selen, presidente do serviço de inteligência interno da Alemanha (BfV), partilhou seus sentimentos: “A Rússia está perseguindo agressivamente suas ambições políticas contra a Alemanha, a UE e seus aliados ocidentais.”

“Os serviços de inteligência russos estão constantemente alterando os níveis de escalada de suas atividades com o objetivo estratégico de enfraquecer as democracias liberais.

“Como resultado, estamos detectando uma ampla gama de espionagem, desinformação, interferência, sabotagem e ataques cibernéticos realizados por atores e Estados estrangeiros na Alemanha”, disse ele.

Exército alemão acelera transpasso de armas para frente oriental
Exército alemão acelera transpasso de armas para frente oriental
De acordo com Jäger, a Alemanha, a maior economia da UE, é “o alvo número um da Rússia na Europa”, especialmente porque “desempenha um papel de liderança no apoio à Ucrânia”.

Ele relatou tentativas russas de “influenciar a política interna e as decisões políticas na Alemanha”, observando que Moscou havia recentemente intervindo fortemente em eleições em outros países, como a Moldávia.

Ele também lembrou que a Rússia estava usando fluxos migratórios para desestabilizar países europeus, por exemplo, na fronteira entre a Polônia e a Bielorrússia.