![]() |
| A carga misteriosa do navio russo ainda é objeto de discussão |
![]() |
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Uma investigação do naufrágio do cargueiro russo “Ursa Major” no Mediterrâneo, em 2024, revelou que transportava peças para dois reatores nucleares submarinos da Coreia do Norte.
Investigadores espanhóis acreditam que o navio pode ter sido afundado por um torpedo ocidental.
Na ocasião, a Rússia proibiu que navios ocidentais auxiliassem aos náufragos e declarou que o navio afundou após uma "explosão na casa de máquinas", sem dar explicação.
O caso patenteia o risco de uma guerra universal explodir a qualquer momento.
O capitão russo do navio declarou que o material era carga não perigosa”, mas na realidade eram componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos.
O capitão se recusou a comentar mais sobre a carga, alegando preocupações com sua segurança.
O navio estava sujeito a sanções dos EUA e do Reino Unido desde a invasão total da Ucrânia pela Rússia em 2022, devido ao papel de seu proprietário no fornecimento de armamentos ao Kremlin.
O naufrágio ocorreu dois meses depois de o líder norte-coreano Kim Jong-un ter enviado cerca de 10.000 soldados para apoiar a invasão total da Ucrânia.
Em troca o Kremlin pode ter transferido tecnologia nuclear para Pyongyang. A Rússia e a Coreia do Norte têm um acordo vigente desde 2024, segundo o qual se comprometem a fornecer assistência militar mútua.
Um submarino de propulsão nuclear estava entre as armas sofisticadas que Kim Jong-un anunciou em uma conferência política em 2021.
![]() |
| O navio russo levaria reatores nucleares para a Coreia comunista. |
Em dezembro de 2025, a Coreia do Norte divulgou fotografias da visita de Kim Jong Um ao que parecia ser o casco de um submarino nuclear praticamente concluído, num galpão de montagem.
Pyongyang deu a conhecer planos para equipar o submarino com armas nucleares, referindo-se a ele como um "submarino estratégico de mísseis guiados" ou um "submarino estratégico de ataque nuclear".
A Coreia do Norte não possui os recursos e a tecnologia necessários para construir submarinos nucleares, mas poderia projetar seu próprio reator com a expertise de Moscou.
Uma semana após o naufrágio de 2024, o navio espião russo Yantar, previamente detido em águas brasileiras e no início de 2025 identificado em águas britânicas, permaneceu por cinco dias posicionado sobre os destroços do “Ursa Major”.




Nenhum comentário:
Postar um comentário