domingo, 13 de setembro de 2026

Cargueiro russo afundado levaria peças atômicas para a Coreia do Norte

A carga misteriosa do navio russo ainda é objeto de discussão
A carga misteriosa do navio russo ainda é objeto de discussão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma investigação do naufrágio do cargueiro russo “Ursa Major” no Mediterrâneo, em 2024, revelou que transportava peças para dois reatores nucleares submarinos da Coreia do Norte.

Investigadores espanhóis acreditam que o navio pode ter sido afundado por um torpedo ocidental.

Na ocasião, a Rússia proibiu que navios ocidentais auxiliassem aos náufragos e declarou que o navio afundou após uma "explosão na casa de máquinas", sem dar explicação.

O caso patenteia o risco de uma guerra universal explodir a qualquer momento.

O capitão russo do navio declarou que o material era carga não perigosa”, mas na realidade eram componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos.

O capitão se recusou a comentar mais sobre a carga, alegando preocupações com sua segurança.

O navio estava sujeito a sanções dos EUA e do Reino Unido desde a invasão total da Ucrânia pela Rússia em 2022, devido ao papel de seu proprietário no fornecimento de armamentos ao Kremlin.

O naufrágio ocorreu dois meses depois de o líder norte-coreano Kim Jong-un ter enviado cerca de 10.000 soldados para apoiar a invasão total da Ucrânia.

Em troca o Kremlin pode ter transferido tecnologia nuclear para Pyongyang. A Rússia e a Coreia do Norte têm um acordo vigente desde 2024, segundo o qual se comprometem a fornecer assistência militar mútua.

Um submarino de propulsão nuclear estava entre as armas sofisticadas que Kim Jong-un anunciou em uma conferência política em 2021.

O navio russo levaria reatores nucleares para a Coreia comunista.
O navio russo levaria reatores nucleares para a Coreia comunista.
Outras armas incluíam mísseis balísticos intercontinentais de propelente sólido, armas hipersônicas, satélites espiões e mísseis com múltiplas ogivas.

Em dezembro de 2025, a Coreia do Norte divulgou fotografias da visita de Kim Jong Um ao que parecia ser o casco de um submarino nuclear praticamente concluído, num galpão de montagem.

Pyongyang deu a conhecer planos para equipar o submarino com armas nucleares, referindo-se a ele como um "submarino estratégico de mísseis guiados" ou um "submarino estratégico de ataque nuclear".

A Coreia do Norte não possui os recursos e a tecnologia necessários para construir submarinos nucleares, mas poderia projetar seu próprio reator com a expertise de Moscou.

Uma semana após o naufrágio de 2024, o navio espião russo Yantar, previamente detido em águas brasileiras e no início de 2025 identificado em águas britânicas, permaneceu por cinco dias posicionado sobre os destroços do “Ursa Major”.

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